O outro olhar
2 Invadindo seu quarto de madrugada
(Pesadelo de Ana)
“A rua estava escura e nada era familiar, não sei por que estou sozinha a essa hora em um lugar que não conheço, muito menos faço ideia de como vim parar aqui, vou apressar o passo, mais à frente a iluminação está melhor, não há carros ou transeuntes, não avisto nenhuma parada de ônibus, se bem que ficar parada aqui pode ser perigoso e talvez os ônibus não estejam mais circulando, se ao menos eu tivesse um relógio, nem meu celular está comigo, será que fui assaltada?
Tenho a impressão de estar sendo seguida, sinto vontade de olhar pra trás, mas o medo chega a ser paralisante, os passos cada vez mais próximos, agora começou a correr, logo me alcançará, preciso correr também, se estiver certa essa rua leva a uma avenida principal, continuo correndo, espera... a rua está ficando cada vez mais estreita e à frente surge um enorme muro de concreto, droga! um beco sem saída, só pode ser sacanagem, avisto uma casa grande com os portões abertos, resolvo me esconder ali, a área externa está iluminada mas as luzes do interior da casa estão apagadas, devem estar todos dormindo, não é hora para formalidades, vou bater para pedir ajuda, quando me aproximo a porta se abre diante de mim, como se consciente da minha presença, as luzes se acendem e em um momento estou na minha antiga casa, a ostentação em cada detalhe era inconfundível, alguém está sentado na grande poltrona da sala, não posso ver seu rosto, porém não preciso da luz para saber quem é, já posso sentir o repulsivo cheiro de cigarros e whisky por todo lugar... ouço um riso seguido da estridente risada masculina e conhecida voz... a menininha do papai veio brincar?”
Acordo suada com a respiração ofegante, sinto como se suas mãos estivessem me esganando e por reflexo passo a minha pela garganta, sem chance voltar a dormir hoje, vou pegar o carro e dar uma volta para esfriar a cabeça, abro as cortinas para ver se a rua está movimentada e noto que a casa ao lado ainda tem uma janela aberta, justamente o quarto de Sofia, céus! Aquela garota deve estar com a cara enfiada nos livros até uma hora dessas, conheci Sofia a dois meses atrás quando me mudei, desde lá temos sido melhores amigas, se eu batesse na porta durante o dia ela abriria, mas de madrugada é complicado, vou ter que encontrar outra maneira, desde que cheguei observo a casa de Sofia, acho que dá pra escalar o muro, os detalhes em relevo da parede devem servir como ponto de apoio também, os anos de parkur e o estilo desse casarão antigo em que ela mora vieram bem a calhar, vou dar um susto na senhorita certinha.
Visto uma calça moletom, uma regata preta e calço tênis apropriados, com as chaves do carro e da garagem nos bolsos estudo minha escalada, começo subindo o muro, do muro me apoio na parede, piso na beirada superior de uma janela do andar de baixo apoio minhas mãos no relevo da parede, subo mais um pouco e alcanço a beirada da janela de Sofia, que está aberta, sinto um pequeno triunfo, seria uma aspirante em potencial para entrar para o credo dos assassinos, vejo Sofia sentada de camisola, estudando em uma mesinha iluminada por uma luminária, ela está particularmente bonita, assim de camisolinha e cabelos soltos em longos cachos castanhos, sua expressão é séria e esses óculos dão a ela um ar fofo de nerd, aliás ela é nerd mesmo, Sofia está escutando alguma coisa, às vezes cantarola baixinho, o quarto dela é enorme e parece uma biblioteca, também tem TV, alguns Cd`s, um som, uma cama grande, um tabuleiro de xadrez, um guarda roupa, arrumado como sempre, Sofia a senhorita organização, após terminar minha inspeção silenciosa decido entrar num pulo.
(Sofia)
Acompanhei o barulho com os olhos, mas permaneci incrédula com o que acabava de ver, Ana agachada no chão do meu quarto, como diabos ela subiu aqui? Uma escada? Vou me certificar de deixar a janela bem fechada daqui em diante, Ana e seu sorrisinho maníaco estampado na face...quem diabos é essa garota maluca afinal? Vejo ela pegar no tornozelo, gemer de dor e cair de lado, o foco da minha preocupação foi somente para saber se ela estava bem.
“_Ana você está bem?” Corro até ela, levanto um pouco a calça moletom que ela usava, percebi uma lesão no tornozelo, tirei o tênis dela peguei um travesseiro e disse para ela apoiar o pé e ficar quieta enquanto descia para pegar gelo na cozinha, voltei coloquei gelo em cima do tornozelo inchado, Ana fez uma careta de dor, mas depois disse “obrigada”, baixinho.
“_E então? Agora que está melhor, pode me dizer por que invadiu meu quarto assim de madrugada?”
“_Eu ia te chamar para dar uma volta.” Ela disse ao mesmo tempo em que sorria exibindo as chaves do carro da mãe.
“_Você tem pelo menos carteira?”
“_Ok, senhorita certinha, eu já vou.” Ela tentou se levantar e caiu novamente, eu ri da sua frustração.
“_Não com esse tornozelo machucado.”
Ana baixou o olhar, sentada no chão do meu quarto, acho que se sentia uma boba nesse momento, me abaixei e sentei ao seu lado.
“_Pode ficar aqui, até se sentir melhor, depois eu dou um jeito de te tirar daqui, pela porta é claro.” Rimos juntas agora, Ana se jogou para trás e ficou deitada de costas, ela era estupidamente bonita, mesmo assim, jogada no meu quarto, vestindo moletom.
“_Nossa! Sofia você não bagunça esse seu quarto nunca?”
Conversamos durante um bom tempo, sobre várias coisas, ela me contou sobre os lugares em que já morou, as viagens que fez, rimos bastante, nem percebi quando deitei no piso do quarto ao lado dela.
“_O que você tá ouvindo ai?”
“_Não sei se faz seu estilo...é de um novo musical da Disney...” Chego mais perto e coloco um dos fones no ouvido de Ana.
“Ah... Let it Go de Frozen, a voz da Idina Menzel é incrível ne...E aliás gosto desse tipo de filme sim, cresci vendo filmes como Rei Leão, a Bela e a Fera...Também tive infância sabia?.” Ana riu e se virou para mim que a observava.
Estávamos ainda mais próximas, dividindo o fone de ouvido, ela parou de rir e me encarou séria, se apoiou de lado em um dos braços, ficou me olhando acariciando meu rosto com uma das mãos, o toque era bom, coloquei minha mão sobre a dela, ficamos assim até ela se deitar um pouco por cima de mim e me dar um selinho, rimos da situação, mas quando nos olhamos nos olhos novamente nos envolvemos em um beijo que era diferente de tudo que já experimentei antes, o gosto, a textura, a boca macia, era tudo perfeito, agarrei ela pela nuca e a puxei mais ainda pra mim, com as mãos toquei em cada parte das costas dela que eu pude, queria senti-la por inteiro.
ANA
O beijo de Sofia era meigo como ela, tímido no início, mas cada vez mais envolvente, apaixonado, carinhoso, era realmente delicioso beijá-la, explorei com a língua cada lugar de sua boca, beijei até perder o fôlego, deitei sobre seu corpo, senti seus seios com minhas mãos e ouvi um gemido baixinho, abafado entre meus lábios, desci uma das mãos por sua perna, Sofia tinha belas pernas, grossas, torneadas, era uma delícia passar minhas mãos por elas, subi a camisola e coloquei minha mão em seu bumbum, senti Sofia tremer, se o quarto estivesse mais iluminado teria visto ela ficar corada, deslizei a mão pela sua coxa até a perto da virilha, senti Sofia se retesar e ficar nervosa, passei a mão em seu sexo por cima da calcinha que estava molhada e fiquei acariciando, pressionando de leve, contornado com o dedo, enquanto fazia isso ela me beijava com mais vontade, retirei a camisolinha e ela ficou apenas de calcinha, seus seios eram perfeitos, volumosos, mas sem excessos, durinhos, uns bicos pequenos, rosados, deliciosos, trilhei beijos da sua boca, pelo pescoço até seus seios, beijei os biquinhos, depois dei uma lambida em cada mamilo, vi eles ficarem entumecidos, mordisquei cada um e cai de boca naqueles seios, chupava um enquanto massageava o outro alternado, Sofia gemia de olhos fechados, totalmente entregue a mim, retirei minha regata e em seguida a calça moletom e fiquei igualmente só de calcinha, esfreguei todo meu corpo no dela, ela chupou meus seios timidamente e depois como uma menina gulosa, deitei ela na beira da cama com as pernas arriadas, tirei sua calcinha e comecei a lamber ela de um jeito que a fazia gemer alto, enfiava a língua, beijava, lambia, chupava, acariciava, resolvi não introduzir os dedos porque ela havia me dito que era virgem, e assim ficamos até ela gozar na minha boca, deitei na cama ao lado de uma Sofia de olhos fechados e um sorriso bobo no rosto, ficamos abraçadinhas, nos beijando e acariciando durante uns quinze minutos até ouvir o som do despertador de Sofia, o dia já tinha amanhecido, estava na hora de irmos para a aula.
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