Notas iniciais
Olá, CSI's! Prontos para a noite de natal? Então, vamos lá! Remesmee021

Greg estava ao volante, quando viu Demi massagear as temporas e resmungar algo para si própria. Estavam indo para uma pausa para o que Greg chamava de almoço, Demi já se lembrara do almoço dele na faculdade, e da forma que ele vibrava ao ver tiras gordurosas de bacon no prato.

Ainda de olhos fechados, sorriu ao lembrar-se a primeira vez que eles haviam se visto.

A faculdade era o tipo errado de lugar para quem tinha o mínimo de conhecimento, entre tantos atletas e meninas populares, principalmente naquela faculdade que seu pai insistiu em lhe colocar. Está bem, não era tão ruim assim. Havia conhecido uma mesa em que as pessoas trocavam formulas matemáticas no almoço.

- Não, não... — Uma menina de óculos disse balançando a cabeça para os lados. — O resultado é quarenta e seis, tenho certeza.

Não estava interresada nesse assunto hoje, geralmente ela abaixaria o livro que estava lendo e dira o resultado correto, mas, estava tão vidrada no livro que não havia pego metade da resolução daquilo.

- Hoje um novato irá sentar conosco. — Um dos garotos sentados na mesa, disse.

Fechou o livro de imediato.

- Sério? — Demi disse.

- Espero que não seja uma das garotas que você namorava. — A garota ao lado de Demi, que discutia o resultado de quarenta e seis, disse, suspirando em seguida. — Uma delas me perguntou como se escrivia laranja.

As duas garotas riram, enquanto o garoto cruzou os braços.

- Rá, rá. — O rapaz disse, evitando o riso.

- Vou pegar o almoço. — Demi declarou.

Fez o habitual: pegou uma bandeja, e observou os pratos do dia, entortou o nariz assim que viu um ensopado de vegetais, o que mais parecia uma pasta verde e viscosa de ervilhas. Fitou alguém em sua frente pegando a concha com um tanto da goroba, e a virando no prato. Fez uma careta.

- Ugh! — Disse, com uma mão no peito.

Virou-se quando ouviu uma gargalhada atrás de si.

- Não é vegetariana, aposto. — Comentou um rapaz de cabelos negros e mechas loiras.

- Simpatizante, — Demi respondeu. — mas, não corajosa o suficiente para isso.

O rapaz sorriu novamente.

- Greg Sanders. — Estirou a mão.

- Demi Grey. — Apertou a mão de Greg, sorrindo. — Novato? — Perguntou.

Demetria seguiu em direção a mesa, com apenas um suco na bandeja, uma gelatina de limão e uma garafa d' água, conversando com o novato e, ás vezes rindo um pouco do jeito que ele gesticulava.

- É quarenta e seis! — A garota de cabelos longos e ruivos, insistia.

- Cinquenta! — O garoto quase gritou.

Demi e Greg pararam em frente a mesa, apenas observando o rosto de Mary ficar vermelho de tanto gritar e Matt atirar as mãos para o céu e rezar para que aquilo terminasse.

- Os dois estão errados. — Demi interrompeu os dois.

- A resposta é quarenta e oito. — Greg e Demetria disseram em uníssimo.

Agora, ela retornou ao momento em que Greg a fitava com as mãos no volante.

- Vai chover ou nevar. — Ele disse.

Estou tendo uma conversa sobre o tempo?

- Estes dias eu não consegui dormir. — Comentou, o invés de dizer: 'Eu não consigo dormir pensando no que eu escrevi, e não consigo te entregar. Estou com tanta vergonha do que aconteceu!' — Pode me deixar em casa?

Espere, espere aí! Greg pensou, enquanto freiava no sinal fechado. Por que você não me disse que tinha uma casa aqui? Demetria!

Um pequeno floco de neve caiu sobre o vidro passageiro e nem sequer fora notado, Demi estava com uma dor de cabeça insuportável, e tudo o que ela menos queria agora era dar razões para que Greg gritasse com ela nesse instante. Afinal, ele tinha tantas coisas, da qual ela já esperava, intaladas na garganta por um bom tempo, que ela nem ousara em tocá-lo naquele dia.

Ei, um minuto aí! Como ele sabia o trajeto para o seu apartamento?

O fitou com certo ódio.

- Você. Leu. A. Minha. Ficha! — Pausou cada palavra esperando que ele tivesse tempo bastante para dizer algo. — Está encrencado, Sanders!

Sanders

- Sim, eu li a sua ficha, senhorita Demetria Marie Grey.

Aquilo lhe tirou o pouco de auto-controle que havia ultilizado durante o período que havia ficado com ele. Ela odiava que lhe chamassem de Demetria, muito mais, quando pelo nome completo. Provavelmente ela havia feito algo muito errado para merecer aquele sorriso que Greg, usava na faculdade, e a derretia por dentro. Sentiu as maçãs do rosto vermelhas.

- Saíba que eu li sua ficha também, Sanders.

Se descontrolou por completo.

- E eu sei muito bem que o senhor... — Aproximou-se do rosto confuso de Greg.

Ótimo, mal conseguia continuar. Ela realmente havia pedido a Mandy o arquivo de Greg, apenas para ver o que ele havia feito em atividades como um CSI, e quase chorou ao ver que ele havia sido internado um par de vezes na carreira. E, o melhor daquilo tudo havia sido a careta que ele fez ao ver que o feitiço havia virado contra o feiticeiro.

Por um minuto da sua vida, se concentre na vingança! Demi pensa e logo corrige. Ela nunca havia conseguido se vingar de ele. Muito menos, quando ele sorria daquela forma. Tire esse sorriso dos lábios, Sanders!

- O que você leu afinal? — Jogo sujo! Quase disse aquilo á ele em voz alta.

- O bastante. — Demi respondeu, em fio de voz.

Abriu a porta do carro, ainda enraivecida. Deus, como conseguia controlá-la daquela forma! Colocou uma das pernas para fora do carro, não tirando os olhos de Greg. Finalmente, desceu e teve a sensação da carta em seu bolso pesar o dobro do seu peso. Retirou a carta do bolso, e ajoelhou-se no banco passageiro, a mão direita na cintura.

- Só leia quando estiver...

Greg a puxou pelo braço em sua cintura e beijou. Demi não pode deixar de passar a mão que estava com a carta, atrás de sua nuca.

- Em casa. — Completou, ainda sem fôlego.

Colocou o envelope, em um dos bolsos laterais da jaqueta e Greg. Saiu do veículo e fechou a porta com um movimento brusco e correu em direção a portaria.

~~ x ~~

Sentiu uma mão lhe afagar o cabelos, não sabia ao certo se aquilo se devia a inconciência porém se virou no sofá. Abriu os olhos. Grissom a fitava ajoelhado no chão de madeira, a lareira continuava acessa e o calor do ambiente parecia ter aumentado. Sentou-se no sofá e por alguns instantes ficou em silêncio, apenas para observá-lo.

- Por quanto tempo eu dormi? — Perguntou Sara, uma das mãos esfregando os olhos.

Grissom observou o relógio na mesinha de centro.

- Duas horas.

Sara aregalou os olhos, enquanto jogava a coberta de lado. Os cabelos desarumados e a roupa amassada. Ela queria ir para a casa. Havia o encomodado tanto. Mas, não poderia sair do apartamento do chefe daquele jeito. Principalmente, se ainda se sentia febril.

- Espere um segundo. — Grissom disse, indo em direção ao corredor e a deixando na sala.

Estranho, Sara pensou, penteando o cabelo com as mãos. Não ouvi o telefone tocar. Após esse pensamento Grissom já estava na sua frente, seu aparelho celular em uma das mãos e uma caixinha de veludo em outra. Ignorou a caixinha de jóias, e o viu esticar o aparelho celular para ela.

1 Nova Mensagem, dizia o aparelho, em letras garrafais.

"Novidades:

Warrick me chamou para jantar. Isso não é ótimo? (Será o melhor natal de todos!)

Cathy."

Sara colocou o aparelho no braço de sofá e sorriu para Grissom.

- Warrick chamou a Cathy para sair. — Sara disse, não escondendo a animação de saber que Cathy não passaria o natal sozinha.

- Finalmente. — Grissom suspirou. — Sara.

Sentou ao lado de Sara. E colocou a caixinha de veludo na palma da mão. A abriu. Havia um anel de brilhantes dentro! Mal conseguiu respirar ao ver aquilo. O anel era completamente clássico: os diamantes, cortados em pequenos círculos, em volta de uma esmeralda brilhante, lapidada cuidadosamente.

- Isso era da minha mãe. — Grissom esclareceu. — Ela me deu um pouco antes de morrer e me disse para dar para a mulher que eu mais amasse em toda a minha vida. — Retirou o anel da caixa, e o colocou no dedo anular de Sara.

Sara estava com lágrimas nos olhos. O que ela poderia dizer?

- Gil, eu... Não tenho palavras para isso! — Disse, deixando uma lágrima teimosa escorrer. — Eu te amo!

O abraçou e depositou um beijo em seu pescoço. Havia sido perfeito.

- Gil, — Sussurou ainda nos braços de Grissom. — você é minha família. Você é... — Pausou com um soluço. — tão bom para mim.

- Eu te amo, Sara Sidle. — Murmurrou, afagando o rosto nos cabelos de Sara.

~~ x ~~

(N/A: Sou louca se disser que eu chorei escrevendo essa carta?)

"Gregory,

Eu não tenho dormido bem desde de que cheguei á Vegas. E, não esqueço de tudo o que eu disse naquela noite que eu disse que iria embora, não esqueço daquela vez em que você me viu chorar, e me abraçou pela primeira vez. Naquele tempo, em que nós não precisamos de pretextos para nos falarmos, onde tudo fluía tão naturalmente. Mas, eu não consegui esquecer de todas as noites, em que seu aniversário chegou e eu não consegui discar o número do seu celular, por causa das minhas mãos trêmulas.

Eu não consegui esqueci nada sobre você.

Muito menos, nas vezes em que você dançou comigo sem nenhuma música tocando, e, naquele natal em que você disse que me amava, e eu não consegui abrir a boca para dizer alguma coisa. E sobre, a última noite em que eu te observei dormindo, e ao invés de me recusar, apenas sorriu. Agora, tudo o que falamos é sobre o trabalho e o tempo. Da última vez, que você me deu rosas eu as deixei secarem em meu livro preferido, e nesse dia, foi o dia em que eu disse que saíria de Vegas.

Se sua porta estiver trancada para mim, eu entendo."

~~ x ~~

Warrick e Catherine dançavam em meio ao restaurante, assim que ouviram um singelo som de baixo surgir da banda ali presente. Todos os casais ali também dançavam, apenas, algumas pessoas continuavam sentadas, observando os casais, ou simplesmente ignorando a noite perfeita lá fora.

O brilho prateado da lua, entrava pelas janelas e banhavam o ambiente, o vento sussurava algo nos ouvidos de todos, porém, apenas os amantes poderia definir as palavras ditas. Alguns flocos de neve, acompanhavam a batida da música caíndo em aspiral, um cheiro de noz moscada saía da cozinha, impreguinando a cena.

Tudo o que se ouvia ali era algum murmurio ou outro.

- Perfeito. — Murmurrou Warrick no ouvido de Catherine, fazendo-a sorrir.

- Sim. — Ela concordou.

A melodia cessou, e logo a banda anunciou uma nova música para embalar a noite.

- Beatles. — Cathy disse, não deixando com que o compasso dos movimentos da dança parassem. — Something.

(N/A: Recomendo que vocês ouçam. Aí vocês irão perceber a atmosfera da noite.)

Alguma coisa
Alguma coisa no jeito que ela se move
Me atrai como nenhuma outra
Alguma coisa no jeito que ela me fascina
Eu não quero deixá-la agora
Você sabe que eu acredito e muito.

Algum lugar no sorriso dela, ela sabe
Que eu não preciso de outra
Alguma coisa na maneira dela que me mostra
Eu não quero deixá-la agora
Você sabe, eu acredito e como

Você está me perguntando, meu amor crescerá?
Eu não sei, eu não sei
Fique por perto agora, ele pode aparecer
Eu não sei, eu não sei

Alguma coisa no jeito dela, ela sabe
E tudo o que eu tenho que fazer é pensar nela
Algo nas coisas que ela me mostra
Eu não quero deixá-la agora
Você sabe, eu acredito e como

Warrick a girou ao fim da música e colou os lábios sobre os de Catherine.

- Não poderia ser melhor. — Ela disse.

Notas finais
E aí, fui a única louca a chorar aqui?HahahaRemesmee021