O pior desejo
28 A chegada de Raditz
Notas iniciais

A mulher senta na frente de Sayuuki e pergunta, seriamente:
— Tem mesmo certeza, de que quer fazer parte do nosso grupo? Como sabe, somos caçados, implacavelmente, pela Red Ribbon, através dos androides deles.
— Sim – ela disse determinada – Eu estou cansada de ver as perversidades da Red Ribon, com a maioria esmagadora do povo achando que é normal, sendo que muitos concordam com os atos hediondos e igualmente perversos deles.
— Muitos concordam, porque temem a Red Ribbon e não podemos condená-los, pois, eles foram espertos ao fazerem tais leis, inibindo assim qualquer tentativa de apoia popular para a nossa causa. Afinal, muitos têm família e não querem que os seus entes queridos sofram. Nessa era das trevas que vivemos, cada um procura proteger o que lhe é querido da melhor forma que puder.
Ela fala com um sorriso triste, pois, sabia que esse era o motivo de não o ajudarem, sendo que não os condenava. A pouca ajuda que tinham, vinham de solteiros e daqueles que não tinham mais família. Além disso, ela, de certa forma, protegia a sua família, ao ocultar quem era. Somente Tenshinhan e Kuririn sabiam qual era o seu nome, sendo que ela nunca revelou o seu sobrenome para eles.
— Vai me dizer que todos são assim? – ela pergunta descrente.
— Não. Muitos idolatram de forma doentia a Red Ribbon e compactuam, com prazer com os atos deles. São pessoas cruéis e muitas vezes sádicas, que conseguem praticar atos perversos, que normalmente não conseguiriam fazer. Nesse caso, nos escravos, que não tem nem mesmo uma ínfima proteção. É como diz aquele ditado “O poder não corrompe, pois, ele apenas mostra a verdadeira natureza da pessoa”. Eles tinham a maldade dentro de si. O poder apenas o trouxe para a tona. Eu não acredito que o poder corrompa. O que ele faz, é tirar qualquer “máscara” que a pessoa tenha, revelando o que ela é, na verdade. Se o poder corrompesse, não haveria pessoas poderosas que são boas.
Sayuuki fica pensativa, ao se recordar das várias leis da Red Ribbon e as punições, para depois suspirar, sendo que Tights fala, seriamente:
— Isso de impor a escravidão a toda a família por uma pessoa ter se levantado contra eles ou por ter nos apoiado, inibe muito as pessoas, sendo que todos os bens são confiscados, quando a família é convertida em escrava. Esse é o grande empecilho que possuímos. Se bem, que em contrapartida, isso acaba nos dando soldados que não podem ser comprados. – ela termina de falar com um sorriso no rosto.
— Como assim?
— Os nossos soldados eram escravos que salvamos, sendo que também conseguimos salvar a família deles da escravidão. Eles nos ajudam como podem ao mesmo tempo em que cuidamos da família deles. Essa base é imensa e há centenas famílias. Nós também invadimos leilões de escravos e resgatamos todos.
— Não há o perigo de haver um espião da Red Ribbon no meio deles?
— Nós temos meios de detectar isso. Eliminamos, sumariamente, os espiões. É assim que garantimos a inexistência de traidores no nosso grupo. Afinal, há muitas famílias que vivem conosco, escondidas, sendo que cada um, ajuda como pôde. – ela oculta o fato que podia ler a mente, assim como Tenshinhan e Kuririn.
— A senhora me contou muitas coisas... Então, posso fazer parte do seu grupo? Eu não tenho família.
Tights se levanta e estende a mão, falando com um sorriso:
— Bem vinda à família.
Então, após se cumprimentarem, elas saem da sala, sendo que os soldados prestavam continência por onde Tights passava, enquanto que Sayuuki via um soldado guardando uma pílula roxa no bolso.
— O que é aquela pílula?
— Um veneno potente. Mata em alguns segundos.
— Nossa...
— Eles sabem o que acontece se a Red Ribbon pegar um de nós. Irão torturar até a morte, sendo que irão usar medicamentos e drogas para manter a pessoa viva o maior tempo possível. Há torturadores profissionais na Red Ribbon. Portanto, é melhor se matar, rapidamente. Senão puder pegar o comprido, basta se jogar de bruços, que a espécie de medalha do bolso vai furar a pílula, sendo que tem falhas na costura do bolso, para que o veneno chegue até a pele. Afinal, o veneno é tão forte, que em contato com a pele, também mata.
— E se eles pegarem a pessoa antes dele fazer isso?
— Se a conversa ficar muda, eu irei apertar um botão a distância, sendo que em cada um dos soldados há uma pequena bomba, do tamanho de um chip, instalada próxima do cérebro. O dispositivo irá explodir o cérebro, destruindo assim, automaticamente, os neurônios.
Sayuuki está estarrecida e Tights fala:
— Pode soar como cruel, mas, acredito que é uma morte piedosa, pois, se os pegarem, irão torturar até a morte, sendo que ouvimos relatos de pessoas que sobreviveram por sete dias em dor lacerante contínua, até que morreram. Os torturadores profissionais e igualmente sádicos da Red Ribon fazem apostas de quanto tempo as suas vítimas irão durar, como se fosse uma competição entre eles. É algo doentio.
— Bem, de fato, é algo mais piedoso... E se o androide se passar por ele, podendo copiar a voz?
— Há um código que eles têm que usar, quando retornam. Senão falarem o código, detonamos a bomba e há um programa que identifica a voz e nos avisa, se alguém tentar se passar pelo dono da voz. Claro que também há um dispositivo, que o soldado tem que apertar em um período de tempo, para que não exploda. É ativado sempre que ele vai para o campo de ataque e é avisado, discretamente, para apertar o botão. Todos são treinados para lidar com essa tecnologia. Eu procurei pensar em todas as falhas que podiam surgir.
— Os familiares sabem disso?
— Sim. E entendem que é o mais piedoso. Além disso, sabem que precisamos de ajuda e que há outros inocentes que precisam ser salvos, enquanto que tentamos encontrar um modo de destruir os androides. Sem os androides, conseguiríamos atacar a Red Ribbon.
— Imagino que eles não se importam de terem uma bomba no corpo.
— Não, após verem um vídeo de tortura da Red Ribbon, que passamos a todos, sendo que conseguimos roubar deles. Depois de assistirem o vídeo, consideram a pílula uma benção e a bomba também, caso não possam se matar. Além disso, muitos têm famílias aqui e querem protegê-los. Por isso, não podem ser torturados, sendo que também podem usar drogas, especiais, para fazerem a pessoa confessar, acabando por fazê-los condenar quem eles amam.
— Entendo... E quem aperta o botão?
— Eu aperto o botão. – ela fala com um sorriso triste – mesmo que saiba que os estou salvando, não deixa de ser um assassinato.
— Pense no fato que está salvando eles e nada mais.
— Eu procuro fazer isso. É esse pensamento que faz com que eu viva com essa decisão.
Então, após alguns minutos, sendo que Sayuuki viu espécies de beliches para quartos e salas com soldados, ela pergunta:
— Poderia implantar essa bomba em mim? Não quero que a Red Ribbon me capture, para usar a tecnologia que há dentro de mim, para aprimorar os androides.
Tights fica surpresa e fala, com um sorriso.
— Sim. Vou dar roupas, assim como a sua capsula de veneno e o dispositivo.
— Obrigada. Eu também quero pedir, que implante uma bomba poderosa no meu corpo.
Tights fica estarrecida e pergunta:
— Uma bomba?
— Sim. Uma bomba que não pode ser detectada e que eu possa detonar, pessoalmente. Ela também precisa ser potente. Quero usá-la e quem sabe, consigo leva vários androides junto comigo.
A Brief fica pensativa e fala:
— Posso criar uma bomba e implantar em você... Tem certeza de sua decisão? – ela está surpresa com a jovem a sua frente, que agia como uma verdadeira heroína, capaz de se sacrificar pelo próximo.
Sayuuki consente afirmativamente com a cabeça, sendo visível a determinação em seus olhos, ao mesmo tempo em que a Brief sorria tristemente, para depois falar, compreendendo o sacrifício dela de levar uma futura bomba potente em seu corpo.
— Então, vou criar essa bomba.
— Pode aproveitar e estudar a tecnologia que há em mim. Quem sabe, não possa ser convertida em uma ajuda adicional para vocês? – ela pergunta esperançosa.
Tights fica surpresa e pergunta:
— Posso mesmo fazer isso?
— Sim. Precisamos derrotar a Red Ribbon! Estou farta dos atos perversos deles.
— Então, farei isso. Quando for implantar a bomba, irei estudar a sua tecnologia.
Após alguns minutos, Sayuuki fala:
— É uma pena que apesar do meu poder, não posso lidar com dezenas de androides.
— Sim. É uma pena. A Red Ribbon ampliou o número de androides ao longo dos anos... Se bem, que você pode nos ajudar a escapar dos androides. Em nenhum momento deve derrotá-los. Apenas deve ganhar tempo. Procure não demonstrar todo o seu poder.
Sayuuki arqueia o cenho e após alguns minutos, cogita o motivo do pedido:
— É para evitar deles criarem androides mais poderosos, né?
— Isso mesmo. Queremos que eles mantenham o nível de poder dos androides. Eles não podem aumentar o poder deles. Há grupos de pessoas, que possuem um ki incrível e que estão treinando em um local particular e igualmente inacessível, para aumentar os seus poderes. – Tights fala com um sorriso ao pensar nos jovens garotos e garotas treinando, arduamente, sobre a tutela de Tenshinhan e Kuririn.
— Entendi. Eu vou fazer isso.
— Ótimo. Entre nessa sala, que irá ganhar o seu uniforme, armas e itens. Vou coloca-la em um esquadrão especial. Lembre-se, que não deve falar a ninguém que é uma bioandroíde.
— Tudo bem... – antes de entrar, Sayuuki pergunta, ao notar que em nenhum momento ela falou o seu nome – Qual o seu nome?
— Yume Yamakawa.
— Sayuuki Hanashiro. – ela fala com um sorriso, sem saber que o verdadeiro nome da mulher na sua frente era Tights Brief.
Quase dois anos depois, no universo, a nave de Raditz se prepara para pousar, conforme atravessava a atmosfera do planeta, conforme ordens de Vegeta.
A nave pousa e a porta abre, revelando o saiyajin que sai dela, flutuando até ficar em cima da cratera, sendo que percebe que era uma espécie de campo tomado por grama.
Antes de ligar o scouter, fica estarrecido quando aparece na frente dele dois humanos. A fêmea tinha cabelos loiros e o macho, cabelos negros, sendo que em ambos, os olhos eram azuis.
Então, fica confuso ao não detectar o poder de luta dos seres que estavam na sua frente, ao tentar analisar o nível de poder deles. Enquanto isso, ele percebe que surgiram mais humanos, sendo que alguns eram adultos em miniatura e lhe chamou a atenção, um de pele branca e com apenas um fio de cabelo, sendo que todos tinham uma estampa vermelha com dois R´s na cor branca.
Ao olha-lo, ele sente que seu corpo fica paralisado e enquanto tentava se libertar da estranha paralisia, os androides avançam nele, o socando, consecutivamente, fazendo o saiyajin ficar bem ferido, para depois a numero dezoito nocauteá-lo ao atingir o rosto dele violentamente.
Após Raditz cair no chão, o número dezessete o pega e o coloca em suas costas, partindo com ele, enquanto que os outros pegavam a nave dele e a levavam para o quartel da Red Ribbon.
Afinal, haviam detectado a entrada na atmosfera de uma nave e enviaram os seus melhores androides, sendo que desconheciam o fato de que a Resistência sabia da entrada da nave, graças ao fato de invadirem, regularmente, sem eles saberem, os computadores deles e inclusive, sabiam a quantidade de androides que mandariam, sendo que alguns eram bem conhecidos pelos rebeldes, devido aos vários encontros com eles, ao longo dos anos.
Enquanto estavam voando por um grupo de montanhas, várias bombas eletromagnéticas foram lançadas neles, sendo que essas bombas podiam confundir alguns circuitos deles, deixando-os desorientados por alguns minutos.
Enquanto lidavam com os conflitos em seus circuitos, pelo menos a maioria, Sayuuki pega o alienígena que estava nas costas do número dezessete.
Porém, enquanto se afastava, sente seu corpo ficar preso e olha para o culpado, identificando-o como Chaouz, sendo que soube através de Tenshinhan, quem ele era e o sacrifício do mesmo para salvar o seu melhor amigo.
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