O pequeno Dragneel
1 Capítulo 1: A história completa
Notas iniciais
Era uma tarde de verão. Todos os camponeses dançavam alegres por causa da festa que seu Rei havia dado no dia anterior. Mas agora, para ele, era um momento de tensão e paciência. Sua mulher, a rainha, havia acabado de entrar em trabalho de parto e estava para ter seu primeiro filho. Com o silêncio que Hideo, o Rei, fazia deu para se ouvir um barulho ecoar no corredor no qual ele esperava.
-Unhé!
Esse foi o barulho que ele tinha escutado. Começou a chorar, não por tristeza e sim por alegria, e foi às pressas entrando no quarto no qual sua amada se localizava. Ao encontra-lá, deitada na cama e sua cabeça apoiada por dois travesseiros e, nas suas mãos, um menino de cabelos róseos. A mulher estava sorrindo.
-Qual será o nome dele?- a mulher, de cabelos rosados iguais ao filho, pergunta para o marido. Seu nome era Mayumi.
O Rei pega a criança em seus braços. Ele abre os olhos, cor de ônix iguais aos do pai, e Hideo decidiu:
-O nome dele será Hajime!
No fim da noite, a família real e seu mais novo integrante foram até a varanda do castelo. Abaixo deles, na vila, os camponeses olhavam para o Rei esperando o anúncio que ele iria dizer. Hideo se vira de costas e pega seu filho, com toda delicadeza como se ele fosse feito de porcelana, do berço e o levanta e o apresenta para seu povo. Os camponeses ficaram tão felizes com a notícia de que agora tinham um príncipe no reino, que deram uma festa maior do que a do dia anterior.
Desde aquele dia, dois anos se passaram e o reino de Hideo entrou em guerra com o reino vizinho. Os Reis lutavam entre si e a rainha Mayumi pegou seu filho e saiu correndo procurando abrigo, à pedido de seu marido. No caminho, acabou trombando com uma inimiga que a acabou ferindo na perna e saiu correndo. A rainha, mancando, foi até a vila onde encontrou uma camponesa e lhe pediu ajuda.
Depois de algumas horas de espera, souberam que o Rei Hideo havia morrido. A rainha não havia se curado do ferimento pois, o corte havia sido profundo e ao receber a notícia de que seu marido estava morto, faleceu também. O príncipe Hajime agora, estava nas mãos da camponesa que era dona de um orfanato.
Depois de um ano, o pequeno rosado já estava com três anos e não sabia que era um príncipe. A camponesa havia mantido isso em segredo dele com medo de que ele próprio morre-se se o Rei que matou seu pai soubesse que tinha um herdeiro no trono e que fosse atrás dele. Num dia, Hajime havia sido agredido por alguns garotos e a moça que tomava conta deles não percebeu e não deu o castigo merecido para os agressores. O rosado uniu suas coisas na sua mochila e saiu daquele orfanato. Deu uma última olhada e a camponesa olhou para ele e começou a ir atrás dele. O menino saiu em disparada.
Ele saiu correndo floresta afora. Estava olhando para trás para ver se alguém o estava seguindo e...PAF! Bateu em algo duro e caiu sentado no chão. Ao olhar para ver no que havia esbarrado, se deparou com algo grande que continha escamas vermelhas e asas da mesma cor. O animal olhou para ele no fundo dos olhos cor de ônix do garoto rosado e deu um sorriso que trouxe conforto e segurança para o menino. E desde então, se tornaram pai e filho. O animal era um dragão, e se chamava Igneel. Ele deu um novo nome para o menino, pois não sabia seu nome real. Seu novo nome era Natsu.
Já com quatro anos, o rosado aprendeu magias de Dragon Slayer com seu novo pai. Ele era um mago, como seu pai, da magia do fogo. Durante mais três anos, Natsu aprendeu a ler, escrever e ser destemido tal como um dragão. Ele já estava com sete anos.
Numa certa manhã, o rosado acorda dando bom dia a Igneel e o procura em volta. Não o encontrou. Entrou na floresta e começou a procurá-lo entre as árvores. O menino berrava por seu nome, e lágrimas escorriam de seus olhos.
-Igneel!- gritou ele com suas últimas forças.
Já era tarde e ele estava cansado. Se deitou no chão gelado e ficou olhando as estrelas até adormecer. No dia seguinte, ao se levantar, já saiu a procura do dragão. Não se sabe se foi o destino mas no meio do caminho, acabou encontrando um homem de cabelos grisalhos e bigodes brancos. Ele estava sentado numa pedra observando a floresta.
-O que que você está olhando, velhote?- perguntou Natsu.
O idoso abre os olhos e os direciona para o menino.
-Sente aqui, meu joven.- convidou ele.
O rosado foi até o homem desconhecido e se sentou na pedra ao lado.
-O que está fazendo nessa floresta, garoto?
-Eu estava à procura de meu pai.
-Seu pai?
-Sim. Ele é um dragão e me ensinou magia.- Natsu acende uma chama de fogo em sua mão direita mostrando ao velho.
-Você é um mago?- perguntou o velhote surpreso.- Já pensou em entrar para uma guilda?
-O que é uma guilda?
-Guildas são locais onde magos se reúnem para realizar trabalhos e melhorar suas técnicas mágicas.
-Você conhece alguma, velhote?
-Conheço a melhor delas. E meu nome é Makarov.
-Meu nome é Natsu. E qual é o nome dela?
-Ela se chama Fairy Tail. Me siga e você verá.
E assim, saíram daquela floresta e foram andando para a cidade de Fiore. Ao chegarem na frente de uma porta feita de madeira e uma bandeira no topo do local, Natsu pode ver em letras garrafais o nome do local: Fairy Tail.
Ao entrarem, Natsu foi recebido com alegria dos que seriam seus novos colegas. A marca da guilda foi feita da cor vermelha no seu braço. E desde então, com o passar dos anos fez novos amigos, tais como Happy (que foi encontrado na floresta enquanto o rosado procurava novamente por seu pai e acabou encontrando o ovo do qual nasceu o gato azul) e Lucy (que virou amiga deles ao tentarem procurar Igneel na cidade vizinha na que antes, antigamente, havia sido o reino em que Natsu era o príncipe de direito ao trono.)
Depois disso, você já conhece a história.
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