O preço do silêncio
6 VI
Já faz uma semana que eles entregaram o livro. Mesmo não possuindo mais esse livro, Safira sentia que era observada. Toda essa semana que passou, ela sentia que alguém a observava e se sentia perseguida. Isso a deixava um pouco desconfortada, pois sempre que tentava ver quem era, não via ninguém. Num dia, quando chegou à escola naquela manhã, ao entrar na sala viu Ezio sentado com a cabeça escorada em seus braços sobre a mesa dormindo. Safira caminhou lentamente até ele e sentou à sua frente. Ela olhou ao redor e não viu nenhum dos outros rapazes e nem Aveline. Ela achou meio estranho, a semana toda sempre teve um deles cansado, e quando ela perguntava o motivo, eles sempre mudavam de assunto. Assim que guardou seu material ela se virou para Ezio e lançou um sorriso, alguma coisa a dizer que ela tinha que se afastar dele por que seu pai está com o livro, mas ela não conseguia, alguma coisa a prendeu a ele e ela estava tentando descobrir. Ainda olhando para ele, ela começou a acariciar seus cabelos, Ezio soltou um gemido e levantou o rosto. Ao ver Safira, ele sorriu, pegou a mão dela e beijou sua palma.
Ezio: Bom dia mia bella Safira.
Safira: Bom dia Ezio, está tudo bem com você?
Ezio: Sim, estou bem. Só um pouco cansado.
Safira: Aconteceu algo?
Ezio: Nada de mais, apenas fiquei até tarde fazendo o dever de matemática.
Safira: Por que não me falou. Teria ido até a livraria e teria te ajudado.
Ezio: Não quero te incomodar...
Safira: Mas não é incomodo nenhum, eu gosto de te ajudar.
Ezio: Se isso não te incomoda, na próxima vez eu peço sua ajuda...
Safira: Bem... Temos aula de matemática hoje, mas já combinei com meu irmão de fazer algo depois da escola, então podemos combinar para amanhã. O que acha?
Ezio: Pra mim está perfeito...
Ele beija novamente a palma da mão dela.
Ezio: Então está combinado que amanhã você irá junto comigo a livraria e estudaremos matemáticas juntos.
Safira: Ok, combinado!
Safira sorri para Ezio que corresponde ao seu sorriso.
Ezio: Você é tão linda quando está sorrindo.
Safira fica ruborizada, mas continua sorrindo para ele, mas desta vez, envergonhada.
Safira: Obrigada... Ezio.
Os dois ficam se olhando, mas suas atenções foram desviadas quando Aveline chegou sentada ao lado de Safira.
Aveline: Bom dia!
Ela falou sorridente, Safira virou para ela.
Safira: Bom dia Aveline, tudo bem com você?
Aveline: Sim, estou e você.
Safra: Estou bem.
As duas começaram a conversar, e Ezio voltou a dormir em sua mesa. Não demorou muito, os outros rapazes entraram na sala e logo em seguida o professor entrou começando a aula.
*-*-*-*-*-*-*-*
Era noite e chovia muito, Marcos estava na sala sentado no sofá olhando o noticiário enquanto Safira estava terminando seus deveres de casa. Um trovão forte ecoou no céu e em seguida as luzes se apagaram.
Marcos: Ótimo, caiu a luz.
Antes que eles pudessem fazer algo, a casa foi invadida por vários homens armados e vestidos de preto, eles entraram quebrando as portas e janelas da casa. Esses homens bruscamente jogaram Marcos e Safira no chão e ficaram apontando suas armas para eles, ambos ficam de joelhos encarando-os.
Homem: Tudo seguro senhor, temos os dois presos.
Um homem com cabelos grisalhos e usando jaleco de laboratório entrou na casa e parou na frente dos dois irmãos.
Warren: Finalmente encontramos vocês...
Warren olhou para os dois com um sorriso no rosto.
Warren: Vocês deram trabalho para serem encontrados, mas finalmente conseguimos.
Os dois ficaram calados encarando Warren.
Warren: Se seus pais tivessem entregado o livro vocês teriam sido uma família feliz, mas... Não repitam o erro deles, me entreguem o livro e poderão viver tranquilamente.
Marcos e Safira se entreolharam e voltaram a olhar para Warren.
Marcos: Não sabemos o que o senhor está falando.
Marcos falou calmamente.
Safira: Você deve ter se confundido.
Warren: Não criança, eu sei bem quem são vocês.
Warren caminhou até Safira, segurou seus cabelos e tirou do jaleco uma arma apontando para a cabeça dela.
Warren: Me diga onde está o livro, ou terão o mesmo fim que seus pais.
Marcos: O que está falando, que livro você quer?
Warren começou a rir.
Warren: Ou vocês começam a falar o que queremos, ou morrerão.
Ele puxa mais os cabelos de Safira e podem ouvir um clique na arma dele.
Warren: Fale ou eu a matarei.
Os dois irmãos se encaram e antes de Marcos começar a falar, outro barulho foi ouvido no local, em seguida, um a um dos homens de preto estavam caídos no chão. Quando perceberam, Warren também tinha caído e os dois puderam ver cinco pessoas usando roupas brancas e capuz os derrubando.
Warren: Que? Como os assassinos chegaram aqui?
Desmond: Rápido, saiam daqui.
Uns dos recém chegados gritou para os dois que se levantaram e saíram correndo de casa sem se preocupar com a chuva.
Warren: Atrás deles.
Alguns dos homens de preto saíram correndo atrás dos irmãos, com a correria, os dois acabaram se separando. Safira acabou correndo e parou num beco sem saída, quando se virou para sair do local um dos homens apareceu apontando sua arma para ela.
Homem: Agora você não tem para onde fugir.
Safira estava assustada e tentava achar um jeito de sair do local.
Homem: Se entregue ou então a matarei.
O homem se aproximou dela e bateu forte em sua cabeça a fazendo cair desnorteada no chão.
Homem: Acho que Warren não vai se importar se você morrer.
Safira estava caída de barriga pra cima, mas sua visão estava embaçada, mas conseguia ver um borrão preto perto dela, mas de repente um borrão branco passou por ela empurrando o homem para longe.
Homem: Assassino, veio salvar a garota?
Em um movimento rápido, o homem de preto é morto pelo de branco, e em seguida, o de branco se aproxima de Safira se abaixando até ela. Quando ele está bem próximo dela pode ver seu rosto.
Safira: Ezio...
Ela falou em um sussurro.
Ezio: Não se preocupe Safira, agora você está segura.
Nesse momento Safira desmaia e Ezio a pega no colo e sai do local cuidando para que ninguém os vissem.
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