O novo príncipe do tennis

9 Capítulo 9- O último treinamento!


Notas iniciais
Com toda a certeza, todos nós aprendemos algo com este capítulo

Os dois pegaram suas mochilas, e se dirigiram para as quadras de Tennis. A única disponível, era a 1.

– E o juiz, Senpai?- Hajime pegou sua raquete, jogou sua mala, e foi para seu lado.

– Não tem...- Akira pegou sua raquete, e apontou para Hajime.- Nós temos que jogar assim as vezes, certo? Pode sacar...

– Pega essa, Senpai!- Hajime sacou, com força total.

– Força total, para um saque? Tentativa de Ace?- Akira devolveu com força mediana, e seu cabelo era violentamente levado para a direita.- Seja o que for, falhou...

– Droga...Eu já joguei contra o Senpai...Não sei como, mas ele presta atenção os seus erros, nas ações certas, e no jogo...Senpai, voce é incrível! Porém...Eu irei vencer!- Pensava. Hajime devolveu a bola com força elevada, enquanto seu cabelo era violentamente jogado para frente.

A expressão dos dois era de determinação. Eram praticamente gemeos, a expressão era quase identica. Depois de 5 minutos sem nenhum ponto, Akira resolveu arriscar.

– Aaaaah!- Akira foi para rede, e devolveu a bola com força total, e voltou correndo para trás.

Nesse mesmo instante, Akira marcou um ponto. Hajime foi até os pontos, e colocou 0 á 15.

– S-senpai...- Pensou Hajime.- Senpai...Pega essa...Fracote...Fracote que...Que caí por um simples ferimento no olho! Fracote sem um pingo de determinação!- Hajime sacou, com força mais que total. Ele colocou sentimentos num jogo.- Só com esse tipo de ofensa...Posso tentar me igualar ao Senpai...- Pensava.

– Hajime...Voce...- Akira estava com a cabeça baixa, e mesmo assim, devolveu-a com força elevada.- Voce colocou sentimentos num jogo... Tennis... Tennis não é assim.- Akira permaneceu com a cabeça baixa, e seu cabelo era levado com leveza para trás.

– Senpai...Voce é um fracote mesmo! Como não colocar sentimentos num jogo? Voce joga pelo que, já que não pode-se ter sentimentos numa partida?- Hajime devolveu com força mais que total.

– Não é desse tipo de sentimento, Hajime...- Akira levantou a cabeça, com um olhar determinado, correu para frente da rede, e devolveu com força maior que a de Hajime, marcando assim um ponto. Ele voltou correndo, e agachou-se, colocando a raquete para trás, e abaixando a cabeça.- É a raiva, o ódio, tristeza... Numa partida, o ideal é não por esse tipo de sentimento, e sim alegria, esperança, determinação... São esses os sentimentos... De uma partida de Tennis!

– Senpai...Voce tem razão...Mas só assim, posso me igualar a voce...Me desculpe...- Pensava Hajime, enquanto ia colocar 0 á 30. Hajime voltou correndo, levantou a bola, e sacou.

Ficou tudo assim, por 8 minutos.

– Senpai... Voce é mesmo um fracote... Ódio, raiva, tristeza... São coisas momentaneas... Não podemos evitar!- Hajime correu para frente, e desferiu uma bola com uma velocidade a cima do normal, marcando assim, um ponto.

– Hajime, pense comigo...- Akira foi até lá, colocou 15 á 30, e voltou correndo.- A hora que voce percebe o ódio, a tristeza, raiva, decepção... É que voce pode para-los, e plantar amor, felicidade, esperança, determinação... É isso que eu faço... Sempre que jogo.- Akira fixou o olhar em Hajime, e deu um leve sorriso.

Hajime sacou, sem dizer nada. O jogo seguiu assim, por 16 segundos, até que, Yusuke, passeando pelas quadras, os avistou, e parou para olha-los, de longe.

– Akira? Jogando com o Hajime? O que será...Que está se passando na cabeça dos dois?- Pensava. Yusuke se sentou num banco, um pouco próximo a quadra.

– Senpai, pare de ser covarde... Admita, não dá para parar sentimentos assim!- Hajime devolveu a bola com uma força com absurdo ódio envolvido.

– Não pode ser...O Akira é o Senpai do Hajime? Então... Pra que tudo isso, vindo de Hajime?- Yusuke pensava.

– Hajime... Isso é possível. Voce não acredita em si mesmo?- Akira devolveu a bola com força leve.

– Senpai... Acreditar eu acredito. E voce, acredita em si mesmo?- Hajime devolveu a bola com força mediana, com seus cabelos jogados pelo vento para cima, para baixo, e para ambos os lados.

*Flashback do Akira*

Durante a eliminatória da liga dos Novatos, Akira estava jogando, quando seu adversário pergunta se ele acredita em si mesmo.

– Eu acredito em mim mesmo... E nas coisas que considero importante! Se eu não acreditasse em mim, não estaria aqui hoje! Por que já teria desistido a muito tempo, não teria suado tanto para estar aonde estou! Backhand!- O jovem Akira trocou a raquete de mãos, se aproximou um pouco da rede, e devolveu a bola com um Backhand.

*Fim do Flashback de Akira.*

– Olha, Hajime... Como eu já disse uma vez, a um antigo adversário... Eu acredito em mim mesmo, e nas coisas que considero importante... Se eu não acreditasse em mim, não estaria aqui hoje... Por que já teria desistido a muito tempo, não teria suado tanto para estar aonde estou... Backhand.- Akira trocou a raquete de mãos, e aplicou um Backhand, sem sucesso de pontos.

– Akira faz pensamentos muito rápido, e lembra na mesma velocidade... Ele é realmente um príncipe do Tennis. Eu acredito que o Hajime tem a mesma coisa... E quer se igualar ao seu Senpai... Com palavras desse tipo...- Pensava Yusuke, o jovem estava prestando muita atenção na partida.

– Senpai... Voce fala coisas assim... E da pra ver pela sua expressão... Mas, Senpai, é isso que está escrito... No seu coração?- Hajime devolveu a bola, com força elevada.

– É. Se é isso que eu acho, e se é isso que eu sinto, está com certeza escrito no meu coração. Hajime, eu sei que também está escrito no seu, só basta encontrar... Lá no fundo dele, por mais fundo que seja... Está lá... Nunca desista do que considera importante... Nunca se entregue, nunca desista... Se um dia quer ser um grande tenista... Leve isso com voce em todas as partidas...- Akira se aproximou da rede, e devolveu a bola, com força leve, sem sucesso de pontos.

– Senpai...- Os olhos de Hajime encheram-se de lágrimas, e ele devolveu com força leve.- Me desculpe por tudo o que disse... Só queria me igualar a voce...

– Eu estava certo... Hajime admira muito seu Senpai... Assim como admira Ichiro, seu ídolo... Hajime quer ler as pessoas assim como Akira, quer aprender muito no Tennis, quer ser como seu Senpai...- Yusuke pensava, enquanto pegava uma bebida na máquina ao lado.

– Tudo bem, Hajime... Mas, não é assim que se evolui no Tennis... Voce tem que colocar todos os seus sentimentos bons nos seus braços, coração, e esvaziar a mente... As decepções vem, mas as transforme em determinação... A tristeza vem, transforme em alegria... Faça isso com todos os sentimentos ruins, transforme em coisas boas... Se quer ser um grande tenista, leve isso com voce, em todas as partidas, e para sua vida pessoal, Hajime.- Os cabelos de Akira eram levados levemente e suavemente pelo vento, para a direita, os óculos no pescoço, iam para a mesma direção, e o suor escorria de seus cabelos. Akira se aproximou da rede, devolveu a bola com força elevada, marcando assim, o último ponto da partida.

– Partida terminada! Akira venceu!- Yusuke invadiu a quadra.- Akira... Eu aprendi muito com voce nesta partida, mesmo não jogando só observando... Akira... Voce é o príncipe do Tennis...- Pensava Yusuke.

– Senpai... Aprendi muita coisa com voce nessa partida, que vou levar para sempre... Voce é o melhor Senpai que já existiu.- Pensava Hajime, enquanto abraçava seu Senpai, junto com Yusuke.

Depois de alguns minutos abraçados e comemorando, Hajime foi para sua casa, Yusuke também. Akira voltou para seu velho local secreto de treinamento, e visitou a sua velha árvore.

– Árvore...- Akira fechou seu punho, e o colocou nela, e abaixou a cabeça.-Voce é uma coisa importante para mim, por isso estou aqui, por que nunca devemos voltar atrás com uma promessa, e nem devemos abandonar o que nos é importante... Eu prometo, Árvore, que vencerei a liga dos lendários, e o mundial com meus amigos... Eu nunca irei lhe abandonar, voce tem meus sentimentos, e eu tenho o seus. Nós criamos laços... E eu nunca desperdiço os laços que crio...- Akira fechou seus olhos, e se deitou ao pé da árvore.- Árvore, eu tenho uma promessa com voce, e não vou voltar atrás.- E adormeceu, ao longo do tempo.

Continua...

Notas finais
Espero que gostem, comentem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.