O pior desejo

19 O chikyuujin e o mittsumeijin


Notas iniciais
Graças ao fator surpresa, Tenshinhan consegue... Kuririn o surpreende, quando... Enquanto isso, o general Blue, juntamente com o doutor ----, conseguem... Yo! Como o nome de Piccolo (ピッコロ) vem de um instrumento musical, as suas crias, chamadas de Mazokus (魔族), também possuem os seus nomes baseados em instrumento musicais. Portanto, seguindo a concepção dos nomes do Akira para eles, baseei os nomes deles em instrumentos e coloquei entre parênteses, qual instrumento eu usei. Quanto a Tenshinhan, conforme a explicação de Akira, ele é um alienígena que foi enviado para a Terra quando criança e que pertence à raça dos mittsumei-jins, senão me engano. Não usei essa nomenclatura para ele, antes, pois, não me lembrava de qual raça alienígena ele pertencia. Quanto ao Chaouz, apesar da aparência estranha, ele é um chikyuujin. Ou seja, um terráqueo. Na minha concepção, ambos tinham que ser alienígenas. O Chaouz é tão estranho, para ser um humano... Não tenho nada contra ele. Apenas, acho ele estranho. Era só isso que eu queria falar. Tenham uma boa leitura. ^ ^

Esse vulto consegue chutar, lateralmente, a cria de Piccolo no rosto, fazendo-o cair de costas, sendo que se choca contra o asfalto, enquanto que Tenshinhan fica surpreso ao ver quem era.

Afinal, era um guerreiro baixinho e careca que continuava atacando, apesar da diferença de poder entre eles.

Fica surpreso ao ver que o guerreiro salta para o chão, enquanto que o mazoku (魔族) se levantava e começa a golpeá-lo usando o fator surpresa.

O mesmo guerreiro tenta nocauteá-lo, usando toda a sua força nos golpes, conseguindo feri-lo um pouco, até que este rosna de ira e pega no braço do jovem, o atirando contra diversas árvores, sendo que irado, libera uma rajada de energia no ônibus, matando as demais crianças, enquanto que o guerreiro careca exclamava desesperado:

– Não!

– Você me fez perder a minha diversão... Portanto, irei me divertir com você.

Porém, antes que a criatura pudesse fazer algo, Tenshinhan aproveita esse instante de distração, para usar toda a sua força, em chute lateral fortíssimo que arranca a cabeça do corpo do capanga de Piccolo, fazendo-o cair morto aos seus pés, para depois ir até a cabeça, que ainda estava viva.

– Você... vai pagar por ter...

Antes que o ser continuasse falando, sorrindo malignamente, o mittsumeijin aponta a mão, friamente, para o Mazoku e libera uma rajada de energia violenta, que consegue desintegrar a cabeça do mesmo.

Então, após mata-lo, ele vai até o guerreiro ferido e o ajuda a se levantar, enquanto notava que o emblema em sua roupa era usado por aqueles que eram discípulos de Muten Roshi e pergunta, em tom de confirmação:

– É um discípulo de Kame-sennin?

– Sim... Me chamo Kuririn. E você?

– Sou Tenshinhan e sou ex- discípulo de Tsuru-sennin.

– O rival de Muten Roshi?

– O mesmo.

– Bem... Eu acredito que não temos nada a ver com essa rivalidade e devo agradecê-lo pela ajuda. Eu sabia que não podia ir contra ele... Porém, não podia continuar vendo essas crianças sofrerem.

Então, auxiliado por Tenshinhan, ele caminha até o local onde outrora havia o ônibus, sendo que nada mais restava do que cinzas fumegantes e pedaços de metal retorcidos e queimados, sendo que havia vestígios de vários carros, além de alguns corpos, muitos arremessados pelas árvores, assim como corpos despedaçados, enquanto que a terra estava rubra por causa do sangue derramado.

– Eu vejo isso todo o dia... Mas... Não consigo digerir. – ele fala com a voz falha – Eu me sinto um inútil. Somente consigo salvar alguns, após o ataque dos mazokus do bastardo do Piccolo Daimaou, os retirando dos escombros, além de proteger os demais contra criminosos.

– Por que faz isso tudo? Por que se esforça para salvar esses estranhos, inclusive, arriscando a sua própria vida? – o guerreiro pergunta estarrecido ao saber dos atos dele, enquanto que suspeitava dos motivos dele fazer isso.

– Prefiro morrer, tentando salvar o máximo de pessoas possíveis, a viver como um rato bastardo, se escondendo e ficando surdo aos gritos de desespero. Se eu agir como um mísero rato covarde e patético, não terei qualquer honra como um ser e também como um homem.

Tenshinhan confessava que esperava outra explicação.

Portanto, se surpreendeu com a resposta, sendo que se recorda do que ele fez ao longo dos meses e que consistia em fugir como um rato miserável, assim como se escondia, enquanto via pilhas e mais pilhas de cadáveres jogados em campos e entulhos do que já fora um dia uma cidade, além de ver pessoas chorando, cobertas de sangue e escombros, assim como pessoas sendo atacadas por bandidos, sendo que somente pensava em procurar o seu mestre para ajuda-lo a salvar Chaouz.

Quando descobriu a verdade, passou a vagar sem rumo, enquanto pensava em uma forma de salvar o seu amigo, não fazendo nada de útil, além de ficar andando desnorteado e igualmente desconsolado, ignorando tudo o que acontecia a sua volta e frente a tais recordações, percebe o quanto foi um ser patético.

Inclusive, ao analisar friamente os seus atos nos últimos meses, pergunta a si mesmo, se havia alguma honra nele, sendo que orava para que não tivesse se transformado, completamente, em um rato covarde e patético, sendo que ainda estava confuso sobre o que iria fazer, enquanto que sabia que naquele instante, só podia fazer algo e que era o certo, uma vez que não tinha qualquer vestígio do sonho de outrora, de ser um assassino. O certo era ajudar o lutador careca a sua frente, que estava consideravelmente ferido.

Na verdade, no íntimo, ele somente desejava resgatar Chaouz, se negando, ainda, a aceitar o fato que talvez ele estivesse morto.

Como ele não queria mais ser um assassino, pois, o ato de Tao Pai Pai destruiu qualquer admiração que houvesse por ele, não via nenhum empecilho em ajudar o lutador ferido na sua frente, além de esquecer, por completo, a rivalidade entre os dois mestres.

Afinal, era como o jovem guerreiro disse a sua frente: “Eu acredito que não temos nada a ver com essa rivalidade”.

– Vou ajudar a cuidar de seus ferimentos... Além disso, por algum motivo, o rei dos demônios sabe onde encontrar os seus capangas. Provavelmente, deve estar vindo para cá, outro Mazoku mandado por ele, para verificar o que aconteceu com esse. Eu vi, uma vez, que após conseguirem ferir um, surgia outro, após meia hora.

– Muito obrigado... Qual o seu nome?

– Tenshinhan. E o seu?

– Kuririn.

O mittsumeijin ajuda o humano a se levantar, enquanto tirava a moto de sua cápsula, ajudando o mesmo a subir na garupa, para depois partirem dali o mais rápido que conseguissem, antes que alguma criatura voasse até aquele local.

Distante dali, Piccolo Daimaou estava em uma sala luxuosa que pertenceu no passado ao falecido rei da Terra, uma espécie de cachorro azul bípede e falante com bigode, que jazia morto do lado de fora, juntamente com os seus soldados, sendo que ele destruiu há alguns dias atrás, a última região onde havia ordem e serviços essenciais, mergulhando todas as regiões do planeta em cenários caóticos de destruição e extermínio em massa de humanos, sem qualquer ordem e central de comando, onde imperava somente o caos e os crimes.

Milhares de vidas foram ceifadas graças as suas crias e ele inclusive se divertiu ao matar alguns, assim como fez com o ser que o libertou, o torturando por dias, enquanto que deu a mulher que estava junto dele, para vários bandidos que liberou de uma prisão, para se divertirem com ela, como quisessem, após fazê-la testemunhar a tortura até a morte de seu ex-chefe.

Ele se divertiu ao ouvir os gritos de dor e desespero dela que ecoavam pela noite, enquanto que os vários bandidos se divertiam, sendo que ele achava nojento o ato sexual dos humanos, assim como incompreensível e que fez isso com ela, pois, descobriu que o tal estupro era a pior forma de violência, principalmente para uma mulher, assim como era uma humilhação e queria vê-la tão humilhada quanto possível, por ter achado que poderia mandar nele, quando o seu chefe deu uma ordem para ele, com ambos ousando tratar o grandioso Piccolo Daimaou, como se fosse um servo deles, por terem o libertado.

Frente a tal ato descabido de ambos e igualmente desrespeitoso, decidiu que eles seriam os primeiros a conhecerem o terror de Piccolo Daimaou e confessava que foi divertido tortura-lo por vários dias, usando os seus poderes para curar o ser, prolongando assim a vida patética dele a seu ver, enquanto obrigava a mulher a comer, para que não morresse, dando esperanças a ela que a deixaria ir embora, após a tortura do chefe dela, para em seguida, gargalhar, ao ver a feição da humana, quando descobriu que foi enganada, com a sua esperança sendo arrancada brutalmente dela, quando a deu de brinquedo a vários homens sedentos que libertou de uma prisão.

Descobriu que ela morreu após seis meses, em decorrência da violência sexual por terem sido muitos homens ao mesmo tempo e consecutivamente, sendo que sofreu até o último instante.

Naquele instante, Piccolo Daimaou (ピッコロ大魔王) estava curvado, pois, havia sentido que uma de suas crias morreu. O Mazoku que sempre estava ao lado dele, com um focinho que lembrava o de um pterodátilo, exclama apavorado:

– Piccolo-sama! O que houve?

– Cymbal foi morto.

– Isso é impossível! Os humanos conseguiriam, no máximo, ferir levemente nós, os Mazokus.

Então, imediatamente, Piccolo contata mentalmente uma de suas crias que estava próxima de onde estava o outro:

“Tamborine... Vá até Cymbal. Descubra quem foi o bastardo que o matou.”

“Sim, mestre”

Nisso, ele ergue-se com dificuldade, sendo que arfava, para depois se concentrar, enquanto falava, sendo que os seus olhos brilham em um tom dourado:

– Pokopen pokopen dare ga tsutsuita? Pokopen dare ga Tsutsuita? Pokopen pokopen… Pokopen pokopen dare ga tsutsuita? Pokopen pokopen dare ga tsutsuita? Pokopen pokopen dare ga tsutsuita? Pokopen pokopen …

Então, ele expele mais um ovo pela boca, enquanto que a cria, ao seu lado, falava de forma clemente:

– Piccolo-sama... Por favor, o senhor não pode...

– Toda a vez que uma cria do meu exército morrer, eu irei gerar outro.

Então, o ovo no chão começa a trincar e surge uma espécie de dragão com asas, que cresce rapidamente, até que abre os olhos e fala, respeitosamente:

– Piccolo-sama.

– Seu nome será Cymbal. Você é igual a ele. Vá até a floresta congelada de Hyart. Há uma base da Red Ribbon. Quero vê-la destruída. Vou enviar Furulta (flauta), Piaro (piano), Akodeon (acordeon) e Kiorine (violino) para ajudá-lo. Vocês cinco serão suficientes contra o exército da Red Ribbon.

– Sim, Piccolo-sama.

A criatura com asas se curva e parte para cumprir as ordens e após passar a ordem, mentalmente, para as suas crias, ele senta, novamente, no trono do rei mundial, sendo que se encontrava pensativo, tentando imaginar quem conseguiria derrotar uma de suas crias, apesar dele ter mandado matar todos os guerreiros conhecidos, para não correr o risco de alguém usar a técnica de selamento, mafuba, nele, novamente.

Tinha ciência que alguns escaparam, mas, era questão de tempo, pois, havia selecionado as melhores crias dele para caçarem os mestres de artes marciais e os seus discípulos, além de qualquer lutador que existisse no mundo.

Distante dali, em uma floresta, os dois jovens guerreiros, Kuririn e Tenshinhan, descansavam, sendo que o lutador careca ainda sentia a dor dos golpes.

Então, ele decide perguntar ao ex-discípulo de Tsuru:

– Você é incrível... Com certeza, é mais forte do que eu.

– Eu treinei por um ano na Red Ribbon e foi um treino insano, assim como o que eu tive com o meu ex-mestre...

– Esteve na Red Ribbon? – o guerreiro careca fica surpreso.

Tenshinhan encosta na árvore e fala perdido em lembranças amargas como o fel:

– Tao Pai Pai, otouto do nosso mestre, Tsuru, disse que havia uma oportunidade excelente no exército da Red Ribbon, pois, estavam contratando guerreiros para o programa Super Mercenários e eu acreditei nas palavras dele, que era visando uma melhoria em meu treinamento e um início de carreira excelente para o que eu pretendia ser, por ter admiração por Tao Pai Pai e...

Kuririn, estarrecido, o interrompe, enquanto arqueava o cenho:

– Peraí... Tao Pai Pai, o famoso assassino de aluguel, é o irmão mais novo de Tsuru? E se você tinha admiração por ele, isso quer dizer que...

– Isso mesmo. Eu desejava ser um assassino.

O humano fica pensativo e depois fala:

– Você disse “queria”... Então, não quer mais ser assassino e eu fico feliz com isso.

– Feliz? – ele arqueia o cenho.

– Sim... – o chikyuu-jin sorri para o jovem mittsumei-jin – As artes marciais iriam perder um grande guerreiro.

Tenshinhan fica surpreso, enquanto assimilava o que ele falava, sendo que nunca esperou tal elogio de um discípulo de Kame-sennin e como se lesse a mente dele, ele fala:

– Isso de vingança e rivalidade é entre os nossos dois mestres. Tudo bem que somos discípulos deles. Mas, não precisamos herdar essa rivalidade toda. Somos apenas jovens guerreiros que seguem escolas diferentes e ponto final.

O mittsumeijin sorri e fala:

– Excelente ponto de vista. Também concordo com você... Além disso, descobri da pior maneira o patife que era o meu sensei... Eu sabia que ele nunca sentiu carinho por eu e Chaouz, mas...

– Como assim, patife? – ele arqueia o cenho.

– Tao Pai Pai nos vendeu à Red Ribbon. – o humano fica chocado, enquanto que o alienígena sorria tristemente – Ele recebeu uma quantidade de dinheiro considerável, pois, meu sensei Tsuru-sama era conhecido no submundo do crime. Ele tinha uma fama considerável como assassino que era equiparada ao de Tao Pai Pai, sendo uma fama completamente diferente de Kame-sennin. Quando voltou para a casa de meu ex-sensei, ele dividiu o dinheiro e Tsuru-sennin agradeceu, sem se importar com o nosso destino.

Tenshinhan evitava que lágrimas de raiva e dor chegassem aos seus olhos, percebendo que o guerreiro careca estava revoltado, torcendo os punhos, para depois perguntar:

– Como descobriu tudo isso?

– Eu ouvi, escondido, eles conversando entre si, há alguns meses atrás, quando fui procurar o meu mestre, após fugir da Red Ribbon, pois, cogitei a hipótese que ele iria me ajudar em relação ao Chaouz... Então, eu acabei ouvindo a conversa entre eles, conforme me aproximava da casa que morava com o meu ex-mestre.

– Que horror! Ele é um canalha! Kame-sennin nunca venderia os seus discípulos! Ele pode ser pervertido e ter alguns defeitos, mas, nunca faria algo tão abominável assim! – nisso, ele fica pensativo e pergunta – Você citou Chaouz... Ele é seu amigo?

– Sim... Nos dois fomos vendidos. Mas, ele não é um guerreiro como eu, ele é um psíquico.

– E onde ele está? Morreu? – o discípulo de Kame-sennin pergunta em um misto de preocupação e tristeza.

– Eu não sei... Ele me ajudou a fugir e eu jurei a mim mesmo, que iria conseguir ajuda para salvá-lo. Pensei que nosso sensei nos ajudaria... Eu fui um tolo, né? – ele pergunta com um sorriso triste.

– Não foi um tolo, Tenshinhan! – o chikyuujin exclama, surpreendendo o mittsumeijin – É normal os discípulos acreditarem em seus senseis! É algo lógico, uma vez que eles nos treinaram e nos ensinaram artes marciais! Como não teríamos confiança neles? Você não foi um tolo e fez o que qualquer discípulo faria. Foi pedir ajuda ao seu mestre. Em sua situação, eu faria o mesmo... O seu amigo se chama Chaouz e está preso na Red Ribbon, não é?

Tenshinhan apenas consente com a cabeça, surpreso pela reação de Kuririn, notando o fervor em suas palavras, para alguém que ele não conhecia até algumas horas atrás e depois, para alguém que ele nunca conheceu.

– Você precisa de ajuda, né? Então, terá a minha ajuda! Vamos ficar mais fortes e iremos salvar o seu amigo. Pode contar comigo.

Ele fica estarrecido ao ver a determinação e seriedade das palavras do humano a sua frente.

Após alguns minutos, o uchyuujin se recupera e sorri, consentindo com a cabeça, para depois falar:

– Muito obrigado, Kuririn. Vamos ficar fortes, juntos.

Há centenas de quilômetros dali, na base secreta da Red Ribbon que ficava no subsolo, há um quilômetro da superfície, um sargento fornecia o relatório diário e matinal ao comandante Black:

– Perdemos os quarteis generais das regiões de Filia, Mochy, Hayawe e Pezse. Nossos suprimentos estão em sessenta por cento. Perdemos contato com a base do comandante Yellow, após relatos da aproximação de um dos Mazokus de Piccolo Daimaou. Conseguimos saquear cinquenta e sete por cento dos mantimentos das vilas mais próximas. Quanto ao mundo, acreditamos que setenta por cento dos humanos foram mortos, senhor.

– Ordene a execução dos escravos. Eles são desnecessários e precisamos economizar suprimentos. Todos deverão ser executados, assim como, todo o pessoal não necessário. Ordeno que matem aqueles que se oporem. Precisamos economizar os suprimentos. Escravos e pessoal não necessário não devem consumir os nossos recursos disponíveis. Faça testes e pegue todos os que forem saudáveis. Após executá-los, iremos convertê-los em comida.

O soldado fica estarrecido, pois, era canibalismo e apesar de fazer muitas atrocidades, comer outro ser humano ao convertê-lo em comida, era consideravelmente perturbador e ele acaba não se contendo e pergunta:

– Canibalismo, senhor?

– Situações extremas, requerem medidas extremas. Nossos suprimentos estão muito baixos e mesmo os matando, ainda teremos um déficit, considerável. Por isso, que os que não tiverem doenças, irão se converter em comida para suprir a base, uma vez que podemos retirar a água que necessitamos dos lençóis freáticos. Não há mais animais na região para caçar e os que criamos para fins de alimentação, não conseguem suprir a demanda e já saqueamos todas as vilas que não foram destruídas da região. A carne deles será misturada a dos animais para que ninguém saiba diferenciar e...

Então, ele para ao perceber que estava explicando o seu ato a um mísero soldado e frente a esta constatação, o comandante Black exclama irritado:

– Não importa o motivo, seu bastardo! Apenas, cumpra as ordens ou irei colocar o seu nome para ser executado e convertido em comida!

– Lamento senhor... Eu... eu... – ele fala gaguejando em decorrência do pavor que sentia.

– Vá cumprir as ordens, antes que eu mude de ideia sobre o seu destino!

– Sim, senhor!

Após bater continência, se curva e sai do local o mais rápido que conseguia, temendo que o comandante Black mudasse de opinião, enquanto que passava as ordens aos demais.

Distante dali, Suno e várias outras jovens, que eram todas ex-escravas de cientistas e soldados, estavam do lado de fora do Quartel General Principal Subterrâneo e eram conduzidos por Shuu, pois, somente após se afastarem, consideravelmente, iriam usar veículos especiais que não podiam ser rastreados.

Além disso, contavam com seis robôs criados pelo doutor ------- e pelos demais cientistas, sendo que havia outro, que era um robô- cientista, que recebeu todo o conhecimento de seu criador e dos demais cientistas, para que esse robô fosse capaz de consertar os outros, assim como provesse vários conhecimentos, usando a ciência e inclusive, a medicina, pois, possuí um imenso banco de dados, para que o grupo de ex-escravos sobrevivessem sozinhos, produzindo medicamentos, além de espécies de animais que estavam em cápsulas, assim como pequenos laboratórios para produção de medicamentos e insumos.

Shuu os guiava, sendo o único macho dentre elas, pois sabia de um lugar onde poderiam ficar a salvo, sendo que orava, mentalmente, para que Pilaf e Mai não estivessem no local.

Afinal, faria de tudo para salvar as mulheres, crianças e os futuros bebês que iriam nascer, além dos que já nasceram e se fosse necessário, enfrentaria Pilaf, com a ajuda dos robôs.

Afinal, os robôs somente obedeciam às ordens de Shuu e de Suno, embora estivessem programados para cuidar e proteger todos os demais do grupo. O doutor ---, juntamente com os outros cientistas, não criaram androides, pois, iria chamar a atenção dos demais cientistas.

Portanto, criar robôs, era a forma mais segura de garantir a sobrevivência deles, sendo que ninguém prestaria atenção neles, que ficavam mais no projeto de robôs e equipamentos, pois, a Red Ribbon estava mais focada em androides.

Portanto, o setor do doutor – e dos demais era um setor que não chamava a atenção e inclusive, foram eles que criaram os automóveis especiais, assim como os armamentos que deram ao grupo, para que se protegessem, além de suprimentos alimentícios, água, pequenos laboratórios, medicamentos, sementes e seres para criarem, uma vez que projetavam a fuga deles há meses.

Inclusive, o doutor ---, conseguiu fazer uma cópia dos dados de um dos projetos do doutor Gero, sem este perceber, referente ao robô, número dezesseis. Com o excelente desenvolvimento dos androides e a demanda da Red Riboon por eles que seriam melhores do que os robôs e juntamente com a oferta considerável de corpos para serem transformados em androides, o projeto do número dezesseis não foi guardado com o devido cuidado pelo doutor Gero e ele usou os dados desse robô, para incrementar o seu projeto de robô original, que era o número oito, conseguindo assim, aprimora-lo.

Dentre as jovens, havia muitas grávidas e outras com crianças de colo, sendo que todas tinham um veículo, assim como outra cápsula com vários suprimentos que os donos roubaram e que estavam encapsulados.

Quase todas que estavam ali, inclusive às grávidas, sendo que Suno era a mais jovem, sem ter nenhum bebê de colo, sendo poucas nessa situação, amavam os seus ex-donos que se apaixonaram por elas e que as mantiveram salvas dos demais.

Então, ao perceberem que medidas drásticas poderiam vir a ser tomadas, devido aos ataques de Piccolo Daimaou, eles decidiram salvá-las.

Suno sentia muito carinho pelo cientista que a salvou e ele confessou que ela era como uma filha que nunca teve e por isso, a jovem nunca sofreu nada e era poupada de ver o horror que os outros escravos passavam.

Quando começou o ataque de Piccolo, muitos soldados e escravos sobreviventes foram levados à base subterrânea e se converteram em mão de obra. Suno, inclusive, carregou peso e mexia com ferramentas. As gestantes eram obrigadas a trabalharem, pelos menos, em alguns serviços.

Porém, perante o advento de inúmeros robôs, assim como a diminuição dos estoques de alimentos, era inevitável o destino dos escravos, sendo que todos os donos delas haviam encontrado aqueles que sentiam algo pelas escravas e após confirmarem a participação de cada um deles para libertá-las, uma vez que eles desejavam, também, que elas vivessem em liberdade, assim como os filhos que tiveram com elas, conseguiram uma ajuda considerável para promover a fuga de quem amavam.

Então, o cientista que cuidava de Suno e que era o “líder” desse grupo, tratou de fabricar equipamentos, escondidos dos outros, além de robôs, sendo que teve a ajuda de vários cientistas, cujas esposas, embora não fossem reconhecidas por serem escravas, estavam no grupo, para depois se juntarem as esposas de soldados e inclusive, alguns deles possuíam uma patente elevada, conseguindo assim desviar insumos, tanto alimentícios, quanto medicamentosos.

Inclusive, também conseguiram obter animais que eram espécies de roedores, para serem criados a fim de se converterem em comida, sendo que ocupavam pouco espaço e comiam muito pouco, além de terem uma alta taxa de natalidade, que fora intensificada, graças a experimentos genéticos para aumentar a fertilidade deles e consequentemente, a demanda de carne, além de prover uma rápida substituição dos que foram mortos, para manter um nível condizente de oferta de carne.

Quando o general Blue descobriu o que acontecia, passou a ajuda-los, surpreendendo-os, ao usar a sua patente elevada e o medo que os soldados tinham dele, para disfarçar o que faziam em troca de Shuu fugir, junto das escravas, pois, adorava a raposinha e não iria permitir que fosse morto, sendo que a raposa surpreendeu a todos quando revelou que conhecia um local seguro.

Por causa disso, ele estava liderando e conduzindo o grupo de ex-escravas que estavam fugindo, sendo que todas choravam ao pensarem em que amavam e o destino deles, enquanto que ele usava um aparelho para se orientar no globo e que era impossível de ser rastreado, sendo que também estava triste ao pensar no destino do general Blue.

Claro, ele era cruel e perverso. Mas, sempre o protegeu dos outros e cuidou dele, assim como de seu bem estar.

Conforme os auxiliava na fuga, inclusive desabilitando os sistemas de segurança para permitir a passagem segura do grupo pelos corredores da Red Ribbon até a superfície, o general Blue não sentiu que traía a Red Ribbon, pois, era fiel ao falecido comandante Red e não ao Black, embora disfarçasse tal repúdio, assim como não concordava com algumas decisões do comandante, além de sempre ter achado estranho o relatório sobre a morte do comandante Red, que detinha a sua lealdade e obediência.

Porém, nunca foi louco ou estúpido de criticar os atos e ordens de Black e meramente, continuou realizando as suas funções, além de cumprir ordens.

Atualmente, juntamente com os outros, que se envolveram emocionalmente com seus escravos, sendo que ele adorava a raposa como mascote, haviam usado tudo o que podiam para disfarçar a fuga dos vários escravos e sabia que teria que ficar atento nos próximos dias, para atrapalhar qualquer busca que desejassem fazer pelos que fugiram e se fosse necessário, usaria os seus poderes psíquicos, sendo este o seu último recurso.

Afinal, a sua patente dava um status elevado ao mesmo que era equiparado aos outros generais e que somente perdia para o comandante Black e Doutor Gero, já que este era o braço direito de Black.

Longe dali, com muitas chorando de saudade de seus amados, Shuu fala:

– Tirem os veículos e me sigam. Não se esqueçam de ativar o botão do modo stealth.

Então, todas fazem isso e sobem em espécies de carros, para em seguida partirem, seguindo Shuu, sendo que ele verificava se todas elas haviam ativado o modo stealth de seus veículos, assim como, de bloqueio de energia, pois havia comunicação entre os bancos de dados dos automóveis.

Após se certificar, inclusive pela voz, todos fogem dali, sendo que as armas instaladas nas montanhas e que defendiam o quartel subterrâneo, não foram ativadas, graças ao modo stealth.

Dentro da base subterrânea da Red Ribbon, ocorrem explosões e perante as vibrações nas paredes, Black, que estava sentado, se segura em sua mesa e após alguns minutos, quando as explosões cessam, ele contata o supervisor de todas as alas do quartel general:

– Que explosões foram essas?! Piccolo chegou? Por que as armas não foram ativadas?

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Red Dragon Emperor.