O que eu amo em você. E só em você.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Se não gostarem, reviews educadas, por favor 8'D
Se gostarem terei colapsos de felicidade *O*/
Pois bem, boa leitura *-*
Essas cartas de tarô tão misteriosas.
Sinceramente, isso sempre foi o tipo de coisa que me assusta um pouco, mas ao ver você as lendo para mim todas as manhãs, tardes e noites de todos os dias, ah, isso me deixa simplesmente apaixonado.
Esses olhos aparentemente inexpressivos.
Capazes de me encarar por horas, deixando-me completamente louco por você. “Indecifráveis” seria a palavra certa para definir esses olhos. E apesar de eles repelirem muitos ao seu redor, conseguem atrair um certo alguém: eu. E é claro que você sabe muito bem que eu consigo decifrá-los, e torná-los expressivos. Afinal, o segredo por trás desse “aparentemente” é simples.
Esses cabelos leve e delicadamente ondulados.
Com certeza o meu vício incessante de acariciar cada mecha do seu cabelo e enrolá-las entre meus dedos está fazendo com que ele fique cada vez mais ondulado.
- Admita.
- O quê?
- Que você gosta que eu mexa tanto no seu cabelo.
- Não vou admitir nada.
-...
- 1% de chance.
- De?
- 1% de chance de eu admitir.
-... E com um beijo?
- 2%.
Os pequenos bonecos de vodu.
Você tem tantos. Confesso que até agora não me acostumei completamente com todos eles, principalmente quando descobri que você fez um com a minha aparência. Minha aparência. Cruel, muito cruel.
Seu jeito enigmático.
Insuportavelmente enigmático, devo dizer. Como é difícil entender completamente o que você me diz! Falo sério. Às vezes passo horas tentando te interpretar. Tão calado, tão calculista. Tão diferente, tão misterioso. Tão tudo-o-que-eu-mais-gosto.
Ah, essa sua voz.
Marcante e viciante. Sim, eu preciso ouvir sua voz toda santa hora. Você não sabe o bem que me faz. É forte e suave ao mesmo tempo. Não sei como você consegue. E considerando o fato de que é difícil fazer você conversar por longos minutos comigo, eu meio que sofro. Mas dou meu jeito.
- Hawkins.
- Hm?
- Nada de “hm”, fale alguma coisa.
- Alguma coisa.
- Não tem graça.
- Claro que não.
- Como você é chato.
- Eu sei.
- Hawkins...
- Hm?
- Ah, droga.
- Hm?
- Achei que fosse conseguir fazer você falar alguma coisa...
- Mas que criança teimosa você é.
- Ei! Não sou criança coisa nenhuma!
- Então admite que seja teimoso?
- O quê? Não!
- Hm, tá bom.
Droga, Hawkins. Você me ganha no meu próprio jogo. Mas pelo menos eu pude ouvir essa voz que eu amo tanto, mesmo que ela ecoe um “teimoso”.
Você é tão absurdamente calmo.
Não importa o que qualquer um faça. Não importa o que eu faça. Você parece nunca perder a calma. Você pega suas cartas, analisa-as, interpreta-as, calcula a porcentagem de chances do que pode ou não acontecer... Tudo com a mais impressionante calma que eu jamais havia visto. Queria poder te tirar do sério pelo menos uma vez, mas suas malditas cartas sempre te dizem o que eu vou fazer; ou seja, eu fico com cara de idiota e você, calmo.
E não quero que isso mude nunca.
Seu secreto sorriso.
Você me encanta de todas as formas possíveis, e sabe disso. Mas é incrível como você vive fingindo que não sabe, só para me fazer admitir.
Você me faz sorrir. Você me faz feliz.
E eu quero poder fazer isso também. Mas esses seus lábios são tão obedientes à sua personalidade que nem ao menos um sorriso é moldado. Por que tem de ser tão secreto assim?
Logo pela manhã, enquanto ainda estávamos deitados um de frente para o outro, percebi que você já havia acordado, e estava me observando. Continuei de olhos fechados.
- Hawkins...
- Hm?
- Como “hm”? Já sabia que eu estava acordado?
- Sabia.
- É difícil enganar você.
- É. Você deveria desistir.
- Não.
Recusei-me a abrir os olhos. Esperei pelo momento certo.
- Hm...
- Hawkins.
- Hm?
- Sonhei com você.
- Hm.
- Como “hm”? Você não gostou de eu ter sonhado com você?
- Você gostou?
Maldito Hawkins.
- Não.
- Hm?
- Não gostei. Não gosto de sonhar com você. Gosto de ter você.
- Hm.
- Hawkins.
- Hm?
- Eu posso prever uma coisa.
- Hm. E o que é?
- 100% de chance de Basil Hawkins estar irresistivelmente encantador hoje.
Não ouvi o comum “Hm”. E isso só podia significar uma coisa. Abri os olhos lentamente, mas deixei-os entreabertos para que ele não percebesse que eu o observava.
Hawkins estava de olhos fechados, sorrindo ternamente. Sorrindo só para mim. E não havia nada que fosse mais lindo do que aquele sorriso. Aquela prova de sua felicidade.
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