Notas iniciais
Olá leitor, seja bem vindo a este universo misterioso....

Nem sempre nossos olhos são capazes de enxergar tudo o que é real. Mas também não é fácil de ver a realidade por completo. Tudo que vemos pode ser apenas uma parte deste mundo, e se a outra parte é boa ou ruim, ai é você quem vai descobrir.

Muitas pessoas já tiveram paranoias como: Ouvir coisas, sentir-se observado, dormir e não conseguir acordar do pesadelo... Entre outras esquisitices. E se eu lhes disse-se que estes "paranoicos" tem mais noção da realidade do que você? Por mais estranho e assustador que isto pareça, estou apenas lhes contando a verdade, e acreditem, VOCÊS NUNCA ESTÃO SOZINHOS...

Meu nome é Lucas, tenho 16 anos e moro na cidade de Pittsburgh no estado da Pensilvânia nos Estados Unidos. Não tenho muita facilidade para fazer amigos, prefiro ficar quieto no meu canto lendo meus livros de conspirações ou teorias cientificas do que jogar futebol, claro que uma tempinho para o videogame ou boliche eu sempre arrumo. Tenho um irmão de 10 anos e moro com meus pais que graças a Deus agora estão são e salvos. Quer saber, vou contar a história para vocês!

Lembro-me muito bem daquela bela manhã de sábado, eu e meu irmão disputando quem comia mais panquecas, nosso gato Mili estava deitado na poltrona do meu pai e de repente minha mãe entrou correndo gritando e pulando de alegria.

— Meninos preparem as malas, porque vamos nos mudar de novo! (Com aquele sorriso de contente no rosto)

— De novo mãe! (Gritei mesmo, já era a terceira vez que nos mudaríamos só naquele ano).

— Lucas até parece que você não gosta! Eu e seu pai fechamos um grande negócio, e parte dele envolvia uma casa enorme com um grande terreno. Seu pai já foi conhecer a casa e já me ligou dizendo: "Querida já vão arrumando as malas!". Então como disse seu pai, tomem café e já vão arrumar as malas! (Saiu correndo pela porta da frente da mesma maneira que entrou).

Meus pais são donos da maior concessionária da cidade e tenho quase certeza que o hobby deles e ficar trocando de casa. Além de dificultar minha interação social com vizinhos ou amigos próximos, o povo da escola só fica jogando na minha cara que sou riquinho... Poxa nem me conhecem e já ficam julgando.

— Lucas eu vou na casa do Mike buscar meu boné, não esquece que hoje é dia de deixar o Mili no pet shop para tomar banho. (Disse meu irmão enquanto largava a louça na pia e saia pela porta da frente).

— Tudo bem, mas não demore você anda tem que arrumar sua mala!

Mal ele saiu, e eu fui atrás. peguei o Mili coloquei na cestinha da bicicleta e o deixei no Pet Shop. Voltei e já comecei a arrumar minhas coisas, meu irmão chegou logo em seguida e também já começou a arrumar as coisas dele. Lá por umas 16h estávamos prontos, o caminhão da mudança estava chegando e minha mãe estava terminando de guardar as coisas dela. Ás 17h em ponto daquele dia chegara o caminhão de mudança e meu pai de carro para nos levar, peguei meu celular, coloquei meus fones de olvido, me despedi da casa e la fomos nós para a terceira mudança do ano.

Chegando na casa nova, ela era realmente fascinante. Literalmente enorme, ou ao menos a maior já vi. Tinha mais ou menos uns 4 ou 5 andares se olhasse de frente, e dentro era muito espaçosa e aconchegante. Meu quarto era muito lindo, ficava no 4º andar, juntamente com o de meu irmão e meus pais. O quarto dos empregados era no primeiro andar, eram menores mas também aconchegantes. No terraço tinha um belo jardim com uma fonte linda. A sala de estar e a dos “games” ficavam no 3° andar, a cozinha e a sala de jantar no térreo e no segundo andar, a biblioteca e a academia.

Além de ser uma casa gigante o terreno também era. Tinha uma piscina maravilhosa que pegava quase metade do terreno, Havia também: um mini bar com sinuca e tênis de mesa, parquinho, sauna, kart, boliche, quadra de basquete, tênis, basebol e vôlei. Após umas duas semanas na casa nova eu já havia explorado tudo nesta casa dos sonhos.

Certo dia meus pais e meu irmão saíram para jantar fora e eu não quis ir, preferi ficar assistindo minhas séries e cuidando do Mili. Quando o tédio atingiu seu auge, resolvi dar uma volta pela casa, mas de repente ouvi alguém me chamando, era uma voz de criança, aparentemente de um menino, e falava bem baixinho. Mesmo estranhando a situação e já morrendo de medo, uma vez que a coragem não é o meu forte rsrsrsrs, resolvi seguir aquela voz, a qual me levou até a porta do sótão.

O sótão em si era meio escuro, tinha apenas uma janela redonda bem no alto e um foco central. Estava tudo empoeirado, vários móveis velhos, possivelmente dos antigos donos, alguns livros jogados e decorações de natal. Logo que entrei a voz parou e eu já estava quase certo de estar louco quando ouvi um barulho atrás de mim, me virei e deparei-me com um livro grosso e velho, de capa dura com um tipo de "espelho" colado na capa. O que mais me chamou a atenção foi que o espelho refletia todas as imagens de ponta cabeça e isto literalmente não fazia o menor sentido.

Por mais misterioso que fosse o livro, o que me deixou mais abismado foi o fato de que eu não conseguir abrir ele, parecia que suas páginas estavam completamente coladas. Não importava o esforço que eu fizesse, nada parecia dar algum resultado.

Peguei o livro, sai do sótão e fui direto para a cozinha tentar abrir com uma faca ou qualquer coisa pontiaguda. Mas novamente, nenhum progresso. Poucos minutos se passaram quando eu escutei uma risadinha, como se fosse de deboche, vindo de trás de mim. Empunhei a faca e me virei rapidamente para trás:

— Quem está ai!? (Gritei seguido por um profundo silêncio)

Fui caminhando lentamente até a sala quando deparei-me com o pequeno Mili todo arrepiado olhando para um canto escuro próximo a estante de livros. Ele estava com os olhos vidrados como se estivesse vendo algo muito assustador, mas eu não estava vendo nada. Voltei para a cozinha e o livro tinha sumido, procurei por toda parte até que escutei a risada novamente. Corri para a sala e lá estava o livro, enfiando atrás da grande estante de madeira rústica, mas obviamente alguém colocou ele lá... Comecei a observar a estante e percebi que atrás dela tinha um fundo falso, escondido com o papel de parede. Retirei todos os livros dela, empurrei a estante para frente, cortei o papel de parede nos contornos do fundo e ao forçar esta parte solta, a mesma abriu-se como uma porta, escondida no papel da parede e atrás da grande estante.

Olhando de fora estava tudo muito escuro, corri para a garagem peguei uma lanterna e adentrei na passagem secreta. Lá dentro parecia uma grande sala antiga, paredes ásperas e amareladas com muitas teias de aranha e mofo, o chão era de concreto puro e estava coberto de poeira, obviamente já fazia muito tempo que ninguém entrava ali. Caminhei sem rumo pela sala, que por sinal não era muito espaçosa, até que em certo momento percebi que a luz da lanterna refletiu, iluminei novamente o local e deparei-me com um grande espelho oval de moldura preta. Este espelho refletia a imagem de uma árvore sem frutos ou folhas, o que era curioso visto que ali dentro não havia mais nada além de mim, que por sinal, via minha imagem refletida de ponta cabeça no espelho, bem como na capa do livro misterioso.

Fiquei alguns minutos tentando entender o porque do meu reflexo invertido, e se a árvore era um reflexo ou uma pintura feita no espelho. Em seguida a luz da minha lanterna simplesmente apagou e eu não conseguia ligá-la novamente. Olhei para o espelho e tinha um menino do meu lado, era totalmente cinza ou preto e branco, como se não tivesse cores. Por mais que eu não pudesse senti-lo, eu podia velo. Ele se aproximou da minha orelha e cochichou:

— Muito bem você me achou! (Disse com um sorriso sinistro no rosto)

Eu larguei a lanterna e corri para porta, mas a mesma se fechou repentinamente na minha cara.

— Ei não vai embora não, a brincadeira só esta começando (Falou o estranho menino sem cores).

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.