O que Acontece em Vegas, Fica em Vegas
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Sabia que era cedo, e aquilo a tranquilizou ainda mais. Estava cercada por uma bancada de mármore e vários arquivos, papéis e amostras, era tudo o que ela queria no momento. Sua cabeça ainda latejava. Um copo de café fumegava ao lado do microscópio. Pegou uma das amostras e a colocou no aparelho.
Observou a amostra e anotou algo em um dos incontáveis papéis.
Ouviu um leve baque da porta se fechar, mas não levantou os olhos do arquivo, apenas deixou com que a caneta caísse de seus dedos, como se fingisse não se importar, mas batida alta de seu coração negou a tranquilidade.
Nick havia entrado na sala, sorrindo sem motivo aparente.
- Bom dia. — Ele disse, parando na frente de Mandy. — Espero que não tenha que cantar.
(N/A: Canta, canta, canta!)
Mandy sorriu.
- Hoje não. — Admitiu com ar de chateação. — Venha cá!
O beijou, passando uma das mãos atrás de sua nuca.
Nunca tivera realmente a oportunidade de tê-lo dessa forma. No começo, o beijo estava mais para algo suave, mas, agora se ao menos se visse no espelho saberia que estava com os cabelos bagunçados e as roupas amassadas.
Alguém limpou a garganta.
- Oh, o amor... — Hodges disse, e então riu. — As amostras de sangue.
Mandy estava com os lábios inchados e Nick ofegava. Hodges havia pego metade da cena, mas não era necessário rever aquilo tudo para saber o que aconteceu. Deixou uma caixa térmica em cima do balcão, e saiu como se nada tivesse acontecido.
- Onde estam os outros? — Nick disse, se afastando subtamente de Mandy. Estava tão constrangido.
Mandy tossiu.
- Grissom, Sara, Cathy e Warrick estão atrassados, Demi e Greg estão indo á casa de uma suspeita. — Disse, fingindo prestar atenção no que fazia.
Nick a fitou.
~~ x ~~
A mãe falida do garotinho que perdera o pai, abriu a porta da casa. Ela era loira, assim como qualquer socialite de filmes era, o cabelo oxigenado e um brilho extremamente opaco, sorria deixando a amostra os dentes brancos, e tinha um filhote de chiliuaua em um dos braços.
Pobre animalzinho! A garganta do cão estava presa por um tipo de coleira, que parecia ter o propósito de enforcá-lo, além de ter uma pequena carreira de pedras nada discretas. Isso sem se falar em sua samba-canção rosa.
(N/A: Liguem o som!)
Bem, ela não está sangrando no piso do salão
Apenas para atenção
Porquê isso é tão ridículo,mentir.
Mas com certeza irá conseguir
(a atenção e as balas).
Aqui está o cenário
As revistas de moda alinham as paredes
As paredes alinham os furos e balas...
Você tem certeza, tem certeza que deixou ela ter isso?
Você tem certeza, tem certeza...
Greg queria rir, enquanto Demi queria ir embora dali o mais rápido possível por causa de sua alergia à cães.
Demi espirou.
- Senhora Mueller? — Greg perguntou, tentando engolir o riso. — Laboratório de criminalística. Greg Sanders e Demetria Grey, podemos entrar?
A mulher sorriu.
- Claro. — Deu espaço para entrarem na casa.
A casa era enorme. Demi observou a sala, tinha o tamanho de seu apartamento. Quadros, estátuas, lustres, o tapete indiano... O cheiro de mira invadiu o cômodo, assim que a senhora Muller fechou a porta atrás de si. Deixou o cão no chão, enquanto se sentava no sofá de veludo vermelho.
- Por favor, sentem-se. — Pediu com educação.
Greg e Demi sentaram no sofá em frente á ela.
Demi estava maravilhada. Como a mulher conseguia tudo aquilo com um investimento em casas de strip? Olhou a mesa de centro, inúmeras fotografias, sendo várias delas com o filho. Dubai, Marrocos, Los Angeles, Washington... Todas as viagens em locais diferentes.
Tenha alguma compostura
Onde está sua compostura?
Oh não!
Está puxando o gatilho...
Puxando o gatilho completamente errado
Um som de passos no piso de madeira fez com que Demi se endireitasse no assento. Uma senhora trajada de empregada parou ao lado da mesa de centro, uma bandeja dourada nas mãos. Greg olhou a governanta e assentiu.
- Posso lhes servir chá? — A empregada disse, sorrindo, numa voz fina.
Demi sorriu, gentil.
- Sim, claro.
Colocou a bandeja na mesinha. Serviu-lhes o chá em xícaras de porcelana e sumiu da mesma maneira que havia aparecido. Ninja, debochou Greg em pensamento.
- Senhora Muller, — Ele disse, sem a mínima importância com o chá. — pode nos dizer que relação tinha com seu marido após a separação?
A loira suspirou, lamentando algo.
- Não tínhamos uma relação de verdade desde então. — Bebeu o chá, e o colocou em um dos braços do sofá. — Apenas ia a casa dele para pegar David e trazê-lo para cá. — Cruzou as pernas.
Demi olhava, enojada. Que tipo de mulher era aquela? A mediu de em cima a embaixo com os olhos. Sapatos Prada, vestida de gala, decote vulgar, cabelos opacos, lábios artificialmente vermelhos. Cruzando as pernas para um CSI, quando o comprimento do vestido preto é pouco acima dos joelhos. Estava começando a não gostar de estar ali, não com o Greg.
Tenha alguma compostura
Onde está sua compostura?
Oh não!
Está puxando o gatilho...
Puxando o gatilho completamente errado
Não olhe as pernas, não olhe as pernas...
Demi pensou, com raiva. Ah, seu traíra!Greg fingiu arrumar seu cabelo com as mãos.
Me dê inveja
Me dê malícia
Me dê sua atenção
Me dê inveja
Me dê malícia
Oh baby dá-me um tempo!
- Bom, já foi presa por possuir drogas. — Demi disse, sarcástica. Bebericou o chá e fuzilou a mulher com os olhos. Sorriu vitoriosa.
- Sim, por esse motivo que me separei do, — Pausa. — meu marido.
Quando eu digo "pistola" você diz "casamento"
"Pistola","casamento"
"Pistola","casamento"
Greg se deu conta, aquilo era uma briga silênciosa. Uma briga sem razão aparente, preferiu se encolher no sofá.
- Ele usava drogas com frequência? — Demi apoiava os cotovelos nos joelhos, sem tirar os olhos da mulher.
- Sim. — Confessou. — Era um drogado. Morreu porque não sabia lidar bem com Stefan.
- Stefan? — Greg disse.
- Sim, ele quem conseguia as drogas. Eu parei de usá-las, mas, ele, ele era um perdedor. — Disse sem sentimento algum. — Dou o endereço do nosso fornecedor se quiserem.
- Claro. — Greg quase gritou em êxtase.
Bem, ela não escolheu esse papel
Mas ela vai representa-lo e fazê-lo sincero
Então você grita,você grita
(Oh baby me dê um tempo)
Mas acreditam em suas lágrimas
E os dentes derramam o sangue
Em seus pés
Os meninos serão meninos
Se esconder nos estrogênios e usar Aubergine dreams
(oh baby me dê um tempo!)
- Mas, tenho que lhes avisar. — Ela disse, chamando a empregada com um gesto de mão. — Ele não é amigável.
Demi sorriu.
- Já lidei com piores. — Piscou para a mulher.
Tenha alguma compostura
Onde está sua compostura?
Oh não!
Está puxando o gatilho...
Puxando o gatilho completamente errado
~~ x ~~
- Mandy! — Sara gritou, colocando as mãos trêmulas no balcão. — Onde estão as amostras de sangue?
Mandy arregalou os olhos. Na maioria das vezes, Sara bateria na porta e lhe desejaria um bom dia, mas, hoje. Estava tão desesperada, e de aparência exausta... Mandy a fitou. Parecia ter hematomas em torno dos olhos, os lábios pálidos e a pele branca era translúcida. Desesperada e com uma urgência infernal. Mandy arregalou os olhos para Sara.
- Mandei para a novata. — Respondeu, sem entender o motivo daquilo tudo. — Ela e Greg estão interrogando uma suspeita agora, mas, logo ela vai estar no laboratório. — Completou.
Sara engoliu seco.
Ninguém podia saber daquilo. Passou as mãos nos cabelos, as mãos tremendo. Ah, meu Deus!, pensou, colocando uma das mãos sobre a boca. Uma pontada no estômago lhe atingiu em cheio. Correu sala afora.
- Sara? Sara? — Mandy chamou, ainda paralisada. — Droga!
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