Notas iniciais
Desculpem a demora quer dizer o sumiço hahaha estou em semana de provas na Faculdade, mas dei uma escapadinha, não me matem e espero que curtam a história...

Cecília Pov— Corri para o quarto calçando uma sapatilha qualquer, olhei rapidamente para a roupa que usava, uma camiseta do Mickey e um short jeans simples, sairia assim mesmo, peguei a bolsa, logo depois chegando ao condomínio dos Larius. Uma Franciele chorosa me recebeu.

— O que aconteceu com a Dulce? — Perguntei entrando na sala. – Cadê ela pelo amor de Deus?

— Você ta com ela que eu sei, não precisa fazer show. — Gustavo avançou em cima de mim, pegando em meu braço, fechei os olhos em seguida, já sentindo as lágrimas chegarem aos meus olhos.

— De novo sendo agressivo Gustavo? — Estefânia disse um tanto alterada, em meio ao choro. — Solta ela. A Cecília não tem motivo nenhum para esconder a Dulce Maria, muito pelo contrário. Ela seria a primeira pessoa a nos avisar, se tivesse a encontrado. Você realmente está ficando doente. — Entrou no meio de nós dois separando-nos.

— Eu não aguento mais viver assim sinceramente, se não gosta e nem confia em mim então porque me deixa trabalhar? Só pra me humilhar? Estou cansada desse jogo, sendo assim é melhor eu ir. — Disse correndo em direção a porta.

— Desculpa Cecília pelo amor de Deus, eu estou nervoso, perdão. — Me abraçou forte sussurrando palavras de conforto em meu ouvido.

— Eu compreendo o quão nervoso você está, mais isso não é motivo para jogar a culpa sobre mim, estava em casa quando me ligaram, juro que não sei onde ela está. Eu me preocupo muito com a Dulce, estou tão nervosa e aflita quanto você. Uma dor se exala no meu coração só de imaginar ela sozinha na rua, sujeita a qualquer perigo. — Dizia já chorando muito.

— Ta na hora de nos acalmarmos e fazermos o trajeto que a Dulce fez depois que a Estefânia saiu. — Padre Gabriel dizia vindo da cozinha com um copo de água com açúcar para mim.

— O Gabriel tem razão. Nós precisamos nos unir para procurar a nossa pequena, que agora está precisando da gente mais do que nunca. — Falou Estefânia e todos concordaram.

Dulce Maria Pov— Depois da conversa que ouvi do meu pai com a Nicole, saí pelos fundos do apartamento. Eu iria fugir e nunca mais voltaria para casa, meu pai não me quer mais perto dele. Logo estava nas ruas, onde me encontrava totalmente perdida. Nunca saí sozinha para lugar algum. Andava sem rumo, com os braços encolhidos. Meus olhinhos estava carregados de lágrimas ao lembrar da conversa. Tudo isso não estaria acontecendo se a minha mamãe estivesse aqui, ela me faz tanta falta e é a única pessoa que me amava de verdade. Andei não sei por quanto tempo, minhas pernas já doíam, observei um parque bonito, tinha uma casinha que ninguém brincava, só sei que entrei e me sentei abraçando minhas pernas chorando, acabei dormindo não me lembrando mais de muita coisa.

Cecília Pov— Passava das 5 horas da tarde, já havíamos ligado pro delegado e o mesmo nos avisou que não podia fazer muita coisa, afinal não tinham sido 24 horas de desaparecimento ainda. Então nos dividimos e decidimos procurar pelas ruas próximas. Estefânia e Gabriel foram procurar nas três ruas da frente, Gustavo e eu fizemos as outras. Doce Horizonte não é uma cidade tão grande, mais mesmo assim não a conhecia por inteiro e isso dificultava para busca da Dulce. Meu coração estava apertado, doía muito. Era como se uma parte de mim tivesse se separado. Procuramos por muito tempo algum rastro que nos levasse a ela, pelo seu tamanho não conseguiria ir tão longe assim, afinal também tinha seus medos, me apavorei quando uma chuva grossa começou a cair nos impedindo de continuar nossas buscas.

Fátima Pov— Estava quase chegando em casa quando uma tempestade me alcançou me fazendo parar no parque para procurar um abrigo, a praça estava deserta, olhei tudo ao meu redor ficando alerta a qualquer sinal de perigo, quando reparei em um pezinho que estava sendo molhado pela chuva, pela posição que a garotinha estava parecia dormir tranquila, mas pelo que parecia ela estava sozinha, mas que estranho uma menina pequena estar aqui, resolvi ir até lá para averiguar. Apressei meus passos, pois a chuva já caía fortemente sobre mim. Abaixei adentrando na casinha e ali pude observar a garotinha pequena, se encolhendo do frio. Suas bochechas estavam vermelhas e ela continuava a dormir. Aproximei-me dela, fazendo a mesma despertar me olhando assustada.

— Calma, eu não vou te machucar. — Disse tranquila. — Você é tão linda o que faz aqui sozinha meu anjo? — Cabelos dourados caiam nos ombros, bem vestida uma aparência de alguém bem cuidada. Sorri tentando fazer com que ela relaxasse, mas logo seus olhinhos começaram a brilhar e lágrimas grossas escorriam deles. Fiquei aflita e um tanto preocupada ao ver o quanto ela chorava, me sentei do seu lado e a olhei. — Qual é seu nome? Eu posso te ajudar, você é muito pequena e não pode ficar aqui sozinha. — Ela direcionou seus olhinhos a mim.

— Dul- Dulce Maria.. — Disse ela em meio aos soluços.

— Que nome lindo pequena, tão lindo quanto você.

— Moça não me leva de volta pra casa, por favor.

— E onde você pretende ficar princesa? Está frio aqui meu amor, sem contar que pode vir alguém aqui mal e mexer com você. Me diz onde mora que eu te levo.

— Eu não quero voltar pra casa, meu pai não me quer mais.

— Que loucura meu amor. Quem te disse isso pequena?

— Ele. — Soluçou, agora éramos duas que chorávamos.

Limpei algumas lágrimas e olhei para a pequena Dulce Maria, suspirei após ter uma idéia. — Dulce, você pode ficar na minha casa. Não posso te deixar aqui passando frio, você pode ficar doente.

— Eu não quero ir pra casa. — Falou me abraçando, só então percebi o quão pequena ela era, devia ter no máximo 5 aninhos. — Vamos pra minha casa, lá eu faço um chocolate quente pra gente, assim ninguém fica doente, combinado? — Sorri.

— Simpriririm. — Sorriu

— Então vem pequena. — Me levantei e estendi minha mão e a mesma segurou. Por sorte a chuva havia aliviado um pouco, mais mesmo assim fomos para a casa em passos rápidos. Não sei qual será a reação da Cecília ao saber que trouxe uma criança desconhecida para casa. Mais tenho toda certeza que minha irmã irá entender, afinal ela ama crianças. E eu não seria louca em deixá-la ali, preferia mil vezes levar uma bronca a ela correr algum risco. Chegamos em casa, preparei um banho quentinho pra gente, ajudei ela que já começava a espirrar, coloquei um casaco da Ceci e uma calça do meu pijama, apesar de ficarem bem mais compridas que o normal iriam tem que servir, liguei a tv onde bela e a fera começava a passar, logo a distraindo. Aproveitei para preparar o chocolate quente para gente. Pensava nas coisas que ela havia me dito sobre o pai dela não a querer por perto. Isso me chocou muito, deixando meu coração em pedaços. Como um pai pode não querer um filho por perto? Uma garotinha tão pequena e indefesa. Eu não sabia como seria daqui pra frente, e por mais que a Cecí goste de crianças, não teríamos condições de manter a Dulce em casa, a família deve estar desesperada uma hora dessas. Teria que pensar em algo, mas o que fazer? Ela vai surtar quando descobrir ela aqui, diz que faço muita bagunça sozinha, imagina acompanhada? — Sorri sozinha imaginando a cena, quando voltei à sala a pequena dormia igual a um anjo, só que estava ali solitária ali sem a companhia de ninguém que conhecia. Peguei o cobertor colocando sobre ela deixando-a bem quentinha. Passei minha mão em seu rostinho e sorri. Logo me sentei no sofá e fiquei mexendo no celular por um tempo, não percebi a hora que acabei dormindo também acordando apenas com a porta batendo.

Cecília On — Estávamos todos desolados, havíamos andado tanto e nada da pequena, o Gustavo tentava se manter forte, mas não conseguia conter as lágrimas, estava o evitando o máximo que podia, afinal tinha certeza que a culpa era dele, ele até tentava conversar comigo, mas só o respondia com grosseria, até que ele parou de vez de falar e só chorava, não vou mentir que isso mexeu comigo, mas ele tinha que aprender.

— Você tem que aparecer princesa. – Suplicava aos céus que Deus me ouvisse e protegesse minha menina de todo mal, da chuva. Volta pra mim pequena, prometo que vou vigiar seu pai melhor pra que ele não faça besteira mesmo sem saber ao certo o que ele fez. Suspirei olhando para o céu, logo secando as lágrimas que caíam sobre meu rosto. Estava na frente de casa, então bati na porta. A Fátima havia saído mais cedo, mas pelo horário ela já deve ter chegado em casa, assim eu espero se não seria mais um problema pra resolver.

— Cadê tua chave em? Nem dormi pode mais nessa casa.

— Desculpa. – Fungou.

— O que aconteceu? – Não tive tempo de responder um par de olhinhos vermelhos pelo sono apareceu atrás de mim, captando toda a atenção da Cecília que correu para acolher a menina com pleno sinal de alívio no rosto.

Notas finais
E aí o que acharam? Comentem isso me deixa tão feliz, o capítulo de hoje foi grande pra compensar. Bjss