O ovo do Dragão
3 A Garota Desaparecida
Luna adentrou o Grande Salão Comunal segurando um exemplar diário d'O Profeta Diário. Procurou Harry e Ron na mesa da Grifinoria.
– Sério, Hermione sumiu! — Harry explicava com uma multidão de jovens pertencentes a Grifinoria.
– Harry, a última vez quê eu a vi ela estava no grande salão comunal, sábado — Falava uma garota.
– Harry — Luna o chamou. Muitos dos bruxos aglomerados em volta de Harry a olhou, alguns com desdém, outros abafando risos. Luna já se acostumará com olhares.
Luna jogou o exemplar do profeta diário a frente de Harry. Alguns alunos pediram licença a Luna, mas ela os ignorou.
– O que diz aí, Harry? — questionou um garoto ao lado de Harry.
Harry leu em voz baixa.
– Dragões — Alguns riram.
– Por quê você se importaria com dragões, Harry?
Harry e Luna trocaram olhares. Luna parecia tensa.
– Pessoal, avisem a Professora McGonagall do sumiço de Hermione — Harry se levantou — Avisem a Professora Sprout que não irei a primeira aula, digam que estou doente na Ala Hospitalar, que caí da vassoura no treino de quadribol.
Antes de fazerem mais perguntas, Harry acompanhou Luna até a saída do salão.
– Harry, precisamos achar Ron.
– Vamos até Hagrid, ele vai nos ajudar.
– Não, Harry... — Luna começou a chorar — por favor, harry.
Harry decidiu não contar a ninguém sobre o dragão.
– Hermione desapareceu.
Luna o olhou, séria.
– Harry, tenho algo pra te mostrar — da última vez, foi um dragão, o que seria agora?
– Ora, fale logo Luna.
– -P me mandou outra carta.
– O que dizia?
Luna retirou um papel amassado de sua veste e entregou a Harry. Ele leu. ("Procure direito, ela pode estar em qualquer lugar. -P")
– Harry, e se esse p estrá atrás do Dracarys?
– Vamos vê-lo.
Enquanto passavam pelo pátio pavimentado, viram uma multidão aglomerada.
– Paige, o que está acontecendo?
A garota, Paige, chorava com a mão tapando a boca. Muitos dos outros ali também choravam. No meio da multidão, havia um buraco, cavado, e no fundo, estava uma garota enterrada. harry logo a reconheceu, Hermione.
Harry começou a chorar, Luna e outros alunos o consolavam.
Logo o Sr. Filch chegou para investigar. O velho quase caiu de costas quando viu a cova. Mandou um aluno gordinho da Lufa- Lufa comunicar Dumbledore. e logo ele veio, acompanhado de muitos outros professores e alunos.
Ron chegou logo depois de Dumbledore. Ron também começou a ficar istérico. Dumbledore mandou retirar todos do local. Harry, Ron e Luna e muitos outros alunos da Grifinoria também ficaram. Dumbledore tomou a o corpo inerte de Hermione. Todos os acompanhou até a Ala Hospitalar, que ficou restrita para os alunos.
***
O dia passou como uma eternidade. Harry e Ron se recusavam a acreditar que Hermione estava morta.
Morta.
As aulas foram anuladas. A Profaº McGonagall veio até o salão comunal da Grifinoria e disse algumas palavras consoladoras e acolhedoras. Logo depois todos se reuniram no Grande salão para se despedirem de Hermione. Ela estava linda. Seu caixão era branco, com corujas desenhadas na tampa. Seu rosto estava desformado, maquiagem feitiços tentaram camuflar os hematomas e bolhas no rosto da garota, pálida e fria.
Esta era a última vez que Harry e Ron poderiam vê-la. Dumbledore também deu seu discurso, o banquete foi servido. Mas poucos alunos da grifinoria degustaram das gostosuras. Luna sentou-se entre Ron e Harry, acolhendo-os.
A semana passou como uma noite, uma noite que durará sete dias, mas pareceu anos. Harry e Ron sentiam-se devastados.
Nenhuma carta de -O. Não viram Luna, pois não saiam de suas camas. Parvati, Lilá, Neville, Gina e outros amigos vieram confortar os dois, mas não obtiveram muito êxito.
Na sexta a tarde, Harry, Luna e Ron foram ao corujal, ver suas correspondências. Receberam muitas, de amigos, familiares — da parte de Ron -, e alguns desconhecidos, mas a que mais chamou atenção, foi uma de -O.
– Harry olha — Luna abriu a carta — "Meu pêsames, mas se acostumem a este clima de luto. -P".
Fizeram silêncio por um tempo, Luna brincou com algumas corujas e enviou algumas cartas.
– Luna, e o dragão? — Ron decidiu quebrar o silêncio.
– Fui vê-lo ontem, parece que alguém anda o visitando também. Alguém de pés grandes.
– Pés grandes? — indagou Harry.
– Sim, vi pegadas.
Uma coruja entrou no corujal, jogou um papel amassado em frente a Harry, que estava escorado em uma mesa observando a paisagem.
Era uma folha do profeta diário da edição de segunda.
Ele e Ron leu, algumas frases estavam em negrito.
–Luna, "Uma organização misteriosa cujo o lema é 'Exterminar os dragões' esta envolvida no caso de ovos de dragões que foram espalhados pela Grã-Bretanha. O que sabemos é, todos os ovos foram exportados de vários países. Muitos ovos já foram encontrados, e muitos filhotes de dragões mortos e vivos foram encontrados, aterrorizando bruxos e trouxas.
Nossa pergunta agora é, se alguém quer extermina-los, por quê estão os espalhando? Meses atrás, bruxos de varias nacionalidades andavam em conjunto, atacando dragões de vários países. Sua marca era a de um dente. Sabemos disso por um bruxo que pertencia dessa organização capturados por Aurores do Ministério.
"Eles querem domar a espécie, os ovos foram espalhados por toda parte, colares de identificação foram deixados com ele " Depois disso, o bruxo decidiu parar de falar."
Os três se entre olharam.
– Luna, precisamos esconde-lo.
– Mas onde? — Ron quase não falava depois do acontecimento.
– Mais no fundo da floresta, lá outras criaturas podem encontra-lo.
– Qual criatura iria mexer com um dragão?
***
Os três iam até a floresta, mas foram parados por Hagrid.
– Onde vocês estão indo? — Ele quis saber.
– Harry. — Luna olhou a Herry, séria.
– Eh, viemos ver você, oras.
– Pobre Hermione. Vocês devem estar arrasados.
– Nem nos lembre — Os olhos de Ron ainda enchiam-se de água quando o lembrava disso.
Entramos na cabana, tomamos um chá.
– HARRY! — Luna assustou todos na cabana com um grito — Temos que ir. Adeus Hagrid.
– Esperem, mas para onde vocês vão?
– Temos muitos afazeres. Obrigada, e tchau.
Luna contou sobre as pegadas que virá no local onde ela escondeu o Dracarys. Os convenceu que eram pegadas de Hagrid.
***
O trio foi até a floresta. Enquanto desciam as escadas até a cabana, avistaram Hagrid carregando uma caixa no caminho onde passavam as carruagens. Já estava escurecendo. Quando chegaram na árvore que continha a corrente, o dragão não estava mais lá. Luna se apavorou, entrou em desespero, e uma coruja desceu até eles e deixou uma carta.
Harry a leu.
– Hagrid!
Os três correra meio as árvores, desviando de animais e galhos no meio do caminho. Quando saíram do leito da floresta, já estava escuro. Continuaram o caminho até as carruagens, e logo avistaram Hagrid com o embrulho nos portões da escola.
– Nos dê esse dragão, Hagrid!
– Vocês não podem ter um dragão! Eu não pôde!
– Ele não te pertence!
Hagrid soltou a caixa. Agarrou luna pelo braço, sacamos as varinhas e apontamos a ele.
– Solte-a Hagrid!
– O que está fazendo?
Luna se esperniava querendo se livrar do gigante.
Hagrid berrou quando agarrou o colar no pescoço de Luna. Um raio que veio da floresta atingiu a cabeça de Hagrid.
– Quem fez isso?! — Harry e Ron ajoelharam-se ao lado de Hagrid, estava vivo. Luna correu até Dracarys e o tomou nos braços.
– Vamos!
– Não podemos deixar Hagrid aqui!
– Vão achar que foram nós que o atacou.
O trio retornou até a cabana, Ron e luna voltaram a floresta para esconder Dracarys enquanto Harry os esperava.
As luzes do castelo se destacavam na noite escura. Já estava na hora de retornarem.
Alguém batia na porta da abana. Harry foi verificar.
– Detenção, Sr. Potter! O que faz aqui uma hora dessa?
Professora McGonagall segurava uma carta. Com certeza era de -O.
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