O preço de sua posse: entre arte, amor e poder
4 Capítulo 4 - A verdade entre a gente
Eu estava sentada na cama king-size, lixando as unhas ao lado de Adam que revisava os relatórios como de costume, mas algo ainda me incomodava... depois de ontem, me veio uma dúvida, por que ele me trata dessa forma sendo que vim pra cá apenas para trabalhar para ele? Será que ele também sente o mesmo?
Olhei pra ele, estava focado, olhando para os papéis, analisando com aquela calma irritante que só ele tem -- Dono -- chamei sem deboche, num tom meio tímido -- pode falar, Skarlet -- ele respondeu sem desviar o olhar dos papéis de imediato -- estamos namorando? -- perguntei sem rodeios, apenas querendo confirmar o que ele sentia.
-- namorando? Você acha que que esse rótulo é o suficiente para definir o que um homem como eu sente -- ele questionou rindo de um jeito que nem eu sabia que ele tinha, mas de certa forma isso me incomodava -- para de rir da minha inocência e me responde. Eu sei que você me ama, estamos sim ou não? -- perguntei com a voz firme, ele pode rir por afeto, mas não quer dizer que pra mim seja engraçado.
-- sim estamos -- ele falou colocando a mão na minha cintura, me puxando para mais perto, enquanto a outra estava subindo para minha nuca -- você é minha namorada, satisfeita, Skarlet? -- ele afirmou com o rosto um pouco mais perto, eu sentia a respiração quente dele batendo no meu rosto, o olhar gélido estava diferente. Ele me puxou para um beijo, começou avassalor, cheio de posse e logo após ficou mais suave e carinhoso, ele me puxava para mais perto... quando nos separamos, nossa respiração tava cortada, principalmente a minha.
Ele sorria, com o olhar fixo nos meus lábios, acariciando a minha bochecha com o polegar -- você nunca beijou antes, não é, Skarlet? -- ele perguntou com a mão subindo nas minhas costas, fazendo um carinho suave, quando ouvi a pergunta... eu fiquei com vergonha, mas mesmo assim respondi -- nenhum -- falei num fio de voz, mas também consegui coragem para perguntar -- como você notou? -- perguntei com inocência e curiosidade.
-- fácil, Karashima -- ele começou ajeitando a postura -- você não soube onde colocar suas mãos de primeira, sua respiração travou na garganta... por isso o beijo foi mais calmo no final -- ele explicou olhando nos meus olhos, sem parar o carinho nas minhas costas -- mas, ainda não entendo o fato de alguém tão linda, inteligente e ambiciosa como você nunca tenha ficado com ninguém.
-- é que... não era por quê não tinha quem gostasse de mim, eu que nunca senti o mesmo por ninguém antes -- falei sentindo o coração acelerar, mas eu tinha que adimitir -- então, você foi o primeiro que beijei -- afirmei com a voz baixa, quando levantei o olhar, o brilho nos olhos dele era totalmente vísivel. Ele se sentia um orgulho possessivo, por saber disso, tava na cara.
-- se eu sou seu primeiro, saiba que vou ser o único -- ele falou me abraçando, afundando o rosto no meu pescoço e sentindo meu cheiro.
-- Skarlet, tem certeza disso? -- ele me perguntou, dava para ver o desconforto em seus olhos -- sim, Dono. Eu entendo se você não quiser, mas... eu preciso fazer, nem que seja apenas eu -- falei colocando as minhas mãos no rosto dele -- foi um choque muito grande ter sido expulsa, passado por suas crises e as situações que passei anos atrás -- argumentei sem me importar com o resto.
-- eu vou por você, só para aprender a controlar meu ciumes -- ele falou andando na frente -- eu faço, mas vai ser aqui em casa com o profissional que eu escolher, certo? -- certinho -- confirmei me sentindo um pouco mais feliz.
A doutora Elena chegou após uns 43 minutos, ela vai me consultar na biblioteca da mansão, combinamos que nessa semana vai ter a minha consulta separada da do Adam e semana que vem vamos fazer juntos.
-- boa tarde, senhorita Skarlet -- ela me cumprimentou colocando a sua prancheta na mesa -- por onde quer começar? Pelo o que aconteceu recentemente ou pelo seu passado? -- ela perguntou enquanto procurava a caneta em seu estojo. Eu senti um frio na barriga, mas deve ser normal -- acho pelo meu passado, antes de chegar aqui -- ela começou a escrever e me deu um aceno breve, como a confirmação que eu podia começar a falar -- nos meus 14-15 anos, eu passei por coisas que nunca pensei que eu iria passar antes... nessa época passei por alguns pedidos de namoro e nunca aceitei nenhum, ai veio também amizades falsas, os meus primeiros burnouts e cobranças como filha mais velha -- falei sentindo um pontada de tristeza, desenterrar o meu passado assim dá uma sensação desconfortável.
-- isso realmente é algo pesado para alguém que era muito nova na época -- ela começou enquanto anotava na prancheta -- você ainda guarda mágoas daquilo e as vezes se sentia culpada pelas os acontecimentos e ao mesmo tempo forte por saber pelo o que passou -- ela falou olhando nos meus olhos, arrumando os papéis na mesa -- sim, foi desse jeito -- confirmei num fio de voz, sentindo que nunca ninguém tinha falado algo que eu tinha me identificado tanto.
-- sempre me senti assim... mal por ter passado por isso e forte por ter sobrevivido -- falei me sentindo um pouco melhor, levantei o olhar, ela deve ter notado -- e sobre o que você está vivendo agora, como se sente com o senhor Vance? -- ela me perguntou enquanto se acomodava melhor na poltrona, parecia que ela tinha toda a paciência do mundo só para me ouvir -- na maioria das vezes segura... eu nunca senti cuidada como agora -- falei mantendo a voz estável, olhando no olho dela.
-- ele é ciumento? -- ela perguntou dando uma olhada na prancheta, será que ela sabe sobre os acontecimentos? Mas, talvez ele tenha falado os motivos para a ter a contratado e isso é algo discutível entre casais -- sim -- respondi de forma curta, não sentia a necessidade de falar o quanto ele é ciumento.
-- e como você se sente diante disso? -- ela perguntou olhando nos meus olhos, como se quisesse que eu não mentisse pra ela -- de certa forma eu me sinto como se finalmente se alguém importasse comigo... mas, tem o fato de que o ciume dele é exagerado... ele age desse jeito como se fosse me perder. Então, problema nunca foi o sentimento em si e sim a intensidade dele.
-- bem, nosso horário está quase acabando, você foi muito corajosa em revelar o seu passado e os seus sentimentos -- ela falou juntando as coisas e as guardando na mochila -- quero passar o deve de casa para você, escreva tudo o que desperta gatilho e os seus desejos mais profundos e converse com ele sobre isso -- ela falou olhando no meu olho, ela se levantou, me deu um aperto de mão e sai andando calmamente para fora da biblioteca.
Eu sai da biblioteca e fui direto para o banho, sentindo a água quentinha pelo o meu corpo. Mas, a consulta ainda ficava na minha mente.
Quando sai do banho, eu fui escrever para passar o tempo enquanto Adam estava fora e eu não posso atormentar ele, que saco. Ai deitei na cama king-size dele, já dormimos juntos agora, peguei minha caneta rosa pink e meu caderninho que eu fiz a mão, que é azul marinho com flores brancas. Escrevendo o que eu mais quero? Deixa eu pensar....
meias com almofadinhas que formam patinhas em baixo dos pésum celular novoroupas novasitens femininoslivros de dark romance ou dark fantasymatériais de papelaria
Eu li e reli a lista para ter a total certeza que era o que eu queria, será que ele compraria? Talvez, mas será que seria pela internet ou no shopping? Me acomodei um pouco mais na cama e senti o perfurme do meu dono. Eu voltei ao meu caderno
meias com almofadinhas que formam patinhas em baixo dos pésum celular novoroupas novasitens femininoslivros de dark romance ou dark fantasymatériais de papelariaum perfurme cheiroso
Li a lista novamente, era isso que faltava na lista... a porta abriu, Adam tinha voltado, ele parecia cansado... deve ser pelas reuniões -- o que minha artista está aprontando agora? -- ele perguntou parecendo esquecer do que aconteceu antes, vindo até a cama e se sentando ao meu lado.
-- estou escrevendo sobre coisas que eu queria ter, mas nunca cheguei a te pedir -- falei olhando para o caderno, eu decedi entregar o caderno para ele ler a minha listinha -- aqui é tudo que você quer? Podemos comprar essas coisas nas lojas amanhã -- ele falou enquanto olhava a lista, ele levantou o olhar -- mas o que mais me impressiona é esse contraste... você quer meias de patinha, algo incomum. Roupas, itens femininos, papelaria, perfumes e algo que nunca esperei de você foi ser leitora de dark romance e dark fantasy.
-- sério? -- perguntei curiosa, lá no fundo eu pensei que ele imagina algo assim, me aproximei dele, o abraçando -- obrigada, Dono -- agradeci com um tom de voz doce -- não precisa agradecer, minha artista -- ele sussurou no meu ouvido, me apertando um pouco mais, me fazendo sentir mais segura.
-- como foi a consulta? -- ele perguntou enquanto fazia um carinho lento nas minhas costas -- foi bom, sonho realizado -- falei em um tom brincalhão, rindo de um jeito gênuino e ele riu baixo, achando graça da situação.
Fale com o autor