O primeiro novamente
5 Eca! Que nojo!
Notas iniciais
Stiles Stilinski: 31 anos.
Lydia Martin Stilinski: 30 anos.
Luke Martin Stilinski: 6 anos.
Ariel Martin Stilinski: 6 anos.
Família Stilinski em casa, Beacon Hills.
— Luke, eu sou seu pai! — Stiles berrou na sala, erguendo brinquedo do sabre de luz diante do filho.
— Não! — O pequeno Stilinski, Luke, se jogou no chão, gritando um “não” demorado, fazendo teatralmente uma cara de desespero. — Isso não é verdade! Não pode ser!
— Não resista, Luke! Se junte a mim! Venha para o lado negro da força!
— Nunca! — Luke berrou ficando de pé em pulo, apontando o sabre de luz para Stiles.
O pai abriu um sorriso desafiador e assim, eles começaram a lutar, batendo os sabres de luz um no outro, pulando, correndo pela sala de estar.
Luke, diferente do pai, era jeitoso e habilidoso com o corpo. Tinha olhos verdes tão radiantes quanto os da mãe e cabelo escuro e bagunçado como o de Stiles. Por ser jeitoso, nem chegava perto de quebrar os móveis, desviando sem dificuldade dos objetos prediletos de Lydia.
— Agora a princesa Leia não está aqui para ajudar! — Stiles provocou, acertando o sabre de luz na costela do filho que resmungou de dor.
— Não é justo! Mamãe levou ela para cortar o cabelo.
— E você jamais me derrotará sozinho. — O pai se gabou, sendo mais infantil do que o pequeno.
— Não conte com isso. Lembra que a força está ao meu favor! — Luke correu até o sofá e de lá, pulou, caindo certeiramente no pai que desabou no chão.
— Não! Você jamais vai me derrotar!
— Eu já derrotei! — Luke berrou quando o pai não parou de se contorcer embaixo dele. — Para pai! Olha aqui, já matei você! — O pequeno de lábios carnudos, apontou o sabre de luz para a barriga de Stiles, como se tivesse o matando.
O pai não aceitou, levantando mesmo contra os protestos do filho.
— A brincadeira só acaba quando eu ganho! — E com essa afirmação, Stiles ergueu o sabre de luz.
Stiles jogou o brinquedo para trás do corpo com muita força, batendo, sem querer, em um vaso decorativo que caiu no chão, quebrando em vários pedaços. No mesmo instante, Lydia chegou em casa e Ariel veio correndo como um furacão, agarrando as pernas do pai.
— Eu estou bonita? — A garota perguntou com um sorriso enorme para o pai, balançando os cabelos ruivos.
O rosto de Ariel era idêntico ao de Stiles, os mesmos olhos castanhos, o mesmo nariz empinado, as mesmas pintinhas espalhadas pelo corpo e a mesma boca fina, porém, o cabelo comprido possuía o tom loiro morango da mãe.
— Stiles! Eu não acredito que você quebrou outra coisa! — Stiles não conseguiu nem olhar para o corte novo de Ariel, pois Lydia interrompeu, furiosa.
— Por que você a-acha que fui eu? — Ele gaguejou incerto.
— Nem vem com essa, pai! Ela viu que não fui eu! — Luke, esperto para a idade, se defendeu, erguendo os braços em sinal de rendição.
— Nunca são as crianças, Stiles! Você que sempre quebra tudo! — A voz da mãe fez os filhos se encolherem.
— Você está ferrado, papai. — Ariel sussurrou, franzindo o rosto, ainda agarrada as pernas de Stiles.
— Obrigada pelo apoio, boneca. — Murmurou para a filha que soltou uma risadinha nervosa.
— É sério, Stiles! Parece que é inútil tentar ter uma casa bonita, você sempre quebra tudo!
Lydia cruzou os braços acima do peito e Stiles suspirou, afastando Ariel delicadamente de suas pernas. Ele andou até a esposa, fazendo uma carinha fofa de desculpas.
— Desculpa, amor.
— Não me venha com essa cara de cachorrinho! — Ela reclamou revirando os olhos.
Stiles sorriu, pois sabia que Lydia não conseguia ficar com raiva dele por muito tempo e os gêmeos, quietos, se afastaram dos pais, mas permaneceram na sala, os encarando com expectativa, para saber se brigariam ou se o pai conseguiria fazer algo para mãe começar a rir, como diversas vezes acontecia.
— Desculpa. — Stiles sussurrou mais uma vez, se aproximando de Lydia.
— Você tem que brincar fora de casa.
— Eu sei, você está certa. Tem razão de ficar irritada. — Stiles falou ainda mais baixo, segurando o queixo de Lydia com uma mão.
O homem depositou um único beijo no pescoço de Lydia e ela estremeceu em resposta.
— Posso recompensar você como um pedido de desculpa. — Murmurou provocativo, mordendo a orelha dela, esquecendo completamente a presença dos filhos.
— Não. Não. De jeito nenhum! Tudo você acha que pode resolver com sexo! — Repreendeu baixinho, negando com a cabeça, espremendo os lábios e empurrando o peito do marido.
Ele riu deliciado e a encarou cheio de malicia, percorrendo com o olhar, todo o percurso do corpo da mulher. O homem não sabia como Lydia era capaz, mas, com o tempo, estava ainda mais linda.
Seu rosto estava maduro, o cabelo bem mais curto, acima dos ombros e o principal, era o corpo, que parecia de alguma forma, ter ficado ainda mais bonito. Tudo nela era extremante lindo e sexy para Stiles.
— É porque a gente se resolve bem no sexo.
— Não, dessa vez não! — Ela disse decidida.
— Tudo bem, mas é uma pena, Lydia. A gente não faz sexo desde hoje de manhã e já está quase de tarde! — Stiles, novamente, grudou a boca na orelha dela. — E você sabe como eu gosto de aproveitar o sábado.
Lydia negou com a cabeça, lutando para resistir. Stiles sorriu abertamente e os gêmeos, continuaram observando, curiosos, sem conseguirem escutar a conversa dos pais.
— Semana passada você não foi tão difícil, já me esperou nua no quarto. — Debochou e ela o fuzilou com o olhar, apesar de saber perfeitamente o quanto eles aproveitaram aquele dia. — Eu já estou com saudades de escutar você gemendo meu nome, implorando para eu ir mais forte.
Lydia soltou um palavrão, bufando, a pele completamente arrepiada, tendo automaticamente pensamentos maldosos.
— Ok, Stiles, então dá um jeito de levar as crianças para a casa do Scott, porque você vai ter que me recompensar muito bem! — A voz dela ainda era irritada, mas os olhos mostravam seu desejo.
— Você sabe o quanto eu sou bom com as recompensas, Lydia. — Respondeu sacana e uniu seus lábios antes que ela respondesse.
Luke e Ariel, já tinham visto os pais dando selinhos, mas aquela foi a primeira vez que presenciaram um beijo de verdade, pois Stiles e Lydia, sempre evitavam excesso de contato na frente dos pequenos.
— Eca! Que nojo! — Luke exclamou alto, fazendo careta ao ver a forma intensa que Stiles beijava a esposa.
— Cala a boca, Luke. — Ariel reclamou com as bochechas completamente coradas.
Stiles e Lydia se separaram imediatamente, rindo e encarando os filhos.
— Por você fez isso, pai? Vai babar na boca da mamãe! — Ele reclamou novamente, colocando a língua para fora como se fosse algo asqueroso.
— Isso é normal, Luke. Os casais dos filmes sempre se beijam. — Ariel, ainda envergonhada, tentou explicar.
— Sua irmã está certa, Luke. É coisa de gente grande que se ama. — Stiles respondeu, rindo da reação do filho.
— Eu vou ter que beijar a Ariel quando crescer? — Luke perguntou horrorizado, abrindo a boca, enquanto Ariel revirava os olhos.
— Claro que não, Luke! Isso é para casal, seu idiota!
— Não me chama de idiota! — Luke brigou, ofendido e imediatamente, se jogou contra a irmã, a derrubando no chão. — Se disser isso mais uma vez, eu juro que vou....
— Luke Stilinski! Se não quer ficar de castigo, sai agora de cima da sua irmã! — Lydia falou severa, enquanto Stiles achava a situação engraçada, rindo dos filhos.
Luke ignorou o chamado da mãe, puxando os fios ruivos de Ariel que começou a berrar e chutar o irmão ao mesmo tempo.
Lydia encarou de Stiles de um jeito mortal e ele finalmente controlou o riso, indo até os filhos e a agarrando a cintura de Luke, puxando o garoto para longe da irmã.
Ele esperneou nos braços no pai, mas assim que viu a expressão da mãe, parou imediatamente, com medo. Ariel levantou, bufando e ajeitando a roupa, no entanto, não saiu do seu lugar.
— Luke, vai para o seu quarto agora! — Lydia ordenou.
O garoto fez bico, porém, não respondeu, correndo para o quarto. Ariel ficou parada, olhando atentamente para os pais que conversavam baixinho sobre a educação do filho.
— O que foi minha boneca? Por que está com essa carinha de curiosa? — Stiles perguntou, ao perceber o olhar da filha, se agachando ao lado dela.
— Um dia eu vou beijar igual a você e a mamãe?
— Só quando tiver quarenta anos e o cara vai ter que vir aqui em casa pedir autorização para mim! — A resposta de Stiles foi rápida e séria.
— Mamãe? — A garota perguntou ao perceber que o pai não gostou da ideia.
Stiles fuzilou Lydia com o olhar, mas ela nem se importou, agachando ao lado dele e segurando as mãos gordinhas e pequenas da filha.
— Com quantos anos você deu seu primeiro beijo? — Ariel voltou a perguntar, olhando para a mãe, curiosa.
— Meu primeiro selinho foi com seis e primeiro beijo de verdade, com oito.
— Sério isso, Lydia? Com oito anos? Você nunca me contou isso. — Stiles perguntou, tendo um tique nervoso nos olhos com a revelação.
— Você nunca perguntou. — Lydia respondeu com uma expressão travessa.
— Não falta muito para eu fazer oito! — Ariel falou com certa expectativa, como se estivesse ansiosa para beijar alguém.
— Não, não, não, Ariel! Sua mãe não é exemplo, ok? Você é uma boa menina, minha menina. A sua mãe sempre fez muita coisa errada! — Lydia revirou os olhos, mas não disse nada, assistindo o nervosismo de Stiles com a possibilidade de Ariel ficar com alguém.
— Com quantos anos foi o seu primeiro beijo, papai?
A garoto fez uma careta e Lydia riu, cutucando o marido em forma de provocação.
— Fala para ela, Stiles.
— Com dezessete.
Lydia riu ainda mais, jogando a cabeça para trás. Ela sempre se divertia com o fato de que Stiles sempre foi certinho e nenhuma garota se interessava por ele na adolescência.
— Mas você já estava velho, papai!
— É porque eu sempre fui um bom menino. — Respondeu suspirando, ouvindo as risadas de Lydia.
— É porque ninguém nunca quis ele, querida! Seu pai só andava com o tio Scott!
— Isso não é verdade! Tinha garotas que me queriam sim! A diferença é que eu era apaixonado por você, então não queria... — Percebendo que o homem estava exaltado, tentando se justificar, Lydia ainda rindo, o beijou.
Aquele foi o segundo beijo intenso que deram na frente de Ariel, que ficou tão envergonhada com a duração do beijo, que saiu correndo da sala, com as bochechas coradas e as mãos no rosto.
O casal se empolgou no beijo e foi preciso que Lydia empurrasse Stiles com força, para que ele se controlasse e parasse de chupar seu lábio inferior.
— Stiles, liga agora para o Scott buscar essas crianças! — Ela falou arfando. — A gente precisa transar.
Stiles concordou afoito, suando frio de desejo, suas mãos tremiam. Ele levantou, pegou o celular e esperou com impaciência que o amigo atendesse.
— Scott, pelo amor de Deus! Fica um pouco com a Ariel e o Luke! — Scott ficou animado, feliz por ficar com as crianças, porém, perguntou o motivo do desespero de Stiles. — Porque eu e Lydia queremos transar, satisfeito em saber?
Assim que Stiles desligou o telefone, dizendo que Scott concordou, Lydia foi até Stiles e grudou a boca em sua orelha da exata forma que ele fez na frente dos gêmeos.
— Vai levar as crianças, que eu vou esperar nua.
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