O para sempre é sempre por um tris
2 Capítulo 1- ''Fedelha''?
Notas iniciais
Ela sentou ofegante. O barulho ensurdecedor vinha de todos os lados como unhas sendo arrastadas em um quadro negro, ainda entorpecida, a garota levou as mãos até o ouvido e pressionou. Levantou e bateu a cabeça na grade de metal superior e grunhiu. Podia sentir o sangue latejando em suas veias enquanto o elevador, também conhecido como grande caixa de metal, ia a todo vapor para
cima. -O-onde eu estou?- exclamou a garota enquanto uma grande e pesada caixa vinha na direção de sua cabeça. Tudo de repente ficou escuro.
E então uma súbita claridade a desperta e logo ela pode ouvir alguns sussurros exasperados
–É... Uma garota ?
–Até que ela não é tão mal
–Ei, eu também quero ver
–Dois fedelhos em um curto período de tempo... Parece que os criadores estão doidos da batatinha-Disse alguém que a menina não conseguiu identificar.
–Tommy,Minho, vamos segurar a corda-Disse um sotaque irlandês bem acentuado. Foram os únicos sons que ela conseguiu distinguir entre burburinhos, ainda estava levemente inconsciente mas pigarreou enquanto abria os olhos. O borrão com sotaque irlandês se ajoelhou e falou
–Você está bem?
A imagem de repente focou e a garota pode ver o rosto do menino com cabelos loiros e levemente compridos, sentindo as palavras saindo sem sua autorização
–Newt-a garota tossiu-Você é ainda mais bonito ao vivo
A cabeça tombou para o outro lado assim que disse isso. Antes de perder a consciência novamente, a menina pode ouvir uma porção de risos e até mesmo exclamações
A garota recuperou a consciência e viu uma pessoa sentada ao lado da cama dela
–Você finalmente acordou-Disse o garoto enquanto passava pela última vez um pano molhado na cabeça da menina que arregalou os olhos e tentou se afastar para trás enquanto bateu as costas na cama gemendo
–parece decepcionada com a minha presença-Winston soltou uma gargalhada morta- aposto que estava esperando o Newt, não é mesmo?
–Do que você está falando?
–Você nem se quer lembra não é? Logo que acordou... Suas primeiras palavras foram "Newt, Você é ainda mais bonito ao vivo "
–Hã? Quem é... Newt ?
–Ah, então agora você não o conhece ?-ele riu-todos lá fora estão contrariados contra você. Correm boatos de que querem te jogar no labirinto
–Labirinto?-a novata colocou um travesseiro surrado no rosto.-Desculpe minha indelicadeza, qual é mesmo seu nome ?
–Winston, já consegue lembrar o seu?
–... Marie. Por que eu não consigo lembrar de nada? Onde diabos eu estou? E que história é essa de labirinto ?
–Não sou a melhor pessoa pra te responder isso, quando você estiver melhor alguém vai te levar para uma excursão pela clareira e responder suas perguntas.Pega essas roupas aqui,as suas estão todas sujas.
A menina vestiu uma camiseta verde e uma bermuda bege que ia até a metade de sua canela. Os sapatos eram básicos e nada confortáveis. A roupa em tons claros valorizava seus grandes olhos castanhos. Aproveitando o péssimo estado da coisa que outrora foi sua blusa, arrancou uma das mangas para prender o cabelo castanho em um rabo de cavalo. Mesmo com o penteado quase no topo da cabeça, o cabelo parecia comprido, batendo um pouco abaixo dos ombros. A pele clara parecia ganhar um tom ainda mais desbotado porque a garota não comeu pelos dois dias que permaneceu desmaiada. Abriu a porta de um pequeno cômodo vulga-se banheiro e se apresentou muito melhor do que estivera há alguns minutos.
Um garoto gordinho, com não mais que doze anos entrou no pequeno "leito" e disse rapidamente
–Alby convocou um conclave, a novata tem que estar lá agora mesmo,Thomas pediu para que eu a levasse até a sede.
Marie, confusa, olhou para Winston que acenou com a cabeça.
–Qual seu nome?-perguntou a menina
–Meu nome é Chuck, fedelha-Ele disse não parecendo estar à vontade com a última palavra que disse.
–Ah... Fico muito feliz por conhecer você Chuck, eu sou a Marie .
Os dois permaneceram em silêncio depois disso até chegar em uma sala com cadeiras fazendo um círculo e uma que ficava bem no meio
–Então fedelha, pode começar-Disse o menino negro que parecia estar no comando-Disse o garoto alto e negro que parecia ser o líder
–... Começar o que ?-Disse Marie parecendo ofendida
–Conte como você veio parar aqui-afirmou ele como se aquilo estivesse escrito bem na sua testa
–Você age como eu soubesse alguma coisa
–Eu não acredito em uma palavra que você diz-Zombou ele
–Não é como se eu estivesse apontando uma faca para o seu pescoço e te obrigando a acreditar senhor dono da razão
Alguns dos presentes riram
–Acho que passar a noite no amansador vai fazer você refrescar a memória-disse ele notavelmente insultado
–O que é um amansador ? Parece o tipo de coisa que se coloca em um cavalo.
–É uma espécie de prisão, escura e com apenas uma cadeira-disse o garoto que pelo que eu percebi se chamava Minho e era o encarregado dos corredores
Marie fechou a boca e encarou o nada por um momento
Catástrofe e ruína universal: experimento letal-sussurrou
–Mais alto, fedelha
–CATÁSTROFE E RUÍNA UNIVERSAL:EXPERIMENTO LETAL SEUS GRANDES IDIOTAS-A menina vomitou as palavras e logo depois se arrependeu- me desculpem... Eu só queria dizer... É isso que significa "Cruel" estampado nas caixas de suprimentos
–Isso não é novidade para ninguém -o garoto disse de forma baixa porém audível- o que mais ? Desembucha novata.
–Infelizmente, isso é tudo amigão. Sem bis, satisfeito ?
–Tenho uma última pergunta, se me permite é claro-zombou ele-como você conhece o "Newt bonitão?"
–Ora meu rapaz, não exponha seus sentimentos que homossexuais. Qualquer tipo de relação amorosa aqui é desnecessária, afinal é um acontecimento sério, não ?
Você se acha muito engraçada, não é?-bufou o garoto
–Na verdade não... Desculpa-disse a garota encarando o chão-sobre o garoto... Não faço a mínima ideia de quem seja. Não conheço nenhuma pessoa com esse nome e se você quer saber, eu não conheço ninguém então eu lamento mas vocês tem que levar menos a sério o que pessoas inconscientes dizem-finalizou ela
–Bom isso-ele disse parecendo não concordar com as palavras que saíram de sua boca-acho que acabamos por aqui
Depois que ele disse isso, um garoto que tinha quase a altura dela e sombrancelhas arqueadas se levantou
–Então é isso?-ele disse transtornado-ela está recebendo tratamento diferencial porque é garota? Se qualquer um de nós tivesse te tratado assim já estaria limpando as privadas com a própria língua. Mande a para o amansador
–Cale essa boca de mértila, seu cabeção
–Não, tudo bem. Não quero criar inimizades logo de cara, não que não tenha acontecido ainda, mas não espere-ela apontou para Gally-que eu vá chorar a noite toda como um bezerro
–Se você diz... Eu declaro este conclave encerrado. Depois do jantar alguém vai te levar até o amansador.
Depois de ouvir essas palavras, a menina correu até um lugar que parecia calmo e o melhor:Uma grande árvore com raízes aparentes. A menina se sentou.Respirou fundo, queria estar sem aqueles malditos garotos. Queria estar longe daquele vocabulário irritante, do modo grosseiro, de ser acusada por várias coisas e ser chamada de mentirosa, daquelas pessoas que ela não conhecia. Queria lembrar quem ela era, e o mais importante, quem eram seus pais. A menina automaticamente se sentiu mal. Que espécie de pessoa não lembra dos próprios pais?
–Por que eu estou aqui?-ela disse para sí mesma enquanto as lágrimas queimavam em seus olhos
–Eu ia fazer a mesma pergunta.
A garota instintivamente olhou para cima. Era
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