O outro lado do clichê

7 7 - Os boatos voam longe


Notas iniciais
Olá queridos leitores! *-* Demorei demais não é? É que ocorreu problemas familiares e eu não pude nem tocar direito no computador para fazer as fanfics. Realmente eu nem pude. Em relação ao que eu escrevi nas notas iniciais do "trailer" eu fico grata pelo apoio e conselhos. Com certeza li todos e digo que está tudo resolvido, mas não estou namorando não gente! Agradeço a Queen, Nêmesis e butterfly por comentar no anterior. Muito obrigada pelo apoio também, muito significa para mim. Muito obrigada a Anny C por favoritar, de verdade. Adorei demais quando vi que mais pessoas estão acompanhar a minha fic. Espero que gostem, pois faço para vocês.

Capítulo sete

Os boatos voam longe

“As juras mais fortes consomem-se no fogo da paixão como a mais simples palha.”

(William Shakespeare)

Acordei com a baba escorrendo e o meu travesseiro ensopado. E espero que isso seja por ter sonhado que estava comendo um delicioso petit gateau com sorvete de coco.

Infelizmente meu costumeiro sanduiche terá de ser substituído.

“Estou na frente da sua casa.” — Logan.

Pensei ser um sonho daqueles, mas ao abrir a janela para dar uma espiada peguei o garoto me fitando. O quê? Então era verdade? Justo quando meu cabelo parece um ninho de pássaros?

“Não quero falar contigo!” — Audrey.

Botei o uniforme que estava usando ontem mesmo, todo amassado e um pouco sujo. Para que lavar a roupa se ninguém se interessa? Até porque uma certa pessoa nem sequer se despediu ou pensou duas vezes antes de sair para se divertir no shopping com duas piranhas.

— Au, eu posso explicar.

Estava saindo do meu lar silencioso para ser parado por um traíra como ele? Simplesmente dei a minha melhor expressão de “não ligo para nada” antes de abrir a minha boca.

— Por que fala assim? Somos namorados por acaso, Logan? — encarei-o firmemente.

Ele deu um fraco sorriso, porém não mostrou algum sinal de que ia desistir.

— Não ia ser de nada mau, mas quero falar sobre ontem. — sussurrou perto do meu ouvido ao me segurar pelo pulso.

Bem sabia que eu ia tentar fugir o mais rápido na primeira oportunidade.

— Quer conselho amoroso? Não é porque nos falamos por uns dias que somos melhores amigos. — provoquei.

— Sou vizinho da Catherine. — começou.

— E o que tem a ver? — já estava ficando irritada.

Será que até a minha colega está atrás disso?

— Aquelas duas são amigas dela e me avisaram que ela estava sem a chave da casa dela e tinha que pegar a roupa do balé. Como eu a tinha comigo fui correndo até lá, porém quando voltei não estava mais na lanchonete. — segredou-me.

— E por que não deixou para elas levarem? — questionou.

E eu e a desconfiança somos inseparáveis.

— Pois elas tinham de ir naquele horário ao médico que fica perto do colégio. — declarou.

Com isso eu anulei a próxima questão, que era: “por que não mandaram mensagem?”, já que o consultório era perto de onde estávamos.

— Não sabia que moravam perto um do outro. — tinha ficado muito mais calma agora.

“Pensou na proposta?” — Evan.

Canalha, maldito, idiota...

— Posso te acompanhar? — e foi o Logan a interromper meus xingamentos mentais.

— Vai de ônibus? Ou de carro? — quis saber.

— Mas ainda está cedo e o meu pai foi trabalhar com o veículo, que tal irmos de a pé? — opinou.

E pergunta atrás de questão!

— Da minha casa a escola dá meia hora. — tentei o convencer a irmos para a parada.

— Porém eu só tenho notas de R$100,00 no bolso e o cobrador não pode dar mais de R$30,00 de troco. — queixou-se.

E ainda fez questão de me mostrar aquelas notas altas na minha frente?

— Tudo bem então. — dei-me por vencida.

Passamos pela primeira subida pequena e eu estava quase desmaiando de cansaço, tanto que em um momento eu não prestei atenção e tropecei no meio-fio. Se eu consegui me levantar? Por um momento não. Meu joelho estava doendo e eu realmente me assustei ao ver que estava sangrando.

— Eu vou morrer! — gritei.

Não creio que vou ir para o outro mundo sem nem ter um namorado ou uma amizade? Nem sequer irei saber também se farei psicologia, história ou outra graduação?

— Outro dia eu tirei mais sangue do que você está perdendo agora e está dizendo que vai falecer? — disse entre risos.

— Isso não se faz. — reclamei de sua reação.

— Desculpa. — murmurou baixinho.

Seu rosto perto do meu e um beicinho se formava em seu rosto,

— Só se me levar para a escola. — dei uma condição.

— Vou ligar para o Evan vir nos buscar. — declarou.

— O quê? Isso nunca. — sussurrei.

— Você o odeia Au? — olhou-me em desaprovação.

Que eu falo? “Sim, sim, sim, mil vezes sim!”.

— Não é isso, é que falta pouco para chegarmos ao colégio. Por que não me leva na cacunda? — perguntei.

— Tem razão. — finalmente desistiu daquela estupida ideia.

E ao virar de costas e ver o quanto era forte e definido eu fiquei envergonhada de fazê-lo. Arrependendo-me por ter feito aquela proposta indecente. Imagina o que os outros pensariam se nos vissem?

Pelo menos não precisaria mais ver aquele demônio de olhos verdes.

— Só me deixe apoiar-me em você mesmo. — balbuciei.

— Assim será mais rápido. — rebateu-me.

E infelizmente eu tive de pular nele e deixa-lo segurar suas mãos quentes em minha coxa, como uma caricia. Sem falar da sensação de sentir sua musculatura com meu corpo foi, no mínimo, constrangedor.

— Você é mesmo atrapalhada, não é?

Foi quando eu notei, com meus próprios olhos, que minha pasta tinha caído e junto dele havia alguns pertences pelo chão. E o pior de tudo isso é que entre eles estava dois absorventes e uma camisinha. Justo aquela em que minha mãe deu ontem.

Mas quem colocou na bolsa, senão...

Evan, eu juro que vou te matar.

— Deixa que eu pego! — berrei.

Tomara que ele não tenha visto, por favor.

— Não sabia que era dessas. — segredou perto de mim.

Tarde demais.

Além de ter mirado aquela coisa feito de látex, ainda tocou nele e colocou na mochila, para depois pôr a minha proteção contra micos em dias que estou menstruada no mesmo lugar.

E para mim sobrou apenas guardar o penal.

— Obrigada. Nunca se sabe quando iremos precisar, não é? — dei uma desculpa esfarrapada.

Seria injusto brigar com ele por conta disso.

— Agora pode subir. — declarou aos risos.

Nada disse sobre o meu comentário fajuto e me deixou novamente abraça-lo e me agarrar a ele enquanto ainda nem sabia se acreditava nele.

Na esquina eu simplesmente saltei e fiquei de novo no chão, tendo de ser pega por ele e me apoiar em seu ombro. Ninguém pareceu me ver, não quando Catherine apareceu no mesmo instante que nós.

— O Logan é vizinho da Catherine e ele foi lá cuidar dela por que estava doente? — uma pessoa perto de mim sussurrou.

— Não, soube que os dois moram juntos e vão casar em junho. — revidou.

— Será que é porque está grávida? — fofocou.

Maldade pura!

— Sim, e até já compraram umas roupinhas.

Que é isso que estou ouvindo?

— Por que ainda não nos convidaram? — sussurrou.

E no momento seguinte ouvi um “parabéns” vindo delas em direção a popular da escola. Ela pareceu não entender e deu de ombros, no entanto eu entendia completamente a situação.

— Logan, você... — ao olhar para o lado não o vi mais.

Fingi não ligar e fui para a minha sala.

“Evan, eu vou te trucidar!” — Audrey.

Era isso que eu queria fazer quando não o vi na classe.

“Se te ver com uma garota terei o prazer de contar para a sua querida Catherine.” — Audrey.

E no momento seguinte apareceu na minha frente às pressas.

Nada melhor do que uma ameaça.

— Por que escondeu a camisinha na minha bolsa? — esbravejei.

— Esse seu ciúme é ridículo. — gritou.

Ia perguntar do que estava falando, mas ao ver umas meninas cochichando e rindo para ele eu entendi justamente o que tinha ocorrido.

— Pode começar a explicação!

— Eu só queria que sua mãe ficasse feliz por um momento. — segredou.

— Vou fingir que entendi. — murmurei.

— Se ela não visse a camisinha pelo quarto ia realmente achar que a filha encalhada dela perdeu a virgindade comigo. Não sou um gênio? — declarou.

— Foi por sua causa então que ela marcou uma ginecologista para mim, sabia? O que acha que a mulher vai pensar quando ver meu hímen intacto? E minha mãe? — fiz várias questões pelo nervosismo.

— Dá para falar mais baixo? — sussurrou.

— Se fosse você ia ser melhor desmentir essa nossa trans-

— Por que não conta a ela? — retrucou antes de eu terminar.

— Já fiz, nem sequer acreditou. — confessou.

— Só irei ir na sua casa porque sua mãe é muito boa.

Eu não ouvi isso, não escutei. Repeti em minha mente.

Respira. Inspira.

— O quê? — explodi, não literalmente.

— Quer dizer, gente boa.

Dei um soco nele no braço e fitei a porta, vendo nada menos que a minha colega de muito tempo correndo de maneira desesperada. Apesar de tê-la vista em uma fração de segundo percebi que chorava.

— Vai. — empurrou-me o diabo.

— Eu não sei o que fazer.

— Se vira, você tem um trato comigo.

Dei de ombros e realmente aceitei que ia tentar virar amiga dela, mesmo que sem dizer algo sobre isso.

— Tudo bom? — sussurrei.

Sei que é idiota e deveria receber uma resposta do estilo “tolerância zero”, todavia eu tinha de começar com algo.

— O que acha? Soube do que falaram de mim? — choramingou.

— Infelizmente sim. É só mostrar um exame médico. — fui sincera.

— Do que está se referindo? — perguntou.

— Não é sobre acharem que está gravida? — quis saber.

— Estão espalhando sobre isso também? — e as lágrimas caíram mais.

— Tudo bem, é só desmentir no jornal com um exame médico negativo e o relato do que realmente aconteceu. Sei que acreditaram em ti. — consolei-a.

— Você não crê nesses boatos?

— Claro que não. Por que não fala com o Logan sobre o ocorrido? Quem sabe com os dois desmentindo as fofocas acabem. — aconselhei.

— Só você para me ajudar Audrey. — disse a Cat em meio ao choro.

Ela me abraçou de uma maneira tão desesperada que chegou a me dar pena. Isso mesmo, eu que sou uma antissocial sem vida amorosa, estou sentindo agora da garota mais popular do colégio.

— Não foi nada.

— É uma amiga e tanto.

Foi isso mesmo que ouvi?

Notas finais
E ai? Que acharam? Imagem não é minha. Desculpa pela demora e se tiver erros. Quem quiser comentar muito me fará feliz. Amo vocês, senti muita falta mesmo dos meus leitores. E quem quer recomendar a fic? Sei que é mega cedo, mas me deixará contente também. Claro, se acharem que a fic merece! Podem criticar também, porque me ajuda a melhorar. Beijos, até a próxima.