O nosso amor nunca acabara !! ReNa
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Notas iniciais
Aparentemente Helena estava bem, apenas não quis tocar no assunto ‘seus pais’ e pediu que eu a deixasse sozinha. Fiquei chateado com seu pedido, afinal em outros tempos, quando não tínhamos segredos, ela jamais teria deixado seu marido distante de nenhum assunto. Mas é claro que os tempos eram outros. Fui embora sozinho e preocupado por deixá-la ali, sem minha companhia e proteção.
Já no hotel, após o banho e tentando descansar fui surpreendido com o celular tocando insistentemente. Levei um susto pensando que era Helena, mas não, a surpresa era boa. Alicia estava na cidade e, ao que parecia, disposta a tirar Helena da tristeza.
– Passa pra Leninha. – Ordenou a baixinha.
– Não estou com ela. Estou no hotel.
– Mas você não aprende né maninho...fica longe pra ver se o Ricardão não aparece.
– Dessa vez a culpa não foi minha. Tudo que desejo é estar lá com ela, mas nós fomos a texas e encontramos Roberto. Ele foi grosseiro e deixou-a triste, magoada.
– Grosso! Mas a tristeza da Helena acabará em breve.
– Por... – Tinha até medo da resposta.
– Porque com Alicia por perto ninguém fica triste e eu estou no aeroporto. Quanto tempo leva até aqui?
– E quem disse que eu vou te buscar? – Era uma convencida! – Já estou saindo.
Eu pouco enxergava Alicia. Ela estava escondida em meio a malas e muitas, muitas, sacolas e caixas de presentes.
– Você queria uma carona ou um carregador de mudanças? – Ela estava se mudando ou visitando?
– Acha que eu não traria presentes para Helena e minha sobrinha linda? Imagina, mas não fique chateado, alguns são para você. Agora ajude a sua irmãzinha favorita e vamos largar as malas e seus presentes no hotel. Depois, rumo ao apartamento de Helena.
– Sim senhora. E o Diogo?
– Chega amanhã. Vai trazer algumas outras coisinhas. – Meu pai?!?! Ainda tinha mais? – Encomendas de mamãe. Eu não tinha condições de trazer mais nada e ela comprou dois carrinhos que são as coisinhas mais lindas e fofas. Um rosa e outro lilás, perfeitos.
– Alicia, eu terei apenas uma filha. E já temos o suficiente para criar meia dúzia.
– Deixe de ser mão de vaca Renê Magalhães! – Era uma ordem. Melhor não desobedecer Alicia Magalhães.
Como não adiantava contrariar Alicia, fiquei calado. Ela estava hiperativa e falou a viagem toda. No hotel abriu as malas e arrumou todos os pacotes de presentes para irmos a casa de Helena. Acho que teria de fazer outra reforma e montar um closet para minha filha, não tinha espaço para tanta roupa nos armários. Ela não me deixou ver nada.
– Papai verá junto com a mamãe. Vamos? – E lá estava eu carregado de sacolas novamente.
Logo que tocamos a campainha não tivemos resposta alguma, será que havia algo errado? Eu tinha uma chave reserva desde a troca da porta, mas nunca havia entrado sem ser convidado. Estava decidido a valorizar a opinião de Helena com tudo. E finalmente a porta foi aberta e eu pude ver uma Helena com os olhos inchados pelo choro. Alicia se espantou com a situação, mas ignorou e logo estava com os braços envolta da inchada barriga e beijando seu rosto. Helena também estranhou a situação, não esperava por ninguém naquele horário e muito menos a anã consumista.
– Alicia, é bom te ver!
– Pois é, meu irmão foi incompetente em te levar embora, então eu vim. E não precisa olhar de cara feia, se quer viver aqui, tudo bem, mas eu tinha que trazer umas lembrancinhas.
– Lembrancinhas?
– Quase nada. Venha ver. – E daí em diante foi um tal de roupa rosa pra cá, sapatinhos, variados pra lá e vestidos de grávida lindíssimos. — Olha esses que arraso!
– E esses são para minha sobrinha.
– E naquela sacola têm um look fantástico
A surpresa de Alicia foi agradável e ela conseguiu deixar Helena relaxada e até fazê-la sorrir um pouco. Ela visitou o quarto, deu pitacos na decoração e, quando já estávamos saindo para deixar Helena dormir, tirou mais uma sacola da IMENSA bolsa que carregava.
– Era para eu te obrigar a usar hoje, mas para que não digam que sou mimada, abrirei uma exceção. E não abra agora. Renê só verá amanhã quando nós e Diogo vamos sair para dançar. Você vai arrasar conosco na pista, mas tudo bem, eu não ficarei por menos. Renê e Diogo que se preparem!
– Alicia eu não sei se é adequado.
– Deixe de ser boba cunhadinha. Claro que é, minha sobrinha tem que aprender desde cedo a mexer o esqueleto. Nas outras sacolas tem lingerie adequada, sapatos e acessórios. Vamos Renê?
No dia seguinte...
Depois que Diogo chegou, eu tive algum descanso. Passei a manhã com Helena assistindo DVDs e preparando o almoço. Alicia estava perdida em algum shopping da cidade e nós tivemos tranquilidade, mas no início da tarde ela ligou para avisar que estavam passando no apartamento, eu sairia com Diogo e ela teria tempo para arrumar Helena para a noite. Nem mesmo contou onde iríamos! Mas como não sou maluco obedeci.
Eram 20hs quando bati na porta do apartamento e Alicia atendeu.
– Ela já virá. Está linda!
– Sempre foi.
– Idiota.
– Anã! – Nossa relação não mudou nada.
Quando ela entrou na sala meu coração disparou. Ela estava linda com um vestido preto , rendando na região do seio e sua barriga se destacava pelo tacido caindo em cascata. Perfeita. Entramos no carro e só quando chegamos foi que soubemos qual era a surpresa.
– Danças latinas Alicia?
– Sim, eu disse que Helena ia arrasar.
– Alicia, olhe o meu tamanho.
– Pare com isso amor. – Nesse momento minha irmã era a mais amada do mundo. – Vamos aproveitar essa noite. Só dança se quiser.
Mas é claro que ela quis. Helena não conseguia ficar parada e, mesmo com o ventre dilatado, dançamos muitas músicas de diversos ritmos. Samba, salsa, merengue e tudo o que tocou. Claro que nosso tempo era mais lento, ela precisava disso e por vezes tínhamos que parar e tomar ar, mas a sensualidade de Helena seguia a mesma. Ela conseguia me enlouquecer só com o rebolado, nosso balançar de corpos foi esquentando e a expressão ‘pedir água’ ganhou outro significado. Alicia e Diogo já estavam invisíveis para nós na pista e talvez já até tivessem ido embora, não fazia diferença. Nos também já estávamos pensando em ir, mas ai tocou um tango e não resistimos.
Não há música mais sensual, mais convidativa ao sexo. Os corpos se enroscam, dão voltas, se esfregam como numa antecipação do futuro. Um casal que dança tango não termina a noite em camas separadas e nós não seríamos os primeiros. Levei Helena para o carro e ela sabia o que aconteceria, talvez esse fosse seu plano. Não importava. Quando chegamos, ainda no elevador já estávamos aos beijos e amassos. Dentro, o vestido dela e minhas roupas não duram muito tempo, tirei tudo com pressa, nem vi a lingerie, só percebi que a calcinha era muito pequena e delicada, a falta de sutiã tinha me atormentado a noite toda.
– Vem de uma vez Renê! Não enrola!
– Calma amor, faz muito tempo, tenho que aproveitar. A fome é muito, não vou me satisfazer apenas com um lanchinho, quero a refeição completa.
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