O olhar das estrelas
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Chegando em casa pensei:
–Acho que vou fazer um janta romântico para ele
Acho que você poderia tretar com o amigo dele
O coisa chata! Então eu fingi me esqueci dela e fui ao supermercado para comprar as coisas para o jantar, eu comprei macarrão, molho branco, presunto, bacon, queijo ralado e duas velas.
Eu preparei um delicioso macarrão. O cheiro estava vagando pelo ar, o cheio estava realmente muito bom. Eu peguei dois copos e o refrigerante que estava na geladeira e coloquei na mesa. Quando o macarrão estava pronto o deixei na panela para não esfriar.
Eu fui para a loja de roupas para comprar um vestido maravilhoso para o nosso jantar, felizmente, eu voltei a tempo. Enquanto Pedro não acordava eu arrumei um pouco a casa. Quando acabei coloquei as duas velas em um suporte e deixei-as apagadas em cima da mesa.
Quando ouvi Pedro descendo as longas escadas, eu acendi as velas rapidamente, quando ele chegou lá em baixo, eu disse:
–Surpresa!
–Mas o que é tudo isso? – Pedro disse ainda com sono – não precisava.
–Mas é claro que precisava, eu queria te agradecer por ter cuidado de mim no hospital, e um jantar foi o único jeito de te agradecer.
–Ummm... Que cheiro delicioso é esse?
–Nada, só macarrão a La minha moda – disse fazendo sotaque.
Então ele se sentou à mesa, eu pus um pouco de macarrão em seu preto e no meu, peguei o refrigerante e coloquei nos dois copos, Pedro deu uma garfada e disse:
–Ummm... Que delicia... Está magnifc! – disse tentando imitar meu sotaque francês.
Ele estava sorrindo, eu gostava quando ele sorria, quando mostrava seus entes brilhando, aquela cara de felicidade e alegria. Nós comemos bem devagar para apreciar o gosto, mas não tão devagar se não a comida ia esfriar, eu estava feliz por ele estar feliz:
–Acha que eu não vi o vestido – ele disse. Ops... Acho que devo ter ficado olhando muito para o vestido.
–Não sei não... Vai que você percebeu agora?
–Será?
–Eu já me cansei disso – eu falei “irritada”.
–E você acha que eu não sei disso.
–Eu estou com sono – disse quando acabei de comer – vou dormir — “bocejo” — Boa noite.
–Boa noite.
Chegando ao quarto coloquei aquela camisa do Pedro que eu tanto gostava, escovei os dentes, deitei na cama e me cobri com aquele cobertor maravilhoso. Logo depois ouvi Pedro entrar no quarto, se arrumar e deitar ao meu lado passando seu abraço ao meu redor. Eu dormi sorrindo, pois Pedro estava comigo.
Eu estava caindo, não parava de cair, de repente, parei de cair e tudo que estava comigo parou também. Eu desapareci e reapareci em outro lugar.
Pedro estava lá, então em corri para abraça-lo e ele me beijou, depois disso me jogou para o lado, e ele olhou para frente, eu também olhei para aquela direção e vi Dustin correndo na direção de Pedro, então ele começou a correr em direção do Dustin.
De repente, não via mais nada, quando consegui ver de novo, vi a cabeça de Pedro rolando em minha direção. Perdi a força das pernas e caí de joelhos soluçando de tanto chorar, eu havia perdido ele de novo...
Eu acordei entre soluços e me sentei na cama, eu estava desesperada, Pedro acordou na hora e se sentou ao meu lado:
–O que foi Caroline? Pesadelo?
–O mesmo... – disse chorando.
–Fica calma – ele me beijou – já passou, tudo vai ficar bem...
Eu demorei para me acalmar, e não entendia, porque eu havia sonhado com aquilo de novo, isso nunca acontecera comigo...
As noites foram se passando e os pesadelos foram se repetindo, às vezes, eu não sonhava nada, mas quando sonhava era com aquilo. Eu pensava que estava enlouquecendo, era estranho sonhar com a mesma coisa, eu tinha medo de dormir e sonhar com aquilo, ás vezes eu passava a noite em claro bebendo café e sentada na cozinha.
–Acho que você deve ir ao médico – Pedro disse enquanto tomávamos café da manhã.
–Acho que eu divo ir ao médico.
–Nossa que boa ideia, eu acho ela bem familiar. Ah espera! Foi eu que tive essa ideia –Pedro disse com uma ponta de sarcasmo.
–Para de chatice e termina logo esse café!
Quando terminamos o café, nós fomos nos arrumar, eu fui colocar uma roupa confortável para ir ao médico. Chegando lá fiquei esperando na sala de espera, quando o doutor me chamou fui sem pressa para a sala, pois estava confiante.
A sala era branca com vários moveis, com aquele ar nervoso como se tivesse acontecido um assassinato. Eu estava bem até chegar na sala, quando cheguei senti um nó na garganta, então agarrei o braço do Pedro:
–Vai ficar tudo bem, né Pedro?
–Vai sim Caroline, vai sim – Pedro tinha um tom de incerteza.
Chegando na sala, Pedro contou tudo o que tinha acontecido para o doutor.Eu estava com medo de acontecer alguma coisa, o doutor fez um sinal para eu e Pedro sentarmos nas cadeiras em frente sua mesa, então pegou sua caneta e sua prancheta e me perguntou:
–Você começou a ter pesadelos antes ou depois do tombo?
–Antes mas uma única vez.
Então ele anotou alguma coisa em sua prancheta:
–Não sei como dizer isso mas, você só tem 2 semanas de vida – meu coração parou.
–Como assim doutor? Porque? – Pedro falou parecendo mai nervoso do que eu.
–Quando você levou o tombo, o seu subconsciente te impediu de ter outro sonho, e para isso parar, você terá que levar outro tombo, mas você teria 85% de chance de morrer.
–Então vou morrer de qualquer jeito – falei com lágrimas brotando em meus olhos.
–O que você vai fazer? – Pedro perguntou.
–Eu não sei – eu estava chorando.
–Olha – Pedo começou -, vamos pegar dessa 2 semanas, 13 dias, vou fazer 12 desses dias os melhores de sua vida e no 13º você tenta levar o tombo, se você morrer, pelo menos morrerá feliz.
Então Pedro se aproximou de mim e me deu um beijo longo e desesperador como se fosse o ultimo...
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