Notas iniciais
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-Nii-san, vamos logo!

-Ok, Al!

Naquele dia, os dois estavam bem animados, afinal eles estavam indo nadar num lago próximo. Eles tinham conseguido seus corpos de volta há pouco tempo, mais ou menos há 10 meses, por isso queriam sentir a àgua os tocando, apesar de não saberem nadar.

Enquanto caminhavam até a casa de Winry, conversavam animadamente sobre como estavam contentes de tudo ter dado certo no final, e como Alphonse estava ansioso para fazer tudo o que ele fazia.

Foi então que eles viram a amiga fora de casa, dando comida para o Den, seu cão:

-Winry!, disse Ed, acenando sorridente.

Ela se vira para eles, e acena de volta, enquanto ia até os dois:

-Winry, estamos indo nadar, quer vir com a gente?, disse Al.

-Okay, vou pegar minhas coisas.

Os irmãos ficam esperando do lado de fora mesmo, brincando com o cachorro. Alguns minutos depois, a garota aparece, descendo a cruta escada que há na frente da casa:

-Prontinho!

-Legal, vamos!

E assim os três melhores amigos se foram. Caminhavam alegremente, conversando e rindo, até chegar ao seu destino. Ao chegar, Edward sai correndo na frente, e nesse curto tempo, tira a camisa e dá um pulo dentro do lado. Após tal cena, Al faz o mesmo, deixando Winry só, que estava tirando sua camisa também:

-Haha, vocês dois parecem crianças!

-Vem logo, bobona!

-Ah, é?

Ela sai correndo, mas pára quando estava frente a frente do lago, colocando apenas um de seus pés para dentro, dizendo:

-A àgua não está fria, está?

-Winry, não se preocupe, entra logo, disse Alphonse.

Edward não disse anda, apenas fez uma expressão maligna, mergulhou, e foi até a garota por baixo d'àgua, e em seguida, a puxou para dentro do lado:

-UAII! (tchum!) Ed, seu tonto!

-Eh!

-Nii-san, você sempre apronta dessas...

-Pelo menos a àgua não está fria... Bem, só um pouquinho!

-Chega de conversa!

E os três ficam brincando até o fim da tarde. Quando já estava escurecendo, eles decidem ir para a casa dos Elric, e lá a Winry poderia dormir como faziam antigamente, quando eram apenas crianças inocentes...

-Aii, que fome!

-Se quiser eu posso cozinhar alguma coisa...

-Oras, Winry, você não precisa se incomodar com isso, afinal você é a visita, disse Alphonse.

-Vocês sabem que não precisam me tratar como visita, afinal somos praticamente da mesma família, né?

Eles chegam, vão tomar banho (eles se dividiram entre os dois banheiros da casa), e logo depois Winry vai fazer o jantar como prometido. Juntos, comem, conversam... Até que resolvem todos irem dormir.

Edward estava olhando seu braço direito (que não via há tempos), enquanto pensava em Winry. Ele sentia a necessidade de vê-la, precisava senti-la! Era uma emoção que nunca sentiu por outra garota. Foi então que ele fez algo que nunca achou que teria coragem... Ele se levantou e foi, silenciosamente, até o quarto de Winry, que por sua vez, também estava acordada, mas estava de costas para Ed, e não tinha percebido sua presença.

-Winry, disse o garoto, bem baixinho.

-Edward?

Ela se vira para o menino, surpresa por aquele "encontro".

-Está tudo bem? O que foi?

-Eu...

Ed desvia o olhar dela, sem saber o que dizer.

-Entendo porque você veio aqui.

Ele olha surpreso para Winry pela frase que ela disse.

-Vem...

Ele deita ao lado dela, e os dois ficam parados, olhando o teto, sem fazer nada, além de um ouvir a respiração do outro, naquela noite meio quente.

-Acho que eu gosto de você de verdade, Edward.

Ele se vira para ela, mas continua em silêncio.

-Você... Quer... Me beijar?

-Eu gostaria...

E assim os dois se beijam ternamente, alimentando o amor que um sentia pelo outro naqueles breves segundos.

-Winry... É difícil para mim dizer isso, mas...

-O quê?

-Eu quero muito namorar você... E quem sabe até casar...

Ela sorri e o beija mais uma vez.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!