O preço do silêncio
3 III
Demorou uns vinte minutos até que eles chegaram na livraria, era um local grande de sete andares, o térreo tinha a cafeteria com algumas mesas e cadeiras e longas prateleiras cheias de livros, os dois próximos andares eram cheios de livros, mas no terceiro andar a entrada era mais restrita, deveria ser onde guardam os livros mais raros que precisa de premiação especial para poder lê-los. Os outros andares pareciam ter várias salas e apartamentos, mas não era permitido que o público fosse até eles. Como de costume estava calma, durante o ano o local era calmo com apenas algumas pessoas lá, mas nos finais dos semestres aquele local lotava com os estudantes estudando para suas provas finais.
Aveline: Pegue uma mesa enquanto vou me arrumar para o trabalho.
Safira: Ok
Safira foi até uma mesa e começou a pegar seus cadernos. Não demorou muito, Ezio se aproximou dela com um sorriso, usando um avental branco e segurando um bloco de notas e uma caneta.
Ezio: Enquanto espera a Aveline gostaria de algo?
Safira: Sim, vou querer um café com leite.
Ezio: Já volto com o seu pedido.
Safira: Obrigado Ezio.
Ele se afastou sorrindo e começou a escrever algumas coisas em seu caderno. Não demorou muito, Ezio retornou com seu pedido e sentou ao seu lado com um caderno.
Ezio: Enquanto Aveline está ocupada lá nos fundos, pode me ajudar nos deveres de matemática?
Safira: Você não precisa trabalhar agora?
Ezio: Hoje está calmo. Posso fazer meus deveres primeiro pra depois trabalhar.
Safira: Tudo bem, então vamos começar.
Ezio abre seu caderno e os dois começam a fazer os deveres. Algum tempo depois, eles tinham acabado e Ezio olhou sorrindo para Safira.
Ezio: Obrigado por me ajudar, Safira, eu não ia conseguir fazer o dever.
Safira: Não foi nada. Se precisar de mais ajuda pode pedir.
Nesse momento Safira percebeu que Ezio estava bem próximo dela, perigosamente próximo, isso a fez ficar ruborizada. Antes de que Ezio conseguisse se aproximar mais, a porta da livraria se abriu e um grupo grande de universitários entrou indo para umas das mesas. Ezio se afastou com um suspiro e pegou o bloco de notas e foi até o grupo. Safira ainda ficou alguns instantes parada lembrando da proximidade dele. Balançou a cabeça e voltou a olhar para seus cadernos. Quando estava anoitecendo, Safira se despediu de Aveline e já se direcionava para o ponto de ônibus para ir pra casa. Mas no meio do caminho ela foi cercada por três homens.
Homem 1: Hora hora, o que temos aqui?
Homem 2: Uma linda garota sozinha.
Safira ficou estática de medo.
Homem 3: O que iremos fazer com ela?
Homem 2: Hum, tenho uma boa ideia.
Eles se aproximaram mais dela, Safira não sabia o que fazer, ela queria gritar por ajuda, mas parece que sua voz sumiu, queria correr, mas seu corpo não se mexia. Quando os homens se aproximaram mais eles escutaram uma voz chamando a atenção deles.
Ezio: Hei vocês...
O grupo olhou para onde vinha a voz e encontraram Ezio parado com os braços cruzados. Safira se sentiu aliviada ao vê-lo ali. Um dos homens se virou para ele.
Homem 3: O que foi?
Ezio: Deixem ela em paz ou irão sofrer.
Homem 1: A é. E o que você vai fazer?
Ezio lançou um sorriso de canto de boca e tudo pareceu passar rapidamente pelos olhos de Safira. Num piscar de olho, Ezio conseguiu deixar os três homens inconscientes salvando ela. Quando terminou, ele se aproximou dela e segurou seu ombro.
Ezio: Você está bem, Safira?
Safira: Obrigado por me salvar Ezio...
Safira falou em um sussurro.
Safira: Eu fiquei com muito medo com o que ia acontecer.
Ezio: Você teve sorte que eu saí mais cedo do trabalho e estava indo pra casa.
Safira colocou uma mão no peito e começou a se acalmar.
Ezio: Venha, vou te levar para casa para não acontecer mais problemas.
Safira: Não precisa Ezio, assim você vai chegar muito tarde em casa.
Ezio: Não tem problema, meus pais já estão acostumados de eu chegar tarde em casa, o que será um dia a mais.
Ele segurou seus ombros e a levou até a parada de ônibus. Não demorou muito o ônibus chegar e eles entraram. Levou uns dez minutos até chegar na parada perto da casa dela. Eles desceram e caminharam mais um pouco até chegarem a casa dela. Quando estavam na frente da porta, Safira se virou para ele.
Safira: Obrigado novamente Ezio, se não fosse você não teria chegado em casa.
Ezio: Não foi nada, eu nunca me perdoaria se soubesse que algo aconteceu a você.
Desta vez foi Safira que se aproximou dele e ficou nas pontas dos pés, já que Ezio era maior que ela, e beijou sua bochecha. Ezio congelou com o toque dela.
Safira: Isso foi uma pequena recompensa por ter me salvado.
Ela falou se afastando. Ezio sorriu colocando sua mão na bochecha beijada.
Ezio: Obrigado, mas eu teria gostado mais se esse beijo tivesse sido em outro lugar.
Safira sorri e abre a porta de sua casa.
Safira: Quem sabe um dia eu beije onde você quer, mas por hoje será a bochecha. Boa noite Ezio, até amanhã.
Ezio: Boa noite Safira. Durma bem.
Ezio observa ela fechando a porta e começa a caminhar na direção da parada de ônibus segurando a bochecha e com um grande sorriso no rosto. Safira caminhou até seu quarto, mas no caminho parou e botou a mão no peito, seu coração batia aceleradamente.
Safira: Meu coração está batendo tão rápido. Não pode ser que eu esteja começando a me apaixonar por Ezio...
Ela continuou caminhando para seu quarto e desta vez bastante feliz. Não demorou muito para seu irmão chegar, e ele ficou olhando para sua irmã.
Marcos: Vejo que está feliz hoje Safira, aconteceu algo de bom na escola?
Safira olhou para seu irmão.
Safira: Na escola não, mas eu acho que eu fiz um novo amigo.
Marcos: Tome cuidado. Se ele for um templário escondido, nossos esforços de proteger algo precioso de nossos pais terá sido em vão.
Safira: Não se preocupe, mesmo ele sendo ou não, nunca contarei sobre o livro.
Marcos: Isso é bom.
Safira sorri para seu irmão e vai para cozinha para começar a preparar o jantar.
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