Notas iniciais
Apenas um textinho que eu fiz após ler uma frase nos tantos sites espalhados por aí...

Quem disse que o verdadeiro amor renuncia a pessoa amada pela felicidade dela? Isso nunca faria sentido, não para os humanos, pois estes são seres egoístas, mesmo que preguem o contrário. Sempre queremos nossa felicidade, nosso bem acima dos outros. Não digo que não há exceções, mas são minoria aqueles que renunciam algo pelo bem do outro. São estes os estranhos, pois fogem do padrão. Por isso não fazia sentido.

Ele não devia fixar seus olhos em outro alguém, simplesmente porque ninguém o amaria mais que ela, que sorria apenas por estar ao lado dele. Sorria maniacamente gentil, ou gentilmente maníaca, porque ninguém mais importava: apenas ele. Em sua mente, seus olhos, seu coração; era tudo que havia! Nada mais importava. Adorava roubar o calor dos braços dele, adorava ver aqueles olhos fechados serenamente enquanto enxugava o rastro das lágrimas derramadas – lágrimas que, oh, derramadas pela separação. Mas ele não precisava se preocupar! Logo iria junto.

“Prefiro te ver morto a feliz com outra” – suas palavras eram doces, mas amargas. Ele nunca mais teria outro amor, nunca mais sentiria mais nada. Aquele sentimento (tão doce, tão puro!) seria eternizado. Se não fosse ele – seu anjo, seu tudo – não teria sentido. Nada mais importava.

Fechou os olhos, abraçando-se ao seu amado, deixando que ele roubasse-lhe o calor do corpo. Seus olhos nunca mais se atreveriam a fitar outro alguém. Aqueles olhos nunca mais se abririam. E não importava. Deixou o sangue banhá-lo, assim como se banhou com o dele. Estavam juntos. Para sempre. E nada além disso importava.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!