O passado bate na porta...
4 Fbi?
Notas iniciais
(1 ano Depois)
Dean Winchester 03 de Outubro 2014- Missouri, Iowa.
– Eu estou falando Sammy é um caso!
– Dean...- começou meu irmão — não é porque as pessoas morrem que pode ser o nosso tipo de coisa.
Ele me entregou o saco com as compras, olhei para ver se tinha pegado a torta e...
– Mas que droga Sam! De novo esqueceu a minha torta!!! — eu falei bufando e jogando as compras no banco de traz, esquece esse ai nunca vai aprender. Tantos anos juntos e ele sempre esquecendo a torta. Era melhor não discutir então peguei o jornal e li:
– Jovem de 35 anos assassinado em casa, bandido ainda não encontrado.
– Tá, e o que isso tem a haver com nosso trabalho?
– Tudo! Desde quando a gente pegou um caso que foi morte normal?
Sam ficou pensativo, mas finalmente cedeu.
– Para onde vamos então?
– Florence, Kansas.
Mary Monstom 03 de Outubro de 2014- Florence, Kansas.
Hoje fazia um ano em que eu e Castiel nos conhecemos... A maneira estranha de como eu o encontrei (o cara praticamente brotou do chão). Eu queria fazer um jantar especial à luz de velas, era como se fosse o aniversário dele. O começo de uma nova vida, já que o seu passado estava apagado. Levantei-me da cama e senti o vento frio daquela manha, coloquei meu roupão e desci as escadas. Eu estava na sala quando senti um cheiro maravilhoso saindo da cozinha. Bacon... waffles... mel ... e o melhor de todos chocolate!
– Panquecas de chocolate Castiel? — falei sentando-me na mesa e roubando uma das panquecas. Comi e realmente aquilo era de deuses.
– Bom dia pra você também Mary, estava realmente com uma benção de Hipnos (* na mitologia grega, conhecido como deus do sono), demorou para levantar hein...
– Não enche Cas — falei e tratei de atacar um morango (que vi na cesta de frutas) em sua cabeça. Ele desligou o fogo e retirou os últimos waffles, colocando-os em cima da mesa e depois mergulhando eles no mel.
– Eu tenho mesmo muita sorte de ter um namorado gerente de um restaurante, posso comer comida de Deuses do Olimpo todo dia — falei e devorei um waffle, que delicia.
– Você é magra de ruim, isso sim — ele falou rindo, acabei não ligando, o bacon estava bom de mais para eu desperdiçar a minha saliva.
Algumas horas depois...
– Vou para o restaurante, volto às 22 horas tudo bem?
– Tudo bem – eu respondi pegando meu livro e deitando no sofá.
– Você não vai para o escritório?
– Peguei hoje como dia de folga, agora vai se manda – falei sem muita paciência, ele não poderia desconfiar. Afinal eu queria fazer um jantar surpresa.
– Ok, mas acho que nos próximos dias você não terá paz...
– E porque você acha isso? – disse sem dar muita importância.
– Tem um novo caso – ele respondeu e me jogou o jornal- Jovem de 35 anos assassinado em casa, bandido ainda não encontrado. Boa sorte – Castiel bateu a porta atrás de si.
“Mas que ótimo!”– pensei abrindo o jornal e lendo a noticia. “Por Hades! Não acredito que é o...”
Dean Winchester (Na estrada)
– Hector Bitecot?
– Não Dean, é Bittencourt, Hector Bittencourt 35 anos, cirurgião chefe do Hospital Municipal de Herington. Formado em medicina em 2011 na Universidade de Stanford.
– Stanford? Se você estivesse-la nessa época ia conhecer o cara.
– É... se não estivéssemos salvando o mundo dos Leviathans! Posso continuar?- ele falou meio que... sem paciência.
– Tudo bem... causa da morte?
– Segundo esse site da policia local, a ficha diz que foi esfaqueado no peito 2 vezes, mas não encontraram a arma do crime e na casa não havia sinais de arrombamento. — ouve uma pausa — Você tinha razão... acho que é o nosso tipo de coisa.
– Saberemos melhor quando chegarmos lá amanha de manha- respondi e pisei no acelerador.
Sam Winchester 04 de Outubro de 2014- Florence, Kansas.
Chegamos a Florence no começo da manha, resovemos dormir um pouco antes de começar a pesquisar sobre o cirurgião. Era um alivio finalmente resolver simples casos, nada de procura a Castiel, nada de fechar portal do inferno e céu, nada de ver pessoas se sacrificando para o bem da humanidade, um simples e bom caso... como nos velhos tempos! Pela primeira vez em muito tempo... eu estava feliz por caçar!
Algumas horas depois...
– Bom dia senhora Bittencourt, viemos para falar sobre o seu filho Hector- falou Dean para a velha senhora de cabelos brancos que atendeu a porta.
– Sim- respondeu à velha- Entrem, por favor...
Sentei no sofá ao lado de Dean e logo comecei as típicas perguntas.
– Senhora Bittencorurt seu filho agiu estranho alguns dias antes de sua morte?
– Não.
– Ele reclamava de alguma coisa acontecendo na casa?- completou Dean.
– Também não.
– Nada mesmo?- falei serio- Me responda... ultimamente você tem sentido cheiro de enxofre ou pontos frios na casa?
– Bem...- a velha ficou pensativa, parecia estar lembrando de alguma coisa — No dia da morte dele a casa estava bem gelada, assim eu sai para ir no mercado e depois que voltei... bem... vocês sabem.
– A senhora viu seu filho morto- eu terminei a frase.
– Ele tinha inimigos?- perguntou Dean.
– Não que eu saiba, ele nunca falou sobre a faculdade, não posso te dizer se ele criou um inimigo enquanto estudava... mas... acho que sei quem pode responder a essa pergunta.
– Quem?- Eu e Dean falamos ao mesmo tempo.
– A ex-namorada dele...
(...)
Dean Winchester
– O que você acha... a ex do cara pode ser uma bruxa, que agora depois de alguns anos tentou se vingar?
– Não sei Dean, vamos ter que visita-la e saber mais sobre esse tempo na faculdade.
Olhei para o endereço, não ficava muito longe dali.
– São a três quadras daqui, vamos?
(...)
Chegamos à porta de uma grande casa branca com detalhes amarelos, tocamos uma vez a campainha, mas ninguém atendeu, tentamos novamente e... nada. Eu já ia começar a destrancar a fechadura quando uma deusa ruiva de olhos mel abriu a porta. “Essa eu pego!”– pensei quando olhei seu belo corpo.
– Sra. Monstom?- falei vendo se era a pessoa que procurávamos.
– Sim sou eu.
– Eu sou o agente Jonh Cater, e esse é meu parceiro William Jackson.
– FBI?
– Sim, viemos para falar sobre a morte do seu antigo ex, Hector Bittencorut.
– Claro... entrem.
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