Notas iniciais
Oi meninas!! Como estão?? Ms Lee está firme com seus comentários hehehe #adivinhandoosplanosdaautora O capítulo consegui escrever graças a minha amiga Louise Mas hoje ele vai para Nathalia >.< Espero superar suas expectativas ^^ OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃOOOOOO

Eu sentia um calor. Acordei em um sobressalto fazendo Dante se sentar assustado.

—O que houve? O que aconteceu? – Perguntou alarmado.

—Desculpe, eu acordei assustada – E olhei para ele, escondendo os seios com o braço – Eu dormi aqui... Desculpe, eu vou voltar para meu apartamento – Digo.

—Não precisa, pode dormir aqui – Diz Dante e me deitou de volta no sofá, mas me colocou no canto e ele ficou na borda.

Dante voltou a cobrir nossa nudez com o roupão, me virando de costas para ele, abraçando meus seios.

—Você tem um cheiro bom... – Murmurou Dante no meu ouvido.

—E você é quente – Digo e sinto-o sorrir.

E voltamos a adormecer.

***

Quando acordei Dante ainda tinha o braço envolta de mim, por isso não me mexi.

Dante suspirou e começou a se mexer, acordando.

—Clair? – Disse quando abriu os olhos.

—Bom dia – Disse sorrindo e me virei para ele.

Seu membro já dava sinais de estar acordado, homens e suas ereções matinais. Isso me fez sorrir, o beijei colocando uma perna em seu quadril, dando livre acesso a ele. Dante prensou meu corpo no dele, seu membro pulsava sobre mim, o calor voltou a nossos corpos. Ele se levantou e pegou outra camisinha, colocando-a enquanto andava e voltou a se deitar ao meu lado no sofá.

Dante prendeu minha perna sobre seu quadril e foi me preenchendo aos poucos, me fazendo revirar os olhos de êxtase.

—Olhe para mim, Clair – Pediu Dante e eu o fiz.

Seus movimentos aumentaram, seus olhos mudaram. Meu corpo estava colado junto ao dele em um frenesi constante, um desejo sem fim. Não importa o quanto transássemos.

Mais forte...

Mais forte...

Eu estava quase lá.

—Vamos Clair, goze comigo – Disse Dante mordendo meu pescoço.

Mais rápido...— Pedi sufocada de desejo.

Dante o fez, fazendo minhas costas arquear... Gemidos altos escaparam de meus lábios quando gozamos juntos.

***

—Já são dez horas, vamos levantar? – Sussurrei beijando seu peito.

—Tudo bem? – Perguntou Dante me ajudando a levantar e vesti o roupão – Alguém já comeu sua bunda, Clair?

Pisquei surpresa – Não...

—Ótimo... Então vou ser o primeiro. Quero ter você toda para mim... – Disse beijando meu pescoço, me fazendo rir.

Vesti minha roupa e marquei de encontrar Dante mais tarde.

Quando entrei no meu apartamento estava em êxtase, feliz, tinha sido um dos melhores sexos, depois do meu segundo... Terceiro namorado?! Não sei, mas foi bom.

O cheiro, as lembranças ainda estavam em minha pele, me fazendo ansiar por mais.

Decidi ligar para Julie para contar as novidades, ela ficaria tão empolgada quando eu.

—Clair – Disse Julie ao atender ao telefone.

—Novidades! – Anuncio animada.

—Você está grávida!

—Ahãm?! Não... Mas o quê?! – E suspirei – Eu dormi com Dante!

Tive que afastar o telefone do ouvido com o grito estridente de Julie, e continuei a andar pela sala, um péssimo hábito meu quando falo pelo telefone.

—Eu não estou acreditando! – Diz Julie – Não espera, estou sim! Eu vi algumas trocas de olhares entre vocês, sem contar que você é Clair Delacour e não deixa nenhum gostoso escapar!

—Puta coreana... – Digo rindo.

—Só na cama, meu amor – Diz Julie rindo – Mas me diga os detalhes sórdidos, querida. Vamos, me conte do inicio...

Por isso gostava da minha amiga, safada, desinibida e tão louca quanto eu. Comecei a contar tudo para ela. Julie era como meu diário ambulante, sabe de TUDO da minha vida. Eu também tenho um diário, no qual escrevo praticamente todos os dias, desde que tinha doze anos. Tenho todos guardados em um baú debaixo da minha cama agora.

—Ah! Eu falei com Alice que ele era grosso! – Disse Julie – Você deve ter visto antes, pela mão dele e pelo volume nas calças – Disse e rimos.

—Sim, eu notei. Você sabe que sempre noto o volume e as unhas dos homens – Digo.

—É verdade, tinha me esquecido do detalhe das unhas, mas amiga já pensou que louco seria se vocês transassem no corredor de vocês? – Disse Julie.

—Oh! Não de ideias! – Digo rindo.

—Agora já dei!

—Não pensei no corredor, mas nas escadas e no elevador, sim... – Esclareço.

—Vai ser perfeito amiga! Aproveita bastante e me conte tudo depois, okay? Agora tenho que desligar, tenho um encontro com meu chefe.

—Julie! Nós não conversamos sobre isso?

—Eu sei amore, mas como já tenho outro emprego garantido quero sair desse de um jeito exclusivo... Pegando meu chefe.

Isso me lembrava a fic Minha Querida Chefe...

Eu ri – Vai lá amiga, aproveita e me conta depois.

—Sempre! Beijos Safada!

E desligamos.

Decidi tomar um banho e por uma lingerie bem sexy para Dante.

Pergunto-me como seria daqui para frente.

***

Passar o fim de semana com Dante foi... Incrível. Não preciso comentar que estava radiante na segunda, não é?

Como antes nós descemos juntos para ir ao trabalho, mas desta vez aos beijos e apertões. O pessoal até comentou sobre meu humor, então procurei me concentrar no trabalho, mas infelizmente foi um dia péssimo, o sistema estava lento, conclusão? Clientes aborrecidos.

—Juro que pensei que o velhinho ia jogar o dinheiro em mim! – Comentou Alice enquanto saímos.

—Pior foi o gerente do setor primário, Richard, levou uns fora de uma mulher e acabou descontando na gente – Suspirou Suzi.

—E por causa disso, meu setor que costuma ser parado, acabaram me mandaram substituir o gerente de clientes especiais, me expliquem por que as pessoas ricas são tão grosseiras?

—Ah! Nem me diga! Sempre acabo me estressando – Diz Alice.

—Hoje não foi um bom dia – Comentou Suzi.

—Não... – Respondemos em uníssinio.

—Clair... Olha quem está vindo ali – Disse Alice animada.

Dante caminhava em nossa direção e sorriu quando notou que eu o observava, mexendo o cabelo.

Eu adoro quando ele faz isso, me lembro das vezes que estávamos na cama e ele mexia no cabelo para me olhar melhor...

—Oi... – Murmurou Dante me dando um breve beijo nos lábios.

—Oi – Respondi vermelha olhando para as meninas que controlavam o riso, exceto os olhares “Ah! Nem nos contou!”.

—Bem, nós vamos indo, até amanhã Clair... Dante – Disse Alice e deu o braço a Suzi, caminhando o mais rápido possível, nos deixando a sós.

—Vamos jantar? Ouvi vocês reclamando de longe – Comenta Dante.

—Vamos sim -Disse com um sorriso radiante.

Dante pegou minha mão e fomos até seu carro.

***

Depois daquela noite Dante passou as três semanas seguinte me buscando no trabalho. Sempre acabávamos saindo para algum lugar sozinhos ou com os amigos, mas a grande maioria era na cama.

—Jura que está tão bom assim, amiga? – Perguntou Julie surpresa um dia ao telefone.

Eu ri.

—Ah! Amiga! Eu estou tão feliz! Encantada na verdade – Comentou Julie.

—Eu também estou feliz, mas é aquela uma felicidade diferente... Daquela que só encontramos com outra pessoa – Digo.

Conversamos mais um pouco e desligamos.

Como era sábado e estava começando a anoitecer chamei Dante para ir ao Jóquei para assistir uma corrida e jantarmos, ele adorou a proposta e disse que logo estaria pronto.

Como estamos na primavera e o clima tem estado bastante fresco optei por um vestido mais curto, um verde alegre. Dante sempre dizia que verde era minha cor, principalmente por causa dos meus olhos. Fiz grandes ondulações no cabelo, uma boa maquiagem, pus um salto preto e escolhi um sobretudo bege para completar o look.

—Clair... – Suspirou Dante quando me viu e abriu um sorriso imenso – Você quer que eu mate quem olhar para você.

Eu ri – Quero que você olhe só para mim, querido – Digo piscando para ele e Dante captura meus lábios.

—Eu só tenho olhos para você Srta. Delacour, por isso você é minha namorada – Diz acariciando meu bumbum.

—Nossa! Que convencido! Deveria ter feito você correr atrás de mim! – Digo rindo e entramos no carro.

Dirigimos com as janelas abertas, algo surpreendente em Washington, a terra da garoa. A cidade começava a se iluminar com a chegada da noite, dando uma nova tonalidade para as flores que estavam se abrindo.

—Você sabia que quando eu era mais novo meu pai costumava me levar para ver as corridas? Às vezes nem apostávamos, só gostávamos de conversar e debater qual cavalo iria ganhar – Comenta Dante.

—Momento pai e filho... Essas lembranças ficam sempre guardadas em nossa memória, fico feliz em ter dado a ideia de irmos para lá – Digo.

—É verdade... Vai ser a primeira vez que vou ao Jóquei após a morte do meu pai, mas fico feliz de ir. Quero fazer o mesmo com meu filho – Diz Dante rindo olhando para mim.

Acompanho sua risada e desvio o olhar com o rosto queimando de vergonha.

***

Acabou que nenhum de nós dois apostou no cavalo vencedor, na verdade nós perdemos feio. Mesmo tendo perdido fomos jantar aos risos, minha atenção estava focada nele.

—Onde tirou a ideia de virmos aqui? – Perguntou Dante a certa altura do jantar.

Engoli meu pedaço de salmão – Minha mãe sempre foi uma mulher de outrora, que dizia que as mulheres deviam ser donas de casa, ela sempre me dizia que quando eu tivesse um namorado ou marido que eu propusesse programas que homens adoram.

—E quais eram estes programas?!

Eu ri – Minha mãe dizia que homens são como animais gostam de competir e se expor, ela dizia que eu devia propor programas como futebol, corridas, sair para beber... Para que o homem não ficasse enjoado de mim – Esclareço rindo.

—Mais o que ela dizia? – Pergunta Dante rindo.

— Ah... Dizia que o um marido nunca podia ver sua esposa desarrumada, a mulher devia ser sempre magra e cheirosa, se vestir impecavelmente para que me marido sentisse orgulho ao mostra a esposa aos outros... Como um pedaço de carne – Digo revirando os olhos.

—Nossa! – Disse Dante surpreso – Aposto que ela falava sobre essas coisas o tempo todo com você.

—Oh, sim! Quando eu era pequena costuma dizer “ Vai começar o falatório da Amélia...” – Digo rindo.

—Este era o nome de sua mãe? Amélia?

—Sim... Amélia e Charlie são os nomes dos meus pais – Esclareço.

—Cecília e Pedro eram os nomes dos meus – Diz Dante e nós acabamos ficando pensativos, lembrando de nossos pais mortos.

Dante pediu a conta e saímos de mãos dadas, mas de novo ele fez aquela mesma cara.

—Por que você tem feito tanta careta? Está se sentindo mal? Tem algo que o desagrada? – Pergunto e ele coloca o sobretudo em meus ombros.

—Na verdade é o olhar dos outros homens sobre você... – Diz Dante friamente e olha em meus olhos – Você não os nota, não é?

Eu fico surpresa com sua pergunta, com seu tom.

—Não... Nunca fui de reparar quem me olhava – Murmurei – Por favor, não vamos estragar nossas noites por causas desses homens sexualmente frustrados, esqueça isso – Peço tocando em seu rosto.

—Tudo bem... – Diz Dante, mas seu tom de voz continuou sombrio.

Dante dirigiu calmamente pelas ruas e pegou a rodovia que dava para o subúrbio de Washington, ao sul.

—Aonde vamos? – Pergunto curiosa.

—Quero te mostrar a casa onde morei com meus pais – Diz Dante e sorri, seu humor havia melhorado.

—Será um prazer – Digo sorrindo em resposta ao seu.

Dante parou em frente a uma casa branca pequena, com um jardim impecável e com a bandeira dos Estados Unidos. A casa era de apenas um andar, estreita, mas comprida.

—Vamos entrar? – Pergunta Dante.

—Você ainda tem a chave?

—Meu avô morou aqui por alguns anos também, são tantas lembranças que não consigo me desfazer da casa – Esclarece.

—Então é você quem cuida da casa? Inclusive do jardim? – Pergunto sorrindo.

—É... Tenho que admitir – Responde Dante rindo.

A casa era simples, um pouco antiga, mas tudo estava limpo, alguns móveis estavam cobertos por um pano branco, outros pareciam terem sidos usados há pouco tempo.

—Às vezes eu venho aqui para relaxar – Explica Dante – Quer chá? É a única coisa que posso te oferecer aqui – Diz rindo.

—Chá está perfeito, se importa se eu andar pela casa?

—Fique a vontade – Diz Dante colocando água na chaleira.

Fui caminhando até o quintal dos fundos, há um balanço de ferro desgastado no gramado e uma árvore com pedaços de madeira pregados nela para escalar... Eu podia imaginar Dante quando pequeno brincando aqui.

Segui até o corredor e voltei a entrada da casa, sentando na escada em frente a casa, aproveitando o luar.

—Você me lembra a Cecília...

Virei-me no susto e vi uma senhora apoiada na cerca.

—Perdão? O que disse? – Pergunto encarando a mulher.

—Que você me lembra Cecília... O mesmo rosto bondoso – Diz suspirando, ela parecia estar se lembrando de algo.

—Ah! Sim... A mãe de Dante, então a senhora a conheceu – Digo.

—Menina eu morei aqui minha vida toda... Vi a primeira geração dos De La Torre vir morar aqui, depois Cecília e Pedro, vi o menino Dante nascer e crescer... – Comentou distraída depois eu expressão se tornou urgente – Você é a namorada do menino Dante? – Perguntou com a voz estranha.

—Sim... Por quê?

—Você... – Ela começou a dizer, mas foi interrompida por Dante.

—Sra.Rey... Quanto tempo – Diz Dante olhando diretamente nos olhos da senhora.

—Você está igualzinho ao seu pai... – Comentou a senhora com repugnância.

Eu olhei a cena sem entender nada, ela não parecia ser uma senhora que tivesse mais em sua melhor condição mental, mas não havia motivo para Dante a trata-la com tanta falsatez.

—Você vai ter o mesmo destino que Cecília – Disse a senhora olhando diretamente para mim e eu fiquei boquiaberta.

Quando ia falar algo ela saiu apressadamente.

—Dante... O que houve? – Pergunto pegando a xícara de chá.

—Não dê importância... Desde quando eu era pequeno ela é assim, pode perguntar para o pessoal da vizinhança, ela já rogou praga para todo mundo – E rir.

—Nossa... – Digo surpresa.

Assim que terminamos de tomar chá voltamos para o apartamento, Dante dormiu no meu apartamento, abraçado junto a mim.

Notas finais
Adoro quando vocês colocam o que acham que vai acontecer na fic ^^ Por favor, continuem!! Hasta ninãs!