O preço de sua posse: entre arte, amor e poder
1 Capítulo 1 - Entre o medo e a chuva
essa é minha primeira história, então estou aberta a ideias ou dicas, boa leitura
Acabei de checar a hora, são cerca de 20:26 de acordo com meu relógio... fui expulsa de casa a pouco tempo, após andar nessa chuva, achei este galpão que parece abandonado...
O silêncio é absoluto tirando o som da chuva que caia lá fora, a bolinha de ferro dentro do spray sendo chacoalhado e minha respiração sob a máscara de proteção.
Mas, eu, Skalet Karashima, senti um arrepio percorrer pelo meu corpo, mais um som quebrou o silêncio, eram... passos, passos firmes e calculados que começaram a ecoar pelo galpão. Eu senti algo familiar: era medo... medo de cometer um erro grave... de novo.
Me levantei devagar, encarando de frente um homem alto, com um terno preto impécavel sob medida, postura imponente e um olhar gélido. Um olhar que calculava tudo desde minha respiração até as rotas de fuga desse lugar... e parece que decidiu até o meu destino ou algo do tipo. Totalmente fixado em mim...
Eu sentia minhas mãos gelarem por baixo das luvas e meu ritmo cardíaco acelerar...
Para ter entrado no meu galpão você deve ter muita coragem... ou uma estupidez preucupante -- ele falou vindo em minha direção, com uma voz plana, sem nenhuma emoção aparente -- me dê um motivo para eu não acabar com sua vida aqui mesmo -- ele parou na minha frente, tive que levantar um pouco mais a cabeça pra continuar a olhar nos olhos dele, pois a diferença de altura era significativa -- quem é você, garota?
Me chamo Skarlet Karashima, e... fui expulsa de casa, eu invadi o seu galpão pois parecia não ter dono e eu ia sair amanhã de manhã -- falei tentando manter minha voz estável, segurando firmemente o spray azul escuro na mão direita -- e sobre não acabar com vida... o que você ganha com isso exatamente?
Eu me surpreendi... ele sorriu, mesmo que fosse difícil de notar, era um sorriso -- eu não mato por prazer... é por necessidade, mas com você é diferente... -- ele falou com voz ainda plana, mas com um brilho de diversão nos olhos -- mas, quem decide é você, senhorita Karashima... quer trabalhar pra mim ou prefere voltar pra rua?
Ele... me deu uma proposta -- trabalhar pra você? -- questionei tirando a máscara do rosto -- sim, senhorita Karashima. Você trabalha pra mim costumizando meus automóveis, encadernando os manuscritos do século XVIII em troca de um teto, comida e os melhores matériais da cidade... o que você decide?
Eu aceito -- respondi até que rápido, mas do jeito que eu estava, recusar seria o maior erro de minha vida -- ótimo, venha. Você vai morar no meu apartamento agora e amanhã você começa -- ele falou com a voz um pouco mais aveludada, se virando pra me mostrar o caminho que indica que devemos ir para o carro.
Os seguranças abaixaram a cabeça em sinal de respeito a ele, aposto. Ele abriu a porta do carro pra eu entrar, ele deu a volta no carro e entrou pelo o outro lado, o carro tem cheiro de couro novo e um perfume amadeirado que deve ser dele
Precisa de algo, Karashima? -- ele perguntou após o motorista dar a partida no carro, eu queria algo realmente simples -- posso jogar no seu celular? -- perguntei sem muita expectativa, os olhos dele se arregalaram levemente, será que ele esperava que eu fosse pedir outra coisa?
jogar? no meu celular, Karashima? -- ele questiona, com uma leve alteração na voz, ele tirou do bolso da calça um celular e o entregou pra mim, já desbloqueado -- aqui, não há jogos abaixados aí, então escolhe algum que te agrade -- ele falou enquanto estava com outro celular na mão, quantos celulares ele tem?
Eu escorei nele enquanto estava esperando abaixar o Friday Night Funkin' e o Pocket Love, o Pocket Love foi o primeiro que abri -- eu pensei que uma garota como você preferisse jogos de corrida ou algo do tipo -- ele começou a falar enquanto me puxava pra mais perto -- e você decide jogar um jogo de montar casinha... fascinante
No celular eu montei minha skin, pele em tom médio, cachos escuros, roupas confortáveis, fone e uma carinha travessa -- e esse vai ser seu novo chefe, Skarlet? -- ele me perguntou, apontando para o personagem na tela -- coloque um terno nele para combinar com o seu dono -- eu coloquei um terno, cabelo escuro e arrumado, uma cara de mal humor, kkk e o nome... -- aqui tá escrito ''amor'', mas eu devia por o seu nome ou devia por ''dono''?
Ele sorriu de novo e se inclinou um pouco, pra sussurar no meu ouvido, dava pra sentir o calor da respiração dele na minha pele -- no jogo você pode deixar o ''amor'' para ver se isso amolece o seu coração, mas aqui, na vida real quero que me chame de Adam -- ele se afastou com aquela calma que chega a ser irritante -- chegamos.
Assim que saimos do carro e paramos na porta da casa, tirei minhas botas sujas, eu sentia Adam me encarar com uma instesidade sufocante -- tirando as botas... por isso o piso de mármore é aquecido -- eu andava descalça pelo apartamento, o piso era quentinho. Adam parou atrás de mim -- seu quarto é a última porta a esquerda, vá tomar um banho e não saia de lá até eu mandar, fui claro, Karashima? -- ele falou ainda parado n mesmo lugar, com a mesma voz e com essa mesma calma -- okay, dono -- falei rápida com um pouco de deboche e sai correndo.
Após uns 23 minutos, eu sai com uma blusa uns três tamanhos maiores. Em minha cama havia uma bandeija com um prato gurmet que nunca vi na vida, suco e um pequeno pudim.
Depois de comer eu decidi dormir, mas as 03:14 da manhã, eu senti sede, levantei e sai calmante ainda descalça até a cozinha... mas quando cheguei lá, lá estava ele, mas agora com a camisa social branca com os primeiros botões abertos, mangas dobradas perfeitamente até os cotovelos e com um copo de uísque com gelo na mão.
Eu falei pra você não sair de lá até eu mandar, Skarlet? -- ele falou se aproximando, apoiando as mãos uma de cada lado do balcão, me encurralando -- me dê um bom motivo pra eu não te punir agora -- ele falou com voz plana, inclinado sobre mim. Meu coração errou a batida -- desculpa, dono... é apenas sede -- falei sem deboche nenhum agora, apenas sentindo meu coração de Fluttershy pedindo socorro e deixando minha pose de marrenta de lado.
Ele se afastou, ajustando a postura e dando um gole no seu copo de uísque gelado, nesse momento o som da chuva lá fora até parece ter sumido. Ele mesmo serviu água no copo e veio em minha direção -- abre a boca, Karashima.. ou te mando de volta para o quarto com sede -- ele ameaçou com a voz um pouquinho mais rouca, eu não questionei e aceitei que ele me me dasse a água.
Bebi toda a água gelada do copo -- obrigada, dono... boa noite -- falei sentindo uma pontinha de vergonha pelo momento e sai rápido pro quarto. Assim que cheguei na minha cama, eu escrivia tudo o que sentia e pensava dele
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