O que as potências fazem?
1 One-Shot
- Ele nunca vai gostar de mim como eu gosto dele! exclamou o mexicano, ao lado de seu amigo.
- Olha, vai por mim, parte logo pra outra! Eu já tive uma queda por ele e no final eu me fudi. o brasileiro respondeu, tentando consolá-lo. - Mas será que o ódio é tanto? Precisava ter construído um MURO separando nós dois? - Itzel, você tem que concordar comigo: tinha um monte de mexicanos invadindo e fazendo besteira lá!- Ué? O América não se gaba por ter um sistema de segurança melhor do mundo? disse, com raiva, destacando América com certo nojo na voz.- Escuta, por favor. Luciano respirou fundo e continuou. Eu... ah, um dos piores erros da minha vida foi me apaixonar por aquele cretino abusado do Alfred. México, olha ao seu redor! Tem tanto país te invejando, parte logo pra outro, que custa? esboçou um sorriso carinhoso, que fez Itzel corar e sorrir também.- Envidia... que países, você quer dizer com isso? seu sorriso se desmanchou aos poucos.- Ah, desculpa ser lerdo e tal, mas o que é envidia? perguntou Brasil, num sorriso inocente.- Me desculpe, envidia significa inveja. o mexicano respondeu, pronunciando a letra J com seu sotaque, que Luciano considerava tão belo. - Entendi. Bem, eu digo, os países da América Latina! Todo mundo sabe que nós dois somos as potências latino-americanas. respondeu. Quer dizer, não que eu esteja os desprezando, mas é a pura verdade. Não conte a eles, tá? com isso, beliscou de leve a bochecha de Itzel, que corou fortemente.Mal sabia Luciano o que se passava no corpo e na mente de México. Os dois não se viam há séculos, só conversavam por telefone por causa da reunião das Américas. A última lembrança que Itzel tinha do seu irmão como considerava era um garotinho magro e inocente. Agora, com 20 anos (fisicamente), México se surpreendera. Brasil não era mais magro, nem inocente, era agora um rapaz, de físico bonito, continuara a ser baixinho, porém quem liga pra altura quando se tem um mulato de olhos verdes como ele na sua frente?- Luciano... sussurrou o mexicano, se aproximando de seu amigo, que se assustou com o ato.- O-o quê?- Você amadureceu tanto — perdido em seus pensamentos, Itzel não se tocava mais de suas palavras.- O que você quer dizer com isso?- Quero dizer que... Luchi, estás tan hermoso... México então, abraçou suavemente Brasil, o deixando sem palavras. Não sabia o que fazer nem o que dizer, então só deixou que o outro completasse o ato.- O que foi isso de repente? indagou, mais para si mesmo do que para Itzel.- Yo... eu não sei! Me desculpe. afastou-se.- Ei, não tem problema, somos amigos, você pode me abraçar quando quiser, Itzel. disse com um sorriso inocente estampado no rosto.- Luchi, não sorria desse jeito, vai se arrepender depois! o mexicano disse, como se o ameaçasse. Eu sei que você não é mais tão inocente assim.O brasileiro demorou a encontrar palavras pra responder aquilo. Seu amigo estava mudado.- Tá, eu posso não ser mais inocente... respondeu, corado. Mas o que você quis dizer com vai se arrepender depois?- Ah, nada! Esqueça! México virou o rosto, extremamente corado.- Me responda, México.- No!- Me responde, senão você vai ver só.- O que você vai fazer? - ATAQUE DE CÓCEGAS! o moreno gritou, se jogando em seu amigo e fazendo cócegas na sua barriga.O garoto mexicano não parava de rir, por isso tentou se vingar, fazendo o mesmo no brasileiro. Porém, estava exaltado por causa das cócegas e não prestou bem atenção no lugar onde pusera as mãos.- Ah... México. Luciano olhou para baixo, envergonhado.- AAH! ME DESCULPA, DESCULPA, DESCULPA, MEESMO! tentou esconder a face corada em suas mãos, mas seus olhos não conseguiam desviar do volume que se formara no Brasil.O pior de tudo, é que ele também estava excitado.- México, você também ficou. Luciano disse, na maior calma, como se não estivesse nem aí.- Ahaha... foi né? Que coisa, não? Itzel respondera com um sorriso amarelo.- Que droga México! o mulato gritou. O que eu faço com você agora, hein? dizendo isso, se aproximou do mexicano e se posicionou em seu colo, com um olhar malicioso.- B-Brasil?- Não finja que não está gostando.Essa frase fez com que toda a vergonha presente nos dois fosse embora.- Ah é? Itzel levantou, segurou o moreno no colo e o derrubou na cama, que estava perto de onde estavam sentados. Então isso é um desafio?- Pode ser. Se você quiser que seja, então... que seja!México atacou o outro sem dó e o beijou desesperadamente, como se há tempos necessitasse daquilo. Passou a mão por debaixo da camisa do de olhos verdes, o beliscando, fazendo com que o mesmo arqueasse as costas.- Você não acha que alguém vai ficar com ciúmes? perguntou Itzel, quando o beijo cessou.- Que alguém? Brasil se fez de desentendido.- Você sabe, aquele loiro que é seu vizinho.- O chato ou o gente boa? disse Luciano, rindo, se referindo a Argentina como o chato e Uruguai como o gente boa.- O chato. México entendeu e riu junto.- Ah, ele se vira. o brasileiro agarrou o outro de volta. Ele se vira com o Chile, talvez. continuou, com certo peso na voz.
- É bom mesmo, não quero ele dando em cima de você. Itzel corou, pois disse aquilo totalmente sem pensar.O moreno corou também, e logo mudou de assunto.- Sabe, Itzel... começou a falar de um jeito mais calmo. Eu vou fazer você esquecer o Alfred.- Que Alfred? Itzel riu, e beijou Luciano novamente. Lu, yo solo necesito de tu ahora. México sabia que o brasileiro gostava de seu sotaque, e sabia que iria atiçá-lo ainda mais.Passaram a tarde assim, se descobrindo, aquilo que não viam há anos e que agora estava tão mudado. Luciano acabou admitindo que Itzel ficou absurdamente lindo e seu sotaque ainda mais, o que fez o mexicano sorrir. Já não coravam mais de vergonha e sim, de felicidade.Alfred foi totalmente esquecido por Itzel. Martín, quem sabe, estaria se virando com Manuel. Mas e por acaso as duas potências latinas se preocupavam? Nem um pouco.
Notas finais
é oé
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