Notas iniciais
Primeiro post, espero que gostem 8'D

Se não gostarem, reviews educadas, por favor 8'D

Se gostarem terei colapsos de felicidade *O*/

Pois bem, boa leitura *-*

Essas cartas de tarô tão misteriosas.

Sinceramente, isso sempre foi o tipo de coisa que me assusta um pouco, mas ao ver você as lendo para mim todas as manhãs, tardes e noites de todos os dias, ah, isso me deixa simplesmente apaixonado.

Esses olhos aparentemente inexpressivos.

Capazes de me encarar por horas, deixando-me completamente louco por você. “Indecifráveis” seria a palavra certa para definir esses olhos. E apesar de eles repelirem muitos ao seu redor, conseguem atrair um certo alguém: eu. E é claro que você sabe muito bem que eu consigo decifrá-los, e torná-los expressivos. Afinal, o segredo por trás desse “aparentemente” é simples.

Esses cabelos leve e delicadamente ondulados.

Com certeza o meu vício incessante de acariciar cada mecha do seu cabelo e enrolá-las entre meus dedos está fazendo com que ele fique cada vez mais ondulado.

- Admita.

- O quê?

- Que você gosta que eu mexa tanto no seu cabelo.

- Não vou admitir nada.

-...

- 1% de chance.

- De?

- 1% de chance de eu admitir.

-... E com um beijo?

- 2%.

Os pequenos bonecos de vodu.

Você tem tantos. Confesso que até agora não me acostumei completamente com todos eles, principalmente quando descobri que você fez um com a minha aparência. Minha aparência. Cruel, muito cruel.

Seu jeito enigmático.

Insuportavelmente enigmático, devo dizer. Como é difícil entender completamente o que você me diz! Falo sério. Às vezes passo horas tentando te interpretar. Tão calado, tão calculista. Tão diferente, tão misterioso. Tão tudo-o-que-eu-mais-gosto.

Ah, essa sua voz.

Marcante e viciante. Sim, eu preciso ouvir sua voz toda santa hora. Você não sabe o bem que me faz. É forte e suave ao mesmo tempo. Não sei como você consegue. E considerando o fato de que é difícil fazer você conversar por longos minutos comigo, eu meio que sofro. Mas dou meu jeito.

- Hawkins.

- Hm?

- Nada de “hm”, fale alguma coisa.

- Alguma coisa.

- Não tem graça.

- Claro que não.

- Como você é chato.

- Eu sei.

- Hawkins...

- Hm?

- Ah, droga.

- Hm?

- Achei que fosse conseguir fazer você falar alguma coisa...

- Mas que criança teimosa você é.

- Ei! Não sou criança coisa nenhuma!

- Então admite que seja teimoso?

- O quê? Não!

- Hm, tá bom.

Droga, Hawkins. Você me ganha no meu próprio jogo. Mas pelo menos eu pude ouvir essa voz que eu amo tanto, mesmo que ela ecoe um “teimoso”.

Você é tão absurdamente calmo.

Não importa o que qualquer um faça. Não importa o que eu faça. Você parece nunca perder a calma. Você pega suas cartas, analisa-as, interpreta-as, calcula a porcentagem de chances do que pode ou não acontecer... Tudo com a mais impressionante calma que eu jamais havia visto. Queria poder te tirar do sério pelo menos uma vez, mas suas malditas cartas sempre te dizem o que eu vou fazer; ou seja, eu fico com cara de idiota e você, calmo.

E não quero que isso mude nunca.

Seu secreto sorriso.

Você me encanta de todas as formas possíveis, e sabe disso. Mas é incrível como você vive fingindo que não sabe, só para me fazer admitir.

Você me faz sorrir. Você me faz feliz.

E eu quero poder fazer isso também. Mas esses seus lábios são tão obedientes à sua personalidade que nem ao menos um sorriso é moldado. Por que tem de ser tão secreto assim?

Logo pela manhã, enquanto ainda estávamos deitados um de frente para o outro, percebi que você já havia acordado, e estava me observando. Continuei de olhos fechados.

- Hawkins...

- Hm?

- Como “hm”? Já sabia que eu estava acordado?

- Sabia.

- É difícil enganar você.

- É. Você deveria desistir.

- Não.

Recusei-me a abrir os olhos. Esperei pelo momento certo.

- Hm...

- Hawkins.

- Hm?

- Sonhei com você.

- Hm.

- Como “hm”? Você não gostou de eu ter sonhado com você?

- Você gostou?

Maldito Hawkins.

- Não.

- Hm?

- Não gostei. Não gosto de sonhar com você. Gosto de ter você.

- Hm.

- Hawkins.

- Hm?

- Eu posso prever uma coisa.

- Hm. E o que é?

- 100% de chance de Basil Hawkins estar irresistivelmente encantador hoje.

Não ouvi o comum “Hm”. E isso só podia significar uma coisa. Abri os olhos lentamente, mas deixei-os entreabertos para que ele não percebesse que eu o observava.

Hawkins estava de olhos fechados, sorrindo ternamente. Sorrindo só para mim. E não havia nada que fosse mais lindo do que aquele sorriso. Aquela prova de sua felicidade.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!