O que há de errado em Nightville
1 26 de Outubro
Na noite fria do dia 26 de outubro, Mario e Lucio caminhavam pela escura estrada do bairro Night ville. Por mais que pareça assustador, andar em um lugar escuro, era o menos assustador que acontecia naquele bairro. E para os moradores, isso era normal.
Mas em um bairro como Nigh tville, o que faziam duas crianças sozinhas no meio da rua, em pleno toque de recolher? Na verdade, ninguém respeita as ordens em Night ville. Se fossem possuídos pelo medo, não sairiam nem de casa. O ar tenebroso que estava nas redondezas, parecia até sobrenatural, mas não era isso que causava medo. O que fazia crianças e adolescentes não saírem a noite, eram os vizinhos. Uns mais estranhos que os outros.
O Velho da casa 974 era misterioso e sombrio, não saía de dia, só a noite, não gostava de visitas ou incômodos, também tinha o vizinho da casa 453, que também era muito estranho, ele saía de dia, mas se escondia a noite, o mais estranho é o cachorro dele. Da para ouvir os uivos toda lua cheia, e como da para ver a cama do moço, do quarto de Mario, e era bem fácil de perceber as duas algemas presas na cama. Mas os mais assustadores eram os seis adolescentes da casa 666, Lucifer, Vanya, Scott, Rachel, Sabrina e Alex. Eles sim eram muito estranhos, Lucio jurava que eles eram bruxos, e que tinham visto eles fazerem bruxaria, e entrando em portais mágicos, para uma escola mágica. Que criatividade. É claro que ninguém acreditou nele.
Mas eu repito a perguntar, o que duas crianças estavam fazendo em um bairro tão perigoso como Nigh tville? Bem, eles estavam procurando seu amigo Rupert, que tinha sumido.
— Tem certeza de que o ultimo lugar que o Rupert passou, foi aqui na casa 242? Perguntou Lucio.
— Tenho, as pegadas dizem o mesmo, essa é a vantagem de morar em um lugar que só chove a cada dois dias, se tivéssemos demorado mais, a chuva que vira amanhã teria lavado as pegadas. Respondeu Mario
— M-mas o Moço da casa 242, é muito estranho, e ele t-tem aquele problema lá com a filha dele. Gaguejou Lucio.
Para você, que deve estar lendo e não entendendo nada, Carl Grintch (O moço da casa 242), era um pai normal, até que um caminhão atropelou sua filha de 3 anos, Alisson. Desde então, Carl decidiu buscar vingança, ele adotou o nome de LKW (nome ridículo, na minha opinião, mas significa caminhão em alemão), e foi atrás do caminhoneiro que tinha matado sua filha, e amarrou-o nos trilhos de um trem. Mas, uma coisa que ele não esperava era ficar corrompido pelo desejo de matar, ele se tornou um psicopata, e todo dia 26 do mês de outubro, ele escolhia uma criança boa entre três e sete anos, acreditando que se ele matasse essa criança, sua filha teria alguém para brincar lá no céu. Como Rupert tinha sumido, e as pegadas dele estarem naquela direção, Mario e Lucio estavam preocupados.
— T-tem certeza que você quer entrar aí? Gaguejou Lucio.
— Você tá com medo? Perguntou Mario
— N-não, é claro que eu não tô com medo da casa sombria do psicopata que mata crianças justo no dia de hoje. Respondeu Lucio.
Assim que entraram o silencio tomou conta da casa, tão silenciosa que dava para ouvir os passos na madeira que rangia, os corações batiam forte, quanto mais para dentro eles entravam, mais sombria ficava a casa. Até que perto de algo que parecia um porão eles ouviram múrmuros.
— Rupert? Gritou Mario
A cada passo que eles davam para perto do porão, mais altos ficavam os múrmuros desesperados. Eles estavam prontos para abrir a porta e Lucio disse :
— Mario, tem algo de errado, eu consigo sentir.
— Para de ser medroso Lucio! Respondeu Mario
Mario estava pronto para abrir a porta, quase virando a maçaneta até que Lucio gritou:
— Espera! Você não acha estranho? A gente chegou até aqui, sem problema nenhum! Se o vizinho não tá aqui, ele deve estar lá dentro!
— Mas o Rupert tá lá também. Respondeu Mario. – Ele faria o mesmo por nós.
Eles abriram a porta, com cuidado. A primeira coisa que viram foi Rupert amarrado em uma cadeira. Era incrível como ele estava intacto, quer dizer, tirando o suor e a cara de medo, ele estava bem fisicamente. Mas onde estava o LKW? (ainda acho um nome ridículo).
— Ok, já deu pra mim, vamos soltar o Rupert e correr daqui. Disse Lucio, preocupado.
E eles fizeram assim, soltaram o Rupert e correram o mais rápido possível, mas eles não esperavam trombar com uma montanha de corpos, e logo chegou Carl com um machado afiado recentemente.
— O que vocês estão fazendo? Gritou ele. – Eu preciso desta criança.
— Eu disse! Eu disse! Gritou Lucio.
— Eu estava errado sobre você garoto ruivo. Disse Carl irritado. – você não é uma criança pura, ou uma alma boa, vocês são crianças travessas e infelizes, E crianças assim geram adultos estúpidos e impuros, esse tipo de adultos acabam com a vida de pessoas inocentes, adultos assim merecem apodrecer no inferno.
Carl jogou o martelo na direção de Rupert, que por sorte foi salvo por Mario.
— Foi por pouco! Disse Mario. – De nada
— O que vocês estão fazendo? Gritou Lucio puxando os dois pela mão.
Eles correram cada vez mais rápido, mas o vento tinha batido e fechado a grande porta d entrada, proibindo que eles saíssem. Então, eles subiram nas velhas escadas para o andar de cima. E se trancaram no sótão.
— Genial, Mario! Disse Lucio. – Trancou a gente aqui dentro!
— Você tinha outra ideia? Perguntou Mario.
Rupert puxou a camisa de Lucio desesperadamente, e apontou para a porta. Carl estava batendo na porta com machado, tentando quebrar. Os meninos então tomaram uma atitude, e foram para o telhado.
— Como a gente sai daqui agora? Perguntou Lucio.
Mario olhou ao redor.
— Ali! Gritou ele. – Aquela arvore, a gente te que pular!
Primeiro pulou Mario, que foi seguido pelo pequeno Rupert.
— Pula Lucio! Gritou Mario.
— E-eu não consigo! Respondeu ele
O assassino subiu no telhado, e foi atrás de Lucio.
— Lucio, pula! Gritou Mario novamente.
Rupert, que não sabia falar, fazia um sinal para Lucio pular. Então, sabendo que de um jeito ou outro ele ia morrer. Pulou mas acabou desequilibrando da arvore. Por sorte, Mario estava por perto, e conseguiu por a mão embaixo da cabeça de Lucio, para que ele não batesse a cabeça no chão. Eles correram o mais rápido possível, na direção de casa, mas Carl conseguiu agarrar Mario antes, ameaçando cortar a garganta.
—Rupert, solta o telefone. Pediu Lucio. – RUPERT, SOLTA O TELEFONE.
Carl foi cortando devagar o braço de Mario.
Rupert soltou o telefone.
— A-agora larga o nosso amigo! Gaguejou Lucio
Mas Carl não soltava ele, mas um policial que passava por lá, viu a cena.
—Mãos ao alto, se não eu atiro! Gritou o policial.
Antes de levantar as mãos Carl tomou um liquido preto, e caiu imóvel no chão.
— Veneno de Taipan. Disse Lucio lendo o frasco.- Porque ele beberia o veneno da cobra mais venenosa do mundo?
— Porque você fez isso? Perguntou Mario agarrando as bordas da camisa do assassino. você tem medo de ser preso?
Carl deu uma risada maquiavélica e disse:
— Não faço isso por medo, jovem Mario.
— O-o que...
— Sim, Mario eu conheço vocês, e te asseguro que meu patrão não vai descansar até ver você e seus malditos amigos, mortos. Ameaçou ele.- O mundo não precisa de criaturas como vocês.
— Para quem você trabalha? perguntou o policial
O assassino deu outra risada maquiavélica e disse:
— Eu trabalho para a Humanidade.
Depois de ter dito isso ele morreu.
— Bem, garotos, parece que tudo voltou ao normal. Disse o policial.
— Normal? Nesse bairro? Perguntou Lucio. – Fala sério, um assassino acabou de tentar matar a gente! Os vizinhos são bruxos, vampiros, reptilianos...
— Lucio! Gritou Mario
— Tudo bem, um pouco de paranoia é normal. Respondeu o policial. – Agora vão, suas mães devem estar preocupadas.
Algum tempo depois...
— “O mundo não precisa de criaturas como vocês.” O que será que o vizinho da casa 242 quis dizer com isso? Perguntou Mario – Quer dizer olha o Rupert, o que ele é se não um simples garoto mudo? Sem querer ofender.
— É com isso que você se preocupa? Perguntou Lucio. – Ele disse que o chefe dele quer nos matar! O vizinho da casa 242 era só o começo!
— Ele devia estar só blefando, o que mais pode dar de errado?
— Não diga isso Mario! Berrou Lucio. -Sempre que uma pessoa diz isso começa a...
De repente deu para ouvir um trovão e começou uma longa tempestade.
— ...Chover.
— Deve ser só uma coincidência.
— MARIO, RUPERT, LUCIO! Gritou uma garota correndo na direção deles.
—Laila? O que aconteceu? Perguntou Lucio.
— Amélia... C-casa 329... sangue! Disse Laila Gaguejando de cansaso
— Laila, respira e conta devagar. Disse Mario
— É a Amélia...
— A irmã do Rupert? Perguntou Lucio. O que aconteceu?
— Ela, Ela...
— “Diz logo Laila”. Disse Mario lendo os sinais de Rupert.
— Ela morreu...
Continua em: “Vizinho da casa 42”
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