O que o destino nos guarda
22 Epilogo
Notas iniciais
Quatro meses depois...
Ia completar quatro meses deste que eu voltei para casa. Estava comendo cereais antes de ir para a escola. Infelizmente, meu pai me colocou em outra, então quase não via meus amigos do orfanato, só quando ia la. Porem, já fazia dois meses que não aparecia. Aiko ia me matar quando eu aparecesse. Minha mãe já estava com seis meses e estava grávida de gêmeos. Um casal. Eu, claro, fiquei muito feliz com a noticia, e estava muito ansioso com o nascimento dos meus irmãozinhos. Termino de comer e vou escovar os dentes. Assim que desço, pego minha mochila e meu pai pega as chaves do carro. Ele da um beijo na minha mãe (Eca!) e bagunça meu cabelo antes de ir para a garagem.
–Mãe, eu posso ir ao orfanato hoje, depois da escola?
–Claro. Seus amigos devem estar sentindo muita falta de você! Mas volte logo, senão o Nick e a Alice e que vão sentir falta de você! -Eu sorrio e beijo o rosto dela. Claro, também me despeço dos meus maninhos. -Tenha uma boa aula filho! -Ela ajeita minha franja, que era um tanto rebelde, e eu vou para a garagem.
Assim que chego na escola, meu pai vai embora rapidinho, pois levaria minha mãe para uma consulta para saber a saúde dos bebes.
–Miguel! -Ouço alguém familiar me chamar. Me viro e me assusto quando vejo meu melhor amigo se aproximando.
–Aiko? O que você ta fazendo aqui?
Eu esperava que ele fosse me abraçar, mas invés disso, ele me da um tapa no ombro, bem forte por sinal.
–Eu falei pra você visitar a gente no orfanato. Aconteceu tanta coisa. -A gente se senta em um banco.
–Desculpa. -Ta, eu já devia saber que ele iria me cobrar. -Mas você não me respondeu o que você ta fazendo aqui?
–Adivinha só? Eu fui adotado.
–Serio?
–Mês passado. Moro aqui perto, em um apartamento.
–E o Derek e a Elena? -Nunca contei pra ninguém, mas... Eu gostava um pouco da Lena.
–Eles foram adotados antes de mim. E você ate conheceu os pais adotivos deles.
–O que? Como assim conheci eles?
–A tia Nanda e o Gustavo se casaram e adotaram os dois.
–Eu realmente perdi muita coisa desde que fui embora. -Aiko começa a falar da família dele. A mãe era uma professora la da escola, o pai advogado, e ele tinha uma irmã mais velha que estava fazendo medicina na Europa. O outro irmão, Josh, tocava guitarra em uma banda de garagem.
–Serio, não existe pessoa mais insuportável do que o Josh. Se eu estou assistindo TV, ele começa a tocar guitarra no meu lado. Nunca pensei que ter um irmão era tão difícil e tão irritante.
–Não acho que o Nicholas e a Alice vão ser chatos!
–Quem e Nicholas e Alice?
–Meus irmãos ué. Eu te falei que eram gêmeos!
–Coitados! Vão ter que conviver com você vinte e quatro horas por dia!
–Ei! -Empurro Aiko com força, fazendo ele cair do banco e saio correndo.
Nos últimos meses, eu aprendi que o destino nos revela grandes coisas, e elas podem ser boas ou ruins, podem vir em momentos bons ou maus. Nos nunca estaremos preparados para elas. Nunca. Às vezes fico me perguntando o que mais vai acontecer na minha vida. Afinal, o que o destino nos guarda?
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