O primeiro Encontro, o Começo de Tudo.
1 Destino
Notas iniciais
Eu nunca fui muito de conversar, muito menos ser sociável. Na minha antiga cidade, eu era o “estranho” do colégio, aquele que no intervalo fica simplesmente sentado esperando o tempo passar. Nunca considerei alguém amigo de verdade, para mim, tenho apenas colegas, e eu me sinto bem assim, ou melhor, eu me sentia até eu me mudar.
Alguns dias atrás...
- Mãe, por que nós não nos mudamos? – perguntei com uma cara de esperança.
- Não temos motivos. Ou temos? – Olhou-me com um olhar desconfiado.
- Se tivéssemos, poderíamos?
- Talvez!
Subi as escadas e fui para o meu quarto. Olhei para o relógio e ainda eram 14h, deitei na cama para esperar o tempo passar, não tinha nada para fazer, meu dever do colégio eu tinha acabado cedo demais, e ele era para outra semana ainda. Eu comecei a pensar na frieza que minha mãe acabara de me responder, não é como se não tivesse motivo, apenas me surpreendeu um pouco. Estava deitado de barriga para baixo, mãos em baixo do travesseiro, comecei a fechar os olhos aos poucos, e logo adormeci. Acordei as 19h ouvindo barulho na porta, estava meio assustado, levantei rápido e vi que estava tudo escuro em casa, acendi a luz do corretor de cima e desci as escadas, acendi a luz da sala, percebi que minha mãe não estava em casa. Estava desconfiado por que não estava esperando ninguém em casa, muitos menos ela, que logo, já não estava. Fui para porta, abri um pouco e não vi ninguém, o portão estava aberto, estranhei um pouco. Olhei para baixo e vi um bilhete, peguei logo imaginei do que se tratava, eu estava recebendo varios desse mesmo tipo ultimamente, por isso, eu nem li, apenas joguei fora... Voltei para meu quarto novamente, chegando lá ouvi minha mãe abrir a porta e ir para cozinha.
Alguns minutos se passaram e ela me chamou...
- Henry, venha aqui na cozinha agora! – Estava com um tom assustador.
- O que foi? O que aconteceu? – Desci correndo preocupando.
- Você pode me dizer o que é esse bilhete? – Falou mostrando para mim.
- Ah, não é nada, não precisa disso tudo, apenas ignore ele como eu acabei de fazer, sério, não importa. – falei em um tom sério e que mostrava confiança.
- Como não é nada? Você chegou a ler? Eu estou preocupada, me explique isso!
- Mãe, não é como se você realmente estivesse surpresa, né? Esperava o que? Sério, não faz drama, chega a irritar! – falei irritado!
- Henry, cuidado com o tom de voz! O que esta acontecendo nessa escola? Irei falar com o diretor amanhã! – disse séria.
- Mãe, não faça isso, eu não me importo, e alem do mais, o que tah escrito que você ficou tão surpresa assim?
Ela então leu o bilhete em voz alta...
VIADINHOOOOOO, ESPERO QUE NÃO APAREÇA MAIS NA NOSSA SALA.
SENTIMOS VERGONHA DE VOCÊ, ASSIM COMO SUA MÃE DEVE ESTAR SENTINDO.
ESPERAMOS QUE VOCÊ DESAPAREÇA.
Ass. Toda a sala
Eu fiquei um pouco surpreso por como foi colocado no bilhete em questão! Como assim toda a sala? – pensei comigo mesmo – Até os poucos colegas que eu considerava estão no meio? Todos estão? Sério, eu preferia não acreditar nisso.
Minha mãe então percebeu que eu fiquei um pouco surpreso e guardou o bilhete, para logo mais, dizer que realmente iria ao colégio na manhã seguinte.
Eu fui pro quarto sem saber o que pensar, estava com medo que chegasse “amanhã” e tudo seria diferente. Eu queria faltar, mas minha mãe não deixaria. Quando dei por mim já eram 21h, eu apenas queria dormir naquela hora, mal consegui comer o jantar, que por sinal, foi silencio, sem ninguém falar nada. Escovei os dentes e deitei na cama, nem fui dar boa noite para minha mãe, estava querendo evitar alguma conversa desnecessária.
Acordei as 5h, não faltava muito para eu começar a me arrumar para ir ao colégio, mal consegui dormir noite passada pensando no dia de hoje. Levantei, percebi que a luz do quarto da minha mãe estava acessa, fui logo para o banheiro querendo evitar qualquer tipo de contato visual. Escovei os dentes, tomei banho, logo sai e me arrumei super rápido. Faltava alguns minutos para eu sair de casa, desci as escadas e apenas tomei um copo de leite. Dei por mim e minha mãe estava vindo em minha direção...
- Henry, quer que eu te leve ou você me encontrara lá? – Disse séria.
- Se não se importar em me levar, por mim tudo bem!
- Ok, não vamos demorar para sair, então pegue suas coisas.
- Já estou pronto!
Eu percebi que os diálogos entre eu e minha mãe estava ficando cada vez menores e com certo tom de frieza. Fomos para o carro, coloquei o cinto e ficamos no puro silencio. Ninguém se importou em falar nada.
Chegando a frente do colégio tinha varias pessoas na frente, claro, contando algumas pessoas da minha sala. Alguns “colegas” estavam lá em frente também. Saímos do carro, andei seriamente e sem olhar para os lados, fomos direto para sala do diretor, minha mãe não falou comigo o caminho de casa até a sala... Ela chegou lá e logo foi pedindo para falar com o Carlos, que era o nome do diretor.
- Oi, por favor, o Sr. Carlos, acho que é o diretor, está?
A recepcionista então apontou a sala onde ele estava, fomos direto para lá.
- Oi, bom dia! – disse minha mãe.
Nesse momento eu queria rir, ela até pareceu que iria tratar de outro assunto menos sério.
- Oi, bom dia! Posso ajuda — lá em algo? – disse o diretor.
- Sim, eu quero que você me responda o que esta havendo nessa escola? – disse séria mudando completamente o bom humor que havia mostrado segundos antes.
O diretor sem entender nada perguntou:
- Desculpe, não entendi! – com uma cara confusa.
Eu pensei comigo mesmo: Meu Deus, quero muito rir. O Diretor tinha uma cara engraçada, ele era gordo e baixinho, provavelmente 1,63 de altura, usava óculos e tinha bigode. Sem contar sua voz que mais parecia que estava cantando... Desafinando obviamente, eu nunca consegui olhar para cara dele sem ter vontade de rir.
Minha mãe logo pegou o bilhete e entregou a ele, disse que nunca viu uma atitude em uma escola tão privilegiada, disse que estava chocada e ao mesmo tempo chateada.
O Diretor logo foi pedindo desculpas e falou que iria conversar com os professores para ver o que estava acontecendo. E ele me perguntou se tinha alguma idéia de quem poderia ter escrito... Meu, a minha vontade foi de dar gargalhadas, ele não leu o bilhete direito? Mas eu calmamente disse...
- Bem, aí diz que foi a sala inteira, o que não me surpreendeu nem um pouco! – Ok, eu menti sobre que eu não fiquei surpreso, mas e daí?
- Mas como a sala inteira? Você não tem amigos?
- Não. Mas isso importa de algo agora? Bem, minha mãe que quis fazer esse drama todo, então, converse com ela. – falei sério e com um olhar que mostrava que pouco me estava importante mesmo.
Minha mãe chamou minha atenção dizendo que eu estava sendo muito sem educação. Mas é obvio, odeio que faz perguntas que já sabem a resposta.
O sinal tocou, e eu senti uma sensação estranha. Minha mãe disse para irmos até a sala agora. COMO ASSIM AGORA? Meu Deus, que vergonha, todo muna estaria ali. Até o diretor se surpreendeu, sem contar que eu iria parecer que estaria pedindo ajuda para minha mãe, e de longe eu fiz isso.
Fomos os três até a sala, subimos as escadas até o terceiro andar. Eu estava fazendo o 3º colegial, e sempre me matava subindo tantas escadas. A primeira aula era matemática, logo a aula mais chata com o professor mais chato que já vi na vida. Chegando lá o diretor chamou o José, que era o professor, perguntou se sabia de algo e ele ficou alguns segundos em silencio. Foi então que eu percebi que ele iria desabafar os últimos acontecimentos...
Ele disse que sabia que eu estava passando por problemas na sala, que soube por alguns boatos que eu estava sendo zoado por alguns alunos, mas que nunca levou a sério, disse também que como sempre me via sozinho em um canto, achava que eu não me importava com tal coisa.
Minha mãe loucamente virou para mim e perguntou desde quando eu tenho passado por isso... E eu disse:
- Faz algumas semanas, eu não sei como descobriram, nem contei para ninguém sobre minha opção, você até então eu imaginava que era a única que sabia! – falei em um tom meio baixo, não queria que ninguém me ouvisse logo no corretor.
Percebi que a sala inteira estava olhando para fora, conversando entre eles e rindo baixinho... Eu estava morrendo de vergonha.
Minha mãe então disse que não sabia como tinham descoberto... Até que ela parou, pensou um pouco e disse que tinha comentado com a irmã dela, a qual eu sempre achei a pessoa mais fofoqueira da terra. Estava tão obvio agora como todo mundo descobriu, minha mãe ficou um pouco sem graça... Tudo isso que eu passei foi culpa dela. Dei-me conta que meus primos estudavam na mesma escola, então, esse é o motivo. Eles tinham 16 anos, um ano mais novos que eu, mas tinham mentalidade de uma completa criança de cinco anos. Nunca me dei bem com eles, tão pouco com o resto da família.
- O diretor disse que iria resolver esse problema o mais breve possível!
Eu pensei: mas que jeito? Vai apagar a memória da escola inteira? Seria impossível voltar ao que era, apesar de que fato, não era muita coisa. O professor pediu licença e entrou para sala, não poderia deixar de passar as matérias. Disse que estaria tudo bem eu faltar alguns dias se assim eu quisesse. Nós três voltamos para a sala do diretor, a sala era grande, meio escura, tinha uma mesa no centro e 2 cadeiras, sentei meio jogado, e minha mãe toda fina sentou como alguém com classe. Ela queria se mostrar um pouco, pois acabara de causar um pouco de confusão.
Minha mãe me perguntou se foi por esse motivo que perguntei se poderíamos nos mudar, eu simplesmente falei sim. Nós já nos mudamos três vezes desde que meu pai saiu de casa, o que literalmente, faz anos... Não era como se eu me importasse em mudar de novo.
O diretor disse que não precisaria de tanto, que iria resolver esses problemas em breve. Eu simplesmente estava ali apenas ouvindo, nada daquilo que ele falava tinha sentido. Se vão zoar hoje, vão zoar por muito tempo ainda, se não, para sempre, e eu não estava com saco para agüentar aquilo.
Minha mãe disse que já estava vendo uma casa em uma pequena cidade, mas ela não tinha me falado, pois achava que eu não iria querer me mudar, achava que eu tinha feito amigos dos quais, eu não queria me separar. Aquela situação de repente ficou perfeita,
- Calma Srª. Osana, eu disse que iria resolver não disse? – Falou com um tom irritado, o que por mim, não tem motivo.
- A questão é que eu não vou deixar o Henry passar por essa situação, se ele não quer ficar mais aqui, você quer obrigá-lo? – debateu ela.
- Mas se mudar por esse motivo seria estar fugindo da situação, temos que resolver isso juntos! – rebateu ele.
- Fugir? Não, mas de qualquer maneira, isso seria uma opção. Aqui não é a ultima escola do mundo, e pelo que vemos esta caindo muito o nível de educação daqui. – rebateu ela.
Eu já estava os vendo começando a brigar ali, na minha frente... Como se eu fosse invisível.
- Como assim? Por favor, não insulte nossa escola, muito menos o modos como educamos nossos alunos. – rebateu com um tom firme, eu já estava o vendo começar a gritar.
- Educação? Vocês ensinam algo pelo menos? Diferenças e opções sexuais são um dos assuntos muitos importantes hoje em dia nas escolas, não é a toa que os alunos daqui saem brincando e ofendendo outros. – rebateu ela
Parecia que um queria mostrar mais o potencial em uma discussão que o outro. Eu percebi que minha mãe mais conversou com ele em alguns minutos do que comigo em dois dias.
O diretor ficou sem graça, até por que, eu estava passando justamente por aquilo que é péssimo passar em uma escola. Minha mãe se levantou e disse para eu ir esperar ela no carro. Eu nem falei nada, apenas saí dali, nem me despedi do diretor.
Alguns minutos se passaram e ela apareceu na porta da escola, vindo em direção ao carro, entrou e ficou quieta, não ligou o carro nem nada.
- Mãe, tudo bem?
- Não seria eu quem tinha que perguntar isso, Henry? – falou com um tom que parecia estar magoada.
- Sério, eu não me importo, queria que fizesse o mesmo.
- Tudo bem mesmo para você se mudar? Não vai sentir falta daqui? – perguntou com uma voz suave.
- Não, de verdade mesmo. Mas e você? Têm vários parentes seus e amigos aqui, não sentiria falta?
- Eu já estava querendo que nos mudássemos, então, acho que agora é real e não um desejo. Eu fechei sua matricula aqui, depois irei trazer o que falta.
- Sério? Mas tão rápido?
- Sim, espero que não se importe!
- Nem um pouco, obrigado de verdade mesmo! – falei com um tom mostrando felicidade.
Voltamos para casa, passamos o caminho inteiro sem nos falarmos de novo, tudo tava voltando ao normal, uma atmosfera de frieza, mas que de alguma forma existia sentimentos. Entramos em casa e ela logo foi para o telefone confirmar se poderia pegar a casa na qual, estava de olho fazia alguns dias. Tudo tava acontecendo tão rápido, ela iria receber a resposta de tarde. Vi o relógio e ainda era 8h, eu não tinha nada para fazer, apenas subi ao quarto e comecei a arrumar algumas coisas, deixar mais fácil para quando recebesse a noticia da mudança. Eu resolvi cochilar um pouco, fazia tempo que não faltava na aula, então, nem sabia o que fazer tão cedo assim.
Acordei com o telefone tocando, tinha três telefones em casa, um ficava no meu quarto para a hora que precisasse, outro no quarto da minha mãe, e outro na sala. Era 13h, imaginei que logo seria a resposta sobre a casa.
Alguns minutos passaram e minha mãe me chamou.
- Henry, começa arrumar suas coisas, nos mudaremos daqui alguns dias. Irei resolver algumas coisas até lá, contratar um caminhão para levar a mudança, mudar endereço no banco e etc. Também preciso me despedir de algumas pessoas.
- Tudo bem, mãe. Eu já arrumei o necessário, agora preciso de caixas para colocar as coisas mais pesadas e grandes.
Ela perguntou se eu não iria me despedir de ninguém, e eu apenas disse não, nem teria alguém para se despedir também.
Os dias se passaram, a casa estava uma bagunça, mas tudo já estava colocado em caixas, eu estava com uma mochila, levava um caderno ao quais eu escrevo alguns poemas, e uma garrafa de água. Tinha algumas roupas leves, caso eu começasse a suar eu iria me trocar, odeio suar, me sinto mal.
O caminhão chegou, atrás vinha um carro com alguns conhecidos para ajudar na mudança. Eu fiquei na calçada, não iria ajudar em nada mesmo. Minha mãe pagou para cada um vir ajudar, foi pouco, mas pagou. Da hora que começaram a colocar a mudança no caminhão, passaram-se horas, já era 15h da tarde, eu estava cansado só de olhar. Alguns vizinhos vieram se despedir, perguntaram se tinha algum motivo, mas minha mãe simplesmente disse que não.
Finalmente tinha acabado de colocar a mudança no caminhão, o motorista do mesmo pediu o endereço e disse que iria nos seguir. Eu entrei logo no carro e minha mãe se despediu de mais algumas pessoas, foi tudo tão breve, sem choro e algumas risadas. Eu senti que todos estavam sendo forçados demais em suas despedidas, mas tudo bem, eu esqueci que o frio da família é eu.
O caminho até a nova casa era longo, era 3 horas de viagem, iríamos chegar ao final da tarde na casa nova, ou seja, iríamos dormir só de madrugada até descarregar todos os moveis.
Chegando a uma rua que parecia ser de um nível elevado, as casas eram bonitas, os jardins feitos. Tinha crianças brincando na rua sem os pais olharem. A primeira vista até parecia que ali era um bairro seguro. Vi algumas mulheres bem vestidas, olhando para o caminhão e nosso carro. Parecia que uma perguntou para a outra quem éramos. Uma nem disfarçou e apontou que iríamos morar quatro casas dali.
Finalmente chegamos à casa nova, ela era grande, era sobrado, tinha sacada nos quartos de cima. O jardim estava um pouco estragado, como se ninguém morasse ali fazia alguns meses. Estava quase um por do sol no horizonte. Tinha uns homens esperando a gente na frente de casa, acho que iria ajudar na mudança. Do outro lado da rua tinha três pessoas, eu nem olhei, apenas vi rapidamente e desviei o olhar.
Minha mãe tinha pensado em tudo e em tão pouco tempo, eu fiquei feliz.
Entramos na casa, a sala era enorme, da sala conseguíamos ver a cozinha... Tinha um banheiro em baixo. As escadas um pouco perto da porta. Minha mãe foi auxiliando os homens aonde deveriam ser colocado os moveis. Ela me chamou e disse:
- Henry, seu quarto fica logo a esquerda da escada, lá da para ver a rua e as casas. Achei que iria gostar de ver movimentos. – riu em tom baixinho.
- Ah, que legal, eu irei subir para ver!
Como sempre, conversas curtas, mas eu estava tão acostumado e com curiosidade para ver o resto da casa que logo subi.
Tinha três quartos em cima, e um banheiro. Não me pareceu tão diferente da outra casa. As cores todas claras, o que é tão comum em todas as casas praticamente. Fui direto pro meu quarto novo, era maior que o anterior, tinha a porta para a sacada e uma janela logo do lado. Imaginei que iria faltar moveis para preencher tanto espaço vazio que iria ficar.
Então eu fui até a sacada e vi algumas pessoas na rua, conseguia ver o caminhão e minha mãe lá em baixo. Olhei para o outro lado da rua e eu vi um homem alto, forte, cabelos pretos e arrepiados. Parecia que tinha uns 25 anos. Eu logo não tirava os olhos dele. Ele estava conversando com um homem e uma mulher, dei por mim que eram as mesmas pessoas que eu olhei logo quando cheguei à casa nova. Eles estavam rindo muito, estava tão curioso para ouvir a conversa que fiquei lá, tentando ler seus lábios.
A mulher que ele estava conversando olhou para trás, ela olhou para cima e chegou a me ver. Eu fiquei sem graça e desviei o olhar rapidamente. O homem ao qual eu não conseguia parar de olhar direito olhou para cima e deu uma risadinha de leve. Então meu estomago gelou, eu estava tão sem graça que ri de volta e mexi a cabeça como se tivesse dado um “oi”, ele fez o mesmo e voltou a conversar com os dois que estavam com ele. Foi então que eu percebi que tudo agora iria mudar, e que eu acabei de me imaginar com um homem que eu nem o nome eu sei. Foi o primeiro encontro, o começo de tudo.
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