O que nós temos?
1 Capítulo único
- Mirajane Strauss da Fairy Tail B! – anunciaram e a garota começou a correr para a arena. Teve seu pulso preso por uma mão grande e forte. Virou-se confusa.
- Tenha cuidado. – a voz dele saiu sussurrante. Ela sorriu assentindo e ele a deixou ir.
Laxus nunca admitiria, mas ele tinha medo de que algo acontecesse com Mirajane. Porque em todos os anos de convivência, ele acabou gostando da albina mais do que queria, mais do que podia.
Principalmente depois que Gildarts o aceitou de volta à guilda. Vê-la sempre sorrindo e servindo a todos, o deixava feliz. Vê-la feliz o deixava feliz. Agora que finalmente aprendera o significado de amizade, de união, deamor.
A luta começou e ele quase caiu pra trás. Ela só precisava acabar com aquela tal de Jenny em dois segundos e voltar pra seu lado! Então, por que raios estava trajando um biquíni curtíssimo que deixava a mostra todas as curvas dela? E o que eram aqueles olhares apaixonados direcionados a ela?!
Teve vontade de gritar com a garota. Mas controlou-se. Cerrou os punhos mordendo os lábios. Não estava gostando nada daquilo!
- E agora é vestido de noiva! Garotas, procurem seus pares! – ela olhou sugestiva pra Laxus que nem se mexeu. Estava emburrado com todo aquele circo.
Mirajane suspirou frustrada e pediu que Makarov fosse seu par. O loiro olhou de soslaio pra garota e suspirou aliviado ao ver seu avó.
Como esperado, depois que a mestra da Lamia resolveu acabar com a festa, Mirajane derrotou Jenny garantindo dez pontos pra seu time. Laxus nunca se sentiu tão orgulhoso.
Por um momento, quase esqueceu que vários homens a viram quase nua.
O torneio continuou e logo o dia acabou.
--x—
Estavam no bar, como sempre. A guilda mais barulhenta de Fiore comemorava sua subida. Eles ainda iam alcançar o topo! E provariam a todos que Fairy Tail nunca morreu!
Laxus olhou para Mirajane. Sorria divertindo-se com os irmãos. Ficou perdido naquele sorriso por alguns instantes quando uma voz melodiosa invadiu seus ouvidos.
- Posso falar com você? – ele encarou a mulher perguntando de onde ela havia surgido.
Deu de ombros se levantando. Ela foi na frente, assim os dois saíram do local. Sorriu ao perceber a diferença de tamanho dos dois. Ela parecia ser tão frágil, mas ele sabia que isso não fazia parte do vocabulário dela.
- Pode dizer. – ele recostou-se em uma parede esperando que ela começasse.
- Laxus, o que nós temos? – ela tinha a voz firme. Seu olhar era decidido. Mirajane não desviava seu olhar do loiro.
- Como assim? – arqueou a sobrancelha. Desconfiava do que ela estava falando, mas precisava confirmar.
- Nós. – repetiu rolando os olhos. – Somos o que? – deu dois passos na direção do homem.
- Somos nakamas. – ele respondeu reprimindo o sorriso.
- Não! Gray e Natsu são meus nakamas. Você não. – ela mordeu o lábio inferior e passou a apertar uma mão contra a outra.
- Então, eu sou o que? – ele questionou querendo ver até onde a albina ia.
- Eu... Eu não sei... – ela sussurrou olhando pro lado. – Talvez... seja diferente. – ela tinha um tom meio hesitante.
- Diferente? – sorriu de canto e pousando suas mãos nos ombros dela. – Defina diferente.
- Que? Por favor, Laxus, você está me enrolando! – ela exclamou irritada tirando as mãos dele de si.
- Não estou não. – ele voltou a encostar-se na parede – Sei tanto quanto você.
- Então... você não sabe o que somos...? – a voz dela parecia decepcionada. No fundo, Mirajane esperava uma declaração ou alguma palavra romântica. O que ela poderia esperar? Era Laxus, afinal. Riu sem humor. Era uma idiota. Como pôde pensar que o loiro a via de um jeito especial? Ele era egoísta. Só via o seu próprio lado.
O loiro estranhou a reação da garota. Ela parecia estar em uma briga interna. Não soube o que fazer. Ele gostava dela. Não, ele a amava. Mas ele era orgulhoso também. Orgulhoso demais pra confessar seu amor.
- Tudo bem. – ouviu a voz baixa da garota e olhou-a avaliativo – Vou voltar. – começou a andar. Laxus suspirou cansado. Fez menção de segui-la, já que iam para o mesmo lugar. – Não venha atrás de mim.
A voz embargada dela o surpreendeu. Ela realmente estava... chorando? Se sentiu o pior dos homens. Mesmo depois de tudo o que passou, parecia que ainda não havia aprendido a lição.
- Mira – chamou sussurrante. Ela não respondeu. Seus ombros delicados subiam e desciam conforme os soluços. – Mira. Vira pra mim. – ele pediu segurando-a.
Tal qual foi sua surpresa quando ela empurrou suas mãos e virou-se irritada. Irritada não, furiosa.
- ME DEIXA EM PAZ! – ela gritou levando as mãos até o rosto. – Se eu não significo nada pra você... então, só me deixe sozinha... – ela murmurou soluçante.
- Quem disse que você não significa nada pra mim? – ele se aproximou limpando as lagrimas das bochechas macias. – Mira, você é diferente também.
Os olhos azuis arregalaram-se. Ela o olhou com o coração acelerado.
- F-Fala de novo. – pediu cessando as lagrimas e os soluços aos poucos.
- Eu gosto de você. – ele sorriu de canto abraçando-a de forma protetora.
- Repete.. – ela sabia que ele não estava falando as mesmas coisas. Retribuiu o abraço sentindo o cheiro avassalador do loiro penetrar suas narinas. Os músculos dele eram um ótimo abrigo.
- Eu te amo... – murmurou no ouvido dela que arrepiou-se até o ultimo fio de cabelo. Ela descolou sua cabeça do tórax dele e o olhou sorridente.
- Eu também te amo. – ficou na ponta dos pés colando seus lábios aos dele em um simples selinho. Laxus, mais do que depressa, pediu permissão para adentrar com sua língua na boca dela. E o que era pra ser um selinho virou um beijo longo e apaixonado.
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