O que Acontece em Vegas, Fica em Vegas
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Não deixem num detalhe passar...
Remesmee021
O som estéreo estava ligado e a melodia preenchia todos os cômodos do apartamento. Como em todos os natais, os álbuns de fotos haviam sido colocados na mesa de centro, junto de uma xícara de chá. Sentou-se no sofá e acresentou um maço incontável de cartas em cima do àlbum de fotos. Folheou o álbum e sorriu ao encontrar uma foto clássica dela.
Várias árvores de cerejeira estavam ao seu redor, o clima estava claramente frio e ela vestia um casaco longo, as mãos haviam sido colocadas no bolso, e a ponta de seu nariz estava vermelha. Havia sido sua primeira viagem internacional, quando tentou a carreira de jornalista, mal sabia falar outra língua, e partiu na época mais fria para o Japão, com a sua insseparável irmã, Hannah. Estava com um sorriso no rosto e uma mala bagageira ao seu lado. E, por incrível que pareça foram um dos melhores dias de sua vida.
Seguiu para a outra foto. Estava em frente ao Big Bang,uma echarpe enrolada no pescoço, enquanto os cabelos esvoaçavam ao vento, estava trajada com um casaco sobretudo e uma bota de cano alto. Dessa vez, sua face era mais séria. Odiava viver sem sol, e Londres não era um lugar ensolarado, pelo contrário.
Sorriu ao lembrar em querer ir para Liverpool, e ver a casa de Ringo Starr, enquanto sua irmã queria simular a capa de Abbey Road.
Então, ela entrou na faculdade. Não gostava muito de Vegas, mas, estava feliz na foto. Sua irmã havia ficado alguns dias até Demi se adptar e bateu as fotos, apesar da irmã ter apenas dez anos, a ligação das duas era incrível. A foto estava tão estranha. Hannah disse antes de o flash disparar: 'Vamos lá, Demi. Diga: Capital do pecado.' Demi riu assim que ouviu a irmã dizer aquilo. E um dia sua mãe ligou e disse: 'Estão se alimentando corretamente?', quando elas estavam em um Mc Donalds e tudo que elas conseguiram dizer foi: 'Claro, mãe.'.
Demi gargalhou, lembrando da cena. Foi tão irônico.
Uma batida na porta fez com que ela guardasse o álbum, e o maço de cartões postais de imediato. Todos os natais eram daquele jeito e ela odiava ter de admitir para todos. Pegou a xícara e colocou no balcão que dividia a sala e a cozinha. Amarou os cabelos com um elástico que tinha no pulso e abriu a porta.
O seu rosto ficou pálido assim que viu Greg parado em frente a porta.
- Greg... — Demi murmurrou, colocando uma mão na testa. — Entre.
O apartamento não era grande, mas era o estilo clássico e confortável em que Demi sempre apostava. Tinha que admitir, era melhor que seu apartamento revirado múltiplas vezes em busca de algo para se vestir. Observou a mesa de centro com um maço de cartas e o braço de um violão preto apoiado no sofá.
Greg sentou-se no sofá e analisou o violão.
Demi estava ali, parada, completamente estática. Não sabia o que fazer. Pegou um casaco de linho que estava apoiado em uma das poltronas e o colocou, sentou-se na poltrona e não conseguiu abrir a boca para dizer alguma bobagem.
Greg colocou uma das mãos sobre o próprio joelho e passou a outra mão no cabelo. Estava tão tenso ficar ali sem dizer nada. Demi levantou da poltrona e sentou-se no chão de linóleo, o fitando. Fechou os olhos antes que pudesse dizer alguma coisa.
- Leu a carta? — Sussurou.
- Sim. — Agora, Greg tinha as próprias mãos em torno no rosto, enquanto apoiava os cotovelos no joelhos. — Mas, saíba que não li em casa.
Sorriu, ainda de olhos fechados.
- Eu sabia que faria isso. — Demi disse, abrindo os olhos. — Eu só consigo me lembrar de ter ido embora. Não me lembro ao certo o que eu disse. — Massageou as têmporas. — Hm... Ei. Espere um minuto aí. — Ela diz, franzindo a testa. — Aquele cara no aeroporto era.... Você! — Exclamou, não deixando de sorrir em seguida.
Greg sorriu.
- Vamos dizer que as passagens estavam esgotadas, então... — Piscou.
- Você gritou como um louco. — Completou rindo um pouco.
- Isso são detalhes. — Greg disse.
Demi não podia deixar a verdade de lado a cada oportunidade que surgia.
Respirou fundo.
(N/A: Preparem-se para chorar de novo, ou não...)
- Desculpe por não ligar nesses anos... E por, não ter ligado nos seus aniversários, — Pausou, sentindo algumas lágrimas se acumularem nos olhos. — por não ter prestado atenção nos seus cálculos na faculdade... E, naquela noite de natal que eu não consegui dizer nada para você, quando eu sabia que te amava, na verdade, eu tinha descoberto aquilo na viagem de formatura. No dia em que você me viu chorar, e me embalou como uma criança. — Uma lágrima escorreu pelo seu rosto. — Quando, eu disse adeus... Oh, meu Deus! Me desculpe! — Disse, enxugando uma das lágrimas com o dorso da mão. — Me desculpe por ter dormido com você na minha primeira noite em Vegas, — Soluçou. — e eu não me arrependi disso.
Greg não sabia o que disser. Era assim como a primeira vez em que ele a abraçou. Ela estava tão frágil, e quebrada com aquelas palavras que mal conseguia conter os soluços. A pegou pelos pulsos e a colocou ao seu lado, no sofá.
- Está tudo bem. — Ele disse, passando as mãos nos cabelo de Demi. — Está tudo bem. — Cantou como num mantra. — Apenas me prometa uma coisa...
- S-sim. — Demi disse numa voz rouca.
- Nunca mais me deixe sozinho. — Greg exigiu, limpando as lágrimas do rosto de Demi. — Está bem? Nunca.
Apenas o abraçou em resposta. Nunca, nunca, nunca... Murmurrou baixinho para que apenas eles ouvissem. Precisava ter certeza de que aquilo não era mais uma das séries de sonhos em que ela estava com ele, o apertou contra o peito.
- Eu te amo, Gregory Sanders, mais do que você possa imaginar. — Demi disse, ainda nos braços de Greg.
- Eu também te amo, Demi. — Greg sussurou. — Muito.
~~ x ~~
(N/A: Preparem-se para rir.)
- Oh, Mandy... — Nick cantava em alto e bom som, ajoelhado em frente à Mandy. — Você quer sair comigo essa noite? Eu sei que te dispensei, mas eu te quero de volta. — Mandy ria compulsivamente. — Oh, Mandy...
Mandy estava na sua frente, as mesas e amostras de sangue os cercando, ela ria sem parar. Ele havia se humilhado demais, e já era hora de ela poder dizer algo. Além disso, eram quase nove horas da noite, e, o laboratório estava quase vazio, fora ela, Nick e Hodges.
Uma batida no vidro fez com que ela se virasse.
- Ei, — Hodges gritou. — faça ele parar de cantar. Está acabando com os meus ouvidos.
- Só um minuto. — Mandy disse, ainda rindo um pouco. — Está bem, eu saio com você Nick.
- Graças a Deus! — Hodges disse e estirou as mãos ao céu.
Notas finais
Remesmee021
Fale com o autor