O que o destino nos guarda
16 Feliz aniversario Miguel! - Parte II
Notas iniciais
–FELIZ ANIVERSARIO MIGUEL!
O garoto, que ate agora estava paralisado, e tirado do seu “transe” por Aiko, que não parava de cutucar ele.
–Miguel? Terra chamando Miguel!
–Isso... Isso tudo é pra mim? –Ele olha os enfeites, os docinhos e os salgadinhos e sem querer deixa a sacola de compras cair.
–Sim Miguel! Tudo isso! –A diretora coloca as mãos nos ombros dele e logo em seguida o abraça.
Miguel abre um sorriso enorme, e vai comemorar o aniversario com os amigos do orfanato.
–Esse e o melhor aniversario da minha vida!
Passa-se algumas horas ate que Gustavo vem da cozinha com o bolo de aniversario. Era um bolo branco com glacê azul e amarelo. Miguel esta pronto para assoprar as velinhas.
–Não se esqueça de fazer um pedido! –Lembra a diretora.
“Quero reencontrar logo os meus pais!” –Ele assopra as velinhas.
Passa-se uma hora, passam-se duas horas, ate que anoitece. Miguel e Aiko já estavam no quarto. Ambos olhavam as estrelas.
–Você ainda acha que eles estão lá fora? –Pergunta Aiko –Sabe, seus pais!
–Eu acho que sim! Ultimamente tenho sonhado muito com eles!
–Acha que isso é algum tipo de sinal?
–Não sei! Mas eu acho que mais cedo ou mais tarde eles voltarão para me buscar! –Ele olha para Aiko, que tinha baixado a cabeça. –Ei, não fica assim amigão, não vou esquecer vocês! Somos uma família se lembra!?
O garoto sorri e volta a olhar as estrelas.
–Miguel, acha que meus pais também vão voltar?
–Não sei Aiko! Mas tenho esperança que sim! –Ele se deita na cama
–Queria ter essa mesma esperança que você! –Aiko também se deita.
Miguel sorri.
–Boa noite!
–Boa noite!
Os dois adormecem.
...
Era de madrugada e estava chovendo. No quarto do casal da mansão Wayne, a porta se abria lentamente. Uma pequena sombra começa a entrar no cômodo sorrateiramente. Começa a relampear, fazendo parecer que já tinha amanhecido, e trovejar muito.
–AHH! –A minúscula sombra corre e acaba escorregando no chão do quarto. O tombo faz Diana e Bruce acordarem.
–Miguel! -Os dois falam. Bruce sai da cama e ajuda o filho a se levantar.
–Oque aconteceu filho? -Pergunta a morena. Bruce se senta na cama e coloca Miguel em seu joelho.
–Tive um pesadelo! -Ela acaricia a mão do garoto. -Tinha um monstro muuito grande querendo me pegar. -Homem e mulher se entreolham. So naquela semana, Miguel tivera quatro pesadelos seguidos, todos do mesmo jeito: Um monstro grande tentando pegar o menino. Aquilo ja estava assustando os dois. Seria algum tipo de aviso? O filho corria algum tipo de perigo? Ou sera que era apenas a fase dos pesadelos que dali a algum tempo iria passar? Simplesmente não sabiam!
–Posso dormir com vocês? -Ele faz uma carinha tão fofa que fez os pais esquecerem os atuais pensamentos e sorrirem para o filho.
–Claro campeão! -Bruce abraça o pequeno e se deita com ele na cama. Ele começa a fazer cocégas em Miguel, que começa a gargalhar. Uma risada tão gostosa de ouvir. Depois da boa dose de cocégas e risadas, Miguel começa a bocejar e se aconchega no peito do pai, que começa a fazer cafuné na cabeça dele. Diana apenas observa os seus dois grandes amores. Mesmo tendo passado três anos, parece sonho que ela e Bruce Wayne, o Batman, tenham se casado e que juntos tem um filho. Ela percebe que Miguel ja tinha adormecido.
–Bruce... Essa já é a quarta vez... -Ela susurra massageando as costas de Miguel.
Ele coloca Miguel no meio dos dois e o cobre, ja que estavam no inverno e fazia muito frio naquela noite.
–Não se preocupe amor... Muitas crianças da idade dele têm bastantes pesadelos. E so uma fase.
Ela olha para o filho, que apertava o travesseiro com muita força.
–Nada vai acontecer com ele... Se e isso que você esta pensando!-A mulher sorri e logo acaba dormindo. –“Espero mesmo que seja apenas uma fase” — Ele abraça o garoto e também dorme.
...
Amanhece. Bruce abre os olhos e olha para o lado, como se tivesse procurando o filho.
–“Devia ter levado aquilo mais a sério!” -Ele pensa e se levanta. Volta a sorrir, pois naquele dia iria ver o filho, que por tanto tempo permaneceu “morto”.
No orfanato...
–Serio mesmo?
–Foi a própria tia Nanda que me contou! Nem acredito nisso!
–Nem eu! Bruce Wayne...? No orfanato...? Querendo adotar um de nós...?
Miguel se belisca
–AII! Não é sonho!
Aiko ri do que o amigo acabara de fazer. Nanda chega.
–Meninos, quero que venham para sala. Hoje chegaram duas crianças novas!
–Duas? –Os dois perguntam
–Sim, um casal de irmãos. Eles foram separados da mãe e viveram num orfanato do outro lado de Gothan. Pelo que eu entendi, o pai abandonou eles.
–Que chato! –Diz Aiko
–Bom, chega de conversa! O Gustavo já esta trazendo eles.
Os meninos vão com a diretora para a sala. Todos do orfanato esperam por alguns minutos ate que a porta se abre. Gustavo entra acompanhado de duas crianças.
–Pessoal, esses são Derek e Elena. Eles passaram a morar com a gente aqui no orfanato.
A menina era bem branquinha e tinha uns cachinhos loiros em seu rosto. Ela da um “Oi” bem tímido e se esconde atrás do irmão. Ele estava com uma expressão bastante seria para uma criança. Era loiro e tinha o cabelo todo enroladinho.
Fernanda vai ate eles pra se apresentar.
–Eu sou a diretora daqui, podem me chamar de tia Nanda! –Ela começa. –Garanto a vocês que se adaptarão tão rápido que nem vão perceber. Todos nos aqui somos como uma família bem grande. –Elena sorri.
–Miguel. –A diretora chama. –Você pode mostrar o orfanato pra eles?
–Claro! –Ele sai da sala sendo seguido por Derek e Elena, que andavam de mão dadas. Eles chegam no pátio. –Quantos anos vocês tem?
–Tenho nove, minha irmã oito! –Diz Derek mantendo sua expressão seria.
Miguel fica meio assustado com o jeito que Derek lhe respondeu, mas não demonstra. Ele continua mostrando o orfanato para os dois.
Na mansão, Bruce e Diana estavam prontos para ir ate o orfanato, quando o moreno recebe uma chamada da torre da liga urgente. Ele fala por alguns segundos pelo comunicador ate que desliga e se vira para a esposa.
–Diana, temos que adiar a ida ate o orfanato! Um grande grupo de vilões invadiu a torre da liga e J’onn precisa da nossa ajuda urgente. –A amazona assente. Eles estavam de folga da Liga da Justiça. Se J’onn precisou chamar eles, e por que era realmente urgente. Depois, que Bruce ligou para o orfanato avisando, eles foram para torre.
Estava realmente infestada de vilões. De longe, Bruce, já com o uniforme de Batman, vê Coringa e a raiva passa por seu corpo. Ele e Diana começam a enfrentar os vilões.
No orfanato, Fernanda já avisara a Miguel que Bruce Wayne não iria mais naquele dia, pois ocorrera um imprevisto. O garoto ficara um pouco desanimado mais entendeu. Derek e Elena já estavam no quarto deles. Ela estava escrevendo em um caderninho rosa.
“O pessoal daqui e tão legal!!! Mas acho que o Derek não gostou muito de vir pra cá. Ta com a cara fechada ate agora! Tem um menino chamado Miguel que é tão fofo!!! Mas o Derek foi meio rude com ele. Qual o problema dele?”
Na torre da liga...
–Errou! –Coringa debocha após desviar de um batarang. O Homem-Morcego já estava com muitas feridas abertas, que não paravam de sangrar. O palhaço joga alguma coisa no chão que começa a soltar fumaça e embaçar a vista do Cavaleiro das Trevas. Depois que a fumaça evapora, Coringa não estava mais lá. Batman olha para os lados até...
–BU! –Antes mesmo de Batman virar e enfrentar o vilão, Coringa atravessa o peito do herói com um punhal. –Bons sonhos!
Batman cai no chão desacordado, com um corte bem aberto em seu peito.
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