Notas iniciais
Olá pessoas, aqui estou com um capítulo novo, espero que gostem e comentem, vocês não sabem o quão alegre eu fico quando um leitor comenta!! Pra quem gosta de Alexander e Laurence. Romeu e Julieta, vai sentir um pouquinho do que vai acontecer nos próximos capítulos! Espero que gostem! Já podem devorar haha!

Fiquei ansiosa com o trabalho, estava me sentindo nervosa e bem por saber de tudo que era necessário para apresentação, mas mesmo assim dois horários antes de começar a aula de história eu revisei mais um pouco com o Alexander e o fiz sentar do meu lado e não foi só eu que estava do lado da minha dupla.

Susi também estava, mas não parecia satisfeita, algumas vezes ela me cutucava e fazia gestos com a mão, como se estivesse lascada, eu dava de ombros e falava que ela iria sobreviver e voltava a cochichar com o Alexander sobre o trabalho.

Quando o sinal bateu avisando que era aula de história eu respirei fundo e estava bem nervosa, e Alexander me surpreendeu segurando minha mão e sussurrando.

–Calma, não precisa ficar assim, só porque está do meu lado.

Sorri, mas ao mesmo tempo revirei os olhos e num movimento rápido retirei minha mãe da sua, fiquei com medo que as pessoas falassem algo, ou até mesmo desconfiassem.

–Bom Dia, alunos! –O professor abriu um sorriso maldoso nos lábios e nos encarou com um ar superior. –Oque temos para hoje?

Ah velhinho filho da puta.

–Ah sim, o trabalho... –Respondeu a si mesmo com aquele sorriso e olhar de deboche como se fosse ferrar todo mundo, exceto Alexander e eu, seu velho rabugento. –Quem gostaria de apresentar primeiro?

O silêncio absoluto na sala foi algo esperado, fiquei na esperança que alguém levantasse a mão e fosse apresentar... E isso aconteceu e sabe quem levantou a mão? O Alexander.

Chiei irritada e ele me puxou num solavanco, não gosto de ser a primeira a apresentar, mas também não estava afim que começar uma briga ali com ele na frente de todos.

–Laurence e Alexander, vamos ver a apresentação de vocês, será que vale os quatro pontos dessa unidade?

QUATRO PONTOS? OQUE É ISSO? UM MASSACRE?

Todos os alunos ficaram desacreditados e alguns cochichavam nervosos.

–Se eu escutar alguma conversa, já será descontado um ponto!

Sim, amigos, isso é um massacre.
Mas eu te digo uma coisa querido professor: NÃO HOJE! COMIGO NÃO!

Alexander puxou o pen-drive do bolso e ele soltou mais uma bomba.

–Quero que me mandem os trabalhos por email até as vinte e três horas e cinquenta e nove minutos de hoje.

–Não vamos poder abrir o trabalho aqui na sala? –Questionou um garoto dos fundos.

Ele negou e os alunos olharam para o seus parceiros de trabalho assustados e certamente, quem não estudou e pretendia ler, estavam ferrados.

Pigarrei e encarei o professor confiante.

–Podemos começar?

Ele assentiu e quem começou a explicação foi Alexander e em seguida comecei falando sobre nossos povos antigos, os presidentes e tudo que era necessário e no fim Alexander tomou meu lugar adicionando mais algumas coisas que eu não estudei, mas isso tornou a apresentação perfeita.

–Hm, bom... –Ele sussurrou e anotou algumas coisas em sua caderneta.

Eu sorri e tinha certeza que ele tinha gostado, e já que eu tinha apresentado o trabalho aproveitei e pedi para beber água e ele deixou e o Alexander veio junto.

–Já temos quatro pontos! –Falei com firmeza e Alexander sorriu.

Enquanto passávamos em direção à cantina mais a frente, vimos o auditório aberto e um papel escrito: TESTES PARA A PEÇA!

–Vamos? –Perguntou Alexander com um sorriso travesso nos lábios.

–Agora? Sei que é obrigatório... Mas agora?

–Vamos aproveitar que não tem ninguém, assim não temos que enfrentar fila.

Assenti sem querer ir, mas ele me puxou e fomos ao auditório e nele estava uma garota e um garoto e pareciam está interpretando Romeu e Julieta da pior forma possível.

–ROMEEEEEU! NÃO MORRE! VOLTA! EU TE AMO! –O grito da garota era tão forçado e ela parecia está chamando o garoto e não tentando “ressuscita-lo” e o garoto não ajudava, ficava rindo.

Alexander começou a rir e me puxou em direção aos juízes.

A dupla foi praticamente expulsa pelos juízes e saíram meio tristes, e ficou apenas Alexander, eu e os juízes desconhecidos que nunca vira no colégio.

Uma mulher morena, cabelos cacheados presos em um rabo de cavalo, um rapaz de cabelos brancos e óculos fundo de garrafa, já o outro tinha uma expressão jovial, cabelos negros e pele branca.

–Vão interpretar juntos? –perguntou a mulher nos encarando.

Eu fiquei calada e Alexander com a maior ousadia do mundo assentiu.

–Sabe a fala? –Alexander cochichou e eu assenti, eu era apaixonada por Romeu e Julieta e assisti todas as versões de filmes e livro. –Ótimo, eu também sei.

Fiquei meio duvidosa em relação a isso, Alexander gosta de Shakespeare?

Segui com ele até o palco e ele disse faríamos a cena final e eu concordei me deitei no chão e fiz que sim com o polegar, fechei os olhos e senti o garoto se aproximar.

– Oh! Minha querida Julieta, porque estás tu ainda tão bela? –Eu prendi a risada, era engraçado ver o Alexander falar tão formalmente e ainda mais citando Romeu e Julieta. Senti suas mãos em meu pescoço e fique séria, era estranho aquilo tudo acontecendo no auditório da escola, por mais que fosse para uma peça. — Devo acreditar que o incorpóreo fantasma da morte se apaixonou por ti, e que esse monstro esquálido e hórrido te guarda aqui na escuridão para fazer de ti sua amante?
É para te defender que ficarei a teu lado para sempre e nunca mais abandonarei este palácio, onde reina a sinistra noite. É aqui que quero ficar com os vermes, teus servidores. Aqui fixarei a minha eterna morada, libertando do jugo das estrelas funestas este corpo fatigado do mundo. Fitai-a pela última vez, meus olhos, e vós, meus braços, dai-lhes o vosso ultimo abraço. –Senti ele levar meu corpo em um abraço rápido e em seguida sua respiração se encontrava com a minha, mas continuei com os olhos fechados. -Vós, meus lábios, vós, que sois as portas da respiração, selai com um legítimo beijo o pacto eterno com a morte voraz.

Eu comecei a ficar nervosa e o belisquei e claro que ele não selou nossos lábios, apenas me deu um beijo na bochecha.

–Vem amargo fatal guia! Vem piloto sem esperança, e atira contra os rochedos o meu batel fatigado da tormenta! Por ti, minha amada! Abençoado boticário! É ativa a tua droga! Assim... Morro com um beijo!

E novamente, ele beijou minha bochecha, abri um olho e ele fingiu beber um veneno imaginário e caiu ao meu lado debruçado e permaneceu com os olhos fechados... Ele era realmente um ótimo ator.

Minutos depois me levantei, e fiz como a peça, olhei o garoto com uma expressão triste e fingi pegar um frasco imaginário.

–O que é isto? Um frasco tão apertado na mão do meu fiel amor? Agora vejo que foi o veneno que tão cedo o levou. –Falei com o máximo de amor que podia e fingi beber algo do frasco.
–Oh! Egoísta! Para que o bebeste tu todo e não deixaste uma gota amiga que me ajudasse a ir ter contigo? Vou beijar os teus lábios, meu amor, talvez aí encontre um resto de veneno, cujo bálsamo me fará morrer...

Aproximei-me do garoto e dei um beijo em sua bochecha, próximo aos seus lábios, quase deixei o nervosismo tomar conta de mim, mas continuei a atuar.

–Os teus lábios ainda estão quentes! –Coloquei a mão em seus bolsos e fingi pegar um punhal e sorri por tê-lo ali, mas ao mesmo tempo triste. -Oh, punhal abençoado! Eis a tua bainha... –Levantei o punhal imaginário e me apunhalei. -Cria ferrugem no meu peito e deixa-me morrer!

Terminei minha fala e cair relutante e debruçada no garoto e ali estava à morte de Romeu e Julieta interpretada por mim e Alexander, que saiu muito bem, eu ainda estava curiosa, admirada por aquele garoto saber todas as falas.

Depois de segundos deitados no chão, nos levantamos e os juízes estavam nos admirando surpresos e felizes por sinal.

–Vocês foram magníficos! –Disse um dos caras e ele que possuía um sotaque forte, mas bem forte mesmo, parecia ser francês.

–Bem, o resultado desse teste vai sair semana que vem, espero que se surpreendam com o lugar de vocês na peça.

Alexander sorriu e fez uma reverência formal, se curvando e parecia tirar um chapéu imaginário, eu sorri e o puxei para fora do teatro.

–Ainda estou impressionada, como você sabia de todas aquelas falas?

–Bem, já fiz uma peça na escola que estudava anteriormente, e essa peça era Romeu e Julieta, e claro eu fui o Romeu e agora essas falas ficam o tempo todo em minha cabeça.

Sorri e dei um soco amigável em seu ombro.

–Está óbvio que você vai ser a Julieta com aquela encenação e eu o Romeu, isso se a peça for essa.

Assim que Alexander disse isso, senti um nó na garganta e caí na real... Eu não poderia ser a Julieta desse Romeu, nem esse Romeu poderia ser meu.

–A Susi... –Murmurei com a voz falhando.

O garoto coçou o queixo e parecia normal.

–Tenha calma, ela não vai desconfiar de nada, falamos que viemos fazer o teste logo, nisso assim que eu fiz o meu, você fez o seu e os juízes nos aplaudiram apenas isso.

Passei a mão na testa ainda preocupada, mas sorri mostrando que estava tudo bem.

Fomos para sala e sentamos em nossos devidos lugar, era a vez da Susi apresentar o trabalho, mas não prestei muita atenção, um novo problema vinha à vista e ele poderia ferrar tudo: A peça!

Notas finais
Comentem vou ficar alegre pessoas, e ultimamente só tenho andando meio "só" talvez alguns comentários me façam felizes hahah! Bem, comentem se quiser, honeys! Até o próximo