Notas iniciais
Desculpem a demora.... Estava com um bloqueio demoníaco só pode... :P LEIAM AS NOTAS FINAIS!!! Consegui escrever este capítulo a devota do Dante, Isabelle Lima e graças a Lana Del Rey... #músicasperfeitas CAPÍTULO PESADO!!! Pessoas sensíveis não leiam!! LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!

Eu estava com muita fome.

Dante me deixou trancada o dia inteiro.

Depois de algumas horas a droga perdeu o efeito como Dante havia dito. Não sei que droga que ele me deu, mas eu não consegui andar e meu corpo ficou dando espasmos... Definitivamente foi uma forte.

Ele havia me trancado no que era para ser nosso quarto, na casa que construímos. Quando consegui me levantar tentei arrombar a porta, mas não consegui, ela era de madeira maciça, crua... Só consegui ficar com o ombro e o pé doendo mesmo.

Gritei chamando por Dante, o xingando, mas nada... Depois de um tempo eu tinha certeza que ele não estava em casa. No banheiro não havia janelas, as janelas do quarto estavam todas trancadas, mesmo assim era uma altura de vinte metros da minha janela até o chão, com certeza eu quebraria uma perna tentando pular.

Depois de todas essas minhas tentativas me arrependi amargamente por todo esse meu esforço, começou a me dar fome e Dante não aparecia para me libertar ou trazer algo para comer. Comecei a ficar apavorada, e se ele me deixasse dias aqui?!

Revirei o quarto todo atrás de algum celular, um grampo para abri a porta, coloquei o ouvido no chão e na porta para ver se conseguia ouvir alguma voz, novamente nada.

O céu estava muito nublado, ameaçava a nevar a qualquer momento. Quando percebi que não havia mais nada a ser feito liguei o aquecedor e me deitei para dormir, o jeito era esperar.

Dormi o que me pareceu um longo tempo, mas também fiquei acordada pelo que me pareceu um longo tempo. Não havia nada para se fazer, ouvir ou ler naquele quarto, isso só me fazia repassar constantemente tudo que havia se passado e eu estava ficando louca com isso.

Não vou negar que pensei que tudo o que aconteceu era minha culpa, por onde eu errei para merecer tudo aquilo... Mas sabem? Nada disso era minha culpa, eu deveria parar de tentar me culpar pelas coisas ruins que me acontecem, desta vez a culpa era de algo externo, de Dante De La Torre.

Eu sabia que ele não me libertaria hoje e eu tinha que escolher a forma que lidaria com isso...

1-Eu poderia ignora-lo, não deixar que ele me tocasse, não falar ou olhar para ele;

2-Poderia falar com ele, tentar que ele visse que tudo aquilo era errado, que me soltasse, aconselharia a procurar por ajuda e que eu estaria do lado para isso;

3-Ou... (e essa minha opção favorita) eu poderia xinga-lo por tudo que me fez, por ter me drogado, matado minha cachorro e meu amigo na minha frente, poderia tacar tudo neste quarto nele e mesmo não tendo chance, bater nele quantas vezes eu conseguisse.

Eu tenho 1,68 de altura, peso 63 kg. Dante tem dois metros de altura, sei lá seu peso... Ele me carregava! Eu nunca teria chance contra ele.

Meu estômago roncou novamente e eu engoli a saliva que ainda me restava. O céu havia escurecido anunciando a noite fria que me aguardava.

O som da porta se abrindo me alertou, acendi o abaju e meu coração começou a bater descompensado sobre meu peito assim que vi Dante.

A primeira coisa que senti quando ele entrou foi o cheiro de comida, em suas mãos havia algumas sacolas do meu restaurante italiano favorito. Eu estava com fome, meu orgulho pouco me importava agora.

–Sente-se aqui para comer – Disse Dante se sentando em uma das poltronas do quarto.

Eu me levantei com cuidado e me sentei na poltrona ao seu lado, meu olhar não escapava de nenhum movimento seu, mas ele não me olhava nos olhos, algo deveria estar lhe incomodando.

Ele me entregou apenas um garfo de plástico e se virou para mim para me observar comer. Depois de comer três tipos diferentes de massas e beber uma latinha de refrigerante eu estava saciada, o silêncio se tornou assustador.

–Desculpe por ter te deixado aqui... Eu esqueci que não havia nada para você comer... – Desculpou-se, eu podia sentir seu alivio quando ele disse aquilo.

Continuei em silêncio.

Dante recolheu todas as bolsas e saiu do quarto, mas não trancou a porta. Tive a terrível impressão que ele queria que eu o seguisse, então eu o fiz.

Passei pelos corredores da casa em choque, tudo, simplesmente tudo decorado e mobilhado. Havias alguns moveis meus também... Ele trouxe coisas da minha casa para cá!

Eu me abracei e continuei a olhar tudo a minha volta, eu tinha que admitir estava tudo lindo, tão claro e alegre!

–Contratei um decorador... – Disse Dante encostado em uma parede observando-me – Eu dei para ele aquelas suas revistas, disse o que você queria e ele fez. Gostou? – Murmurou suavemente.

Eu não respondi e continuei a andar pela casa, passei pela sala, pela cozinha, onde seria minha sala privada e também minha biblioteca, meus livros também estavam ali e todos os outros que eu anotei que queria comprar.

Ele comprou e fez tudo que eu queria... Para me manter presa aqui.

Dante não me seguiu, quando voltei à sala ele estava encostado na mesma parede observando-me. Nós estamos com menos de dois metros de distância em silêncio.

–Você não tem nada para me dizer? – Perguntou Dante um pouco irritado.

–Não seria você que teria que me dizer algo? – Recrutei grosseiramente.

Dante deu um soco na parede que estremeceu tudo, eu andei para trás até esbarrar em uma escultura, quando olhei para frente novamente Dante estava na minha frente como um demônio.

Foi rápido demais, eu lhe dei um soco mesmo assim ele se recuperou e me jogou contra a parede, eu desequilibrei batendo na escultura e caí no chão. Dante pegou meu cabelo e me levantou com um puxão só, eu gritei de dor, mas isso não pareceu atingi-lo.

–Abra os olhos Clair! – Disse Dante.

Forcei meus olhos a abrirem, mas Dante estava embaçado por causa das lágrimas. Eu ia começar a chorar, mas ele apertou mais ainda meu cabelo para que eu parasse, minhas unhas cravaram mais ainda em suas mãos para que ele me soltasse, mas ele não o fez.

–Clair... Se você tentar algo contra mim novamente eu vou me vingar, será olho por olho, querida – Disse Dante e encostou um canivete no meu olho.

Eu fiquei paralisada. Ele estava com um canivete na mão este tempo todo?

–Entendeu agora?

Mas eu não respondi, tentei soltar a mão dele do meu cabelo.

–RESPONDA! – Gritou furioso.

–S-sim... – Respondi engolindo o choro.

Seu olhar era cruel, não havia remoço ou pena. Percebi naquele momento que se eu o machucasse ele faria o mesmo comigo.

Procurei ficar mais calma, não chorar. Nada iria me acontecer se eu reagisse. Deixei minhas mãos caírem e apenas o olhei. Depois de um tempo Dante pareceu relaxar, soltando meu cabelo e guardando o canivete.

–Você não tem nada para me dizer? – Repetiu e eu o olhei apavorada. Eu não sabia o que dizer.

Dante balançou a cabeça com reprovação e pegou meu pulso me levando de volta a sala, me jogando no chão, mas eu me segurei no sofá, não iria cair.

–De joelhos! – Ordenou, mas eu não o fiz, o ódio me consumia por dentro – Vamos tentar novamente... DE JOELHOS! – Me pegando pelo cabelo novamente, me pondo ajoelhada.

Dante pegou meu cabelo me fazendo olhar para cima.

–Agora diga: Desculpe amor por tê-lo traído. E seja sincera, querida.

Dante não me esperou dizer, me dando um tapa tão forte no rosto que me jogou para o lado. Eu comecei a arfar de dor e chorar.

–DIGA! – Gritou novamente. Ele ia me bater novamente, então fiz o que ele mandou.

Voltei a me ajoelhar e comecei a falar.

–Desculpe... – Dizia, mas ele me interrompeu.

–Olhe nos meus olhos! – E eu o fiz – Agora sim, pode dizer.

–Desculpe amor por tê-lo traído – Murmurei sufocada, não conseguia parar de tremer.

Dante de ajoelhou de frente para mim e segurou meu rosto. O lado que ele bateu ardia com o contato de sua mão quente.

–Viu querida? Não foi difícil, está vendo? – Murmurou sorrindo.

Dante ficou um bom tempo assim, olhando para mim com um leve sorriso nos lábios, mas que nunca chegavam aos seus olhos. Limpando cada lágrima minha que caia.

–Acho que você já percebeu que será bom para você me obedecer, não é? Seja uma boa noiva e me agrade querida, é só o que você tem que fazer – Disse Dante e me levantou, pegou minha mão e me levou até a cozinha.

Dante colocou um pouco de gelo em meu rosto e ficou ajeitando meu cabelo.

–Quero que você sempre me olhe nos olhos, como sempre fez, está entendendo Clair? – Disse Dante e eu assenti, erguendo meu rosto para olha-lo. Assim que o fiz ele me deu um leve beijo nos lábios – Isso não é bom? Voltamos a ser como antes, querida... Eu senti sua falta – Murmurou rouco de desejo.

Ele continuou dando beijos em todo meu rosto e pescoço, sentindo meu cheiro, dando-me leves chupões e mordidas. Dizendo a todo instante palavras apaixonadas, como um verdadeiro amante. Eu senti sua pele ficar arrepiada, seus beijos ficarem tensos. Ele me queria, me desejava mais do que tudo.

–Continue boazinha que você vai fazer tudo que quiser Clair... Não quero lhe deixar trancada o dia inteiro, quero que você aja como uma mulher normal, querida – Disse Dante inspirando meu pescoço e voltou a olhar para mim – Você deveria me agradecer por ser tão paciente e não lhe bater a cada coisa que você faz errada.

Não precisei dizer nada, ele viu a acusação nos meus olhos.

–Aquilo não é bater! – Disse freneticamente – É como um pai educando o filho, algumas palmadas fazem bem.

Eu iria debater com ele, mas fiquei calada.

–Ah! Muito bem querida, você tem que aprender obedecer a seu marido – Disse e circulou minha cintura com os braços, me puxando para si – Falando nisso acho que semana que vêm já podemos ir resolver isso... Casar-nos judicialmente é mais rápido, não precisamos dar uma festa nem nada disso... Bem, há não ser que você queria! – Disse rapidamente no final, preocupado com minha resposta.

Forcei-me a dizer algo – Eu não quero... – Murmurei.

No fundo Dante sabia ao que eu estava me referindo, mas preferiu interpretar que eu estava me referindo à festa.

–Está vendo! Nós dois concordamos com isso! Agora venha! Eu achei sua aliança – Disse e me puxou até o andar de cima.

Nós voltamos ao quarto principal e Dante me colocou sentada na cama. Ele pegou a caixinha de veludo negro e colocou novamente o anel em meu dedo.

–Eu não errei ao escolher essa aliança... Ela é realmente feita para você. Não concorda querida? – Murmurou.

–S-sim... É perfeita para mim – Disse olhando em seus olhos.

Dante sorriu e começou a me beijar profundamente, sua língua dominava a minha. Ele me deitou no colchão e aprofundou mais ainda o beijo, suas mãos viajaram por todo meu corpo, me apertando, me sentindo em cada detalhe.

Dante começou a gemer dentro de minha boca e se afastou respirando com dificuldade, ele abriu minha blusa e tirou meu sutiã. Dante apertou fortemente meus seios, gemendo alto, abriu a boca imensamente e começou a sugar furiosamente todo meu mamilo, como se sua vida dependesse disso. Ele adorava fazer isso, sentia prazer em ter meu corpo, eu havia amado isso.

Por mais que eu não quisesse meu corpo se arrepiou sozinho. Entre controlar minhas reações eu me sentia culpada por reagir a ele.

Isso me lembrou dos casos de vitimas de estupros que gozavam durante o ato. A humilhação por ter feito isso e o prazer do agressor ao ver que seu corpo reagiu ao seu. “É uma reação biológica, seu corpo é programado para isso” sempre diziam os psicólogos e médicos. Mas eu me negava que fosse assim.

Dante continuava a sugar muito forte meus mamilos, a ponto de deixa-los vermelho-sangue. Eu cravei as unhas nos lençóis e procurei pensar em tudo, menos no que ele estava fazendo e nos sons que ecoavam pelo quarto.

Dante fez um grande “Ahhhhhhh” quando se afastou de mim e ficou olhando meus seios, ajeitando seu cabelo comprido.

–Você não tem noção o quanto é deliciosa e macia, Clair... Quanto mais a tenho, mais eu quero – Suspirou e me levantou da cama – Vamos, agora tire sua roupa – Eu ia para o banheiro quando ele me segurou – Não, querida. Quero que você faça isso na minha frente. Você sempre fez isso, se lembra? Quero que continue assim.

Eu respirei fundo e comecei a tirar minha roupa.

Deve ser errado, mas eu pensava nas outras vezes que havia feito isso, que não era nada demais já que na época estávamos juntos. Talvez facilitasse quando ele... Ele quisesse transar comigo.

Não é nada demais, não é nada demais. Você já fez isso antes... Repetia sem parar em minha mente.

Quando fiquei completamente nua Dante me mandou girar para ele e bateu palmas quando eu o fiz, dizendo o quanto eu era gostosa e que iria me comer inteira. Alguns meses atrás isso teria me excitado.

Dante me mandou tomar um banho e me depilar, dizendo que havia tudo que eu precisava no banheiro. Eu me abracei e segui até o banheiro.

Eu não queria usar a banheira, então optei pelo boxe.

Dante se sentou no balcão da pia, observando-me com a expressão seria. Às vezes eu o ouvia suspirar.

Eu estava passando shampoo quando ouvi porta do boxe ser aberta. Por mais que no boxe coubessem seis pessoas e houvessem dois chuveiros, Dante pressionou seu corpo no meu, prendendo-me entre ele e a parede.

–Deixe que eu faça isso – Sussurrou contra o barulho da água.

Dante começou a massagear meu cabelo vagarosamente, seu membro pressionando contra meu bumbum, eu continuava encarando a parede, esperando o fim daquilo.

–Você ficou excitada, não é querida? Eu vi enquanto você se lavava. Por mais que você me rejeite eu já te tive de todas as maneiras possíveis... Você mesma já me disse que nunca nenhum outro te satisfizesse tanto quanto eu... – Sussurrou contra meu ouvido.

Eu travei meu maxilar, minha pele ficou mais quente de puro ódio. Ele me faria ouvir tudo àquilo que eu já havia lhe dito nos momentos íntimos, ele sabia o que me excitava e faria tudo só para dizer que estava me excitando... Ele iria usar o que eu lhe disse para suas ações tortuosas.

Dante também passou condicionador no meu cabelo, mas me manteve junto dele mesmo quando eu já tinha terminado. Ele me virou e pediu que eu o ajudasse a se ensaboar e esfregar seu cabelo. Eu fiz tudo que ele pediu.

Ele me deixou me secar e me mandou que eu me deitasse, sua voz estava cada vez mais rouca.

Eu me deitei no meio da cama e tentei não chorar, seria pior para mim, ele faria ser pior.

O colchão afundou com o peso de Dante. Ele se sentou perto do meu rosto e começou a me beijar avidamente, ele devia estar dolorido.

Eu fiquei assustada quando Dante se ajoelhou próximo do meu rosto, eu pensei que ele daria uma joelhada no meu rosto. Mas o que ele fez foi muito pior. Dante se sentou sobre meu peito, colocando os joelhos do lado da minha cabeça. Eu estava um pouco sufocada com seu peso, nervosa com seu membro atingindo meu rosto.

–Abra bem a boca, Clair... – Mas eu não consegui, estava nervosa demais – Eu vou fazer devagar querida, como sempre fiz, só que com uma nova posição... Clair. Não me morda... Ou eu juro por Deus que quebro todos os seus dentes e faço você me engolir mesmo assim! – Disse e seu humor já estava mudando novamente.

Dante apertou minha mandíbula fazendo minha boca se abrir e começou a colocar seu membro dentro da minha boca... E começou a se movimentar.

Meus olhos lacrimejavam, eu me engasgava, mas Dante continuava até minha garganta. Eu tentava levantar minha cabeça, mas ele abaixava novamente. Era difícil respirar.

–Você consegue respirar Clair, fique calma... – Murmurava entre seus gemidos.

Eu o batia para que parasse então Dante pegou minhas mãos e entrelaçou nossos dedos, pressionando minhas mãos no colchão.

Ele continuava a dizer “relaxe” e de certa forma eu tentei fazer isso, parei de me debater contra ele, só esperei que ele terminasse.

Alguns minutos depois Dante gozou fortemente na minha boca, urrando como um animal e me fez engolir tudo. Ele se apoiou na cabeceira da cama e se sentou em cima do meu quadril, me permitindo respirar melhor.

Seu corpo ainda dava espasmos e ele ainda respirava com dificuldade. Eu não tinha mais lágrimas, cravei minhas unhas no meu braço, eu queria morrer.

O ódio que eu estava sentindo de mim agora, nunca conseguiria extinguir. A humilhação... O gosto dele ainda estava na minha boca, às lembranças dele se movendo contra meu rosto...

Eu o empurrei de mim e me deitei em posição fetal, respirando com dificuldade.

–Por favor, Clair... – Disse Dante com descaso – Nós já fizemos isso! E agora você está com essa palhaçada? – E bufou, se jogando do meu lado e colocou minha cabeça debaixo do seu braço – Não quero ouvir você choramingar, eu quero dormir — Foi só o que disse e começou a mexer no meu cabelo para que eu dormisse também.

–Já que você vai transar comigo eu vou precisar voltar a tomar anticoncepcional... Eu acabei parando de tomar.

Dante não respondeu de imediato, ele se virou para mim e colocou seu rosto contra o meu.

–Já que estamos juntos você não precisa tomar mais tomar anticoncepcional, querida.

E fechou os olhos para dormir.

Notas finais
Posso sentir criticas vindo.... Mas vocês já ouviram falar de Síndrome de Estocolmo?? ;) Dante vai ser muito mais agressivo e perturbado, vocês vão sentir ódio da Clair ou não... Por isso digo que o fim está próximo, mais uns cinco capítulos? Eu ainda não sei... E que venham os comentários... O.O Bree