O que Acontece em Vegas, Fica em Vegas
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Estejam preparados para tudo!
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Nos últimos capítulos...
Grissom recebeu uma carta sem remetente...
- Obrigado. — Ele susurrou, enquanto virava o envelope. — Sem remetente.
Sara ainda estava na sala, o observando tirar os olhos do livro e analisar o envelope. Após uma breve análise, o abriu e retirou um estojo de dvd.
- Vamos assistir. — Grissom disse, levantando-se da cadeira, com o estojo em mãos.
Greg reencontrou Demi...
- Greg? — Disse ela, surpresa e sorrindo. — Oi.
- Oi, Demi.
Mas, o que ele não sabia era que...
- Equipe, essa é nossa nova forence, Demetria Grey. — Ele disse, enquanto Demi apenas sorriu, as maçãs do rosto ficando ruborizadas. — Demetria. — Grissom, disse forçando-a a se mexer e a se apresentar. — Pode sentar-se. — Disse, apontando a cadeira vazia ao lado de Greg.
- Estamos ferrados.
Temos uma nova mamãe...
- Sara. — Disse. — Está bem?
Não. Grissom não podia saber daquilo.
E Cathy está saindo com Warrick...
Warrick me chamou para jantar. Isso não é ótimo? (Será o melhor natal de todos!)
Cathy."
Mas, Lindsay não está gostando disso...
- Nada disso, pelo menos chegue antes da meia-noite ou sua carruagem irá virar uma abobóra. — Disse, andando pelo corredor e sumindo do quarto em seguida.
Isso foi o que você perdeu nos últimos capítulos.
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A brisa fria entrou pela janela a fazendo arrepiar um pouco. Da mesma forma, ela continuou seguindo em passos curtos em direção á sala de seu superior.
Era tarde, uma típica noite de ar parado em Vegas, a não ser pela brisa quente vinda do deserto distante. As luzes ofuscavam o centro da cidade, anúnciando o começo da agitada vida da qual Sara estava acostumada a fazer parte, mas não esta noite. Encarou a silhueta de um homem sentado confortávelmente em sua cadeira de couro, e exalou com força, em seguida, pousou uma das mãos na maçaneta sentindo o enjôo retornar a boca do estômago.
Uma corrente de ar adentrou a sala, fazendo Grissom encarar Sara com certa curiosidade, afinal o expediente tinha acabado há uma hora. Retirou os óculos e massageou as têmporas.
Ela continuou ali, parada no batente da porta, ofegando pelo o que viria a seguir. Respirou com dificuldade e se aproximou da mesa.
- Grissom, e-eu... — Gaguejou.
Grissom levantou-se. Que diabos estava acontecendo? A mulher parada á sua frente tinha os olhos marejados e cheios d' água. Estava tão fraca que por alguns segundos acreditou que se a abraçasse, provavelmente a quebraria em pedaços. Deu dois passos á frente, enquanto passava os braços á volta de Sara, o que a fez tremer.
Ela suspirou. Não porque tremia de frio, mas, porque estava merecendo todo o conforto que precisava. Quando deu por si, estava soluçando e a camisa de Grissom estava banhada de lágrimas.
- Eu estou grávida. — As palavras saíram sem querer. — Grávida. — Frisou.
Grissom arregalou os olhos, completamente surpreso.
- Calma, calma... — Cantou, como uma canção de ninar que sua mãe cantava. — Vamos resolver isso. — Respondeu.
Sara se livrou do abraço, dando passos para trás com uma mão sobre a boca e os olhos marejados outra vez.
- Você... Diz. Como. Se. Isso. — Apontou sua barriga. — Fosse. Um. Problema.
- Sara... — Suspirou Grissom.
- Não! — Gritou. — Não vai me impedir de ter meu filho!
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- Quer casar comigo? — Perguntou.
Um sorriso se abriu em seu rosto. O vento gélido não os empediu de ficar na pequena varanda, observando a cidade se movimentar rápidamente diante de seus olhares curiosos. Seu corpo se pressionava contra as barras de ferro da sacada, e os braços estavam contraidos em seu peito, sua repiração era lenta, — de vez em quando falhando. A figura masculina ao seu lado a encarava com um lado de seu corpo apoiado na sacada.
Seus olhos se encontraram por um curto período de tempo, — cerca de segundos -, a fazendo corar violentamente.
- Ninguém precisa saber... — Greg disse, a pegando pela mão. — E a noite está linda.
Tinha que concordar, — apesar da neblina, o brilho das estrelas se misturavam as luzes de Vegas. Riu consigo mesma.
- O quê? — Ele perguntou.
- Eu conheço uma igreja aqui. — Demi respondeu.
(N/A: Por você, eu me caso ao som de Gaiola das Popozudas. ;D Hahaha)
Um relâmpago fez com que a varanda se iluminasse. Aquilo era trapaça, com certeza. Greg estava vestia um smoking por baixo de seu casaco sobretudo, e por algum instante, lhe passou pela cabeça que provavelmente ele retiraria uma caixinha de veludo de um dos bolsos internos do paletó. Ao ter esse pensamento, pensou no que vestia.
O casaco preto cobria parte de seus joelhos, e a meia-calça preta a deixou menos confortável naquela situação de um provável casamento, o sapato de salto fino havia matado seus pés naquele dia caótico, mas os brincos de rubis faziam jus a ocasião atual.
- Não diga não. — Greg sussurou.
Demi riu. Tinha vinte e três anos, morava longe de sua mãe e irmã, tinha um emprego estável, um apartamento suficientemente grande. O homem que amava estava ali, a sua frente sorrindo, esperando pela resposta.
- Sim. — Sorriu como uma adolescente, afinal, estava se sentindo como uma. — Girou o anel de pedra lázuli em seu dedo anelar. — Já temos o anel. Eu quero me casar com você.
"Novidades: Grissom fitava a câmera de vídeo, e as diversas estantes de livros de anatomia que abarrotavam o lugar de pó. Seguiu em direção a Sara que o chamava.
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Inseriu a chave na ignição com ferozidade, ligando o aparelho estéreo em seguida, quando se deu conta, uma gota d'água escorreu pelo vidro, enquanto seguia por mais uma milha de distância da civilização. Estava na parte árida e deserta de Las Vegas, uma corrente de ar quente invadiu o automóvel assim que havia chego em uma das primeiras estradas de saída da cidade.
Uma buzina alta lhe fez limpar as lágrimas acumuladas dos olhos.
Freou. Os fárois do caminhão de carga se tornando mais ofuscantes e próximas.
Segurou-se no volante enquanto o carro girava, um barulho ensurdecedor de colisão, seguido de um grito que escapou de sua garganta. Um turbilhão de pensamentos a atingiu, assim como a batida violenta.
Depois disso tudo... Silêncio.
E algum tempo depois... Um par de vozes á sua volta.
- Ela pode me ouvir? — Uma voz preocupada disse.
Som semelhante a de rodas de uma maca sendo arrastada em um chão de azulejos.
- Não tenho certeza. — Respondeu, outra desconhecida. — A pressão sanguínea?
- Está ok, mas perdeu muito sangue. — Voz feminina. — Oh, Deus! Estanque aquele sangramento. Está de quantos meses?
- Eu... Eu não sei! Talvez, dois. Vão ficar bem? Eles vão ficar bem?
Longa pausa.
- Reze para que fiquem bem. — Respondeu.
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