O outro lado da Cicatriz

4 Md. Geneviève......Artefatos, Animais e Antiguidades desde 1875 a.C.


Notas iniciais
Só para avisar, os avisos de POV ficarão inclusos nos textos, para vocês não se perderem. ;)

Pov. Sophie

– Er... Com licença! – ouvi uma voz atrás de mim –Você deixou cair isto!

Eu me virei e vi os dois melhores amigos do Potter segurando o meu livro de feitiços.

– Mérci, Mecié Weasley! – eu sorri, pegando o livro de volta.

– Você me conhece? – ele perguntou, assustado.

– É claro que ela conhece, Rony! – a garota falou, como se já não fosse óbvio – Ela foi o par do Neville no baile de Inverno, há dois anos. Só não achei que ela fosse se lembrar...

– Não tem problema, eu me apresento. – eu dei o livro para Louis segurar, e estendia mão – Sou Sophie Sullen.

– Hermione Granger. – ela apertou minha mão – Mas o que uma aluna de Beauxbatons faz no Beco Diagon-All?

– Na verdade, estou perdida. – eu tive que admitir – Não consigo encontrar a Floreios e Borrões em lugar nenhum!

– É o prédio mais fácil de se encontrar por aqui! – Rony falou, me apontando o caminho – Segue por ali e você logo vê ela, não tem como errar!

– Mérci! – eu disse, seguindo por onde ele me indicou. Tenho certeza de que Granger ficou se perguntando o que estou fazendo aqui, e se vou para Hogwarts. Como eu queria poder dizer que não vou!

Caminhei na direção que Granger me indicou. Era uma loja alta, com uma placa de ferro que balançava e rangia com o vento. Parecia o som de uma porta velha em uma casa velha.

– Que arquitetura pitoresca! – eu desdenhei – Nem para halloween serve! Cé deprimont!

Contrastando com o museu de poeira na minha frente, a loja do outro lado da rua era bem mais convidativa. Na vitrine, um artefato me chamou a atenção. Não era nada demais, mas era muito bonito. Havia uma caixa de jóias na vitrine, de madeira escura e envernizada, recoberta com veludo vermelho. De dentro saíam colares de pérola rosa, pulseiras com diamantes, tiaras e anéis encrustados de pedrarias. Mais ali, escondido e ofuscado pelo brilho das outras joias, havia uma pequena pulseira. Era de pérola, com um camafeu de prata envelhecida. Eu já vi ele antes. Como em um sonho.

– Cuidado, senhorita. – uma voz grave, mas gentil, falou ao meu lado – Joias místicas fazem cair grandes bruxos.

Ele era um homem, de cabelos loiro-acastanhados, penteados para o lado, com princípio de calvície. Era alto e magro, vestia-se como um pai de família bruxa. Devia ter uns 45.

– Brilho alegra os olhos, poeira afasta visitas. – eu repeti uma das famosas frases da mamie.

– Tome cuidado com o brilho que ofusca. – ele disse, sem me olhar – Ele pode cegar.

O homem caminhou apressado, andando em linha reta, como alguém que recebe um chamado. Adentrou em uma das lojas, sumindo de vista. Cara esquisito.

~~*~~

Pov. Belle

Sempre achei que lojas de antiguidades pendiam ao lado oriental, com armaduras de samurais e vasos de mil anos. Mas este é muito mais limpo, organizado e eu diria até estiloso. Em uma prateleira cheia de livros, vi um em particular, com uma capa verde, que dizia: Scolfh, O Início. Por Reithon Scolfh, historiador de famílias mágicas e PHD em História da Magia.

Estendi minha mão para pegar, mas outra pessoa pegou o livro. Quem ousa pegar um livro que é meu por direito? eu pensei, e olhei furiosa para o dono da mão. Ele era alto, pele pálida, cabelo loiríssimo, quase grisalho, dono de lindos olhos azuis, devia ter a minha idade.

– Eu vi o livro primeiro. — ele disse, parecia infantil e nada amigável.

– O livro foi escrito por meu tataravô! — eu ri, cínica, feliz ao ver seu olhar assustado — Acho que isso me torna dona por direito dele.

– Bom... — ele me estendeu a mão, meio sem jeito — Sou Malfoy. Draco Malfoy.

– Belle. — eu apertei a mão dele — Belle Scol......

– Scolfh. — ele completou — Pensei que os Scolfhs não estudassem em escolas....

– Não estudam. Mas o Ministério pressionou tanto que não tive opção... — eu disse, meio sentida — Pode ficar com o livro, eu sei de cor!

– Bem, obrigado, Belle! — ele disse.

Ele se aproximou de mim e me deu um beijo no rosto, perto dos lábios. Depois se afastou e ficou me olhando fixamente.

– Draco, Draco, Draco... — eu cruzei os braços, rindo — Se eu fosse você, não seguia por este caminho...

– Por que não? – ele caminhou lentamente, se aproximando de mim. Perto demais. – Incomodada?

– Não... – eu sentia meu coração pulsar forte, a sensação mais deliciosa que eu já tinha sentido – Só desejosa...

– Com o que? – ele sussurrou, seus lábios próximos dos meus.

– Com...

Eu senti Draco me abraçar, mas não foi intencional. Caímos os dois no chão, abraçados, ele sobre mim. Senti seus lábios tocarem os meus, e ele levantou a cabeça, corado.

– Oh mon die! Pardon! – uma garota disse, colocando as mãos no rosto – Foi sem querer!

Draco se levantou primeiro, depois me levantou; passou seu braço direito em minha cintura e a encarou, cruel.

– Olhe por onde anda! Você derrubou a mim e a minha namorada! – ele falou, desprezível.

– Namorada?! – eu olhei para ele, ele não pode ter dito isso.

– Agora é! – ele disse.

Estendeu a mão, com meu livro, e entregou para a garota.

– Quanto é?

A garota abriu o livro. Na contracapa estava escrito de tinta “23 galeões”. Ela sorriu, cínica.

– Mecié não sabe ler? – ela devolveu o livro – Deveria analisar melhor aquilo que vai comprar!

– Eu até ia, mas você me derrubou antes! – ele falou, raivoso. Soou meio infantil. – Eu posso fazer a dona daqui te demitir, cherry!

– Cuidado com quem você ameaça, mecié Malfoy. – ela falou, com um sorriso nos lábios – Nem todos são fracos e indefesos como você pensa.

– Como você sabe o nome dele, se ele não falou? – eu perguntei, curiosa.

– No mundo da magia, é fácil reconhecer pessoas. Traços de personalidade são herdados de geração a geração, assim como certas cores de cabelo... – ela olhou para ele com desdém, mas depois virou-se para mim e estendeu a mão – Queira me perdoar, mademoiselle, sou Sophie Sullen.

– Belle Scolfh. – eu apertei a mão dela, com um sorriso. Nossa, acho que eu disse alto demais.

– AI MEU MERLIN!!!!! BELLE!!! EU TE AMO!!! – uma garota surgiu sabe-se lá de onde e gritou, histérica. É sempre legal ter um fã por perto...

– O..obrigada! – eu disse, meio corada.

Ela me estendeu um DVD do meu último show gravado em Las Vegas e um exemplar do meu Kit de Mágica para Iniciantes, e eu assinei tudo, enquanto ela vibrava de alegria e excitação. Depois, ela saiu, saltitante.

– Cé deprimont... – Sophie exclamou, enojada. Realmente, ela é bem francesinha.

– O sucesso é o começo para o domínio! Minha família sabe muito bem disso... – eu disse, enquanto lágrimas começaram a cair de meus olhos – muitos morreram para manter o mundo mágico a salvo... mesmo estando fora dele...

– Eu achei que os Scolfhs estavam extintos. – Draco falou – Pensei que você era a única!

– Mon Merlin, mecié Malfoy! – Sophie exclamou, furiosa – Os Scolfhs foram a família pioneira no estudo dos trouxas, à procura de um novo local para instalar as recém-descobertas famílias mágicas. Mas ao invés de um lugar seguro e tranquilo, ganharam tochas, fogueiras e forcados dos trouxas medrosos da Renascença! – ela empurrou o livro com força nos braços dele – Se quer ficar com ela, deveria ter feito a lição de casa!

– Nós não somos namorados! — eu me enfureci — E da próxima vez que que você falar algo do tipo eu conjuro um Colupso em você e nele!

Tá, pareceu forçação de barra. Até parece que eu inventei.

– Escusa? — Sophie ficou confusa.

– Colupso é um feitiço que retira a aura de um animal e a coloca em uma pessoa, assim esse alguém passa a se transformar nesse animal. — eu expliquei — Os primeiros animagos são responsabilidade de minha família...

– Trés bién. — ela pegou a varinha e fez um X sobre o peito — Palavrum Correctum que eu não vou tocar neste assunto até ser solicitada.

Eu concordei, e depois olhei para draco, esperando uma resposta.

– Tá bem! — ele disse, com um sorriso malicioso — Mas você vai ter que namorar comigo!

– Namorar?! — eu exclamei, furiosa.

– Até parece que você não quer... — ele provocou, me abraçando.

– Como não tenho outra alternativa... — eu disse, vencida.

Draco sorriu e me beijou. droga, arrumei um namorado.

– Palavrum Correctum. — ele conjurou, por fim.

Notas finais
Draco atrevidinho...