O pior desejo
2 Descoberta
Notas iniciais

Planeta Freeza nº 56 — AGE 749
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Enquanto se dirigia até o seu esconderijo, falava para um Goku, desacordado:
– Você é a minha esperança, jovem saiyajin.
Então, após andarem dentre caminhos escavados entre rochedos escapados, o misterioso homem coberto por capuz, encontra seu refúgio e após entrar na caverna de uma parede escavada, deposita o saiyajin desacordado em uma espécie de cama, para depois pegar um pedaço de corda nos dedos, murmurando algo, fazendo o mesmo brilhar e em seguida, coloca em volta do pescoço de Goku.
Então, suspira cansado, após esticar o pescoço para os lados e encosta as suas costas na rocha e fecha os olhos, adormecendo, sendo que qualquer som ou ki próximo dali, o despertaria.
Na Terra, meses haviam se passado desde a partida de Goku e graças a Bulma ter escondido as duas Dragon balls em uma espécie de compartimento que impossibilitava sua localização, Pilaf não conseguiu reunir as sete, sendo que o fato de uma esfera estar no castelo em chamas de Gyumao, tornava a tarefa de pega-la extremamente difícil, senão impossível e para agravar, o imenso protetor do castelo e seus tesouros, era o principal responsável por impedi-lo de tentar qualquer avanço para pegar a esfera.
Como não havia rastreado duas esferas em seu radar arcaico, Pilaf não fez novas tentativas para pegar a esfera do castelo em chamas e jurou a si mesmo que a procuraria, quando as outras duas aparecessem no radar.
Alheia aos eventos que aconteciam com seu pai e castelo, Chichi estava caminhando a esmo em busca de Kame-sennin para apagar as chamas e frente a esta busca, em uma planície, olha para o céu, para depois murmurar:
– Já faz meses e não consegui achar nenhuma direção para encontrar Kame-sennin-sama... Mesmo assim, não vou desistir, pois, o meu pai conta comigo para achar o mestre dele.
Nisso, uma espécie de dinossauro com o dorso coberto de espinhos longos e da cor amarela a vê, enquanto bebia água em um riacho, sendo o mesmo que ela se aproximou para beber água e então a persegue, com a chikyuujin correndo e gritando:
– Alguém me ajude! Socorro!
Após alguns minutos de correria, decide usar a arma em seu capacete e com sucesso a lâmina corta o dinossauro de espinhos pontudos no dorso, voltando para o capacete dela, para depois usar uma espécie de feixe concentrado de luz para destruí-lo.
Porém, enquanto fazia isso, uma espécie de aerodactil azul que ela não viu, voa até a mesma e a captura pelas costas, fazendo-a gritar.
A terráquea começa a se debater, enquanto o mesmo voava cada vez mais alto, sendo que já percorrera vários quilômetros, até que fala:
– Você dará uma bela refeição... Carne de criança é excepcionalmente macia e igualmente tenra.
– Solte-me, seu monstro! Solta! Socorro! Alguém me ajuda!
– Detesto refeições estridentes! Cale-se! –exclama, irado.
– Não! Solte-me!
Após alguns minutos, não aguentando mais, pois, seus ouvidos latejavam, se preparou para solta-la, pois, ele preferia levá-la já morta, pois, as suas têmporas latejavam, além dos seus ouvidos.
Porém, antes de solta-la, outro aerodactil, só que maior e vermelho, bate nas costas deste com as patas, fazendo-o perder uma altura considerável por causa do golpe, até que o mesmo se recupera e ao avistar seu agressor, passa a fazer manobras evasivas, sendo que baixava de altitude cada vez mais e frente às viradas bruscas, a chikyuujin fica enjoada e desmaia.
Então, o agressor deste faz um voo excepcional, ao descer e subir como um projétil para atingir a sua presa lateralmente, abaixo de uma das asas do mesmo e nisso, sua asa é quebrada e ele perde altura, passando a cair vertiginosamente rumo ao chão.
Nisso, quando o vermelho se preparava para abocanhar o pescoço do azul que caia em queda livre, uma flecha de aço atravessa o crânio deste e depois, outras três seguem o mesmo caminho, matando-o antes de cair no solo, sendo que o azul lutava freneticamente para voar, frente a uma asa quebrada.
No desespero, a pata dele abre e Chichi cai em um lago de uma altura de quinze metros, enquanto que o seu agressor, caía de cabeça no chão na margem do lago.
Rapidamente, um jovem em roupas formais e elegantes, salta no lago, sobre o grito de outro homem de terno.
Saltou, pois, vira outra jovem como ele, caindo no lago e estava preocupado.
O garoto a pega e leva para a margem, sendo que algumas serventes já haviam chegado ao local, graças a uma ordem do mordomo deste.
– Douglas. Ela está respirando. Chamou o melhor médico da região?
– Sim, senhor Christopher. Ele estará aqui em breve. Mandei uma aerolimose busca-lo, rapidamente.
– Ótimo! Vamos leva-la para um quarto de hóspedes. Poderia pedir a senhora Megan para troca-la?
– A governanta? – ele se surpreende – Sim, senhor. Uma excelente escolha. Mas, agora, o senhor precisa tomar um banho e se trocar para não ficar doente. Já orientei aos serviçais e provavelmente já prepararam o banho do senhor.
Apesar de ter apenas treze anos, ele olha para a jovem desacordada, achando-a familiar, enquanto a considerava muito bela, ao ponto de ficar fascinado, sendo que a espécie de armadura só a deixava mais exótica ainda, pois lembrava a ele a lenda das amazonas e acreditava piamente, que era uma delas.
Então, acompanha a mesma sendo levada, até que se separam, pois, Chichi foi levada para o lado esquerdo e o caminho dele era a escadaria à direita, no final de um corredor suntuoso, sendo que o rosto dela não saia de seu coração.
Há centenas de milhares de anos luz da Terra, no planeta onde Goku pousou, o mesmo despertava um tanto desorientado, enquanto que o alienígena voltava com um animal estranho, para em seguida depositar o mesmo próximo da entrada da caverna.
Quando ele acorda, pega a sua nyoboi e depois, aponta o bastão para o ser a sua frente, pondo-se em posição de defesa.
O mesmo ignora o gesto dele e abaixa o capuz, para depois sentar, placidamente e falar:
– Não precisa apontar essa arma. Não sou um perigo para você. A menos que não me obedeça, claro.
– Como assim? – ele está confuso e mantém a sua posição.
Vê o ser a sua frente suspirar cansado e em seguida, falar, olhando-o atentamente nos olhos:
– Tenho meios para fazê-lo obedecê-lo, porém, devo admitir que você não precisa de algo assim. Creio que irá fazer por si só, para vingar a sua raça.
– Minha raça? Como assim? – abaixa um pouco o bastão, enquanto exibia a face confusa.
O alienígena fica surpreso, pois, não esperava ver tamanho aturdimento no rosto do jovem, assim como o genuíno olhar confuso e fica surpreso, tentando imaginar como um saiyajin não pode saber sobre a sua raça.
Porém, pondera que o fato dele não ter uma coleira de controle, indicava que não era um fugitivo ou algo assim dos campos de mineração, onde alguns saiyajins foram confinados para trabalhar na extração de um minério raro.
Ele massageia a nuca e depois, pergunta:
– Meu nome é Katatsu. Sou filho de um super namekujin que fugiu de Namekusei, antes que a catástrofe natural atingisse proporções caóticas. E você, é um saiyajin.
– Saiyajin?
Goku fica pensativo, pois, não entendia o que era um saiyajin e ademais, não conseguia se lembrar do seu nome e fica desesperado, até que olha para Pikoli, que percebera a apreensão dele e arqueia um cenho, quando o jovem pergunta:
– Sabe qual é o meu nome? Não consigo me lembrar.
Após a surpresa, fica pensativo e se recorda da espécie de papel que viu, antes de despachar a nave com uma ossada que conseguiu, juntamente com uma bomba de timer e então, se recorda e fala:
– Eu vi um nome e é de saiyajin, pelo visto. O nome que vi foi Kakarotto.
– Kakarotto? – ele pergunta para si mesmo e depois se recorda de alguns flashes de um casal falando com ele e um deles falara esse nome.
Katatsu olha para o bastão na mão dele, que havia abandonado a postura defensiva, enquanto o jovem ficava compenetrado nas recordações fugazes, tentando extrair algo mais delas.
– Notei que esse bastão não é um simples objeto. É mágico, por assim dizer, na melhor das hipóteses. Aonde o conseguiu?
Goku olha para o bastão e dá de ombros, enquanto fala:
– Não sei... Não consigo me lembrar. Apenas lembro-me de uma área com florestas de troncos nodosos e copas densas.
– Posso olhar? – ele pergunta, estendendo a mão.
Goku fica hesitante e segura ainda mais fortemente o bastão, enquanto fala:
– Sinto muito carinho por esse objeto e tipo, há algo sobre ele, talvez, sobre o modo que o adquiri. Porém, tudo está confuso para mim. Não consigo me recordar. Apenas sinto.
– Espero poder pegá-la, algum dia, nem que seja por alguns minutos para saber o que ela é realmente. – ele fala, pois, entendia a possessividade dele com o objeto.
Afinal, também era assim em relação ao seu colar.
– Você me falou que sou um saiyajin. Como pode saber disso?
– Bem, a sua aparente resistência e força, mas, o que chama a atenção de imediato é a cauda felpuda e marrom, sendo que as cores da cauda do saiyajiin, assim como pelagem quando ele se transforma, é predominantemente castanho claro ou escuro. Além disso, os olhos e cabelos são negros, sendo que podem ser castanhos escuros.
– O que é um saiyajin?
– É uma raça cuja genética é voltada para as batalhas. Possuem uma longa longevidade e inclusive, sua infância é prolongada, pois, envelhecem lentamente, embora ocorra o processo em um ano da transição da fase filhote para adulta, como eles se referem. Seu poder não tem limites, ao contrário da maioria esmagadora das raças, senão, todas, que possuem limite de poder. Cada vez que se recuperam de ferimentos mortais, seu poder aumenta. Conseguem copiar uma técnica apenas olhando para ela. São resistentes. Além disso, nas noites de lua cheia, vocês se transformam em oozarus, multiplicando seu poder por dez.
– Oozaru? Lua cheia? – ele o olha aturdido, enquanto que sente uma tristeza desconhecida a ele, que surge no fundo de seu coração.
Porém, não consegue entender o motivo e o namekuseijin percebe a sombra de uma tristeza considerável atrás dos orbes ônix, que depois some e após alguns minutos, ele ergue seus olhos expectantes e pergunta:
– É verdade tudo o que disse sobre a minha raça? E que de fato, sou mesmo um saiyajin?
– Não resta qualquer dúvida. Você pertence a uma raça cuja genética foi forjada para as lutas. Inclusive, quando você luta, acredito que se sente muito feliz, pois, é algo inerente aos saiyajins, assim como a busca por adversários poderosos. Eles possuem um prazer imenso pelas lutas, principalmente se o adversário for poderoso, sendo maior do que o prazer da destruição. Afinal, a paixão pela batalha é exacerbadamente intensa. Além disso, suspeito que você é alguém muito esforçado. O que é bom, pois, já vou avisando que sou um mestre exigente.
– Mestre? Como assim?
– Vou treina-lo e assim, poderá me vingar e a sua raça. Claro que não deveria ajudar um saiyajin. Mas, contra Freeza, você é a minha única esperança, já que não limites para o seu poder. Com o meu treinamento, farei você despertar seus poderes e o tornarei um guerreiro capaz de derrota-lo, custe o que custar. É como uma frase que ouvi em algum lugar: “Inimigo do meu inimigo é meu amigo”.
– Treinar? Eu adoraria!
Ele fica animado, pois, aquela palavra o deixava extasiado de felicidade, sendo que alguns flashes queriam surgir em sua mente, mas, não conseguiam surgir por completo e a imagem estava muito difusa, para ele poder reconhecer algo.
Esse olhar não passou despercebido para Katatsu, que pergunta:
– Você ficou triste, de repente, sendo que antes havia ficado pensativo, após um intenso entusiasmo. O que aconteceu?
– Não sei... – ele dá de ombros – Mas, quando ouvi a palavra treino, algumas lembranças surgiram, só que borradas e consideravelmente difusas, assim como um sentimento de saudade, juntamente com o de tristeza.
– Talvez, alguma pancada ou algo assim, tenha afetado a sua memória. – o namekseijin fica pensativo – acredito que com o tempo, as memórias podem retornar ou não. Porém, só o tempo dirá isso.
– Pode ser...
– Bem, você deve estar fome. Os saiyajins tem um apetite imenso, pelo que ouvi dizer. Por sorte, há muita oferta de comida por aqui, pois, os soldados de Freeza comem na base deles e não sentem vontade de caçar as criaturas que habitam esse planetoide.
– Comida?
Nisso, a boca dele fica salivando de maneira indecente, algo que consternou o namekuseijin, que viu o saiyajin correr avidamente em direção à comida, que estava do lado de fora, começando a devorar com voracidade de forma primitiva e selvagem, usando as mãos e dentes.
Frente a toda essa selvageria e fome, ele comenta consigo mesmo:
“Preciso rever os meus conceitos... Em relação à comida, eles são como animais selvagens. Passo mal só de olhar.”
Então, pega um recipiente com água e sorve o líquido, sendo que Kakarotto ergue e cabeça com a boca coberta de sangue e pergunta:
– Quer um pouco?
– Não. Eu só preciso de água.
– Estranho...
Nisso, dá de ombros e torna a devorar a comida, sobre o olhar de censura do namekuseijin, que pensa:
“Sem modos e sem educação. É no mínimo um animal glutão.”
Nesse momento, ele começara a se preocupar se os animais existentes seriam suficientes para a fome absurda dele e o que faria para conseguir mais comida para um saiyajin extremamente esfomeado, caso os animais acabassem, antes do treinamento dele terminar.
Ele olha para o colar de pedras Hyuri que ele usava e depois, para o seu.
“Ainda bem que essas pedras Hyuri podem ser usadas para encobrir o ki. Mas, me preocupo com a capacidade delas e o limite que possuem. Se de fato, minhas suspeitas se concretizarem, teremos que mudar de planeta. Se o poder dele despontar demais, chamará a atenção dos soldados e não quero que aquele desgraçado do Freeza desconfie. É incrível o fato de que, se ele não chegasse hoje, eu faria a loucura de tentar enfrentar todos os soldados, sabendo que teria que enfrentar a Ginyuu Tokusentai, antes de chegar até ao bastardo que matou a minha família.”
Então, após alguns minutos, Goku devora em tempo recorde a comida, sobre o olhar de aturdimento do namekuseijin, que somente viu ossadas e nada mais, sendo que alguns ossos foram roídos, quando ele arrancou a carne.
– Pegue aquele balde com água e jogue sobre esse sangue. Ele irá desembocar em um pequeno riacho, que será levado para a planície. Assim, irá atrair feras e irá facilitar a caçada.
– Tá.
O saiyajin faz o que ele pedira e depois, entra no local e percebe que o namekuseijin ficou pensativo ao olhar para frente e ele confessava que estava curioso sobre a raça dele.
Portanto, senta em uma pedra em frente a ele e pergunta:
– O que é um super namekuseijin? E aqui é o seu planeta?
Após alguns minutos, o namekuseijin massageia seu pescoço e fala, olhando o saiyajin curioso a sua frente:
– Não. Aqui não é Namekusei. Aliais, nunca pisei nesse planeta.
– Como assim? Então, como...
– Lhe devo uma pequena história. Inclusive, você merece ouvi-la, pois, o seu treinamento demorará anos até conseguir o nível de poder que almejo para você, porque sei que é perfeitamente capaz disso. Você então entenderá meu ódio por Freeza e como vim parar nesse planeta, que é o planeta Freeza número cinquenta e seis.
Nisso, perder-se em reminiscências, enquanto conta sobre o que sabia, graças à união de mente e corpo.
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