O que escrevi quando não estava bem
34 Ciclo infinito
O peito está ardendo, sangue está escorrendo e os olhos não param de chover. Lá fora verão, aqui dentro inverno. Nenhum passo dado, nenhuma palavra dita. Ainda em chamas, ardendo, queimando. Pedido de ajuda perdido ao vento. Grito novamente.
Me encontro sozinha nesse momento — e em todos os outros. Falo com as paredes, mesmo com tanta gente ao redor. O peito em chamas. Ciclo infinito.
Letícia Pontes, Novembro de 2019
Eu não lembro porque eu escrevi esse texto quando o escrevi, mas me dói como se ativasse uma memória toda vez que eu o leio.
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