O que Acontece em Miami, Fica em Miami
15 Problem in Sight
Notas iniciais
POV Justin.
- Alô? – Sua voz delicada e suave soou no celular de Scooter, que eu segurava forte no meu ouvido como se só assim que pudesse pegar sua mão.
- ... – Eu realmente queria falar alguma coisa, mas a minha voz parecia congelada na garganta e as palavras não saiam. Quando ela finalmente me atende eu congelo, bom começo Justin.
- Quem é? Olha, se for uma brincadeira idiota... – ela disse inglês com sotaque, imaginei então que ela vira o código internacional.
- Justin! Vem cá, cara! – Scooter me chamou gritando, de forma com que possivelmente ela possa ter ouvido.
- J-jus.. Justin?!
Continuei em silencio, com medo de falar alguma coisa e ela desligar, era melhor me manter no anonimato mas poder ouvir a sua voz...
- Justin! Eu... eu preciso falar com você! Por favor, se for realmente você, me responde! – ela disse, e então complementou em português, com uma voz reveladora, de forma com que eu não pude entender o significado as três próximas palavras, mas algo me fez desligar o telefone ao ouvi-las.
POV Brenda.
--Dezembro, uma semana antes da festa de ano novo.--
- Gabi, o que acha dessa blusa? – Perguntei para minha amiga que estava lendo algo em seu laptop. A louca continuou lendo sem prestar atenção me forçando a tomar medidas extremas. – GABRIELA! – Berrei em seu ouvido, a fazendo cair da cama com o laptop, onde estava sentada.
- Ei! Não precisava gritar sua louca! – ela disse tentando de alguma maneira conter o riso.
- Eu te chamei umas vinte vezes, você parecia no mundo da lua... Afinal, o que você tanto olha nesse computador hein...? – perguntei tentando, inutilmente olhar a tela do laptop, que ela escondia sob seus braços...
- Nem vem... Segredo de estado! – ela riu e desligou o computador. – Mas fala... – ela me olhou estranha.
- Falar o que sua louca? – perguntei sem entender nada.
- Hum.... Deixa. – O que quer que ela tivesse em mente se recusou a me contar, ate que chegou a um ponto que eu desisti de perguntar, mas o que eu não posso negar era que ela agia muito estranha há tempos...
Perdida entre estes pensamentos, não percebi quando a campainha tocou e Gabi foi atender. Estávamos em sua casa, escolhendo algumas roupas para levarmos na viajem de fim de ano, na casa de Rodrigo em Búzios. Queríamos ver se faltava alguma coisa, afinal, só faltava uma semana para nos irmos.
A casa de Gabi é uma graça. Ela mora em um condomínio pequeno em São Conrado, todo de casa. A da Gabi é perto de uma pequena praça onde quase ninguém vai, por ser extremamente vazia começaram boatos que ali era assombrado, de forma com que a casa de Gabi seja sempre silenciosa, anão ser é claro quando ela mesma começa a ouvir musica da Ke$há e do Jason Mraz no volume máximo.
Gabi mora com a mãe, o pai e a irmãzinha bem mais nova de 6 anos. A mãe dela trabalha muito e o pai também, a irmã dela por ser pequena e pelo fato de que Gabi só tem empregada em alguns dias passa boa parte do dia na casa de amigas, da avó e tal, deixando a casa só para ela.
Uma casa de dois andares e um “sótão” que lembra as casas de seriados americanos. Branca com detalhes em amarelo perto das janelas e porta. Um jardim pequeno e verde na frente da casa e uma pequena piscina nos fundos.
Eu e as meninas sempre vivíamos aqui por ser tranqüilo e sabíamos que entre todas as casas de todas nos a da Gabi era a única onde não seriamos perturbadas.
- Oi meninas! – Patrícia gritou entrando na casa e cumprimentado Gabi e a mim que estava, agora, sentada no topo da escada.
- Oi. – disse tranqüila para as meninas que entravam depois de patrícia. Todas as três, (Dani, Lu e Pati) seguravam pilhas e pilhas de sacolas. – O QUE, MEU PAI, É ISSO?! – Escandalosa? Pode se dizer que sim...
- ISSO, — pati começou. – São compras. Acha mesmo que eu ia deixar você usar o mesmo vestido da festa de 3 MESES ATRAS?! — Yeah, esse era o meu plano, eu não acredito muito naquela coisa que se precisa de uma roupa branca e/ou nova para começar o ano bem.
- Achava, até você ter esse surto diabólico. – revirei os olhos e disse. – Pode passar a conta, e nem vem com aquele seu papo de presentes Patrícia. Eu VOU pagar. – disse estendendo a mão.
- Mas é um presente. Um presente de ano novo, se te deixa feliz me da um presente em troca. – ela riu e jogou uma sacola para mim.
- Você vai AMAR, é a sua cara! – Luiza disse enquanto eu abria.
E ela tinha razão. Eu amei. Era lindo. Branco, com as costas nuas e alguns fios que trançavam e amarravam atrás do pescoço. Um singelo decote em V na frente. O vestido ia ate o meio das coxas, pouco a cima dos joelhos e era justo ate o busto onde, depois caia levemente. Realmente, ao me imaginar neste vestido me senti uma diva, além do que com esse nome na etiqueta também né... Emilio Pucci.
- Onde vocês acharam um Pucci no Rio de Janeiro? – Questionei.
- Tenho meus contados... – Dani disse e Gabi complementou.
- Considere isso, um presente de todas nos para você. Para... Começar o ano novo bem lá em cima! – ela riu e eu acompanhei.- além do que e bom o suficiente para podermos emendar no presente de natal... dinheiro não nasce em arvores, sabia?
Ficamos arrumando as malas e organizando o que faltaria ate tarde da noite, depois resolvemos fazer o que há tempos não fazíamos e que quando crianças era um costume.
Ligamos para uma locadora, alugamos “Um Amor Para Recordar”, “Todo Mundo em Pânico 4” e “American Pie” para fazermos nossa maratona de Medo, Risadas e Lagrimas (não necessariamente nesta ordem...), compramos três latas de leite moça, pipoca, coca cola e vários sorvetes. Resgatamos do sótão os cinco sacos de dormir e resolvemos fazer nosso private sleepover, como nos chamávamos quando pequenas.
Todas acampamos na sala de estar da casa da Gabi enquanto riamos e conversávamos como não fazíamos há muito tempo.
Em certo momento patrícia disse quando me viu ficar paralisada ao começar a tocar Baby no radio.
- Para com esse sofrimento e liga logo para ele!
- Não... – eu disse. – ele merece ser feliz.
- E nos não?! – ela disse contrariada e nos fez rir.
(n/a: gente, vocês só vão poder saber quem é lá no final do próximo cap ou por ai, ok?)
POV desconhecido – horas antes.
- “ Então Justin... – A apresentadora do programa de entrevistas perguntou para aquele adolescente que mexia com minha amiga. – E como vai sua relação sua relação com a garota de Miami?
Ele não hesitou e logo disse com convecção.
- O que acontece em Miami fica em Miami.
- Tem certeza? – não satisfeita, a apresentadora o pressionou por mais respostas.
- Certeza maior não existe. Agora eu embarco para o Brazil em busca do meu amor verdadeiro.”
Ao menos pensei duas vezes antes de fazer o que fiz, meus atos não correspondiam mais a minha sanidade. Peguei o celular hesitante e disquei para a única pessoa que poderia esclarecer aquilo. Alguns segundos ouvindo o toque do aparelho eu pude ouvir a sua voz. Antes que o mesmo dissesse algo eu o interrompi e disse em inglês.
- Você não ama mais ela mesmo não é?Notas finais
beijoos!!
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