O que tem por trás de uma carinha de anjo?
23 Capítulo 23
Notas iniciais
— Pai?
— Pai? — Gustavo se virou novamente para Dulce, olhando-a. — Sim?
— Eu te amo papai, te amo muito. Não me abandona não... — Disse abrindo os braços, onde Gustavo se aproximou rapidamente para abraçá-la.
— Desculpa princesa, perdão por ter te negado atenção, carinho e amor quando você mais precisava não estou sendo o pai que prometi a Tereza ser. Eu sei que já disse isso antes, mais dessa vez vai ser diferente. Pois eu senti na pele o quanto é ruim não ter a sua retribuição, seu amor. O papai vai mudar, eu prometo que vou me esforçar pra ser o pai que você merece.
— Está perdoado papai, eu só quero você como era antes. Que me colocava pra dormir, passava mais tempo comigo... Eu te amo muitão e jamais quero te perder.
— E não vai perder meu amor, você é a pessoa mais importante da minha vida e nada nem ninguém vai muda isso. Viu?
— Ai meu Deus quanta fofura de vocês dois, to ficando com ciúme.
— Pois não deveria.
— Porque não mocinha?
— Porque eu te amo de um jeito diferente.
— Diferente como?
— Diferente como uma mãe.
Nesse momento eu e Gustavo nos olhamos no mesmo instante, e foi impossível não sorrir. — Assim você deixa a Cecí toda boba. — Sorri. — Você também é como uma filha pra mim, e eu te amo do mesmo jeitinho.
— Sabe, vocês formariam um lindo casal. — Sorriu.
— E é moça? Acho que você está observando demais.
— Sabe filha que eu também acho isso.
— Não da corda pra ela Gustavo você é NOIVO, só pra lembrar.
— Mais aquela Nicole nem combina com meu papi. Só que você sim Cecí você é a mulher feminina perfeita e tem cara de mamãe.
— Tem cara de mamãe? Agora tem essa expressão?- Sorri boba.
— Claro que sim, você é linda, carinhosa, atenciosa igual minha mamãe.
— Aí se eu fosse feia você não ia gostar de mim? -Cheguei mais perto da cama fazendo cócegas nela onde a mesma gargalhou.
— Claro que ia gostar. Não importa a beleza de fora, mais sim a de dentro. Não é mesmo papi? Mas você é bonita por dentro e por fora.
— Ta na hora dessa princesa dormir não?
— De novo? Já dormi muito. To cansada de dormir.
— Obedece seu pai meu amor, amanhã a gente brinca.
— Só se vocês ficarem aqui comigo até eu dormir.
Olhei pro Gustavo e ele assentiu com a cabeça.
— Tudo bem mocinha, mais é pra dormir viu? Você precisa descansar e recuperar essa energia. — Abaixei e beijei sua testa.
— A Cecília está certa filha, você precisa repousar. — Segurei na mãozinha dela. — Papai te ama.
— Também te amo papai, e também te amo Cecí. — Sorri pegando na mão dela, assim ficando de mãos dadas com os dois. Fechei meus olhinhos e relaxei, não demorando para adormecer novamente.
Cecília On— Passamos um tempo assim no silêncio de mãos dadas velando o sono dela, era confortável e tão bom estar ali. O Gustavo meu olhou tentando me falar algo, acho que ele brigava internamente com os monstros interiores.
— Ceci eu queria falar com você.
— Não complica as coisas por favor.- Chegou mais perto.- Acho que tenho que concluir o que havíamos começado.
— Não estou entendendo.- Gaguejei.
— Você é tão diferente, não sei como agir perto de você. — Alisou meu rosto.
— Gustavo não faz isso... — Coloquei uma mão à frente, o impedindo. — Você tem uma noiva. E isso não é certo.
— Se eu prometer mudar e te conquistar você me dá uma chance? Eu sei que você sente algo por mim, só não é capaz de assumir o que sente.
— Mas e a Nicole?
— Esquece a Nicole, afinal depois de toda essa confusão, eu irei terminar tudo com ela. Eu estava cego, e agora comecei a ver que ela não seria uma boa mãe para a Dulce. Bem diferente de você, que ama a minha pequena como se fosse sua filha.
— Não sei seria o certo a fazer Gustavo.
— Vamos com calma, um passo de cada vez. — Falei colocando uma mexa de sua franja atrás da orelha.- Queria uma coisa agora.
— O que? — Sussurrou.
— Isso. — Disse de uma vez e aproximando nossos lábios, onde nos beijamos.
Foi simples calmo e apaixonante, seus lábios se emolduravam perfeitamente nos meus e ainda era aquela mesma sensação do primeiro beijo que tivemos, pedi passagem para beijá-la melhor que foi facilmente concedida a mim. Terminei o beijo com alguns selinhos e um abraço demorado. Ela me olhou e sorriu tímida.
— Vou lá fora avisar a Estefânia sobre a pequena.
— Tudo bem, vou ficar aqui caso ela acorde.
— Está bem. — Ia caminhando em direção a porta, quando senti Gustavo puxar o meu braço com cuidado e me dar mais um selinho.
— Assim a gente não vai conseguir ir a lugar algum Gustavo.
— E se essa for a intenção? — Me roubou outro selinho.
— Aqui não seria o lugar ideal pra isso. — Tentei inutilmente fazer cara de brava, mas sem sucesso, não conseguia manter a brava perto daqueles olhos azuis tão intensos.
— Nem adianta fingir essa cara de brava. — Ele sorriu. — Só mais um beijo e está liberada, prometo. – Disse fazendo um juramento com os dedos.
— Tá bom. – Sorri sem jeito. Concedi e logo depois sai correndo com um sorriso que não cabia no rosto.
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