O namorado da minha melhor amiga!
15 Não existem apenas eles nesse mundo!
Notas iniciais
Acordei levando a mão aos olhos e logo sentir uma dor de cabeça desgraçada, parecia que meu cérebro estava solto, senti meu corpo mole e uma vontade de vomitar, sair correndo até o banheiro e fiquei vomitando horrores, parecia que minhas tripas iriam junto.
–Olha quem acordou. –Passei a mão na boca e como vômito deu uma trégua eu olhei para o ser na minha frente.
George com uma bermuda surfista e como sempre sem camisa, mas eu estava com dor demais para prestar atenção nisso.
–Socorro George. –Clamei colocando a boca novamente em direção ao vaso e vomitando.
Ele me olhou preocupado e eu cair deitada no chão.
–Tenho que levar você no hospital. –Empenhou-se em me colocar no colocar no colo.
–Não, minha mãe vai ficar sabendo, nem pensar!
Ele assentiu e me colocou na cama e foi ai que reparei que estava em seu quarto, não me importei no momento em perguntar como fui parar ali, mas não era momento para se preocupar com isso.
*
George voltou minutos depois com remédio para dor de cabeça e chocolate por causa da glicose, primeira vez na minha vida que foi difícil eu engolir chocolate, mas George disse que era normal.
Comi uns quatro pedaços e me senti um pouco melhor.
–Como vim parar no seu quarto? –Como já estava um pouco melhor eu conferi se estava totalmente vestida, ele sorriu e negou com a cabeça.
–Susi foi com Alexander para o quarto, você dormiu aqui e eu no chão. –Ele gesticulou as mãos e apontou para o chão, e lá estavam dois edredons e um travesseiro.
–Você não deveria fazer isso, eu que deveria dormir no chão. –Falei, mas na verdade agradeci a mim mesma e mentalmente por ter dormido na cama.
–Laurence, se você dormisse no chão iria acordar em um estado pior.
Dei de ombros e me joguei na cama.
–Cadê a Susi? –Perguntei levando as mãos a cabeça que ainda doía.
–Saiu com o Alexander.
–Ela não está com a cabeça doendo não? –Interpelei curiosa.
–Ela não abusou que nem você não, Laurence se você fizer ideia do quanto de álcool que você ingeriu.
–Ai meu Deus, lembro quase de nada... Apenas de um garoto e que bebi pra caralho.
–O Pedro, Susi deixou o numero dele anotado, caso você queira falar com ele.
Suspirei e me levantei, precisava tomar um banho urgentemente.
–Depois eu ligo, vou tomar um banho.
Quando me levantei vi a mãe da Susi e do George no pé da porta.
–Vocês garotos... –Ela se aproximou com um sorriso no rosto.
Automaticamente encarei o George e pensei “Lascou tudo!”, George percebeu minha expressão de medo e fez mimica com a boca que iria ficar tudo bem.
–Que estado em, senhorita Laurence! –Ela se sentou do meu lado e sorriu.
–Festas... –Murmurei coçando os olhos.
–Sei como é na sua idade eu era assim, vivia me divertindo, teve um tempo que bebi tanto e fui parar no hospital, aquele dia foi louco, eu estava em uma festa... –Ela parou por alguns segundos e olhou fixamente para mim como se estivesse relembrando seu tempo de adolescência. –Aquele dia foi louco, assim que eu e minhas amigas saímos de lá, ficamos andando na rua, cantando como loucas, quando chegamos ao um parque fizemos uma disputa, rolar um pequeno morro abaixo, quem chegasse mais longe ganhava uma garrafa de vodca.
–Que história é essa, mãe? –George perguntou com uma expressão descreditada que nem a minha.
–Meu querido, todo mundo já foi jovem um dia e cometeu loucuras.
–Mas Laurence, espero que você não faça isso novamente... Quando bebemos demais acabamos fazendo coisas que não queremos... –Ela parecia uma mãe falando, mas uma mãe compreensiva, pra falar a verdade Senhora Linton sempre foi uma mãe pra mim.
–Obrigada Senhora Linton, prometo com todas as minhas forças não cometer isso novamente. –Enchi os pulmões de ar e os soltei vagarosamente. –Por mais que seja difícil e quando se tem problemas na cabeça.
–Não deixe que esses problemas e acontecimentos consumirem você, e não os deixem cometer vários erros na vida.
Eu assenti compreensiva e sem ligar para o meu cheiro e estado a senhora Linton me deu um abraço apertado, amigável e protetor.
Ela se retirou e avisou que o almoço estava pronto.
–Mamis vida louca! –Exclamei sorrindo.
George sorriu e deu de ombros.
*
Depois de um banho gelado de cabeça e tudo, fui almoçar e comi pra caralho, minha barriga roncava loucamente, cheguei até esquecer a dor de cabeça.
Depois do almoço Senhora Linton ligou para o seu marido, que não veio com ela e ficou tratando de negócios.
Susi ainda não tinha chegado e George estava jogado no sofá assistindo. Aproximei-me dele e pigarreei.
–George? –Toquei em suas costas nuas.
–Hm? –Ele estava atento na televisão.
Percebi que não era melhor deixar pra lá e não o atrapalhar.
–Deixa pra lá... –Murmurei e quando me virei de costas pra sair da sala ele interrompeu.
–Fala...
Ele se sentou e me encarou atentamente como se estivesse me analisando.
–Nada... Eu ia para piscina e queria saber se você também ia...
Ele sorriu e deu de ombros.
–Já já apareço lá... –Ele avisou pegando o celular e levando sua atenção novamente a televisão.
Assenti e fui até o quarto e vesti meu biquíni, mas coloquei o short jeans de volta. Fui para a piscina e consegui-me “deitar” na agua boiando e fiquei olhando para a tarde que ia embora se transformando em noite.
Fechei os olhos e me concentrei em meus pensamentos e fiquei pensando em parar com essa palhaçada, antes que fosse tarde demais e alguém descobrisse, e também não precisava deles, poderia sobreviver sem os dois, não existem apenas eles nesse mundo, Pedro é a prova disso.
Enquanto me concentrava escutei a água fazer um movimento violento e sabia que ele estava ali, mas continuei de olhos fechados boiando.
–Bonito... –Ele sussurrou e eu sabia que ele estava perto de mim.
Abri os olhos ele estava me encarando atentamente.
–Oque é bonito?
Ele fez um gesto com a cabeça apontando para mim e continuou.
–É bonito de se ver, você ai deitada na água concentrada, olhos fechados e a luz do por do sol em você. –Ele me olhava nos olhos senti até um desconforto.
Com esse desconforto, acabei me desconcentrando e me afoguei por alguns segundos, George me puxou pelo braço e ficamos tão próximos que soltei um suspiro.
–Obrigada... –Agradeci averiguando seu corpo que estava colado ao meu, tentei não encara-lo, mas ele colocou sua mão em meu rosto e levou seu olhar ao meu.
Hesitei em falar algo, mas falhei e desistir.
Ele se aproximou e seus lábios ficaram milímetros longes do meu, quando selou meus lábios no dele, eu conseguir manter o foco e me afastei e em seguida o abracei.
–Não podemos fazer isso... –Depositei um beijo em seus ombros e me afastei.
Pensamento: Espero que isso sirva para o Alexander...
Afastei-me e suspirei... Eu queria aquilo, mas precisa me controlar, precisava parar com isso.
–Não gosto da Lolly, mas quero respeito... Desculpa George...
Pensamento: Você não respeita sua amiga? ... Ah vai pro infernooo!
–Vou pegar algo para beber, você quer? –Perguntei saindo da piscina e ele fez um gesto de negação com a cabeça. –Bem, volto já!
Estava me sentindo desconfortável, enxuguei os pés antes de entrar em casa e enquanto ia para a cozinha lembrei-me do número do meu parceiro de balada da noite passada.
Fui até a sala e vi um papel com o numero do garoto, o peguei e fui imediatamente atrás do meu celular para salvar seu numero e mandar uma mensagem...
“Por incrível que pareça... EU ESTOU VIVA, mas não sei como!” –L
Mandei com um sorriso divertido no rosto e levei celular na mão, passei na cozinha e peguei um pouco de refrigerante e biscoitos recheados no armário e voltei para o lugar onde estava o George sentado na beirada da piscina... PENSATIVO!
Me deitei em um espreguiçadeira e ofereci biscoito e ele negou com um gesto singelo.
Ouvi meu celular apitar e George olhou discreto e voltou a observar a água da piscina se mover com os movimentos dos seus pés.
“Senhor... Fiquei um POUCO preocupado, não respondeu, cheguei a pensar que foi ao hospital!” –P.
Sorrir e me acomodei na espreguiçadeira para continuar a conversa.
“Deus me livre, e minha mãe descobrir? Minha sorte que a mãe da minha amiga entende... Porém meu estado foi critico ressaca MORTAL!!” –L.
“Então, como salvo seu numero aqui? 1° opção: Laurence... 2°opção: Melhor parceira de balada... 3°: Cachaceira ou 4°: Laurence pescoço marcado?”
Soltei uma gargalhada alta com as opções e George me olhou curioso.
–Devem está se divertindo muito... –Murmurou e não sabia oque ele queria passar com aquelas palavras, e oque fosse eu ignorei e teclei.
“Amei a 4° opção, bem a minha cara sabia? ... Pera pescoço... kkkk!” –L.
Fiquei sorrindo e imediatamente ele respondeu.
“Ultima, quarta e melhor opção... Você é mais divertida do que eu imaginei!” –P.
“Diversão garantida é comigo mesmo... Laurence é só chamar!” -L.
Mandei a mensagem sorrindo, ele era mesmo bem divertido, fiquei olhando a tela do celular, mas se passaram alguns minutos e desfrutei novamente do refrigerante e do biscoito, mas finalmente ele respondeu.
“Já que você gosta de se divertir, e a diversão é garantida ao seu lado, que tal amanhã depois da sua aula sairmos para algum lugar, pode deixar que eu vou ai lhe buscar... P.S.: Isso não um encontro :x” –P.
Fiquei pensativa e fiquei pensativa, mas se eu queria realmente esquecer aqueles dois, eu tinha que sair com alguém mesmo que isso não seja um encontro, sorri alegre e aceitei.
“Seria um prazer!!” –L.
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