Notas iniciais
Olá, tudobom? Estou muito empolgada em escrever essa história e por isso decidi postar capitulo duplo hoje *-* Espero que gostem!

Sempre tive a consciência de que todo ato gera uma consequência tanto boa, quanto ruim. Porém , no meu caso gerou uma das piores consequências possíveis. Se entregar a Edward tinha sido uma escolha somente minha e sofrer também seria. Foi ingenuidade da minha parte pensar que ele talvez me amasse da mesma forma que eu sempre o amei. Como ele mesmo havia dito " Nós transamos" e imaginar que isso fosse o suficiente para desmanchar um noivado e faze — ló ficar comigo era burrice.

Celular vibrou sobre o criado mudo e por um instante meu coração disparou com a ansiedade que talvez fosse o Edward, mas não era.

— Oi mãe. — Disse com a voz mais monótona que consegui reproduzir.

— Bella, tudo bem? — Perguntou Renée com um tom de voz que indicava a suspeita de que algo não estava bem.

— Sim. — Menti, enquanto pensava desesperadamente em algum assunto antes que ela me bombardeasse com perguntas sem respostas. — Como esta sendo a lua de mel? O Charlie está gostando de Miami ?

— Está perfeita, Miami é incrível. — Respondeu ela, empolgada. — Seu pai e eu gostaríamos muito que você tivesse vindo.

— Não me sentiria muito confortável sobre o sol de Miami. — Respondi com uma risada vazia.

— Bella, tem certeza que está tudo bem? — Questionou Renée . — Correu tudo bem no seu aniversario? O Edward foi?

Senti um nó sendo formado na minha garganta e as lágrimas marejarem meus olhos. Queria contar tudo o que tinha acontecido para Renée , mas odiaria estragar sua segundo lua de mel com os meus problemas de rejeição amorosa.

— Sim, foi incrível. — Menti novamente, segurando as lágrimas que embaçavam minha visão. — Mãe, preciso desligar agora...

— Bella, eu sou sua mãe e sei que tem algo errado acontecendo...

— Não tem nada acontecendo...preciso desligar mãe...

— Se estiver acontecendo algo me diga agora, seu pai e eu embarcamos hoje mesmo e...

— Não quero que estrague sua lua de mel por minha causa. — Eu a interrompi. — Estou bem e não precisam ter pressa para voltar.

— Apesar de não está muito convencida, vou fingir que acredito. — Respondeu ela. — Qualquer coisa me liga e nós voltamos correndo para casa. Charlie está mandando um abraço.

— Tudo bem, mãe. — Concordei. — Mande outro a ele.

— Beijos. — Disse Renée antes de desligar.

Deitei na cama na e deixei que as lágrimas contidas rolassem pela minha face. Puxei para perto de mim o travesseiro que horas atrás Edward estava deitado e o abracei, sentindo o cheiro dele impregnando na fronha. Será que o amor era sempre assim? Ou eu é que tinha feito a escolha errada em entregar meu coração ao homem que jamais o corresponderia? A dor que apertava meu coração naquele instante era indescritível. As lágrimas recusavam -se a parar ao recordar de cada lembrança que disparava como irritantes flashes diante dos meus olhos. Porém, o que mais doía era a forma como eu tinha sido rejeitada. De melhor amiga fui reduzida a uma simples transa sem recordação.

— Burra, burra, burra... — Arremessei o travesseiro para longe.

Eu estava com raiva, mas não dele e sim de mim mesma por alimentar sentimentos tolos e ilusões de contos de fadas. Príncipes encantados não existiam e eu já estava começando a acreditar que o amor verdadeiro também não.

Depois de quase três horas chorando, eu consegui sair da cama e tomar banho. Quando sai do banheiro e olhei pela janela do quarto, notei que até o dia parecia debochar da minha infelicidade. Depois de longos dias chuvosos, Forks exibia um belo dia ensolarado. Irritada, fechei as cortinas e fui em direção ao guarda roupa. Vesti o primeiro jeans que encontrei e uma camiseta cinza. Não senti vontade de me arrumar, afinal todos os compromissos que eu tinha marcado eram com o Edward...Droga! Não vou chorar. Repeti para mim mesma.

Aquele era para ser o meu dia feliz. Finalmente eu tinha me formado e logo estaria na faculdade. Não era justo passar minhas ultimas semanas em Forks completamente depressiva por causa de um homem que não me amava e ainda por cima estava noivo. Porém, como explicar isso para o meu coração que a cada batida sangrava pela dor da perda, não do amor e sim do melhor amigo?

A campainha tocou e novamente senti meu coração disparar com a expectativa de que poderia ser ele e mais uma vez não era.

— Feliz aniversario...atrasado. — Disse Jacob no instante que eu abri a porta.

Vê — ló depois de tanto tempo me causou uma reação de espanto um tanto exagerada. Boquiaberta, eu o encarei dos pés a cabeça. Jacob Black não se parecia mais com aquele garoto magricela de cabelos longos. Com o passar dos anos ele tinha crescido alguns centímetros e ganhado músculos também. Os cabelos estavam mais curtos, mas não era somente a sua aparência que estava diferente. Sua personalidade também parecia ter mudado.

— Não vai me dar um abraço? — Perguntou Jacob, arrancando-me do meu estado de espanto.

— Claro! Claro que sim! — Sorri constrangida ao ficar na ponta dos pés e abraça-lo.

Jacob retribuiu o abraço ,me erguendo alguns centímetros do chão. Envolta em seus braços senti uma sensação escaldante inundar meu corpo.

— Senti saudades. — Disse ele ao me soltar.

— Entra... — Afastei para dar passagem a ele. — ...o que está fazendo em Forks? Pensei que não voltaria nunca mais.

Jacob entrou e virou-se para mim com um sorriso nos lábios.

— A faculdade ocupa muito meu tempo e nas horas vagas eu sempre estou fazendo um serviço extra para mandar dinheiro para o meu pai...

— Entendo, mas fico feliz que esteja aqui. — Respondi sorrindo, mas tenho certeza que o sorriso se pareceu mais com uma careta. Jacob me encarou como se tentasse ver através da minha alma o que estava acontecendo de errado.

— Bom... — Ele fez uma pausa e tirou do bolso uma pequena bolsinha de veludo vermelho e entregou a mim. — Espero que goste.

Cuidadosamente abri a bolsinha de veludo e retirei o que parecia ser uma joia. Em minhas mãos pude ver que era uma delicada pulseira dourada com pedrinhas que se assemelhavam a cristais.

— É lindo, Jake! — Sorri, enquanto admirava a pulseira. — Coloque no meu pulso, por favor. — Pedi a ele, entregando-a.

Jacob a abotoou no meu pulso e pelo seu sorriso parecia muito satisfeito por eu ter gostado do seu presente.

— Será que agora podemos dar um volta? — Sugeriu ele. — Afinal, já faz três anos que não venho a Forks...

Receosa, o olhei pensativa. Tudo o que eu menos queria era sair de casa. Meu coração estava em frangalhos e a única pessoa que sabia disso era eu. Nunca fui muito boa em fingir emoções e detestaria estragar o dia do Jacob com a minha aura obscurecida pela rejeição. Porém, os olhos dele suplicavam para que o convite fosse aceito e dizer não com certeza o chatearia.

— Tudo bem... — Concordei. Talvez um passeio me fizesse sentir melhor ou não.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! Mais tarde postarei mais um capitulo. Beijos