O namorado da minha melhor amiga!
23 Karaokê. Pai. Mistérifofo
Notas iniciais

–Gosta de cerveja? –Perguntou olhando para mim, enquanto virava uma dose de tequila pura sem hesitas.
Olhei para ele e fiz uma cara feia e neguei realmente o gosto daquilo é horrível, não sei como pode ser uma das bebidas mais consumidas do mundo.
Bebi minha dose com uma rodela de limão, pois, não estava louca para beber aquilo puro.
–Vamos mudar essa sua opinião! –Exclamou me olhando desafiador. –Duas heineken por favor!
–Não George, não vou fazer isso! –Revirei os olhos e bufei.
Quando eu pensei que o garoto não iria insistir, ele fez algo pior, algo pior do tipo:
–PESSOAL! –Gritou chamando a atenção de todos que estavam ali conversando. –Gostaria da ajuda de vocês, para fazer minha amiga aqui do lado mudar de opinião. –Ele já tinha baixado mais um pouco seu tom de voz.
–Meu Deus, você está bêbado, só pode! Senta ai e cala essa boca. –Ordenei, mas ele me ignorou.
–Ela odeia cerveja, diz que é a pior bebida que já tomou!
Um falatório se alastrou pelo bar/lanchonete do tipo “Essa menina não sabe oque está perdendo!”
–Bem, gostaria que vocês a incentivassem a mudar essa opinião!
QUEM ESTÁ COMIGO? –Gritou e logo várias pessoas levantaram a mão e as garçonetes também levantaram a mão sorrindo. –Ótimo!
Logo a garçonete trouxe duas cervejas.
–Quero que gritem comigo. VIRA LAURENCE!
Logo todos começaram a gritar e eu revirei os olhos e a melhor forma de acabar com aquilo foi virando a bebida que pra mim, tem gosto de xixi.
Pensamento: Tu já bebeu xixi, peste? ... Você entendeu! ... Entendi que você já bebeu xixi!... Porra que enjoo!
Peguei a bebida e logo virei com algumas dificuldades, foi tão rápido que quase nem senti o gosto.
Um grito de vitória foi dado pelo pessoal e eles começaram a rir.
Eu ri junto e sabia que não estava tão sóbria assim, mas minha opinião sobre a cerveja não mudou, prefiro minha tequila e a minha vodca.
–Uma dose de qualquer vodca, por favor! –Pedi.
–Mudou de opinião? –Perguntou bebendo a sua calmamente.
Neguei e com um sorrisinho divertido bebi minha bebida deliciosa.
Logo quando o álcool já estava tomando conta de mim, escutei uma música tocar, aquele toquezinho do começo eu reconheceria em qualquer canto, comecei a rir e olhei travessa para o George.
–Está escutando? –Perguntei a George e antes que ele respondesse, pedi que aumentassem o som e como o povo que estava ali era divertido aumentou o som sem reclamar.
–Once upon a time, not so long ago… -Comecei me levantando da banqueta e todos começaram a olhar pra mim e George se levantou junto.
–Vamos melhorar, Laurence, você canta horrivelmente horrível!
–Ah é? Vamos ver quem canta melhor então! –Desafiei e ele continuou a cantar pegando o ritmo da música, que obviamente todo mundo conhece.
– He's down on his luck... it's tough, so tough Gina works the diner all day, working for her man, she brings home her pay… Ele fechou os olhos como se estivesse se entregando a música, George cantava que nem aqueles cantores de chuveiro sabe... Desafinado mais que tudo.
Comecei a rir e me apoiando nele subi no balcão e ele subiu junto e ali estava eu, tirando meus shows do chuveiro e levando ao povo de uma bar que era constituído por pessoas legais.
– For love — for love She says: We've got to hold on to what we've got… -Nessa parte houve uma mistura de nossas vozes, mas George fazia uns movimentos com as mãos e com as caras que era totalmente hilário.
–'Cause it doesn't make a difference, If we make it or not We've got each other and that's a lot for love — we'll give it a shot… -Essa parte ele cantou sozinho enquanto eu ria loucamente dele e da situação.
Mas quando chegou ao refrão, cruzamos nossos braços como se estivéssemos cantando em um dueto de verdade e todos no bar gritavam e aplaudiam, enquanto nosso canto era acompanhado de uma coreografia louca… MUITO LOUCA MESMO!
–Oh, we're half way there whoah, livin' on a prayer take my hand, we'll make it, I swear whoah, livin' on a prayer! –Houve gritos por todas as partes e algumas pessoas acompanharam no refrão e George e eu entramos em sintonia, foi como se houvesse uma explosão e claro que nessa parte levantamos as mãos.
Continuamos a cantar levando a galera ao delírio, eles estavam mesmo se divertindo com aquilo tudo, cantamos a música completa e como sempre eu enlouquecia e o momento estava mágico, eu era o Jon e ele o Richie Sambora, mas eu sabia que a minha voz e a do George era um lixinho perto dos dois!
Assim que terminamos as pessoas começaram a aplaudir e algumas pessoas falaram.
“Vocês trouxeram a magia que esse bar tinha perdido há muito tempo!”
“Vocês são bem divertidos!”
E claro que não podia faltar...
“Os dois formam um belo casal!”
Decidi nem negar, nem afirmar, apenas rir.
Antes de sairmos, George pagou uma dose de tequila para quem quisesse-CLARO!- e estávamos prontos para ir embora, mas decidi ir no banheiro, pois uma vontade imensa de fazer xixi tomou conta de mim.
Fui até o banheiro aos tropeços, mas consegui chegar até lá, para a minha surpresa, não, o banheiro não tinha cheiro de banheiro podre que só de entrar você já tá saindo. Para um banheiro de bar era algo agradável, fiz minha necessidade, lavei as mãos e sair do banheiro, mas ao sair notei um homem de corte social, bermuda táctil azul, uma camiseta branca e um tênis de corrida, seus olhos eram castanhos, pele bronzeada e um sorriso divertido, estava depositado em sua face.
–Laurence? –Escutei o cara me chamar e por alguns minutos achei que era a cachaça que estava fazendo um enorme efeito, levando com que eu imaginasse pessoas desconhecidas falando comigo, mas então o cara me chamou novamente. –Laurence?
Olhei para ele e arqueei as sobrancelhas sem entender como esse cara sabia meu nome.
–Te conheço? –Perguntei me voltando a ele.
E sem responder minha pergunta ele puxou outra conversa que me deixou loucamente confusa.
–Bebedeira. Caras mais velhos. Dançar em balcão de bares que são uma espelunca... Sinceramente, eu não sabia que era esse tipo de educação e comportamento que a Judith iria lhe dar.
Minha mente queria explodir, quem é esse cara pra dizer isso? E como sabe o nome da minha mãe?
–Você é um espião? –Ah sim, esse era o máximo que uma pessoa bêbada poderia perguntar.
–Não, não! –Ele sorriu e continuou. –Não se lembra de mim? Estou tão diferente assim? Sou eu o Steve, seu pai.
Ok, senti uma pancada em todo meu corpo, pisquei os olhos e encarei o cara sem entender porra nenhum.
Pensamento: Rapaaaaaaz, QUE. BABADO. FORTE!
–Não, meu pai não existe!
Pensamento: É? Me explica sua existência, foi feita como? Com o dedo, ou foi mandada de um planeta alienígena?
–Acho melhor eu lhe levar pra casa. –Falou segurando meu braço que puxei de imediato.
–Não! –Neguei. –Meu pai me largou. Deve ter morrido, não sei! MAS VOCÊ NÃO É MEU PAI! –Gritei histérica e todos no bar olharam pra mim.
–Laurence, você precisa se acalmar. –Pediu passando sua mão em meus cabelos. –Deixe-me levar você em casa por favor!
–NÃO!! –Gritei e logo George veio em minha direção com uma expressão de preocupação, ele não estava entendendo nada. NINGUÉM ESTAVA ENTENDENDO NADA. EU NÃO ESTAVA ENTENDENDO NADA.
–O que diabo é isso? –Ele segurou minha mão e olhou para o cara. –Quem é você? O que você fez a ela?
Antes que George se alterasse e pensasse em algo errado eu disse que não era nada demais.
O cara que dizia ser meu pai, bufou e revirou os olhos.
–Você vai ver que estou certo! –Ele acenou e se retirou do lugar.
George quis retirar satisfações e eu segurei seu braço firmemente.
–Esqueça.
–O que houve aqui?
–Depois lhe explico. –Sussurrei e ele assentiu.
Saí do estabelecimento antes de George pagar a conta e dá uma desculpa para aquele acontecimento.
Me encostei no carro e fiquei me sentindo estranha, seria esse cara ser meu pai? Era a única solução, como ele poderia saber meu nome e da minha mãe?
Cruzei os braços, se ela era mesmo, por que agora? O que ele queria voltando agora? Faz tanto tempo que se foi, já tinha até me acostumado e agora ele volta... Que inferno.
–Hey! –Escutei George vindo minha direção e olhei para ele sem expressão. –Agora me explica.
–Ele disse... Ele disse que era meu pai.
–Como assim?
–Não sei George, não sei! Você acha que se eu soubesse, estaria aqui me perguntando? –Respondi alterada.
–Calma Laurence, Calma! –Pediu segurando meus ombros.
–Leve-me pra casa. –Pedi abraçando-o.
Ele permaneceu calado e me deu um beijo na cabeça.
Entramos no carro e permanecemos calados, fiquei pensando, pensei tanto que durante o trajeto para casa acabei adormecendo.
***
–Ande Laurence, saia do carro, seu noivo estar a sua espera. –Disse minha mãe me puxando pelo braço.
Me senti desnorteada, e fiquei confusa ao ver o vestido branco que eu estava usando, ele era lindo, com apenas uma manga de renda e bem rodado, seu decote era comportado e definia bem as curvas do meu corpo.
Minha mãe me olhou furiosa e me arrastou até a entrada da igreja, aquele toque de piano “Lá vem à noiva” começou a tocar e eu olhava para tudo aquilo sem entender nada.
–Vamos querida! –O rapaz que tinha dito ser meu pai no bar, segurou minha mão e me deu um beijo na testa. –Você só precisa escolher.
Olhei para frente e lá estava três altares, em um encontrava o Pedro, no outro o George e no outro o Alexander, ambos estavam sorrindo me encarando e estavam de smoking.
Ao lado do Alex, Susi estava ao seu lado de vestido preto e um véu.
–Você é uma grande puta! –Balbuciou, mas em seguida aumentou a voz. –VOCÊ NÃO É E NUNCA FOI MINHA MELHOR AMIGA! PUTA!
Olhei para todos com os olhos arregalados e comecei a chorar.
–Escolha! –Mandou o Steve.
Olhei para os três sem saber com quem casar e desabei no chão, todos na igreja vieram em minha direção e começaram a rir da minha cara, até mesmo minha mãe.
Até Lolly estava lá, gargalhando, parecia até uma bruxa.
Caí no chão e desabei no choro enquanto todos me chacoteavam, mas um rapaz saiu do altar e veio em minha direção e em seguida me abraçou.
–Calma, vai ficar tudo bem! –Sua voz estava irreconhecível, quando tentei olhar em seu rosto, eu vi apenas um borrão, era impossível de saber quem era.
Acordei assustada e eu estava na cama, minha cabeça doía e eu estava chorando. Minha respiração estava faltando, então levantei e fui até a cozinha beber um copo de água.
Olhei no relógio de parede e marcava três horas da manhã.
–A hora do diabo, não é a toa que sonhei com a Lolly.
Eu estava apenas com minhas vestes intimas e fiquei me perguntando como diabos entrei em casa?
Quando estava voltando para o quarto, bati meu dedinho do pé no degrau da escada e soltei um grito inesperado. Fechei os olhos e sussurrei “Mãe não acorde!” na esperança de que ela não acordasse, mas foi em vão.
–Laurence? –Escutei sua voz baixa e calma vim do seu quarto, e quando eu olhei lá estava ela no pé da porta me olhando. –Você está bem?
Assenti e fiquei com medo dela perguntar o que aconteceu noite passada, e o pior de tudo e se ela já descobriu?
–George me disse o que aconteceu.
Certo galera, meu sangue gelou!
Pensamento: Alô? Gostaria de marcar o enterro de Laurence...
–Contou oque? –Tentei não me entregar.
–Que vocês saíram, foram a praia com uns amigos e depois a uma pizzaria e lá encontraram um rapaz que disse ser seu pai.
Ok, estou em estado de choque... George mentiu muito bem, muito bem mesmo, para minha mãe consegui acreditar.
–Isso... Isso mesmo. –Respirei fundo e engoli seco.
–Não tem a mensagem que lhe mandei hoje? –Questionou e em seguida assenti. –Então era sobre isso que eu queria conversar.
–Sobre meu pai? –Oque ela queria dizer com isso?
–Sim, sobre seu pai, e acredito que tenha sido ele.
Certo, o que minha mãe esta escondendo de mim?
Fiz uma expressão do tipo “continue essa palhaçada...”
–Seu pai está de volta Laurence e ele está querendo laços com você.
Encarei minha mãe sem expressão e suspirei irritada.
–Acho bom ele tentar muito bem, por que eu não sei se eu iriei perdoar quando ele foi e nos deixou aqui sozinhas. –Assim que eu disse isso fui para o quarto e me tranquei.
Me joguei na cama e eu sabia que minha vida estava desandando totalmente.
Pensamento: Vou listar pra você:
Primeiro: Você está pegando o namorado da sua melhor amiga.
Segundo: Você pega seu professor de educação física que está namorando.
Terceiro: Você vai fazer uma peça com o namorado da sua melhor amiga e muitas pessoas podem desconfiar.
Quarto: Seu pai está de volta!
Laurence, SUA VIDA É INVEJÁVEL ♥
Engoli seco e respirei fundo... Calma tudo vai melhorar...
Peguei meu celular e já era três e quarenta da madrugada. Eu estava fodida, em todos os sentidos.
Pensamento: Em todos os sentidos mesmo... Really? Vai enjoar outro!
O celular tinha umas dez mensagens, uma era da minha mãe preocupada comigo, outra era do Pedro, outras cinco era da Laurence, ela era que nem minha mãe, se ela mandar certa quantidade de mensagens e você não responder, quando você a ver ela vai brigar com você ou ficar com uma cara de raiva que irrita.
“Quando acordar de manhã me avise se passou bem!” –G.
“E se eu acordar agora, serve?” Mandei sabendo que ele estaria dormindo.
Comecei a sentir agonia do meu corpo sujo e como meu sono tinha sumido, tomei um banho de cabeça e tudo sem me preocupar se ia ficar gripada ou não... Passei mais ou menos uma hora no chuveiro refletindo sobre tudo.
Assim que saí do banheiro vesti uma camisola, prendi meu cabelo em um coque mal feito e me deitei na cama, peguei meus fones de ouvido e coloquei no celular e deixei no aleatório e a primeira música que tocou foi From Yesterday do Thirty Seconds to mars e eu não sei por que, mas essa música me faz chorar.
Senti meu celular vibrar, não é possível que seja mensagem de promoção essa hora da madrugada...
Ao pegar o celular e ver a mensagem, eu estava enganada era o George, oh meu Deus, George acordado a essa hora, não é possível.
“Serve... Você acordada a essa hora, não pode ser!” –G.
“Tive a mesma reação da sua parte... Acordei por causa do meu corpo que estava grudando... Como parei de roupa intima?” –L.
“Ué, como você acha que foi?” –G.
Soltei uma risada abafada, só George para me fazer rir agora. Decidi não contar nada da minha conversa com minha mãe, não queria pensar nisso.
“Está em casa?” –L
George demorou um tempo pra responder e eu continuei a escutar minhas músicas, talvez ele tenha caído no sono.
“Não...”
Soltei um suspiro de decepção, para está acordado essa hora, certamente estava na casa da Lolly.
Com tantos acontecimentos, acho que se George não estivesse namorando eu daria uma chance para nós dois.
Do nada senti algo estranho, me senti com quatorze anos novamente, me senti como aquela garotinha que o viu pela primeira vez e ficou encantada e ao mesmo tempo assustada e envergonhada por ter sido apalpada.
Um remorso cresceu dentro de mim e eu me sentia um lixo, não consigo tomar decisões sozinha, não consigo escolher, não consigo saber por quem eu estou apaixonada.
“Estou indo dormir, tenho aula de manhã, sem contar de uma festa que fui convidada, Tchau.”
O rapaz respondeu com um simples tchau e tentei me concentrar no sono, fechei os olhos e depois de minutos longos, consegui adormecer.
Ok, Ok... A manhã seguinte foi meio difícil, acordei atrasada, tomei outro banho porem rápido, pois já se passava das sete da manhã e mamis não me acordou, escovei os dentes apressada, vesti um short de cintura alto preto que eu não usava faz tempo, vesti uma regata branca e coloquei um casaco, calcei meu allstar de cano médio, desci as escadas correndo e tomei um copo de leite e mordisquei uma maçã.
Peguei minha bolsa que estava apenas com o caderno e nem me preocupei com os livros.
Peguei uma bicicleta velha que tinha guardada, pra minha sorte ainda funcionava e fui para escola.
***
Ao chegar à escola, coloquei a bicicleta em seu devido lugar e orei para ninguém roubar, bem ia ser meio difícil de acontecer já que sua pintura estava descascando, um dos pedais estavam quebrados e o assento estava quebrado.
Fui caminhando calmamente para escola e fiquei sentada em um banco próximo a ala das salas, pois eu perdi o primeiro horário e já estava perdendo o segundo.
–Seu cabelo está ótimo... –Sussurrou um garoto com uma ironia presente.
Eu nunca tinha visto ele na escola, ele tinha o cabelo bem preto e perfeitamente liso, sua pele era bem branquinha, um corpo magricelo e usava uma calça jeans surrada, um all star preto e um moletom cinza.
–Sabe como é, essa moda de hoje em dia.
Foi ai que eu me lembrei que não penteei o cabelo.
–Sei... –Ele assentiu e voltou a ler um livro que era do Stephen King.
–O exorcismo, que menino Dark. –Ele levantou o olhar em minha direção e seus olhos eram negros e misteriosos assim como o seu sorriso que poderia ser nomeado de “mistérifofo”.
–Bem... Vou tomar um café, até mais!
–Laurence, não é? –Perguntou sem retirar o olhar dos livros.
–Sim, e você? Como sabe meu nome?
–Pode me chamar de Gavril. –Sorriu meigo e continuou. –Essa é a sorte de ser excluído, você sabe tudo que acontece na escola, tudo mesmo.
Arregalei os olhos e fiquei assustada, que menino cabuloso.
–Bem, eu vou com você, estou morrendo de sono e preciso sobreviver as aulas de química... Bem, se eu comparecer.
Sorri sem graça e concordei.
–Assim você reprova. –Comentei ainda assustada, o que ele queria dizer com saber de tudo?
–Não preciso, sou o melhor aluno da classe.
Dei de ombros e ao em vez de irmos comprar o café na escola, o garoto me convenceu que o café da lanchonete de lá era ruim e eu tenho que concordar e então me levou a uma cafeteria que ficava a algumas quadras da escola.
–O que você quis dizer com saber de tudo que acontece na escola? –Perguntei confusa.
–Calma, eu sei guardar segredos, além do mais você parece legal. –Enquanto o garoto sorria meigo pra mim com aquela resposta eu abria um sorriso de total espanto.
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