O pior pesadelo
1 Fim
Texas, 1863. A noite era fria com uma garoa fina, e acima um céu estrelado que lembrava diamantes. O casal estava perdido no meio da floresta, estavam com a sensação de estar sendo seguidos e precisavam de um abrigo, temendo que a garoa se transformasse em uma tempestade com uma violência sem igual. No fim da trilha encontraram uma casa de madeira, bem maltratada pelo tempo, correram em direção da casa para se abrigar da chuva que os aguardava. Chegando na entrada da casa, descobriram que a porta estava trancada e que seriam obrigados a passar a noite na chuva. Em um ato de esperança resolveram bater na porta, e pra surpresa do casal um senhor na casa dos 91 anos, com uma perna manca e uma barba para fazer abriu a porta. Com uma voz rouca perguntou:
_ No que posso ser útil?
E o rapaz respondeu:
_ Por favor, estamos perdidos na floresta, estamos morrendo de fome e vai vir uma chuva muito forte. Será que eu e minha mulher podemos passar a noite ai?
_ Claro, vai ser uma prazer. Sabe, não recebo muitas visitas por aqui, espero que a casa e o lugar não te assustem, mas venha, vou lhe mostrar o quarto.
Os dois acompanharam o velho para o quarto. O quarto era pequeno, nele só tinha uma cama de palha e uma janela com os vidros quebrados. O lugar era frio. O vento não dava tréguas, mas não ligaram se acomodaram na rústica cama e deitaram esperando cair no sono.
Depois de algumas horas, a mulher não conseguia dormir, inveja o marido que dormia profundamente. Mas tinha algo no velho que deixou atormentada. Suspeitou desde o começo a bondade dele, era esperta e sabia que algo de muito ruim estava para acontecer. Infelizmente ela estava certa.
De súbito ela acordou assusta, um barulho tão grande que ecoou pela casa inteira. Ficou surpresa ao ver o marido ainda dormindo. “De certo estava muito cansado” pensou ela. Com uma tremenda curiosidade levantou da cama e tentou encontrar a origem do barulho. Desceu as escadas pisando com o maior cuidado, aquela escada velha rangia ao menor toque, e tremia só de pensar o que podia acontecer se o velho a visse. Sabia que algo de muito ruim acontecia na casa.
No último degrau ela começa a escutar uns gritos de dor. Essa agonia faz subir um arrepio que pega sua espinha inteira, mas esta decidida. Quer saber o que esse velho misterioso esconde. Devagar ela anda até a origem do sofrimento e encontra uma sala que onde deveria estar a porta, ficou suspensa uma cortina velha. Com cuidado ela abre e a cena que aparece a deixa tonta. Pendurada pelas mãos está uma jovem com seu corpo todo riscado com faca, sangue escorre por entre seu corpo e o velho a fita com um olhar vazio, parece delirar com a cena que acontece. A moça aos poucos recobra a consciência e sua primeira reação é gritar, mas antes de acontecer o velho a cala com uma facada certeira na boca.
A mulher por um momento fica admirando a cena e depois corre, sem ligar para o barulho sobe as escadas correndo, sua única preocupação é sair dali com o marido.
Assim que chega no quarto se espanta ao ver o marido dormindo, e em uma inútil tentativa de o acordar, percebe que ele esta sangrando. Onde deveria estar seus olhos está buracos vazios. Ela reprimiu um grito, sabe que não adianta mais. Esta sozinha nessa, e quando se prepara para correr ela encontra o velho parado na porta. Não deu tempo de fazer mais nada, quando se deu conta já estava morta. O velho parecia satisfeito, fez mais duas vítimas. Seu dia foi produtivo. E lá se foi, na espera das suas próximas vítimas.
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