Em uma casa no meio do campo, afastado de tudo, vivia uma pequena família, os pais e dois filhos. O pai de curtos cabelos negros e olhos castanhos que se chamava William Hartwan, estava sentado em uma poltrona com sua filha de 3 anos, longos cabelos castanhos claro e olhos cor de mel, Safira Hartwan, em seu colo, ele lia um livro para ela. Em uma pequena mesa tinha um garoto de nove anos, com cabelos castanhos e olhos verdes escuros, Marcos Hartwan, ele estava escrevendo em um caderno. Uma mulher de cabelos loiros na altura de seus ombros e olhos verde escuro, Antonela Hartwan, se aproxima deles com um sorriso no rosto.
Antonela: Bem crianças, hora de ir pra cama.
Safira: Ahh mãe...
Safira fala olhando para sua mãe.
Safira: Deixa ficar mais um pouco pro papai continuar lendo.
William: Vamos Safira. Hora de ir pra cama, amanhã continuo lendo.
Safira: Está bem.
Seu pai beija sua bochecha e a coloca no chão. A garotinha caminha até sua mãe e pega sua mão e quando iam na direção do quarto quando começaram a escutar barulhos de carros se aproximando da casa. William vai até a janela e olha pra fora.
William: Droga, eles nos encontraram.
William olha para sua esposa.
William: Pegue o livro e esconda-o junto com as crianças.
Antonela: Certo.
Antonela pega Safira no colo e vai até Marcos. Levou eles até uma parede que ela abriu revelando uma sala secreta, ela colocou os dois lá dentro e logo corre até uma escrivaninha e pega um livro de capa roxa bem grosso e volta até seus filhos o entregando a Marcos.
Antonela: Fiquem aqui dentro em silêncio e não importa o que acontecer, nenhum barulho. E nunca se esqueçam, seu pai e eu os amamos muito.
Antonela fecha a parede e vai para o lado de seu marido. Não demorou muito, os carros param e vários homens armados saem deles e vão na direção da casa. Uns dos homens derrubou a porta e entraram na casa apontando suas armas para os dois.
Homem: Parados os dois.
Nenhum deles se mexeu, ficaram parados olhando os homens que o apontavam as armas. Logo um homem que usava um jaleco branco e por baixo um terno preto, seus cabelos eram negros e tinha olhos azuis, com barba e bigode. Ele olhava para os dois com um sorriso maligno.
William: Warren...
Warren: Finalmente encontrei vocês. E então onde está o livro?
William: Não sei do que está falando!
Warren se aproxima mais deles e dá um soco forte no estômago de William o fazendo cair de joelho por causa da dor. Antonela se ajoelhou ao lado do marido.
Warren: Não pode mentir. Nós sabemos que vocês se isolaram para proteger o livro.
Uns dos homens se aproximou de Warren.
Homem: A casa está vazia. Não há mais ninguém aqui a não ser os dois.
Warren: Como assim? Deveriam ter duas crianças juntas nessa casa.
Homem: Tem dois quartos de criança, mas nenhuma foi encontrada.
Warren: Sério? Eles devem ter escondido os filhos juntamente com o livro.
William: Chegou atrasado Warren...
William se levantou com ajuda de sua esposa e encarou o homem.
William: Nossos filhos já estão bem longe e protegidos com o livro. Nunca os encontrarão.
Por uma fresta na parede as duas crianças ficavam olhando a cena toda bem quietas para não serem descobertos.
Warren: Então você colocou seus filhos a serem protegidos por outra pessoa com o livro. É uma pena, pois isso significa que os dois não servem mais pra mim.
Ele tirou uma arma de seu jaleco e apontou para a cabeça de William.
Warren: Adeus... Que os dois sejam felizes no outro mundo.
Ele dispara um tiro direto na cabeça de William fazendo Antonela gritar, logo Warren se virou para ela e atirou em sua cabeça também. O casal caiu lado a lado no chão de sua casa. Dentro da sala secreta, os dois colocaram a mão na boca para não gritarem, mas a imagem das mortes de seus pais os deixam estáticos.
Homem: Senhor...
Warren olhou para o homem guardando sua arma.
Homem: Qual são as ordens?
Warren: Vamos embora e monitorar os 'amigos' deles para ver se encontramos essas crianças e o livro. Este livro tem que ficar nas mãos de nós, os Templários.
Homem: Ok senhor.
O homem fez sinal com a mão e todos saíram da casa indo para os carros. Warren deu uma última olhada nos corpos e saiu da casa e entrou no carro. Todos os carros partiram do local. Quando estavam bem longe, os dois saíram do esconderijo e foram até os corpos de seus pais. Os dois caíram de joelhos e começaram a chorar. Depois de muito tempo chorando, Marcos se levantou e colocou a mão no ombro de sua pequena irmã.
Marcos: Não podemos ficar aqui, eles podem voltar.
Safira olhou para seu irmão.
Safira: E para aonde vamos?
Marcos: Eu não sei, mas teremos que nos esconder. Vamos pegar algumas roupas e sair daqui levando esse livro.
Safira: OK
Safira fala limpando suas lágrimas. Em seguida os dois correm para seus quartos e colocaram várias roupas e objetos pessoais em uma mochila. Marcos foi até o escritório de seu pai, pegou todo o dinheiro e guardou em sua mochila. Ele foi encontrar sua irmã na frente da porta de saída.
Marcos: Safira me espere lá fora.
Safira: OK
Ele entregou o livro pra ela e logo ela saiu de casa. Marcos lembrou de que seu pai tinha falado para ele colocar fogo na casa caso algo acontecesse e ele obedeceu. Preparou toda a casa e antes de acender o fósforo deu uma última olhada para que um dia foi seu lar. Assim que o fogo se acendeu ele saiu da casa e pegou Safira e os dois foram para uma grande distância da casa. Se viraram e ficaram olhando para a casa em chamas de mãos dadas.
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