O que é sexo?

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oneshot. Espero que gostem.

-Ugh, como é que tu és meu irmão?!

-Deveria ser eu a perguntar isso!

Eram raros os momentos em que as discussões entre os dois ibéricos poderiam ser consideradas sérias, mas quando isto acontecia… Era melhor não estarem lá presentes.

-Ah, tu é que deverias perguntar?- o português disse, cruzando os braços. A sua expressão, normalmente sorridente, transbordava de raiva, e o homem só não dava um par de estalos ao espanhol porque haviam duas crianças presentes.

Falando em crianças.

-Nossa, eles não se calam?- o pequeno Brasil perguntou, revirando os olhos.

-Quem sabe.- Romano respondeu, atirando-se para o sofá “Provavelmente nem sabem porque é que estão a discutir.”

O brasileiro olha para os dois outra vez. Ele estava habituado a ver o seu “pai” a sorrir, os seus olhos esverdeados ora brilhantes ora profundos (dependia do estado de espírito do português) … Mas agora? Ira tomava conta do seu rosto, e os seus olhos transmitiam um tom tão negro que a pobre colónia estremecia cada vez que olhava para eles. Espanha também não estava nos seus melhores dias, um sorriso sádico (palavra que o pequeno Brasil tinha aprendido nessa mesma manhã) cobrindo-lhe os lábios.

-Tu és um filho da puta, Portugal! Odeio-te com todo o meu coração e com toda a minha alma!- o espanhol gritou, os seus olhos brilhando com fúria.

-Pois pois! Ontem á noite não paravas de dizer ‘oh, Afonso, o quanto eu te amo- sim! Sim! Continua! Oh, te quiero, te quiero-

O som de pele com pelo foi ouvida. Espanha tinha acabado de dar um murro com toda a força na cara do português. Este ficou em choque por uns segundos, mas rapidamente recuperou e olhou para ele, ainda mais enervado.

-Como te atreves?!- e dito isto, agarrou na faca que estava em cima da mesa e aponto-a ao outro — Cabrão!

-Oh, vais esfaquear-me?- o espanhol perguntou, arfando- Anda, Portugal! Vem! Não tenho medo de ti!

-Melhor matar-te do que ter a humilhação de ser o único império que em vez de fazer sexo, faz amor! Ou como quer que tu lhe chames!

Brasil não ouviu mais nada. Aquela palavra, até então desconhecida, ficou-lhe presa na cabeça.

Sexo.

O que é isso?

-Uh, papai? Titio?

Os dois homens pararam a luta e olharam para a pequena colónia, prontos para a matar.

-O quê?! – Gritaram em uníssono.

O Romano encarava-o como se ele fosse um louco.

-O que é… — ele engole em seco.

-Brasil? O que queres perguntar? – a voz de Portugal estava mais doce, mas ainda tinha vestígios de irritação.

-O que é sexo?

O silêncio reinou na sala durante uns bons minutos. O Brasil olhava curiosamente para o português, este olhava o espanhol com um ar nervoso e o Espanha simplesmente olha para o Brasil, confuso. O Romano olhava para os dois homens, subitamente curioso.

-Sim! Bastardo, o que significa sexo?

Portugal foi o primeiro a falar, a sua voz não muito confiante.

-Uh, bem, como é que eu o posso descrever… Ah… Bem, quando duas pessoas adultas gostam uma da outra, elas de vez em quando têm um contacto físico diferente e que sabe muito bem. É uma coisa de adultos, não te preocupes com isso.

O pequeno Brasil pensou por uns segundos e depois disse:

-Ué, isso significa que o papai e o titio gostam um do outro?

-De vez em quando, o amor não é importante. – o espanhol diz, recebendo logo uma leve chapada na nuca – Hei!

-Não o oiças, o amor é sempre importante no sexo! Nunca o faças com uma pessoa qualquer.

-E de que tipo de… “contacto físico” é que estamos a falar? – o pequeno Romano pergunta, curioso.

-Ah, Romanito! – o espanhol começa – Não estás na idade certa ainda!

-Hei, eu tenho mais de 200 anos!

-Mas ainda és criança. – Portugal disse.

-E porque eu não posso fazer sexo se sabe muito bem? – o Brasil perguntou. Espanha e Portugal olham um para o outro, desconfortáveis.

-Coisas de adulto.

-Mas Portugal, eu não entendo!

A pequena colónia tentou e tentou, mas o português não lhe dava mais informações. Irritado, ele decidiu ir à biblioteca. Mas, como era de esperar, nada encontrou. Suspirando, ele foi para a cama, triste.

Nessa mesma noite, ele ouviu barulhos vindos do quarto do seu pai. Curioso, levantou-se e foi chamar o italiano.

-Roma! Vocês está ouvindo?

-É impossível não ouvir! – o italiano resmungou, levantando-se – Vamos ver o que eles estão a fazer.

As duas pequenas crianças correm até á porta do quarto onde os ibéricos estavam e espreitam pela fechadura.

A imagem não era nítida, mas o pequeno Brasil conseguia ver claramente que o espanhol estava sentado ao colo do português. Ambos estavam nus… Se calhar estavam com calor? Mas porque é que Espanha gemia tanto? Ah, a colónia nunca entenderia os Europeus.

-Bom… — o Romano sussurra – Eles parecem que estão a gostar… Se calhar isto é sexo?

O brasileiro acenou com a cabeça.

-Se calhar…

Na manhã seguinte, enquanto tomavam o pequeno-almoço, o brasileiro virou-se para os ibéricos e disse, sorrindo:

-Papai, titio! Já sei o que é sexo!

Os dois reviraram os olhos. Eles já estavam fartos desta conversa. O brasileiro tinha andado a fazer suposições do que o ato poderia ser a tarde inteira.

-Brasil, não achas que já chega? – Portugal ralhou.

-Não, papai! Eu agora sei mesmo! Eu vi com os meus olhos.

Os ibéricos olharam para ele com uma cara de tédio. Ele tivera dito a mesma coisa na tarde anterior.

-Sexo é quando uma pessoa está em cima da outra e, por um motivo desconhecido, geme! Eu vi vocês fazendo isso! Nossa, sou muito inteligente!

Escusado será dizer que o português e o espanhol morreram de vergonha nessa tarde.

Notas finais
Opiniões e comentários são sempre bem vindos :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!