O preço de sua posse: entre arte, amor e poder
3 Capítulo 3 - O que eu recusei a sentir
Vesti um terno risca-giz sob medida, fui encontrar Skarlet em seu quarto para a chamar para essa tal festa, mesmo com aqueles que podem ser considerados ameaça. Eu posso muito bem a protege-la, pois ela é minha agora.
-- está pronta, Skarlet? -- perguntei checando o horário em meu relógio importado, pois não gosto de atrasos -- estou, dono -- ouvi a voz delicada e cheia de deboche dela me responder, ouvindo o som de suas botas pesadas chegando cada vez mais perto.
Quando me virei para avaliar o caimento do vestido que ela escolheu, minha lógica sumiu por um segundo, antes de voltar para calcular o fato de que vou ter que redobrar minha atenção nela. Um vestido de seda preta, uma fenda ousada na perna esquerda, amarrações nas costas e alças finas. Definitivamente, ela está perigosamente linda e é apenas minha.
-- vamos -- falei mantendo o tom de voz, para que ela não desconfie do efeito que ela me causou, abri a porta do carro para que ela entrasse primeiro e eu dei a volta, ficando do outro lado do banco do passageiro. Agora estamos indo para a festa onde vamos apresentar a falsa pintura que Skarlet fez.
Na festa, após alguns minutos, percebi que Skarlet não estava mais do meu lado. onde ela foi? Assim que terminei minha conversa sobre negócios, fui atrás dela. Meus olhos varreram o salão, ignorando os rostos conhecidos, pensando apenas nela.
Quando eu a encontrei, lá estava ela no balcão, bebendo drink, junto com um herdeiro filho qu algum outro mafioso. Rindo, ela estava rindo com aquele herdeiro, rindo de uma forma gênuina, um som que eu nunca conseguir arrancar dela. Fechei as mãos, sentindo o arranhão que ela causou em mim ontem por medo, eu tinha que reagir, mas sem causar confusão desnecessária.
Fui até eles, mantendo a postura de chefe, parei atrás de Skarlet, espalmando minha mão na cintura dela. Quando os meus olhos encontram com os daquele herdeiro, ele nem terminou a frase, naquele momento estava claro que Skarlet Karashima pertencia apenas a Adam Vance.
Após esse momento, Skarlet ficou ao meu lado em silêncio absoluto, andando ao meu lado como uma rainha, mesmo que isso não seja normal vindo dela.
No carro, a mesma coisa, sem deboche, sem brincadeiras, só... silêncio. Ela olhava fixamente para a janela do carro, observando os prédio e as luzes noturnas.... talvez ela esteja tentando compreender o que e fiz, de qualquer forma foi para o bem dela. Mas, isso ainda me incomodava, quando eu olhei pra ela, seus ombros estavam rígidos, respiração um pouco mais rápida. Algo está errado.
Assim que chegamos nos portões da mansão, ela caminhava sem me esperar, sem abrir a boca... eu a segui entrando na casa.
-- Skarlet, eu fiz para o seu bem, o que há de errado nisso? -- questionei, tentando não parecer nervoso, ela se virou, em seu rosto estavam caindo lágrimas e isso me atordou ainda mais -- chega, Adam! Como eu vou amar aquele que cuida de mim e mora comigo, se sempre está assim, ciumento possessivo? -- ela questiona com a voz trêmula, sem deboche, apenas a dor que eu causei nela sem notar -- Adam, eu juro... eu juro que estou tentando, mas... dòi, dòi saber que você fica assim por minha causa... -- ela falou em meio as lágrimas, dava para ver o desespero e o susto em seus olhos -- mas, podiam estar te usando para me afetar, não pensou nisso? -- perguntei passando a mão pelo cabelo, esperando que ela entendesse o que eu queria dizer -- a sua preucupação é essa? Aquele cara não fez nada de errado, ele tentou me impressionar? sim, ele tentou... mas, não é por quê ele é engraçado, que ele vai te substituir da minha vida.
Quando ela falou isso... eu entendi tudo, eu fiz denovo. Não, eu fiz pior... olhei para a minha mão que ainda tinha aquela ferida, me lembrando do que fiz ontem, o meu ciume possessivo está a machucando e mesmo assim ela... falou que aquele moleque não me substitue e que me ama e eu estragando tudo isso por não controlar os meus monstros...
Pela primeira vez... não tenho cálculos, fórmulas ou planos para seguir agora. Eu errei com a única pessoa que não de curvava para mim, mesmo sentindo medo e mesmo com medo, com dor... ela está aqui na minha frente esperando eu reagir.
-- o que eu devo fazer agora, Skarlet? -- eu perguntei me sentindo derrotado, ela andava vindo em minha direção, o som das botas dela pareciam mais altas diante desse silêncio mortal entre a gente -- tá tudo bem não saber agora, dono... depois resolvemos isso. Não gosto de te ver assim, mas... foi bom que você tenha compreendido o que eu tô sentindo -- ela falou colocando as mãos quentes em meu rosto, acariciando de um jeito delicado... assim como os sentimentos dela.
-- obrigado por me abrir os olhos, Skarlet -- falei sorrindo um pouco, algo que é raro para alguém como eu, ela afastou as mãos do meu rosto e me abraçou de surpresa de novo, de primeira eu não sobe como reagir ao toque inesperado, mas... cedi, apoiei as mãos nas costas dela com cuidado, não queria a assustar novamente.
-- dono, agora vou me trocar. Quero te mostrar a nossa casinha no Pocket Love -- ela falou se afastando, com aquele lindo sorriso que só ela tem -- pode ir, eu vou te esperar na sala -- falei me sentindo um pouco melhor depois de todo conflito que tivemos.
-- dono, olha, você com essa sua carinha de revoltado, terno impecável e cabelo arrumando -- ela falou me mostrando o celular de última geração que deixo ela usar de vez em quando, na tela havia móveis fofos, todos bem arrumados, tinha um hamster de rodinha e um cachorrinho feliz na sala, umm gato cinza dormindo na cama de casal no quarto e a gente... sentando no sofá um do lado do outro. O bonequinho dela, tinha cabelos escuros, fones, roupa confotável e uma carinha travessa assim como ela.
-- ai a gente dorme junto? -- perguntei apontando para o único quarto daquela casinha fofa -- se você quiser -- ela respondeu com um sorriso divertido, se levantando e... saiu correndo -- tá fugindo de mim, Skarlet? -- perguntei fingindo indignação, mas achando graça da situação e fui atrás dela.
Quando entrei no meu quarto, ela estava deitada na minha cama king-size abraçando um dos travesseiros -- o que foi, Skalet? O meu cheiro ficou no travesseiro? -- perguntei caminhando até a cama. Quando me deitei, ela veio até mim, eu passei as mãos pela cintura dela a puxando pra mais perto, ela afundou o rosto e ficou sentindo o meu perfume amadeirado -- o cheiro é tão bom, posso usar também? -- ela pediu com a voz abafada pela minha pele -- pode sim -- respondi fazendo um carinho lento em suas costas -- e as blusas também? -- ela perguntou olhando para mim, achando graça, ela começou a rir -- claro que pode, tudo o que é meu, também é seu -- respondi afastando uma mecha do rosto dela.
Ela se aninhou no meu peito, espalmando as mãos em mim dizendo -- boa noite, dono -- eu coloquei o edredom sobre a gente -- boa noite, minha artista -- falei antes de dar um beijo de boa noite na testa dela e ir dormir.
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