O que o tempo não pode apagar

1 Seus olhos eram brilhantes como estrelas...


Notas iniciais
Eu e minha veia apaixonada nunca vai embora ahahhahaha Enfim, hoje trago cartas de um soldado, que escreve para sua amada. Acabei me baseando um pouco em um quadro que vi uma vez e uma história sobre uma jovem em uma torre, que ao ver um cavalheiro passar, se apaixona perdidamente por ele. Eu não consigo lembrar o nome do quadro e da história, mas logo posto por aqui. Mas, a história dessa dama é bem trágica, pois ela é amaldiçoada. Se ela sair da torre, tem pouco tempo de vida. E ela mesmo assim sai, pois se apaixona pelo cavalheiro que passou pela sua janela. E vai atrás dele. O quadro que pintaram dela é ela dentro de um barco, indo atrás dele. Está aqui na capa. É o quadro da lady Camelot
Obs.: História sendo postada no Spirit também, pelo perfil lady_rosalinda

Nem a escuridão, nem o tempo, nem a morte pode nos separar. Afinal, quando se ama tão profundamente, o tempo é algo que não apaga, nem destrói as lembranças que construímos juntos. Eu queria poder lhe dizer todas essas palavras a sua frente, tocar em seu rosto e dizer-lhe que te amo, o amor mais profundo e doce possível, mas o mais enlouquecedor e arrebatador. Amo-te de corpo e alma, mesmo que essas palavras sejam tão gastas e usadas.

Eu sonhei com nosso primeiro beijo e nosso primeiro abraço. Até mesmo, com as primeiras palavras que trocamos naquela campina, com céu aberto e com as flores nascendo mais uma vez. O momento era para se florescer e nosso amor ali também floresceu. Quando você desceu de forma desenfreada, caindo sobre seus joelhos, me pedindo para parar, eu não pude deixar de acha-la adorável e tão bela com seu vestido branco de passeio. Não poderia esquecer-me dos seus cabelos sobre seus ombros, nem dos seus olhos brilhantes como estrelas. Você era todo formosura e ingenuidade. Tudo que tocou meu coração e meu espirito. Acaso sentiu o mesmo por mim, minha adorada? Talvez, sim. Vi em teus olhos a mais profunda paixão, mesmo mal nos conhecendo. Você me viu pela torre passar, montado a cavalo e fiquei tão surpreso de saber isso. Quantas vezes eu passei pela mesma estrada de chão batido? Quantas vezes passei pela mesma torre, sem notar que estava sendo observado por você? Quantas batalhas lutei desde aquele dia, quando nos despedimos, com a promessa de que voltaria. E eu voltei para você, mas você não estava em nenhuma parte. A torre era apenas ruína. A dor no meu peito igualmente. Como poderia viver sem você? Bom, há aqueles que dizem que eu vivi por tanto tempo sem sua presença, então eu poderia seguir adiante. Contudo, você ainda estava talhada em minha mente, de forma tão profunda e irreversível. As marcas estavam em brasa, queimando a cada vez que eu respirava. A cada fechar de olhos, quando precisava deitar minha cabeça sobre meu leito. Onde está você, minha pequena adorada? Onde está minha noiva, que nunca pude desposar? Por que precisei viver, para nunca mais vê-la diante de mim?

Quero acreditar em uma vida eterna e jurei minha alma a você, eternamente, sobre a sombra daquele carvalho. Se há uma vida além dessa, espero encontra-la, amada minha, pois seu teu por inteiro.