O que existe além de revenge...
2 Capítulo 2:
Notas iniciais
— Eu já disse pra você que eu não vou sair dessa casa, desiste você vai ter que me aturar. – Emily discutia nervosa com Daniel na varanda da mansão Grayson. O olhar feroz da loira demonstrava toda sua determinação, não facilitaria absolutamente nada para Daniel. Ainda mais depois dos tiros, seu ódio do morena era sedento, e Emily não estava disposta a parar jamais.
— Mais você vai sair, ou por bem ou por mal, eu não sou obrigada a aturar você aqui na minha casa. – Daniel rebatia em tom de ameaça, estava farto.
— Essa casa também é minha agora, eu me tornei uma Grayson esqueceu. – Emily afirmou querendo provocá-lo. Por mais que ouvir tais palavras saindo de sua boca, lhe causava asco, repugnância... GRAYSON. Esse sobrenome era maldito para ela, os odiava com todas suas forças, e por ironia incontrolável do destino tornou-se um deles, era só um plano, ela tinha consciência disto. Mas ver tudo dar errado, a fez ter ainda mais raiva do ato feito por ela. Mas, agora lamentos não resolveriam...
— Daniel. – Uma vez suave chama pelo moreno. Vindo do alto da escada.
— O que você faz aqui. – Emily indagou quando coloco os olhos em Sara, parada a porta. Seu corpo ferveu de ira, derreteria Sara só com o olhar lançado a ela se fosse possível.
— Ela vai viver aqui comigo, já que você se recusa a sair, e prefere ficar em um lugar em que você não é bem vinda, onde todos te detestam. – Daniel respondeu sem se importar, querendo humilhar Emily a qualquer custo. Também estava com raiva, todas as mentiras contadas por ela, sua vida podia ter sido outra, estaria mais feliz agora.
— Vocês dois vão se arrepender de terem feito isso. – A loira afirmou, saindo irritada com a situação. Um fio de ódio a corroía, tudo aquilo ainda teria volta, mais por hora, Emily concedeu a vitória a Daniel. Sara veio abraçar Daniel com felicidade, finalmente um pouco de paz.
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Emily andava desorientada pela rua, quando alguém lhe abordou. Sua cabeça latejava, seus olhos pareciam transfigurados em tudo aquilo que viam. Tudo rodava...
— Emily, Emily, o que esta se passando. – Nolan perguntou preocupado com a amiga. A encontrou parecendo longe de suas faculdades mentais.
— Ai, Nolan, o que eu. – Ela balbuciou confusa. O que estava havendo.
— Aconteceu de novo, você teve outro lapso de memória. – Nolan falou espantado. Aquilo estava se tornando ainda mais frequente, o que seria de Emily. O loiro devaneou preocupado, enquanto amparava a amiga.
— É, eu tive, a última coisa que me lembro foi de ter saído pelo portão da casa dos Grayson. – Emily respondeu tensa com seu estado. Estaria enlouquecendo, seria essa sua realidade.
— Vem vamos pra minha casa. – Nolan sugeriu a amparando com cuidado.
— Tem que ter um jeito de você parar de ter esses chiliques. – Nolan disse taxativo. Não era possível que Emily continuasse assim.
— Eu não sei como Nolan, eu estou sem controle, represento uma ameaça até para mim mesma. – Ela falou em total descontrole, já não aguentava aquilo.
— Você tem que procurar ajuda, do jeito que esta não dá pra ficar, ainda mais você lá naquela casa, com aquele bando de leões famintos, querendo te derrubar. – Nolan afirmou nervoso, ela corria extremo perigo.
— Eu sei, vou ficar na minha casa por hoje, é o melhor por enquanto. – Emily disse concordando com os argumentos do amigo.
— Realmente é o melhor a ser feito, você tem que dar um freio nisso, antes que seja tarde demais. – Ele respondeu em total concordância.
— Eu vou ficar bem Nolan, não se preocupe, acredite eu já enfrentei coisas piores. – Emily tentou lhe passar tranquilidade.
— Eu estou aqui pra te ajudar, qualquer coisa me chame. – Nolan tentou lhe passar apoio.
— Certo, obrigada. – Emily afirmou se levantando para ir embora.
— Tchau, Emis. – Nolan lhe respondeu com ela da porta.
Emily chegou em casa, sentou-se no sofá e ficou pensando em seus últimos passos que acabaram em desastres incalculáveis, que hoje ela não sabia como reverter. Ela ficou ali inércia por alguns momentos e depois subiu para tomar um banho, como forma de aliviar sua tensão. Um banho quente poderia ser bom.
Ela tomou seu banho e ficou encarando sua face ao espelho de seu quarto, tentando traçar uma linha sobre a pessoa que ela era, e a de agora, Emily tinha sido derrubada e isso ela não podia negar, em meio aos seus devaneios ela escutou um barulho vindo da sala de sua casa, o que a fez se alertar. Apanhou o resto de suas roupas com destreza, a mesma que usou para vesti-las.
— Droga, o Daniel não perdeu tempo mesmo. – Emily bufou para si mesma, saindo devagar até o corredor, de onde ela tirou uma arma de um fundo falso de uma gaveta, Daniel havia prometido acabar com ela e pelo jeito ele ou Victória não desperdiçaram muito tempo para fazer isso, foi o que passou por sua cabeça.
Emily desceu as escadas com calma, observou todos os cantos da sala e não avistou ninguém, até que ela percebeu uma sombra na parede vindo da cozinha, o que a deixou em alerta, ela caminhou devagar até onde estava a sombra e quando ela foi para rendê-lo tomou um susto de espantando.
— Aiden. – Emily quase que não acreditou quando viu o inglês a sua frente.
— Ei calma, isso não é forma de recepcionar uma visita. – Aiden a provocou.
— O que você faz aqui. – Emily indagou sem entender.
— Calma, primeiro de tudo abaixa essa arma, eu não converso com ninguém que esta com uma arma pra me da um tiro. – Ele afirmou bem- humorado.
— Desculpa se eu não costumo ser cordial com quem invadi minha casa a essa hora da noite. – Emily ironizou se afastando dele e soltando a arma.
— Você sempre arruma um jeito de tentar me matar mesmo. – Aiden retrucou.
— Seu idiota. – A loira resmungou.
— Como você esta, o Nolan me disse que você não andava bem. – Aiden a questionou parado escorado sobre a mesa.
— O Nolan, aquele ali não se aguenta mesmo não é, to indo como você pode ver estou viva. – Ela respondeu seca gesticulando.
— Eu me preocupo com você, eu vim por isso também. – Ele afirmou.
— E porque mais. – Emily indagou sem rodeios.
— Eu estive em Londres, consegui encontrar um sr que eu estava procurando há um bom tempo já, ele era amigo do meu pai, trabalhava com ele e nosso vizinho. – Aiden começou a se explicar.
— E o que tem isso. – Emily perguntou confusa.
— Ele sabia da chantagem que armaram pro meu pai, do sequestro da minha irmã ele viu quando a levaram, ele sabia quem estava envolvido Emily, mas na época ele sumiu com certeza por medo se retaliação. – Ele justificou.
— O que você descobriu, como você achou esse cara. – Ela falou interessada no assunto.
— Ele tinha se mudado para Dabli, logo depois disso mais agora voltou pra Londres, eu consegui finalmente o encontra-lo, Emily dois cinco anos depois que levaram a minha irmã, quando o teu pai e o meu já estavam na cadeia, esse cara viu a minha irmã na porta da minha casa, depois disso ele sumiu. – Aiden afirmou.
— Mais Aiden, isso faz quase vinte anos, o que muda. – Ela ficou com medo dele ter esperanças em falso.
— Muda que a iniciativa mentiu pra mim, ela não foi morta logo depois que eles conseguiram que meu pai fizesse o que eles queriam Emily talvez eu sempre estive certo, ela pode ainda estar viva, eles podem ter mentido. – Aiden justificou.
— Olha só cuidado, pra não criar esperanças que talvez não existam. – Emily pediu.
— Esperança foi à única coisa que nos manteve vivos até aqui, você sabe disso. – Ele contrapôs a encarando.
— E o que você pretende fazer. – Ela perguntou.
— Eu não sei ainda. – Aiden respondeu.
— Aiden a vingança, sempre nos puxa pro mesmo caminho, é inevitável a gente sair dele. – Emily pensou.
— É mais foi o que nos sobrou, e se tem chance deu achar minha irmã eu vou até o fim. – Ele disse irredutível.
— E não você que não queria mais essa vida. – Emily provocou.
— Como você disse, nós estamos longe de nos livrarmos disso tudo, e depois eu sei que você precisa de ajuda, eu não vou te abandonar de novo, mesmo você me dando motivos para fazer isso. – Ele afirmou.
—Aiden eu. – Ela proferiu se aproximando.
— Emily, eu quero ser teu parceiro, e nada mais, nós dois, você não sabe o que sente e nem o quer comigo de verdade. – Aiden falou a afastando.
— Você acha que eu nunca senti nada por você. – Emily o questionou.
— Não sei, talvez nós dois temos dificuldades em saber o que realmente sentimos. – Ele confessou.
— Nós fizemos um pacto com o passado, e é difícil de esquecer, por mais que a gente queira muito. – Emily concordou.
— Certo, mais eu te amo, e por tudo que eu já passei é que eu entendi que não vale um amor pela metade. – Aiden afirmou.
— Certo, me conta essa história toda em detalhes. – Ela pediu, tentando entende-lo.
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