O namorado da minha melhor amiga!
13 Acompanho o garotinho indefeso até em casa!
Notas iniciais

Inclinei meu corpo para frente e para trás, suspirei e fiquei cabisbaixa e em seguida um nó se formou em minha garganta, tentei dizer algo e o que saiu foi.
–Ótimo. –Disse seca com um sorriso falso no rosto.
George me analisou dos pés a cabeça e ficou sem expressão, mas disse:
–Espero que não tenha nenhum problema já que...
–Não... –Interrompi sorrindo forçadamente. –Sem problemas, era apenas uma amizade colorida, agora podemos ser amigos, colegas, seja lá o que for, podemos ser...
–Ainda bem, pensei que você ficaria zangada, triste, algo desse tipo...
–Não! –Neguei e o encarei nos olhos, eu sentia meu olhar perfura-los. –Não vou sentir nada disso, até por que... –Soltei uma risada que poderia se dizer: SARCÁSTICA! –Até por que, eu não sinto nada por você desse tipo, você entende, não é?
Ele abaixou a cabeça e percebi que tinha ficado desconfortável, com oque eu disse, mas não entendi certamente o por quê, eu me aproximei do garoto e o abracei e em seguida ele fez o mesmo, me abraçou tão forte, mas não tão forte d’eu ficar apertada, forte o suficiente para eu querer continuar enlaçada em seu abraço, suspirei e segurei algumas lágrimas, não sei realmente a razão delas, talvez ciúmes, não ciúmes de amor, eu acho... Mas ciúmes de não ter mais o George daquele jeito, ou talvez eu não aceitasse que com tantas garotas nesse mundo ele decidiu ficar com a Lolly... Com tantas garotas nesse mundo... Ele não escolheu a mim!
Com aquele abraço as lágrimas queriam fugir, mas eu me concentrei em me acalmar e deixar essas malditas lágrimas caírem em outro momento.
George depositou vários beijinhos em meu pescoço e por seu momento de deslize levou seus lábios aos meus, e depositou um selinho que se transformou em um beijo, não foi um beijo comum, parecia um beijo de despedida disso tudo que tinha ocorrido entre nós.
Afastei-me do meu professor de educação física e fiz um não com a cabeça e o encarei sorrindo forçada.
–Felicidades!
–Obrigado.
George apoiou sua testa a minha e sorriu e se afastou e bebeu outro copo d’água.
–Bem, vou beber um pouco... –Resmunguei.
–Assim você morre. –George sorriu sentando em uma das banquetas.
–Beber, faz com que eu se esqueça de certas coisas. –Suspirei sentando próxima a ele.
–Que coisas?
–Escola, problemas, várias coisas...
–Conte-me! –Insistiu.
–George, isso não é um momento para saber dos meus problemas, nem dos de ninguém, esse é um momento para você apreciar sua felicidade... –Sorri falsa colocando minha mão sobre a dele. –Sua felicidade, já que você está namorando com alguém que te completa.
George sorriu e fez um não com a cabeça, que eu não consegui entender.
–Laurence, já faz uma semana que eu tinha encontrado a Lolly, e dessa semana para cá ficamos conversando, não que um sentimento de amor tenha nascido e pá... Mas ela pediu uma nova chance, ai eu pensei “Porque não?”, e já que eu quero ver se consigo me controlar em relação á garotas, poderia dar certo algo entre ela e eu o que não deu certo no passado.
Fiquei sem palavras, então ele não sente nada por ela ou ele quer se aquietar, ou... ou... Ele queria voltar a gostar dela...
–Então você está usando a Lolly para ficar quieto? –Perguntei confusa.
–Não... –Negou e me encarou. –Ela sabe disso e disse que poderíamos tentar, e não vejo nada de errado nisso.
Assenti e suspirei triste.
George sorriu meigo e entrelaçou sua mão com a minha, mas ao fazer isso notei uns cochichos que viam no meu sentido oposto, quando virei o rosto notei a Susi junto ao Alexander, Susi sorria e Alexander possuía uma expressão seca, fiquei meio desconfortável, me ajeitei na cadeira e retirei minha mão que estava junto com a do George.
–Interrompemos algo? –Susi disse adentrando na cozinha e olhando com certa malícia nos olhos para o George e eu.
–Bão... –Respondi gesticulando as mãos nervosas.
–Bão? –Susi perguntou gargalhando.
–Não. –Corrigi a palavra que nem tinha percebido que tinha errado balançando a cabeça.
–Bem, seja o que for eu vim aqui para beber água e dormi.
–O Alexander irá dormi aqui? –George perguntou.
–Não. –Alexander negou. –Vou para casa.
Susi hesitou em falar algo, mas Alexander balançou a cabeça negativamente.
–Já que o Alexander está de saída, gostaria de conversar com você Susi. –Falou George olhando com certo olhar protetor para irmã.
–Bem... –Vi que eu não estava incluída na conversa e me levantei. –Vou acompanhar o Alexander enquanto vocês conversam.
George e Susi assentiram e eu acompanhei o Alexander até a saída da casa.
–Não gostaria de me acompanhar até em casa? –Uma expressão angelical se formou em seu rosto.
–Já se passa das 23horas. –Murmurei sorrindo.
–Por isso mesmo, não se pode deixar um garotinho indefeso andando por aí...
–Ai meu querido, você não toma jeito não é? –Sorri cruzando os braços. –E seria ao contrário, você não acha?
–Vamos lá, não vou fazer nada! –Juntou as mãos como se estivesse rezando e fez uma cara de cachorro pidão.
–E lá vamos nós...
***
E lá fui eu, acompanhando o Alexander até a sua mansão, ao chegar ao portão, ele enlaçou seus braços em minha cintura e me puxou em um movimento brusco e sorriu malicioso.
–Você disse... –Murmurei sorrindo.
–Isso mesmo, eu disse, mas... –Antes de terminar a frase depositou vários beijos em meus lábios. –Mas, eu não prometi.
Soltei uma gargalhada abafada e mordi o lábio inferior e o encarei intensamente, e senti a mão do garoto descer sua mão até a minha bunda e apalpa-la.
–Aqui não... –Aproximei e mordisquei o seu lábio inferior.
–Vamos subir então... –Propôs.
–Dá tempo de fazer algo... –Sorri sugestiva.
Alexander segurou a minha mão e me puxou para sua casa que estava completamente vazia e escura, até o seu quarto derrubei um vaso e sorri e coloquei uma das mãos na boca e ele sorriu junto.
–Sem fazer bagunça garota, deixa pra fazer na minha cama.
Realmente eu me sentia inconsciente, mas eu saberia o que poderia acontecer se eu fosse ao quarto com o Alexander.
Sorri desajeitada, e mesmo sabendo que era errado o segui.
***
O quarto do Alexander era bem arrumadinho para o quarto de um garoto, tinha várias prateleiras com cds de bandas de rock, uma mesinha com um computador e vários papéis espalhados, alguns porta-retratos estavam desajeitados, alguns desenhos pendurados pela parede, algumas guitarras e várias outras coisas.
–Gostou da decoração? –Perguntou como se estivesse lendo os meus pensamentos.
Assenti olhando-o com desejo.
–E a melhor parte... –Alexander me jogou sobre a cama e ficou sobre mim. –A cama.
–Sempre. –Me inclinei para frente e depositei vários beijos em seu pescoço.
Alexander sorriu, e voltei a ficar deitada, já que senti uma dor nas costas, Alexander retirou minha blusa e a jogou longe e beijou minha barriga, senti um arrepio tomar conta do meu corpo, seus lábios chegaram até o meu pescoço e se transformaram em chupões, mas fiquei com medo que ficassem as marcas e coloquei sua mão no queixo e ele me encarou com a malicia tomando conta de si.
Alexander desceu seus lábios até o meu umbigo e deu uma mordidinha na minha barriga, desabotoou meu short e o retirou com rapidez, coloquei minhas pernas nas suas costas e ele puxou minha calcinha com o dente, e eu já estava a mil, senti meu corpo enrijecer, coloquei minhas mãos em seus cabelos loiros e o puxei de leve e arranhei seus ombros e senti o NAMORADO DA MINHA MELHOR AMIGA, me acariciar e soltei um gemido bem baixinho, Alexander me encarou e sorriu, e de repente senti o seu dedo indicador me penetrar, e senti um grande êxtase e soltei outro gemido e senti um friozinho na barriga se acumular.
Alexander se arrastou em minha direção, mas continuou com seus dedos em mim, levou seus lábios aos meus e selou um beijo profundo e com desejo, enquanto me beija ele adicionou seu dedo do meio e aumentou a velocidade, cheguei a afastar meus lábios do dele para soltar um gemido maior, ele pareceu se diverti e sorriu.
–Tão errado, mas tão bom... –Sussurrei em seu ouvido e arranhei suas costas.
Eu estava completamente louca por aquilo, louca pelo Alexander, ele aumentou a força e senti que iria atingir a o orgasmo, até que ele mordeu o lóbulo da minha orelha e aumentou mais ainda, e soltei um gemido de satisfeita ao senti que atingi oque eu queria.
–Apenas com os dedos... –Ele sorriu mordiscando meus lábios. –Imagina se fosse outra coisa.
Eu sorri e o puxei para um beijo com gosto de quero mais.
–Continua... –Implorei.
–Não, sua amiga irá desconfiar...
SUSI, A SUSI!!! Aquilo que eu sentia naquele momento acabou, quando me dei conta da realidade, sorri desajeitada e me levantei e me vesti rapidamente.
–Preciso ir! –Avisei vestindo meu short.
–Você consegue ser tão sexy assim... –Sussurrou ainda deitado.
–Preciso ir, meu Deus... A Susi... –A preocupação tomou conta de mim e meu coração acelerou mais e mais.
Alexander se levantou e me imprensou na parede e me deu um beijo cheio de mordidinhas, me afastei e sorri mordendo o lábio inferior.
–Irá ter uma próxima... –Avisou o garoto com um sorriso peverso nos lábios.
Eu sorri e sair correndo para casa do Senhor e Senhora Linton e fiquei nervosa e pensando loucamente: Qual será a desculpa?
***
Cheguei na cozinha e para minha sorte Susi ainda conversava com o George, suspirei aliviada até ela fazer a seguinte pergunta.
–Já terminamos? –Perguntou Susi com a voz alterada.
George assentiu e se retirou.
–Porque demorou tanto? –Susi me encarou e notei que ela estava irritada e rezei pra que não fosse pelo motivo d’eu demorar tanto na casa do Alexander.
–Alexander pe-pe-pediu... –Gaguejei e cocei a testa tentando esconder o nervosismo. –Ele quis que eu o acompanhasse até a sua casa e desabafou...
–Desabafou? –Se levantou e perguntou curiosa. –Sobre?
–Ele... Ele...
Pensamento: ISSO!! ISSO MESM, PENSA NA DESCULPA, ELA PODE ACREDITAR, MAS UM DIA ELA DESCOBRE!
–Ele... –Suspirei e cruzei os braços. –Ele desabafou sobre... Sobre sua família não aceita-lo como o seu namorado...
Bem, foi a melhor mentira que passou em minha cabeça, mas com certeza funcionou.
–Sério? –Ela perguntou ignorando totalmente o meu nervosismo. –Nossa, parece até que ele sentiu oque George disse para mim...
–Oque o George disse? –Perguntei sentando na banqueta e Susi fez o mesmo.
–Ele disse que isso que ocorreu entre George e eu, aconteceu rápido demais e acha que ele possa está me iludindo, que talvez ele não seja tão perfeito assim... –Percebi uma expressão triste em seu rosto e suspirou. –Você acha que o Alexander faria algo para me magoar? Me trairia?
Engoli seco e suspirei, tentei várias vezes dizer algo, mas forcei um sorriso e acariciei seus cabelos.
–Não, não acho... –Senti um nó se formar em minha garganta e lágrimas queriam escapuli. –Ele te ama, e tenho certeza que ele não faria nada para te machucar, se um dia ele te machucar... –Suspirei e pensei no que aconteceu entre ele e eu nessa noite. –Eu juro que eu mato ele, não iria suportar ver ele te machucando...
Susi se levantou e me abraçou chorando e me deu um beijo na bochecha.
–Você é a melhor amiga do mundo, eu te amo.
Comecei a chorar, um remorso tomou conta de mim, uma dor tomou conta do meu peito e nó formado na minha garganta estava prestes a me matar.
–Eu também te amo... Eu te amo... –E mais lágrimas se formaram fazendo com que eu me sentisse bem mais culpada do que eu já estava.
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