Notas iniciais
Olá Hunter, desculpa pela demora mas finalmente está ai.... to sentindo falta dos comentários, e de algumas leitoras, Boa leitura! *---*

Mary Monstom, 13 de Abril de 2018

Eu estava caminhando tranquilamente pelas ruas de Florence, a tarde estava agradável e o mundo parecia estar parado. Acabara de sair do trabalho e voltava para casa, minhas duas paixões me aguardavam... “Castiel e Sammy, meu marido e meu filho”. Há 6 anos eu estava com Castiel, e meu pequeno filho estava fazendo aniversario hoje, 5 aninhos. Ri um pouco, quem um dia diria eu já fui caçadora? Eu pensava que de alguma forma um dia ou outro esse passado iria bater em minha porta, o que ate agora não aconteceu. O nome do meu filho era Samuel Monstom Singer, homenagem á um antigo amigo desaparecido e para um tio protetor. Estava quase na rua de casa quando senti um cheiro de queimado, olhei para céu e vi muita fumaça, logo notei que a fumaça vinha da minha casa.

(...)

Corri pelas ruas e cheguei a ver minha casa em chamas, os bombeiros mandavam todos se afastarem, que era muito perigoso, mas não sabiam que tinha gente dentro da casa.

– Saiam da minha frente!- gritei. Empurrando todos que estavam pela rua, um dos bombeiros me agarrou pelo braço, impedindo-me.

– Senhora, por favor afaste-se é peri...- mordi seu braço, e ele gritou me largando, aproveitei para correr e entrar na casa em chamas.

Sam Winchester.

– MARY!- gritei quando a vi entrando na casa, agora tudo o que estávamos passando, era coisa do Djinn, ele a estava torturando com seu pior medo, perder novamente sua família. Era um ciclo vicioso, isso aconteceu pelo menos umas 5 vezes. Ela entrava na casa, não conseguia salvar Castiel nem o filho, e saia viva, novamente sem ninguém em sua vida.

Fiz de tudo e mais um pouco para impedi-la ou ajuda-la, mas eu continuava invisível. Essa era a fase final do processo, se continua-se assim Mary logo estaria, definitivamente morta. Tentei mais uma vez... entrei na sua frente, não deixando ela passar pela porta, antes ela simplesmente me atravessava, agora ela batera com tudo em meu peito e caiu de cara no chão.

– Mas o que...?- ela começou a falar- De onde você surgiu? Saia da minha frente!

– Não!- gritei agarrando-a por trás, deixando-a imóvel.

– Desgraçado... me solta seu estranho!- ela gritava e se debatia, estava em estado de pânico.

– Nunca perdendo a classe filha de Afrodite.

– Sam?- ela falou agora mais calma- Deixa eu salvar minha família.

– Não é real Mary.- falei fazendo-a ficar de frente para mim.- É um Djinn que esta controlando tudo.

– Djinn? Como você sabe o que são seres sobrena...- ela se calou e me encarou.- Você sabe de tudo não é?

– Você tem a razão de nunca ter revelado a ninguém, eu não falarei, prometo.

– Eu estou presa...

– Em seu pior pesadelo- terminei

– E como você esta aqui, como eu vim parar aqui?

– Você na verdade esta em um hospital em coma quase morrendo, meu irmão e seu namorado devem te-lo matado, agora você só precisa se libertar desse sonho, se não você morrerá e continuara presa nesse pesadelo.

– Não sei de nada do que você esta falando, mas como eu paro isso tudo?

– Eu não sei, mas...- uma dor de cabeça me invadiu, eu comecei a cair... apenas ouvi os gritos ao longe.

“Sam! Sammy!”

Castiel, 05 de Outubro de 2014 — Hospital Municipal de Herington

Observei Mary ainda em coma, acariciei seu rosto e lembrei-me de um tempo atrás, quando sairmos pela primeira vez juntos.

FLASH BACK ON***

– O distrito 12 não existe mais como assim? — perguntei a Mary que saltitava enquanto saia da sala de cinema.

– Longa historia, Pêssego! Leia o livro e entenda!- ela respondeu logo me abraçando. Sorri ao ouvir “pêssego”, um apelido que ela inventou ao descobrir que minhas tortas de pêssegos eram as melhores do mundo (segundo ela).

– Isso não tem graça “little Angel”.

– Mas é claro que tem!- e sorriu.

Caminhamos pelas ruas silenciosas, ate que senti algumas gotas de chuva tocando meu nariz, logo uma chuva densa cobriu a rua, Mary e eu corríamos, para não ficar no meio do temporal, o que não deu muito certo, ela acabou escorregando e quase se esfolou no asfalto, se eu não tive-se a segurado.

– A ideia de não ficar na chuva, não deu certo né- falou notando que eu a segurava fortemente pela cintura.

– Não... não deu- respondi beijando-a logo em seguida. Não me importei de estar todo molhado, não me importei que depois de ficar nessa chuva me deixasse resfriado. Se um meteoro caísse, eu nem me importaria, só tinha eu e ela no mundo.

FLASH BACK OFF***

Fiquei tão distraído que não notei que Sam havia acordado, já fazia dois dias em que ele e Mary estavam em coma, afinal não foi fácil matar o Djinn, eu e Dean sofremos bastante, e no fim achávamos que tudo foi em vão. Dean estava logo atrás de mim e correu para o irmão.

– Sam? O que ouve? Você conseguiu?- ele começou mas Sam nem respondeu apenas se levantou e veio para perto de Mary.

– Liberte-se Mary...- ele falou pegando a mão dela. Ficamos todos em silencio a espera de um sinal. Passou-se alguns minutos e Mary abriu os olhos, ela viu Sam e abraçou-o, notei lagrimas em seus olhos, até senti um pouco de ciúmes. Ela ficou sentada na cama e me olhou, assim beijando-me.

–Vamos sair desse manicômio- falou.